"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Eventos de Cintia Liana de abril 2018 em Salvador

Esses foram os cartazes da minha primeira temporada de eventos em Salvador-BA, em abril de 2018.
Foi incrível!

Cintia Liana no Mar Brasil Hotel

Cintia Liana no Mar Brasil Hotel

Cintia Liana no Mar Brasil Hotel

Cintia Liana no Mar Brasil Hotel

Mar Brasil Hotel

Mar Brasil Hotel

Sala Baden Powell, Mar Brasil Hotel

Sala Baden Powell, Mar Brasil Hotel

Cintia Liana no Mar Brasil Hotel


sábado, 3 de março de 2018

Palestra com workshop da psicóloga Cintia Liana

Palestra com workshop da psicóloga Cintia Liana

Em minha visita ao Brasil em abril, além dos grupos de constelação, farei uma palestra com workshop que abordará o desrespeito às leis e ordens sistêmicas que dão origem e regem os conflitos familiares e a relação de cada um consigo, e incluirei o assunto adoção. 
Para pessoas em busca de autoconhecimento, famílias, estudantes e profissionais da área deaúde. 
Com entrega de certificado, a quem solicitar. 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Quarto grupo de constelação familiar da psicóloga Cintia Liana no Brasil

Quarto grupo de constelação familiar da 
psicóloga Cintia Liana no Brasil

Abertas as inscrições para o 4º grupo!

“A história de nossa família nos pertence. Estamos a ela vinculados, ela é uma parte de nós e marca a nossa personalidade, com todas as forças e fraquezas que temos.
A Constelação visa, de forma prática e vivencial, dissolver antigos padrões (conflitos e doenças que se repetem) familiares que de alguma forma impedem o livre fluxo de amor entre os membros de um sistema.
Fazer a sua Constelação Familiar significa trazer força e equilíbrio para você e para todo o seu sistema familiar.” (Ipê Roxo)


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Cintia Liana e as constelações familiares com o tema adoção

Cintia Liana e as Constelações Familiares

Vim para a Itália convidada para trabalhar com adoção, e é com muita felicidade, que venho propor às famílias adotivas da minha cidade natal, que em 2008 me presenteou com o título de “Fada das famílias adotivas”, o meu workshop de constelações familiares com o tema ADOÇÃO. 


"Adoção e constelação"

Bert Hellinger disse, “somente quando estamos em sintonia com o nosso destino, com os nossos pais, com a nossa origem e tomamos o nosso lugar, temos a força”. Todos nós precisamos nos sintonizar com a nossa história familiar, com os nossos ancestrais para termos equilíbrio, porque a família pode ser comparada a um sistema dinâmico, composto por suas regras precisas, em que os seus se empenham com fidelidade para levá-las adiante e, mesmo que uma pessoa seja distanciada desta, continua a sofrer influências desse sistema e a manter a lealdade. 
Todos nós precisamos nos pacificar, sentir as nossas raízes para podermos voar. Existem casos em que crianças e adultos, que foram adotados, não conseguem atingir a serenidade desejada, porque sentem, inconscientemente, que falta algo em suas vidas. Essas pessoas foram “excluídas’ de um sistema, mas o campo não admite exclusões e elas mantém um vínculo e, como diz Hellinger, a necessidade de pertencer é maior que a de viver. 
O método das contelações familiares, hoje mundialmente conhecido, é uma ferramenta que nos dá a chance de ver, na representação da família, dentro do campo morfogenético (descrito pelo biólogo Rupert Sheldrake), os aspectos ocultos das desordens, o que está por trás dos conflitos, e colocar as dificuldades em ordem, com base nas leis sistêmicas, liberando o indivíduo desse peso e trazendo detalhes importantes à luz, instaurando o equilíbrio na vida de todos. 
Pais adotivos podem constelar. Pessoas que pretendem adotar também podem, para conseguirem entender mais ainda os sentimentos imperceptíveis, ligados a esse projeto de vida.
Para instaurar as ordens do amor, são usadas as leis sistêmicas: pertencimento, hierarquia e o equilíbrio no dar e receber, trazedo à consciência sentimentos reprimidos e não compreendidos, as sensações de culpas escondidas, as pessoas "não vistas" e também colocando cada uma delas em seus devidos lugares, com as suas responsabilidades. Essas desordens adoecem adultos e crianças do sistema. 
Esse método também é capaz de ajudar o indivíduo a se liberar do emaranhamento da repetição de histórias já vividas na família biológica e entrar em contato com o seu próprio destino, sendo capaz, assim, de se realizar na felicidade.

Cintia Liana Reis de Silva

Local: 
Mar Brasil Hotel, Sala João Gilberto
Rua Flamengo, 44, Farol de Itapuã, Salvador-BA



Grupos de constelação de Cintia Liana no Brasil

Cintia Liana, Constelações Familiares


Realizarei em abril, em minha cidade natal, workshops de constelações familiares. Informações e reservas pelo WhatsApp: +393394413339.


"Como a constelação familiar pode ajudar"


A família pode ser comparada a um sistema dinâmico, composto por suas regras precisas. Através da observação, o alemão Bert Hellinger descobriu que por trás das dificuldades, problemas e até mesmo doenças que os seus clientes enfrentavam, estavam refletidas as situações e conflitos vivenciados por membros anteriores da família. Hoje, as constelações familiares, o método de Hellinger, mundialmente conhecido, nos dá ferramentas para descobrir a origem oculta das desordens e colocar em ordem aspectos do campo morfogenético familiar, liberando-o desse peso e trazendo detalhes importantes à luz, instaurando harmonia e equilíbrio na vida de todos. 
Quando alguém representa a família neste método, tem a possibilidade de ver alí, no campo colocado em ação, o inconsciente familiar. Para instaurar as ordens do amor, são usadas as leis sistêmicas: pertencimento, hierarquia e o equilíbrio no dar e receber, trazedo à consciência sentimentos reprimidos e não compreendidos, as sensações de culpas escondidas, as pessoas "não vistas" e também colocando cada uma delas em seu devido lugar, com as suas responsabilidades. Mãe no lugar de mãe, irmão no lugar de irmã. Por exemplo, avó não pode ser mãe, será sempre avó; pai não pode ficar no lugar de irmão, deverá ocupar o lugar de pai. Essas desordens trazem desarmonia e até adoecem adultos e crianças do sistema.
Os novos filhos, quando chegam, já percebem esse tipo de energia e, a esse ponto, já entra no emaranhamento, assumindo comportamentos, sentimentos e até destinos que não são seus e sim de outros parentes. 
Esse método também é capaz de ajudar o inidivíduo a se liberar do emaranhamento da repetição, e entrar em contato com o seu próprio destino, sendo capaz assim de se realizar na felicidade.

Cintia Liana Reis de Silva

Local: 
Mar Brasil Hotel, Sala João Gilberto
Rua Flamengo, 44, Farol de Itapuã, Salvador-BA




terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A herança emocional dos nossos antepassados

Foto: Biblioteca Virtual de Antroposofia

“A verdade sem amor dói. A verdade com amor cura.” 
A mente é maravilhosa, 20 nov 2017
A herança emocional é tão decisiva quanto intransigente e impositora. Estamos enganados quando pensamos que a nossa história começou quando emitimos o nosso primeiro choro. Pensar dessa forma é um erro, porque assim como somos o fruto da união do óvulo e do esperma, também somos um produto dos desejos, fantasias, medos e toda uma constelação de emoções e percepções que se misturaram para dar origem a uma nova vida.
Atualmente falamos muito sobre o conceito de “história familiar”. Quando uma pessoa nasce, ela começa a escrever uma história com suas ações. Se observarmos as histórias de cada membro de uma família, encontraremos semelhanças essenciais e objetivos comuns. Parece que cada indivíduo é um capítulo de uma história maior, que está sendo escrita ao longo de diferentes gerações.
Esta situação foi muito bem retratada no livro “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez, que mostra como o mesmo medo é repetido através de diferentes gerações até que se torna realidade e termina com toda uma linhagem. O que herdamos das gerações anteriores são os pesadelos, os traumas e as experiências mal resolvidas.
A herança de nossos antepassados que atravessa gerações
Esse processo de transmissão entre as gerações é algo inconsciente. Normalmente são situações ocultas ou confusas que causam vergonha ou medo. Os descendentes de alguém que sofreu um trauma não tratado suportam o peso dessa falta de resolução. Eles sentem ou pressentem que existe “algo estranho” que gravita ao seu redor como um peso, mas que não conseguem definir o que é.
Por exemplo, uma avó que foi abusada sexualmente transmite os efeitos do seu trauma, mas não o seu conteúdo. Talvez até mesmo seus filhos, netos e bisnetos sintam uma certa intolerância em relação à sexualidade, ou uma desconfiança visceral das pessoas do sexo oposto, ou uma sensação de desesperança que não conseguem explicar.
Essa herança emocional também pode se manifestar como uma doença. O psicanalista francês Françoise Dolto, disse, “o que é calado na primeira geração, a segunda carrega no corpo”.
Assim como existe um “inconsciente coletivo“, também existe um “inconsciente familiar”. Nesse inconsciente estão guardadas todas as experiências silenciadas, que estão escondidas porque são um tabu: suicídios, abortos, doenças mentais, homicídios, perdas, abusos, etc. O trauma tende a se repetir na próxima geração, até encontrar uma maneira de tornar-se consciente e ser resolvido.
Esses desconfortos físicos ou emocionais que parecem não ter explicação podem ser “uma chamada” para que tomemos consciência desses segredos silenciados ou daquelas verdades escondidas, que provavelmente não estão na nossa própria vida, mas na vida de algum dos nossos antepassados.
O caminho para a compreensão da herança emocional
É natural que diante de experiências traumáticas as pessoas reajam tentando esquecer. Talvez a lembrança seja muito dolorosa e elas acreditam que não serão capazes de suportá-la e transcendê-la. Ou talvez a situação comprometa a sua dignidade, como no caso de abuso sexual, em que apesar de ser uma vítima, a pessoa se sente constrangida e envergonhada. Ou simplesmente querem evitar o julgamento dos outros. Por isso, o fato é enterrado e a melhor solução é não falar sobre assunto.
Este tipo de esquecimento é muito superficial. Na verdade o tema não está esquecido, a lembrança é reprimida. Tudo que reprimimos se manifesta de uma outra forma. É mais seguro quando volta através da repetição.
Isto significa que uma família que tenha vivenciado o suicídio de um dos seus membros provavelmente vai experimentá-lo novamente com outra pessoa de uma nova geração. Se a situação não foi abordada e resolvida, ficará flutuando como um fantasma que voltará a se manifestar mais cedo ou mais tarde. O mesmo se aplica a todos os tipos de trauma.
Cada um de nós tem muito a aprender com os seus antepassados. A herança que recebemos é muito mais ampla do que supomos. Às vezes os nossos antepassados nos fazem sofrer e não sabemos o porquê.
Talvez tenhamos nascido em uma família que passou por muitas vicissitudes, e não saibamos qual é o nosso papel nessa história, na qual somos apenas um capítulo. É provável que esse papel nos tenha sido atribuído sem o nosso conhecimento: devemos perpetuar, repetir, salvar, negar ou encobrir as feridas destes eventos transformados em segredos.
Todas as informações que pudermos coletar sobre os nossos antepassados serão o melhor legado que podemos ter. Saber de onde viemos, quem são essas pessoas que não conhecemos, mas que estão na raiz de quem somos, é um caminho fascinante que só nos trará benefícios. Isto nos ajudará a dar um passo importante para chegar a uma compreensão mais profunda de qual é o nosso verdadeiro papel no mundo.
Fonte: http://www.antroposofy.com.br/forum/a-heranca-emocional-dos-nossos-antepassados/

sábado, 11 de novembro de 2017

Leis jurídicas, leis sistêmicas e a prioridade de permanência na família de origem

Google Images


É interessante como as leis brasileiras de adoção respeitam as leis sistêmicas familiares. Ao menos, é o que se vê “no papel”. 
O fato de dar prioridade à criança de permanecer em sua família biológica, no intuito de proteger o seu direito intrinseco, de crescer no seu seio de origem, inserida em seu campo energético de nascimento, por exemplo, é algo altamente subjetivo e traz uma ordem social também muito profunda. Isso não faz referência ao sangue, mas à energia, ao seu destino. Destino num sentido mais amplo e não no sentido religioso. E é necessário uma profunda humildade para entender isso. Humildade, para não alimentarmos a pretensão de que temos o poder de “arrancá-la fisicamente” do convívio dos seus antenados. 
Esgotadas essas possibilidades de permanência, é que ela vai para adoção, o que é algo também muito precioso, mas faz parte de outra etapa. A partir daí, ela começa a fazer parte de dois sistemas familiares, o de origem e o de nascimento. Os dois são importantes e serão sempre essencias em sua vida. Um deu a vida e o outro deu a possibilidade dela continuar "existindo psicologicamente", na dignidade e no amor. 
Conhecer as leis sistêmicas, protege criança, família adotiva e biológica de sofrer as negativas consequências no caso de injustiças, do desrespeito a essas ordens, que a nossa lógica racional, muitas vezes, tem a impossibilidade de conceber.



Cintia Liana

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A psicóloga Cintia Liana na rádio italiana


Caros amigo e leitores, 
esse é o link da minha primeira entrevista em italiano. 
Falei sobre a minha chegada na Itália, psicologia neonatal, a importância da amamentação e psicologia familiar. 

Comecei amamentando. Militando. 
🙏


Programa By Night Roma, na "RadioRadio", FM104,5. 

🎧🎤🎙📻🎥

Acessem:

https://www.facebook.com/RadioRadioByNightRoma/videos/1449333915121243/?hc_ref=ARSRYYsO2pMGmRpdQQrUGLDOEVQEYQsTnh-rnKkX-SXBhxOzcmvNKIJi7M3OLZ9EM2o&pnref=story

A psicóloga Cintia Liana. 
Apoiando a amamentação.





A psicóloga Cintia Liana 
na "RadioRadio", FM104,5, em Roma, Itália. 

🎧🎤🎙📻🎥



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Constelações Sistêmicas

Google Imagens


Por Karla de Araújo

Aceitar pai e mãe, incluir os excluídos, separar o que está misturado, quebrar padrões negativos repetitivos, dar e receber com equilíbrio, harmonizar o masculino e o feminino, honrar a família e ter permissão para seguir e ser feliz!

Às vezes, estamos fora de nosso verdadeiro lugar em nossas famílias, em um papel que não é realmente o nosso; como por exemplo, irmão que toma o lugar de pai, filha que toma o lugar de mulher do pai (tudo isso no inconsciente), mãe que se comporta como filha da filha; filhos que tomam as crenças e o fardo dos pais para si, ficando assim impossibilitados de seguir seu próprio caminho. Repetição de padrões negativos, doenças psicossomáticas, disfunções sexuais, filhos que não "crescem" por terem medo de não serem mais amados pelos pais, cônjuge que não se independe da influência dos pais depois de se casar, identificação excessiva com algum ente querido que já morreu impossibilitando a pessoa de olhar para seu trabalho e sua vida,etc. Tudo isso influi na disponibilidade ou não do indivíduo para uma vida saudável e próspera.

A Constelação Sistêmica Familiar quebra os círculos viciosos. Revela os mecanismos inconscientes do nosso comportamento e as influências externas. Quando essas influências se mostram nas constelações, o indivíduo recupera seu poder de fazer escolhas, se torna mais livre e produtivo. As consultas podem ser realizadas individualmente ou em grupo.

A Constelação Familiar foi desenvolvida por Bert Hellinger que elaborou suas inerentes "ordens do amor". Gunthard Weber e outros a estenderam para constelações em contextos organizacionais e em outros contextos. Matthias Varga Von Kibéd e Insa Sparrer desenvolveram estes conceitos mais além, em "Constelações Sistêmicas de Estrutura" e forneceram uma experiência metodológica e teórica. Bernd Isert criou um método holístico que reúne estes conceitos e métodos da PNL e cinesiologia.

A meta do trabalho de constelação é resolver envolvimentos, separar misturas e incluir partes do sistema anteriormente excluídas, a fim de permitir que o cliente alcance a integração em um nível mais elevado do que antes. É uma terapia breve capaz de identificar a origem de muitos dos "males" que nos afligem e, através da energia do amor, desatar nós e abrir novas possibilidades para o futuro. Este trabalho se baseia na existência de uma consciência familiar que "rege" nossos destinos. Cada vez que uma das ordens desta consciência é quebrada, ela age no sistema familiar, através de seus membros, "exigindo" uma compensação. Uma destas ordens é o direito ao pertencimento: todos, no sistema familiar, têm o mesmo direito de pertencer. Isto implica que, cada vez que alguém é excluído do sistema, normalmente por questões morais, a consciência familiar escolhe um membro de uma geração posterior ao excluído para que tenha um destino semelhante e difícil. Crianças abortadas, criminosos, alcoólatras, doentes mentais, prostitutas, filhos ilegítimos, todos se enquadram neste grupo de excluídos. Somente quando estas pessoas são reconhecidas e incluídas no coração da família, aquele que estava identificado com o excluído pode seguir seu próprio destino livremente.

O trabalho sistêmico vem a partir da concepção da vida, do fluir no desenvolvimento natural. Estamos inseridos dentro de um grande sistema contínuo, de diversos elementos que se interagem e de certa forma são interdependentes uns com os outros. Nenhum organismo é um sistema estático, fechado ao mundo exterior; e sim um sistema aberto, onde há uma constante troca de informações entre os mais diversos níveis.
Não temos como falar de constelação familiar sem falar da visão sistêmica.

Nascemos dentro de um sistema familiar, que existe há muitos anos e onde não sabemos direito o seu histórico por completo. Foram gerações atrás de gerações, com muitas histórias, acontecimentos, e situações felizes e trágicas. Herdamos através dos nossos pais e ancestrais toda a carga morfogenética (morfo=forma) e não damos conta dos padrões, das crenças e até mesmo das repetições de estórias dentro da nossa família.

Outra ordem, a de precedência, significa que quem vem antes dá e quem vem depois recebe; quem vem primeiro tem prioridade. Quando alguém toma o lugar de outro que o precede, o sistema familiar entra em desequilíbrio. Um filho que assume "ares" de pai, um irmão caçula que se arroga direitos de primogênito, um filho que toma para si os problemas dos pais e os coloca em julgamento, são alguns perturbadores desta ordem. Durante a Constelação Familiar, estas dinâmicas ocultas afloram de maneira surpreendente.

“O trabalho de constelação familiar é uma oportunidade de identificarmos de forma consciente o que está acontecendo com o sistema familiar, podendo assim resolver os conflitos a partir da escolha interna de cada um.

”A constelação sistêmica pode ser realizada em grupo (workshop) ou individualmente com utilização de bonecos ou figuras. A terapia se dá através da reunião do terapeuta, do cliente e de um grupo de pessoas que são convidadas a representar membros da família do cliente. A sessão tem início quando o cliente manifesta a questão que quer trabalhar e escolhe representantes para seus familiares. Neste momento, instala-se no ambiente um "campo" que traz à luz aquilo que está atuando em seu sistema familiar. A melhor analogia é o fato de que, a todo instante, milhares de ondas de rádio cruzam o espaço sem que possamos acessá-las. Assim que um aparelho de rádio é ligado e uma determinada freqüência é escolhida, passamos a ouvir imediatamente sua programação. No caso das constelações familiares, o membro da família é o responsável por "autorizar" que a freqüência de sua família seja sintonizada e possa ser captada no ambiente. A partir de como os representantes se sentem e se movimentam, é possível perceber os emaranhados com clareza e dar início à sua dissolução.

Podemos fazer Constelação para ajudar em conflitos familiares (pais, filhos, irmãos, tios, avós), conflitos entre casais, dificuldade em lidar com perdas de parentes, pessoas queridas ou parceiros, dificuldade em relacionar-se de uma forma geral, dificuldade em comunicar-se, problemas de saúde, conflitos entre sócios, funcionários e clientes, problemas financeiros, entre outras coisas.

Karla de Araujo



http://www.alinhamento-energetico.com/constela%C3%A7%C3%B5es%20sist%C3%AAmicas/

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Pais falam honestamente sobre por que se arrependem de ter tido filhos

É preciso muito investimento em uma terapia chamada constelação familiar ou na própria terapia de abordagem familiar para colocar em ordem a desordem que esse sentimento expressa. 
Não penso de nenhum modo que um pai ou mãe deva se contentar em sentir algo do tipo, é preciso colocar as coisas em ordem, rever os modelos familiares e sobretudo se reconciliar com os pais para que as coisas funcionem dentro das ordens do amor, sem sentimentos controversos.

Publicado: Atualizado: 

sábado, 16 de abril de 2016

O "milagre" das constelações familiares e como elas podem mudar destinos

We Heart it

16 de abril de 2016

Por Cintia Liana Reis de Silva

Conheci há alguns anos, mas só há algumas semanas venho lendo muito e me aprofundando ainda mais no método terapêutico fenomenológico das constelações familiares do psicanalista, pedagogo, teólogo e filósofo alemão Bert Hellinger e posso parecer meio categórica, mas sou formada em psicologia desde 2000, especialista em psicologia sistêmica familiar, expert em adoção e venho trabalhando com a "cura da alma" do ser humano há todos esses anos e, após ter constelado, há quase uma semana, posso dizer que para mim, até o momento, não há método mais curativo e rápido. Estou tão encantada com as descobertas de Hellinger que mês que vem iniciarei o curso de formação aqui Roma.

O trabalho de constelações familiares se propõe a mudar destinos tristes e a restabelecer as ordens do amor na família, assim o sofrimento se acaba nas gerações atuais e nas futuras, liberando a todos os que vieram, os que estão e os que virão. Acredito que todas as famílias têm seus pontos a serem curados.

A essência do trabalho de Hellinger é o amor e depois a gente vai entendendo a força que esse amor tem e como ele é capaz de curar. Hellinger, nascido em 1925, com 64 livros escritos e traduzidos em todo o mundo, explica que cada pessoa vive um destino já traçado pelo inconsciente familiar e cada pessoa está presa a esse destino, o que ele chama de enredamento. E esses destinos são repetições de histórias já vividas e trazidas há muitas gerações precedentes, histórias de sofrimentos, dúvidas, dores, medos, limitações, bloqueios, separações, abandono de filhos, problemas de infertilidade, abortos, pessoas excluídas, dependências de álcool ou drogas, problemas financeiros, dívidas, problemas conjugais, abusos, violência, incestos, doenças de ordem física e mental, tragédias, assassinatos, suicídios, acidentes, brigas, desavenças entre irmãos, conflitos com filhos e essas repetições ocorrem como uma forma de buscar uma falsa compensação. Por exemplo, uma família que tem um homicida futuramente perderá um ente assassinado, para cumprir algo que ele chama de consciência de clã. Ou um casal que "compra" uma criança de uma família pobre para adotá-la depois perde um filho biológico em uma fatalidade. Uma herança mal dividida também terá graves consequências futuras. Ele diz que a liberdade de cada um é limitada porque todos os atos exigem consequências e essas consequências já são predeterminadas e aparecem nas gerações futuras. As repetições acontecem também em forma direta e similar, como doenças e outras situações que caem igualmente de geração em geração, na vida de filhos e filhas, que vivem cenários iguais aos dos pais, dos avós, bisavós, como se tivesse uma força que os faz seguir esse mesmo destino, sem conseguir mudá-lo, mesmo com a consciência e com todos os esforços para seguir outra estrada.

O fato é que ele descobriu que se pode evitar que essa sucessão do repetições desnecessárias e sofridas, que só trazem mais dor, chamada de compulsão sistêmica de repetição, pode acabar quando se restabelece as ordens do amor, ou seja, na forma de um ritual em uma terapia, com uma representação em que a pessoa constelada participa em um grupo com outros desconhecidos e um constelador.

O constelador diz para o constelado em pouquíssimas palavras escolher o que ela quer trabalhar, qual é a dificuldade vivida e sentida e delega que ela pegue aleatoriamente no grupo algumas pessoas que representarão os seus familiares. Familiares esses que podem estar envolvidos nesse conflito. Após as pessoas serem escolhidas, e sem saberem nada sobre a vida do constelado, se incia o movimento dentro do campo familiar (morfogenético). Cada representante, que também está ali com o mesmo objetivo de constelar e de resolver seus problemas, começa a se mover e a ir na direção de um ou outro, sentindo uma força que o guia. Também inicia a ter sensações que começam a ser "lidas" pelo constelador, explicando de onde vem o problema, de que geração, por qual motivo ele está ali e até segredos vêm a tona, revelando outras coisas que vão sendo resolvidas. As respostas ficam claras.

Quem representa, de alguma forma, "constela" indiretamente naquele momento também, e tem seus insights, seus momentos de iluminação, de aprendizado, vivendo aquele papel no campo, pois não é a toa que ele lhe foi dado, foi exatamente porque tem algo a ver com a sua história.

Um workshop de constelações dura o dia inteiro e a constelação e o fechamento de cada um do grupo vai de 20 minutos a 1 hora mais ou menos, e se dá quando o constelador pede para o constelado ou para o representante do constelado repetir frases em forma de um ritual de cura, que tem como base um sentimento de libertação e liberação, motivando o constelado a seguir o seu próprio destino, a perdoar, a se desenredar dos prolemas antigos, que são de outras pessoas mais velhas da família, ou até de pessoas já mortas e, a partir daí o constelado já começa a sentir algo diferente. A cada novo dia que ele acorda o sentimento de liberdade é mais forte e com o passar do tempo já se vê tudo de modo mais leve, superando os problemas que antes lhe pesavam demasiadamente nos ombros. Problemas esses que não eram seus e sim do campo familiar, que o escolheu para carregar adiante, e ele, até então, não conseguia se libertar desse papel até constelar.

Eu, particularmente, na constelação trabalhei alguns medos, e tive a confirmação de que esses medos e sentimentos provinham de um evento traumático ocorrido em minha família há mais de 25 anos, em uma geração antes da minha e, após constelar, percebi que todos os sentimentos e lembranças ligadas àquele momento foram tomando outros lugares em minha vida emocional, restabelecendo as ordem, os lugares certos, de modo que os medos foram se dissolvendo e hoje eu sinto que sou a dona do meu destino e tenho força sobre ele.

A propósito, na oportunidade também levei uma ex-paciente minha para constelar, uma alcoolista. Há uma semana ela não bebe. Mas, obviamente, eu e o constelador a aconselhamos a não parar por aí o seu processo de cura.

Hoje existe em mim uma enorme gratidão por Bert Hellinger e por toda a riqueza de seus ensinamentos, desse método que ele deixará para a humanidade. Escrevi esse texto para retribuir o amor que estou sentindo por ele, pela compreensão que hoje tenho da humanidade, pela vida, pela mansidão que estou adquirindo, pela serenidade que está se erradicando em mim, para também contribuir positivamente de algum modo na vida de quem quer mudar, parar de sofrer e ser dono do próprio destino. Não posso guardar isso só para os mais íntimos, já que tenho tanto carinho por tantas pessoas e por pessoas que nem conheço pessoalmente, já que tenho tanta certeza da minha missão, da responsabilidade do meu trabalho, já que tem tantas pessoas que me pedem conselhos, ajuda, uma palavra amiga, hoje vos aconselho a não desistirem,  pesquisem sobre a obra de Bert Hellinger e, na hora certa, tenham a coragem de constelar. Não tenham medo de serem felizes por inteiro.

Por Cintia Liana Reis de Silva

Após 8 meses a ex-paciente continua sem beber e a sua alegria e motivação continuam intactos.

Indicação para primeira leitura:
Constelações Familiares, o reconhecimento das ordens do amor. Bert Hellinger, Editora Cultrix, 2001.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Terapia familiar sistêmica: a terapia que mudou a minha vida


Por Carolina Vila Nova
Constelação Familiar Sistêmica é uma terapia criada pelo psicanalista alemão Bert Hellinger, que ocorre de forma energética e fenomenológica.  A terapia acontece em um local onde haja espaço para um grupo de pessoas e sua movimentação. Há um terapeuta que comanda a sessão, chamada de Constelação. Pouco é falado pelo terapeuta.  E menos ainda pela pessoa constelada (o paciente). A sessão ocorre em forma de movimentos: a energia surge do inconsciente do constelado e um grande fenômeno acontece.
O terapeuta pergunta ao paciente o que ele veio buscar ali hoje. O paciente responde, por exemplo, que precisa resolver um problema em seu casamento. O terapeuta solicita que a pessoa constelada escolha uma pessoa do grupo presente para representá-lo. A pessoa então escolhe alguém e posiciona a mesma no espaço que se tem para a constelação, denominado como campo (geralmente uma grande sala vazia, rodeada de pessoas sentadas à sua volta). O constelado se senta. Em segundos a pessoa que foi colocada no campo como representante começa a se movimentar. Esta pessoa simplesmente sente vontade de agir de uma determinada forma e o faz. Cada gesto tem um significado. E o terapeuta pode ler através desses gestos, os passos seguintes a serem executados. Mais pessoas vão sendo escolhidas, uma a uma, para representar a situação da pessoa constelada. No exemplo citado, se escolheria mais um representante para o cônjuge. Em seguida, representam-se os pais para o constelado e seu cônjuge. Filhos, irmãos e outros podem ser também representados. A ordem das representações e quem acabam sendo representados é sempre orientado pelo terapeuta.
O que ocorre é que os representantes no campo da constelação acabam agindo como atores mágicos, atuando como os personagens da vida da pessoa constelada. Podem-se ver pessoas chorando, gritando, dançando, falando, como se tivesse existido ali um roteiro criado e estudado da vida daquela pessoa. É algo tão real, que chega a parecer mágico.
Uma constelação pode durar trinta minutos, uma hora ou até uma hora e meia. Não existem regras. Existe um movimento energético que todos sentem e o terapeuta além de sentir, interpreta e guia. Através dos acontecimentos mostrados pelos representantes, o constelado vê a sua própria vida passando pelos seus olhos, mas sob uma nova perspectiva: do todo! A constelação familiar sistêmica leva sempre em consideração a importância dos membros da família: pais, avós, irmãos, filhos e netos, além de cônjuges, filhos adotados e quem mais pertencer aquele ciclo familiar. Ninguém nunca pode ser excluído. Ou veem-se as consequências de tal exclusão no mesmo meio familiar.
É possível se descobrir segredos através de uma constelação familiar, uma vez que toda a verdade que cerca a vida de uma pessoa e sua família está impregnada em seu inconsciente. E aí então se manifesta. Por exemplo: pode existir numa família uma criança que foi adotada, que não é legítima, mas que não foi apresentada como tal. Numa constelação, esta informação se revela. Bem como outras.
A constelação familiar é uma terapia intensa, surpreendente. Chega a ser chocante, tamanha verdade que se vê e o pouco que se compreende em sua manifestação. Não apenas a pessoa constelada se beneficia em sua sessão, mas todos os representantes que participam da terapia, pois os representantes acabam sempre sendo escolhidos energeticamente pelo inconsciente do constelado, de forma que aquela pessoa sempre terá alguma identificação em si mesmo com o que virá a representar no campo. Esta também se beneficia: se cura.
Segundo Bert Hellinger, não devemos tentar entender o que acontece numa constelação. Quando se tenta compreender, de alguma forma interrompemos ou atrapalhamos a energia que está no comando da situação. Como seres humanos, confusos e tão pequenos, afirmo que é muito difícil ver tamanha manifestação e não tentar compreendê-la. Mas aos poucos aprendemos a apenas aceitá-la e não mais entendê-la.
Quando uma sessão acaba, pode ser que a mesma tenha indicado uma tarefa a ser realizada, por exemplo: conversar com o cônjuge sobre algo do passado, que transformou aquela união em algo ruim. Ou pode ser que nada mais precise ser feito. A energia liberada ali continua se manifestando. E as mensagens trocadas naquele momento agem como se realmente tivessem acontecido com as pessoas reais ali representadas.
Quando eu mesma fiz a minha primeira constelação, fiquei em estado de choque por alguns dias. Descobri alguns segredos de mim mesma e de demais. Após duas semanas, comecei a perceber grandes mudanças em mim. Com o passar do tempo, percebi que as pessoas envolvidas em minha sessão também haviam começado a mudar em relação a mim e as minhas questões.
A mudança foi tamanha que constelei mais duas vezes, de meses em meses. Esta não é uma terapia que pode ser feita regularmente como a pessoa a ser constelada. Tem que se dar tempo ao tempo, literalmente. Como representante pode-se participar sempre.
Meses após minhas constelações, vi mudanças que nunca, nem como escritora, havia sonhado. Nem em meu pico mais alto de criatividade poderia ter inventado tamanhas reviravoltas em minha vida. Estas que me levaram a um estágio melhor de vida e consciência: autoconhecimento e aceitação. Resignação diante daquilo que é, do que não se muda.
Muito há para se falar da Constelação Familiar Sistêmica. Apesar de adepta à terapia, ainda sinto que apenas duas páginas para se falar do assunto é extremamente pouco. Mas enquanto não me especializo no assunto para a escrita do merecido e sonhado livro a respeito, fica aqui o meu testemunho e desejo, de que todos saibam da existência e poder desta viva terapia.
A Constelação Familiar Sistêmica, a meu ver, é a mais intensa, forte e viva terapia nos dias atuais. Para alguns pode ser que seja intensa e real demais. Ainda assim, vale a pena conhecer e falar com o terapeuta a respeito. E depois, talvez, se decidir por ela!
Fonte: http://www.contioutra.com/constelacao-familiar-sistemica-a-terapia-que-mudou-a-minha-vida/