"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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sábado, 15 de outubro de 2016

O Afeto que transforma a Vida. Projeto Padrinho do Coração

Este blog me traz muito presentes e mais um deles foi a amizade da psicóloga Ana Paula Ribeiro que fez contato comigo falando do lindo projeto do qual faz parte, da ONG Associação Santos Inocentes/Cidade da Criança.
Localizada na Cidade de Irati, Paraná
Um projeto que merece ser conhecido.
A descrição dele me foi enviado por ela, assim como as fotos.
Vamos conhecer?

A psicóloga Ana Paula Ribeiro

Apadrinhamento Afetivo:

O Afeto que transforma a Vida

O Afeto que vai além das paredes do acolhimento institucional.

 

Projeto Padrinho do Coração

O acolhimento institucional de crianças e adolescentes é uma medida de proteção que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei Federal 8069/1990), deve ser de caráter provisório e excepcional. Porém, antes da Lei 12.010 de 29 de julho de 2009, rubricada como nova Lei da Adoção, observava-se que esse caráter provisório nem sempre se fazia real, ocorrendo casos em que a criança ou o adolescente permanecia por vários anos na instituição de acolhimento (IPEA, 2004). Pensando em uma forma de minimizar as possíveis consequências negativas que esta situação acarretaria, foi (re) implementado, na Associação Santos Inocentes/Cidade da Criança, Irati/Paraná, o Programa Apadrinhamento Afetivo. Este teve início no ano de 2014, por iniciativa da Equipe Técnica desta Organização Não-Governamental, composta na época pela Assistente Social Maria Helena Orreda e pela Psicóloga Ana Paula Ribeiro e, solicitação da Direção da entidade. Seu principal objetivo é garantir às crianças e adolescentes acolhidos a possibilidade de convivência familiar e comunitária prevista no art. 4º, do Estatuto da Criança e Adolescente, o qual afirma que:

É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Neste sentido, o Projeto Padrinho do Coração visa proporcionar experiências e referências afetivas fora do contexto do acolhimento institucional, ou seja, os acolhidos que fazem parte do projeto tem a oportunidade de vivenciarem situações do cotidiano além das paredes da instituição. Ter adultos significativos é fundamental na vida de qualquer criança ou adolescente, especialmente daqueles que passaram por violações promovidas por aqueles que deveriam exercer principalmente o cuidado e/ou zelo. Sendo assim, a existência de projetos de apadrinhamento afetivo que promovam a convivência com adultos e exponham os acolhidos ao Mundo externo (retirando-os por um período do contexto do acolhimento institucional) é essencial.

Critérios: Detalhes que fazem a diferença !

No Projeto de Apadrinhamento Afetivo realizado pela Cidade da Criança qualquer pessoa que tiver mais de 21 anos, porém respeitando a diferença de ter 16 anos a mais que a criança ou adolescente, ter disponibilidade para participar efetivamente da vida do afilhado, participar das Oficinas e Reuniões com a equipe responsável pelo projeto, apresentar documentação exigida (além de documentos pessoais, apresentar também Atestado de Antecedentes Criminais e para Casais é necessário apresentar declaração de concordância do conjugue, certidão de casamento ou declaração de união estável), consentir visitas da equipe multiprofissional em sua residência e respeitar as regras e as normas estabelecidas, então poderá apadrinhar uma criança ou adolescente, ou seja, estará apto. A escolha é feita foi afinidade e empatia. Há uma entrevista com a Equipe Técnica, onde as Coordenadoras do Projeto -  Psicóloga Ana Paula e a Assistente Social Elisane Aparecida Fernandes, através de uma entrevista semi-aberta coletam dados destes futuros padrinhos do coração. O padrinho e a madrinha tornam-se uma referência na vida da criança, mas não recebem a guarda, pois o guardião continua sendo a instituição de acolhimento. Os padrinhos podem visitar a criança e, mediante autorização e supervisão, realizar passeios e até mesmo viagens com as crianças.

Os afilhados: Buscam laços de Proteção.

Serão apadrinhadas as crianças e adolescentes acima de 7 anos de idade que estão com os vínculos familiares rompidos ou com previsão de longa permanência na entidade, podendo estes estar ou não destituídos do Poder Familiar ou crianças e adolescentes institucionalizadas a mais de seis meses, mediante avaliação da equipe multiprofissional, visando a ampliação da rede de apoio afetivo, social, comunitário, para além da entidade. A criança e ou o adolescente indicado para o Projeto também são orientados sobre a proposta para poderem compreender a diferença entre o apadrinhamento e a adoção e discutir as possibilidades de vínculo.

Concluindo ... Construindo laços de Afeto !

O Apadrinhamento Afetivo aparece como um programa que tem a tentativa de amenizar os efeitos trazidos pela institucionalização acompanhando os objetivos apresentados pelo ECA, ou seja, se caracteriza pela participação e acompanhamento do padrinho na vida de uma criança ou adolescente em acolhimento institucional, o que lhe proporcionará uma nova vivência familiar e de integração psicossocial, composta por apoio, carinho, atenção, amor e além de novas experiências em família. Enfatiza-se que a proposta de terceiros oferecerem tempo, orientação e exemplos de vida além das paredes do acolhimento institucional é uma alternativa às crianças e adolescentes em situação de abrigamento, proporcionando-lhes os direitos dos quais estão privados.

Psicóloga Ana Paula Ribeiro

Observação: O Projeto referenciado neste artigo é de iniciativa da ONG Associação Santos Inocentes/Cidade da Criança.
Localizada na Cidade de Irati, Paraná.
O Projeto Padrinhos do Coração foi reimplantado em 2014 pela Assistente Social Maria Helena Orreda e pela Psicóloga Ana Paula Ribeiro. Hoje a Maria H. é voluntária do projeto. A atual assistente social que coordena juntamente com a psicóloga chama-se Elisane Aparecida Fernandes.
Presidente: Renato Pachude
Direção: Irmã Anice Bebber
Administração:
Tatiane Maria Horst Cardoso


Na época o projeto foi aprovado pela Juíza da Infância, pelo Ministério Público e foi apresentado no CMDCA de Irati (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente). 







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Parabéns a todos vocês por essa iniciativa tão importante para esses menores, para terem um futuro com mais consciência da importância dos laços de amizade e de amor.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Uma psicóloga aprendendo a ser mãe

Mandy Lynne

Por Cintia Liana Reis de Silva

Sou formada em psicologia há mais de 12 anos, trabalho com famílias e casos de adoção há mais de 10. A compreensão da maternidade sempre esteve perto de mim de maneira muito especial, tanto que me especializei em casal e família e amo o meu trabalho. Mas há pouco mais de 5 meses comecei a experimentar desse amor, a ver e a viver a maternidade com a pele e com todo o resto de mim de maneira nunca imaginada.

Devo admitir que por mais que entendesse e tivesse sensibilidade para tratar e ajudar as famílias em meu trabalho eu não poderia sentir o que as mães sentiam e digo que nem deveria sentir tudo exatamente, afinal deveria ser profissional e agir com racionalidade, sensibilidade e boa vontade, e o fato do psicólogo ser um humano já é o suficiente para uma boa empatia.

Comecei a ser chamada de “fada da adoção” pelas pessoas próximas e pela mídia da minha cidade, quando percebiam o amor que eu imprimia em meu trabalho. Mas ao parir a minha filha caíram-se muitas fichas sobre esse fenômeno do ser mãe, sobre o amor humano, sobre o amor animal e ao sentir esse amor, que se constrói e cresce no cotidiano, se abriu em mim uma nova consciência de tudo o que estudei até hoje sobre apego, afeto, tolerância, maturidade, padrões integeracionais e tudo o que posso vincular a maternidade e a maternagem.

Posso dizer que me tornei mãe quando iniciei o contato pele a pele com minha filha, porque a relação com a “barriga” é diferente, o bebê já existe, está alí, mas olhar para o seu rosto, amamentar, ver e tocar a sua frágil forma faz acontecer a relação, ela começa naquele momento e nada mais é do que uma adoção, sim o fenômeno da verdadeira maternidade é a adoção. Existem mães que adotam os seus filhos paridos por elas e outras que não adotam, que não os aceitam e que não criam um espaço real para eles em suas vidas, como também têm mães que fizeram uma adoção propriamente dita através do Judiciário mas não adotaram de fato e outras que adotaram de todo o coração. Existem mães que não são “mães” e outras que fazem jus a esse nome.

Não só com o que estudei, vi e senti com o meu trabalho, mas também com a minha pele e o meu coração de mãe, afirmo que a única forma de tornar-se filho é sendo adotado e a única forma de tornar-se mãe é adotando um filho, vindo ou não de seu ventre, seja ele de que forma, cor, tamanho for, se parecendo ou não com você. E o aprendizado com o filho não depende dele, depende dos olhos de quem vê e da abertura para olhar de fato para a experiência que se está passando.

Tantas teorias obsoletas, ultrapassadas, outras ultramodernas e a vontade de acertar, mas seguramente nada é mais valioso que a capacidade de uma boa e preparada mãe em tentar perceber o que é melhor para o seu próprio filho naquele dado momento. Deixar ou não dormir mamando? Deixar ou não dormir em meio aos pais nos primeiros meses? Nem vou perguntar se deve ou não deixar mamar a hora que quiser, porque esta pergunta não tem nem cabimento, visto que é a criança é quem sabe quando tem fome ou necessidade de contato físico. A questão é, será que todas as mulheres que se tornam mães estão de fato preparadas para aguçarem esse olhar? Será que sabem o valor de alguns atos e de alguns “deixo sim, ele precisa disso agora”? Ou “não deixo, por mais que eu também queira, pois isso vai fazer mal lá na frente”?

Quando me tornei mãe, fiquei assustada com o tamanho da ignorância das pessoas e da quantidade de equívocos quanto a educação e cuidados com o bebê, começando com a afirmação de “não pegar muito no colo porque acostuma”, e aí comecei a escrever aqui na Itália também, alertando às pessoas sobre a importância do contato físico entre mãe e bebê. Vi que os recém nascidos normalmente se tornam vítimas da imaturidade e nada podem, é como se tudo fizesse mal, até a sua própria natureza, mamar, dormir e estar perto da mãe a hora que quiser. Ver essa intolerância e falta de sensibilidade me fez muito mal e hoje fico muito mais preocupada com as crianças.

Enfim, uma das coisas que mais me chamou a atenção nesse processo foi olhar a minha filha dormindo e perceber o quanto me tornei forte, capaz de protegê-la de qualquer coisa, mas também o quanto me tornei frágil e vulnerável, ao perceber que a minha felicidade hoje depende do seu bem estar e aí me veio a pergunta, até que ponto eu posso ter o controle desse bem estar? É como se eu tivesse visto o meu próprio coração alí, fora do meu corpo e passei a entender e a respeitar muito mais a minha mãe.

O fato se der psicóloga me ajuda e muito, mas o que diferencia muito mais é o desejo pessoal de crescer de cada um, amadurecer, conhecer e dar ao filho o melhor de nós, sem colocar no meio interesses pessoais.

Cada mulher vive a maternidade de uma forma particular, isso eu já sabia, mas a minha forma de viver está sendo muito mais linda e gostosa do que poderia imaginar, sobretudo no que diz respeito ao amor, que só cresce.

Por Cintia Liana

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pai usa saias para apoiar filho de 5 anos que gosta de usar vestidos


Por | Vi na Internet – qua, 29 de ago de 2012

Um pai alemão começou a usar saias porque o filho de cinco anos gosta de usar vestidos. A história mexeu com um vilarejo tradicional no sul da Alemanha. Niels Pickert percebeu que seu filho gostava de usar vestidos e era ridicularizado por isso no jardim de infância. Segundo Pickert, "usar saia era a única maneira de oferecer apoio ao meu filho".

Em uma carta, Pickert explica: "Sim, eu sou um daqueles pais que tentam criar seus filhos de maneira igual. Eu não sou um daqueles pais acadêmicos que divagam sobre a igualdade de gênero durante os seus estudos e, depois, assim que a criança está em casa, se volta para o seu papel convencional: ele está se realizando na carreira profissional enquanto sua mulher cuida do resto".

De acordo com o pai, ele não podia simplesmente abandonar o filho ao preconceito alheio. "É absurdo esperar que uma criança de cinco anos consiga se defender sozinha, sem um modelo para guiá-la. Então eu decidi ser esse modelo". Um dia eles resolveram sair pela cidade vestindo saias. Chamaram tanto a atenção de uma moça na rua que ela, literalmente, deu com a cara em um poste.

E o que aconteceu então? O guri resolveu pintar as unhas. Às vezes, ele pinta também as unhas do pai. Quando os outros garotos começam a zombar dele, a resposta é imediata: "Vocês só não usam saias porque os pais de vocês não usam".

sábado, 12 de maio de 2012

Filha procura mãe biológica


Estive olhando sua página na internet (blog), pois estava procurando assunto relacionado ao tema (mães que abandonam) e acabei encontrando sua página. Vou torcer para que a senhora leia meu e-mail e responda.

Minha historia é a seguinte:

Me chamo Clarisia Laiana da Silva e Silva (tenho orkut e facebook onde conto minha historia, inclusive na página da Sandrinha, comunidade procuro mãe biológica), tenho 27 anos, nasci em 1 de abril de 1985. Nao sei qual foi a maternidade, nao sei nada, apenas a data que consta na certidão (adoção a brasileira). Minha mãe biológica me abandonou logo após o nascimento, não sei nada a meu respeito, minhas origens. Fui adotada e dentro do possível bem criada, bons colégios, uma boa casa e meus pais são carinhosos, mas não tenho irmãos adotivos.

Só me contaram oficialmente da adoção aos 21 anos, mas sempre soube que era adotada, a gente sabe, sempre sabemos, não precisa contar, parece que uma voz, algo dentro de nós diz que fomos rejeitadas. Por mais amor que uma criança receba no lar adotivo, a rejeição sempre estara em primeiro lugar. Essa é a ordem dos fatos. Primeiro há uma rejeição, para que depois aja a adoção. Posso falar por mim, nunca se supera um abandono, é insuperável, e não acredito que exista alguém neste mundo que conviva felizmente com isso.

Sou casada, formada, tenho dois filhos maravilhosos, e já passei necessidade, mas jamais abandonaria meus filhos.

Até hoje procuro minha mãe biológica, mas até agora nada, chego a acreditar que ela sabe que estou a sua procura, mas não quer ser encontrada.

Na verdade estou mandando este e-mail, porque muito se fala a respeito do abandono materno, focando apenas na adoção, mas não há muitos estudos a respeito dessas mulheres.

Tenho a impressão que depois que uma mulher abandona sua filha, ela some, desaparece do cenário mundial. Nao sei se isso é real ou se é apenas um mecanismo de defesa de minha parte, visto que sou uma filha abandonada que tenta compreender o porque da mae ter escolhido esta péssima opção.

Ja fiz psicoterapia, fui a igreja, conversei com outras pessoas a respeito, mas não adianta, essa dor não passa. Acredite, não existe nada pior do que ser abandonada pela própria mãe. Uma mulher que decidi entregar seu filho a adoção nao sabe o que é amor. Escuto pessoas que dizem que quando a mãe entrega a criança com todos os cuidados a um hospital, a um casal, ela na verdade está protegendo o filho, mas discordo.

Todos os dias eu penso onde ela está... E principalmente... Será que ela se arrependeu? Já que a maioria segue com sua própria vida sem olhar para trás...

São perguntas que ficarão para sempre sem respostas. Mas acredito que um dia eu retorne para a psicoterapia, não para superar o que é insuperavel, mas é bom buscar ajuda sempre.

Obrigada.

************
 
Obrigada por responder, fiquei muito feliz. Em relação a minha história pode publicar, pode colocar meu nome verdadeiro (Clarisia Laiana da Silva e Silva Tavares. Data de nascimento: 1º de Abril de 1985. Fortaleza, Ceará). Até porque não tenho problema algum em expor, pelo contrário, já coloquei minha história no orkut, no facebook, tem até foto minha, até já pensei em colocar uma foto minha quando bebê.
 
Penso que falar, mostrar, divulgar, me faz bem, quando conversamos e mostramos nossos problemas para as pessoas parece que a nossa dor melhora, sinto uma sensação de alivio, me sinto mais confortável em dividir a minha angústia, até porque sei que existem muitas pessoas passando pelo mesmo problema. Pode postar meu e-mail, minha história, as pessoas vão ler e se identificar e quem sabe aconteça um milagre, alguém ler e reconhece minha história, até a própria mãe biológica, nada é impossivel.  Mais uma vez obrigada por responder meu e-mail, obrigada pela atenção.

As dúvidas são muitas, lendo seu -email em relação a pessoa que doou o 3º filho... Sempre penso, o que leva uma mãe a doar todos seus filhos? Ou o que leva uma mãe a doar apenas um de seus filhos? Acredito que quando uma mãe entrega um filho, ela deve estar em um momento de grande desespero, ou infelizmente ela também ja foi abandonada. Eu nao fui abandonada apenas pela minha mãe biologica, fui abandonada por duas familias, a familia materna e paterna. Por isso quando penso na minha mãe biológica, logo tenho a certeza de que se tratava de alguem sem extrutura familiar alguma. O problema é que adoção (que para mim é um ato de amor e coragem, pois ainda há muito preconceito) dá a oportunidade de que a criança cresça em um lar, receba amor, atenção e se desenvolva, mas em contrapartida continuamos (isso é fato) a viver com a rejeição. E a esperança de um dia encontrá-la. O que nós filhos queremos (não todos é claro, mas a maioria) nossos pais adotivos, a sociedade, os amigos, o dinheiro, ninguém pode nos dar, apenas ela, a mãe biológica.
 
Infelizmente não temos o apoio necessário para encontrarmos nossa origem biológica. Graças a Deus existem comunidades, "Filhos adotivos do Brasil" que dá apoio, sites, blogs que falam da adoção, psicólogos, e a nossa fé.
 
É assim que eu vivo cada dia, buscando respostas, tentando entender, não é facil, penso em minha mãe biológica todos os dias, possíveis irmãos, avós, pai, minha história... E não vou desistir de encontrá-la.
Obrigada
abraços

quarta-feira, 7 de março de 2012

Reflexão

Google Imagens

Por Daniela Santos

Se a mulher não adota em seu coração a criança que pariu o filho não nasce, apenas aparece no mundo e ela não se torna mãe, apenas puérpera (mulher que pariu).

Sinônimos para adotar: escolher, preferir, aceitar, assumir, aprovar, tomar, admitir, receber, reconhecer.

Me causa estranhesa homens e mulheres ainda hoje discriminarem, ainda que "sem querer" ou sem perceber, o fato de alguém ou algum casal adotar uma criança e tornarem-se mãe, pai e filho desta forma e não através dos laços de sangue, da famosa barriga.

Uma mulher criou, educou, ensinou, cuidou e amou uma criança por 12 anos e, por voltas que a vida dá, acabou descobrindo que aquela criança não saiu de sua barriga, foi trocada na maternidade. Perguntas: a criança deixa de ser filha daquela mulher? A mulher deixa de amar a criança após descobrir que não é de seu sangue? A mulher deixa de ser mãe daquela criança?

A sociedade é que deve dizer se uma mulher que adotou e uma criança adotada são mãe e filho? Ou pai e filho? Ou mãe, pai e filho? Ou mãe, mãe e filho? Ou Pai, pai e filho?

A mesma sociedade que discrimina uma pessoa somente pela cor da pele? A mesma sociedade que diz que o homem que trai é um garanhão, no máximo um mulherengo e a mulher que trai é tida como o mais inferior e baixo dos seres? A mesma sociedade que diz que homem não chora e que o lugar da mulher é no fogão?
Talvez enquanto seres humanos não tenhamos tanto assim a evoluir, mas enquanto homens e mulheres há muito o que se melhorar, na verdade HUMANIZAR.

*Daniela Santos é enfermeira e mãe de dois filhos adotados.

Postado Por Cintia Liana

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A experiência da maternidade não se dá só no ventre

Mandy Lynne

A adoção dá a mulher a experiência da maternidade, não é algo dado só pela experiência da gestação no ventre como disse a personagem de Esther ontem na novela Fina Estampa.

A gestação pode ser uma experiência ímpar, mas não é a única forma de ser mãe e nem será algo decivivo para que a mulher sinta amor pela criança que gera.

A experiência da maternidade se dá pelo desenvolvimento do amor no cotidiano, é um processo subjetivo, único, de cuidar, proteger e desejar e o filho adotivo também é desejado e sentido como filho mesmo antes de acontecer o encontro. Esse não é só um fenômeno biológico, é antes de tudo um fenômeno psicológico.

O amor que gesta o filho se passa pelo coração em sintonia com o cérebro, com as células do corpo, é um dialética com a alma, não é algo somente oferecido pelo ventre.

Uma mãe adotiva não é menos mãe que uma mulher que gerou seu filho. A única via para ser mãe é adotar seu filho, seja ele vindo do seu corpo ou de outro.

Não há nada mais importante que o desejo e o amor. Herança genérica, memórias, nada é mais forte que o vínculo entre aqueles que se amam.

Por Cintia Liana

domingo, 7 de agosto de 2011

Campanha "Adoção - Laços de Amor" estréia quarto filme




Ter, 02 de Agosto de 2011

Estreou hoje o quarto filme da campanha Adoção – Laços de Amor, cujo tema é adoção tardia.
Este curta acompanha o dia a dia da família Fraga Borges em Jacinto Machado, cidade no sul de Santa Catarina.
Esta é a última etapa da campanha desenvolvida pela agência Marcca Comunicação, de Florianópolis, que veicula até dezembro deste ano.

Os quatro temas – adoção tardia, de grupo de irmãos, especial e intra-racial – tratados nestes filmes e anúncios foram escolhidos para desmistificar o ato de adotar: muitos ainda pensam em adoção como solidariedade ou altruísmo. A linha da campanha foge do senso comum e aborda o único requisito para conceber uma família, que é o amor.

A campanha Adoção – Laços de Amor é uma parceria entre a Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, Ministério Público, Tribunal de Justiça (através da Corregedoria Geral de Justiça) e OAB-SC e além dos anúncios e filmes, também trabalha através de redes sociais e do Portal da Adoção. Todos as versões dos filmes de campanha estão no canal AdocaoSantaCatarina, e o acompanhamento das novidades pode ser feito através dos perfis da campanha pelo Facebook, Twitter ou Orkut.

Assista ao novo filme: http://www.youtube.com/watch?v=CIm3o6qpFww
Ficha técnica: Direção de arte: David Sousa e Luiz Soutes
Redação: Flávio Augusto e João Cláudio Lins
Direção de Criação: David Sousa
Atendimento: Glauce Lotti e Flavio Jacques
Mídia: Carolina Paiva e Greyse VieceliProdução: Natália Góes
Planejamento: Letícia Pacheco e Bruno Sá
Direção de arte on-line: Fernando Schuh
Foto: Michel Téo Sin
Diretor de Fotografia: Rubens Angelotti e Marx Vamerlatti
Editor: Paulo Calazans
Trilha: Ricardo Fujii
Diretor: Fábio Fernandes
Produtora: Cinnema Produções de Filmes



Postado Por Cintia Liana

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Campanha Adoção - Laços de Amor filme 3 versão estendida

Versão estendida:



A aposentada Íria Guterres da Rocha - que tem dois filhos biológicos - conta que nunca havia pensado em adotar. Mas a sua vida teve uma reviravolta quando começou a trabalhar como voluntária no Lar Recanto do Carinho, em Florianópolis. Lá, conheceu Gabriel, na época com dois anos. Como era uma criança com necessidades especiais e que precisava de muita atenção, o trabalho de Íria na instituição foi, aos poucos, se concentrando somente em Gabriel. Até o dia em que ela não conseguiu mais deixá-lo lá.


Simplesmente amor!

Postado Por Cintia Liana