"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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quinta-feira, 3 de março de 2016

O amor consciente e a maturidade emocional

Créditos da imagem: Benjamin Lacombe
Texto retirado do site: "A mente é maravilhosa"
Durante toda a nossa vida nos venderam o chamado “amor romântico” quase que de forma constante. Lemos sobre ele em vários livros, nos rendemos a ele em  mil e um filmes, nas centenas de séries de televisão e, inclusive, através da moda e da publicidade.
Poderíamos dizer, então, que o “amor romântico” é uma espécie de fraude? Talvez não tanto, ou talvez sim… A despeito disso, poderíamos defini-lo mais como um “amor inconsciente”, já que de certo modo, não é mais que uma idealização das relações afetivas. É aí que estabelecemos um apego muito intenso e uma dependência mútua que quase nunca termina bem.
Não é bom idealizar o amor, nem fantasiar sobre como deve ser nosso par ideal. Possivelmente, nunca conseguiremos encontrá-lo se vivermos de acordo com esse padrão perfeito que sonhamos para nós mesmos. Às vezes, costuma-se dizer que “o amor verdadeiro não vem de repente para alguém, ele parte do nosso próprio interior”.
Ou seja, a relação perfeita deve ser construída de modo “consciente”, com esforço, dedicação e maturidade emocional.

O amor “consciente” que teme a solidão

Falemos do amor “consciente”. Se você nunca ouviu esta expressão vale a pena aprofundar-se nela através de umas pinceladas que, imediatamente, encenarão como são essas relações afetivas que queremos descrever para você:
– Os casais que se amam de modo “consciente” não se veem como metades um do outro, como a metade da laranja com a qual precisam se unir para serem uma só pessoa. Absolutamente. São pessoas completas, que não temem a solidão, são laranjas inteiras que oferecem sua plenitude e sua maturidade emocional livremente para seu par, para serem mutuamente felizes.
– As pessoas que estabelecem relações “inconscientes” são, geralmente, imaturas. Procuram outras pessoas para preencher seus vazios emocionais, para encontrar um equilíbrio em seus problemas e estabelecer, por sua vez, um tipo de apego geralmente tóxico. Para isso, não têm dúvidas quando à manipulação, estabelecem chantagens sutis, pois, antes de tudo, temem ficar sozinhos novamente nessa imaturidade com a qual ainda não puderam aprender a lidar.
– No entanto, as pessoas que veem a si mesmas como completas e que têm a sorte de encontrar, por sua vez, pares igualmente maduros emocionalmente, são capazes de criar esse amor “consciente”, onde tudo flui com normalidade. Não há exigências, não há vazios a serem preenchidos, há apenas uma confiança mútua e um entendimento onde, diariamente, será construído o amor verdadeiro. Não um ideal. O autêntico.

Como estabelecer um relacionamento consciente




É possível estabelecer vínculos afetivos que realmente funcionem? Naturalmente, sim. Estabelecer uma relação baseada em um amor consciente, em primeiro lugar, não deve partir de uma necessidade de preencher um vazio emocional, já que não se trata de procurar, pois no momento em que usamos essa palavra, evidenciamos uma falta, uma necessidade.
Trata-se de esperar, de nos deixar levar pelo caminho onde o mais importante somos nós em primeiro lugar. Aprecie mais você mesmo, suas experiências, seu dia a dia, onde você pode aprender de tudo, onde pode se enriquecer como pessoa para amadurecer por dentro. O amor chegará quando tiver que aparecer, mas não se esforce para criar um ideal na busca da pessoa perfeita.
Para entender melhor, tome nota dos seguintes conselhos:
1. O melhor é que você não tente encontrar a pessoa perfeita. Comece por você mesmo, crie, em primeiro lugar, a pessoa que você quer ser. 
2. Construa seu equilíbrio emocional, reforce sua autoestima, defenda seus valores.
3. É importante que você aprenda a estar só; entenda que a solidão não é prejudicial nem perigosa. Não se esforce a estar com ninguém só por ter medo.
4. Nunca perca a imaginação e a inocência ao iniciar novos relacionamentos. Não tenha medo de cometer os mesmos erros do passado; você aprendeu muita coisa com estes erros e sabe muito bem do que precisa agora.
5. Nós sabemos que, de certo modo, temos um ideal de como queremos que seja nosso par perfeito. É algo que ninguém pode evitar. Entretanto, se estiver tão claro assim,, seja você mesmo a pessoa que você quer ter ao seu lado… Afinal de contas, a pessoa adequada se refletirá em você.
6. Finalmente, tenha sempre em conta um aspecto: você merece ser amado(a) plenamente. Nunca duvide disso.
Fonte do texto: http://amenteemaravilhosa.com.br/o-amor-consciente-e-a-maturidade-emocional/

segunda-feira, 26 de março de 2012

A dor na separação dos pais

Google Imagens

Por Cintia Liana Reis de Silva*

Os “adultos” precisam entender uma coisa. Quando eles se separam o filho não sofre pelo rompimento do sub sistema familiar “casal”, não importa se eles continuarão se beijando ou não. O filho sofre pelo fato de que terá que abdicar da presença de um dos dois em casa, sobretudo se esse um for uma figura muito importante e sã em sua vida.

Não adianta, o filho pequeno não entenderá a dimensão dos fatos, não adianta muito conversar, explicar, colocar para fazer terapia... Ele não terá maturidade para entender que não está sendo abandonado, ele se sentirá abandonado de qualquer modo, a situação gera insegurança, vazio e medo. Os pais é que devem fazer terapia para serem orientados em como fortalecer a criança, entender o seu mundo e minimizar seu sofrimento.

Ninguém o está abandonando, mas ele sentirá a dor do abandono e da distância mesmo assim. O pai pode visitá-lo todos os dias, mas para ele não bastará. Pode falar, mas ele continuará sentindo a dor da separação e da mudança do cotidiano familiar.

Por isso, antes de ter um filho, se deve escolher bem o parceiro, porque a criança carregará a dor da separação até adulto, mesmo que ela negue. Quando tiver humildade e maturidade terá a percepção de que precisa trabalhar esta lacuna e irá em busca de orientação profissional, fará terapia para curar essa péssima sensação que o acompanhou por tantos anos. Essa separação certamente fez desenvolver uma auto estima mais baixa, por ter achado que não foi suficientemente amada, que não era boa o bastante, o que gerará alguns outros problemas de socialização.

Têm pessoas que crescem afirmando que a separação dos pais não lhes causou nada, pois têm sucesso, não têm “problemas”, mas é preciso sinceridade e humildade para se entender que nossa realidade interna é desconhecida mesmo, que precisamos mergulhar na hipótese da existência de uma angústia e de existirem muitos reflexos advindos da separação de um dos pais.

O abandono é muito dolorido, é cruel, é monstruoso, pode acabar com as esperanças de futuro de uma criança e, por tanta dor, muitas vezes as pessoas acham melhor não vê-lo.

Imaginem então o que sente uma criança que foi de fato abandonada! A dor existe, não adianta negar, ser abandonado é horrível, mas não faz de ninguém inferior. Se essa dor for trabalhada acertivamente, falada, chorada, será é uma vitória e a conquista da liberdade.

Muito provavelmente, esses filhos de pais separados, mais tarde desejarão se casar e não se separar, mas não somente por não querer sentir a dor de mais uma separação, e sim para não fazer com que seus filhos sofram como eles sofreram um dia.

*Cintia Liana Reis de Silva é psicóloga e psicoterapeuta, especialista em casal e família. Atendeu dezenas de casos de crianças que sofriam no momento da separação dos genitores e apresentavam quadro psicossomático de pneumonia.

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Artigo científico:

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O imperfeito amor materno

Cintia Liana durante entrevista

Por Cintia Liana Reis de Silva

Definitivamente o amor materno não é perfeito e nem tem que ser. Elizabeth Banditer, pesquisadora, conhecida por escrever sobre o mito do amor materno, diz que o amor é inerente a condição de mãe, que ele não é determinante. O amor de mãe pode variar de acordo com a consciência de cada uma, de acordo com as ambições, frustrações, cultura, ele pode ser fraco ou forte, existir ou não existir, aparecer e desaparecer, pode ser bom ou ruim, ter preferência por um filho ou não.

Existem mães de todos os jeitos, mãe não é tudo igual. Existe mãe que sufoca, mãe egoísta, descuidada, superprotetora, patologicamente medrosa, controladora, chantagista, competitiva, que faz da vida do filho um verdadeiro inferno, fazendo ele depender dela porque tem medo de perder a sua companhia, por exemplo. Existem também as que sabem amar, as que se questionam. As mãe são humanas.

Nos escondemos por trás dessas frases para não questionarmos a nossa própria educação, os nossos próprios valores. Se diz “é coisa de mãe”, como um modo de desculpar a má educação que se dá, sem ter nenhuma responsabilidade com as consequências. É como se o outro não fosse capaz de entender esse amor tão mitizado, desconsiderando o olhar assustado que quem vê a cena absurda, de quem ouve a mãe falar aquela bobagem. Ser mãe não é deliciar o próprio ego narcizista e infantil, para fortalecer e perdurar convicções, mesmo que para isso tenha que fazer o filho sofrer. Ser mãe é educar para a vida, para o convívio com outras pessoas, cada ser humano é peça fundamental na sociedade, a soma deles é a paz ou o caos.

Uma mulher consciente busca educar o filho para ser um adulto responsável e efetuoso com sua vida e com os outros. É tarefa difícil, precisa de jogo de cintura, entender o comportamento psicológico, temperamento, personalidade, ir lapidando com cuidado e reflexão esta nova alma. Precisa de tempo e amor saudável. Não dá para colocar filho no mundo para alimentar o próprio ego sem pensar nas consequências, para somente se realizar, para provar que é capaz de parir. Ser mãe, assim como ser pai, é tarefa de grande responsabilidade, é  preciso senso de justiça apurado. É preciso ir muitas vezes contra as nossas próprias convicções.

Geralmente é mais fácil achar que sempre estamos certos, mudar de postura dá muito trabalho, exige energia, desapego. Acreditar que nossos pais não são perfeitos magoa. Preferimos acreditar que eles são perfeitos e quem sabe assim também o seremos?

Existem mães que sabem educar, já outras não. Mães que olham seus filhos como pequenos coitadinhos, outras que mostram a eles que podem ser fortes e vencedores, sem passar por cima de niguém. Mães que trabalham as suas frustrações para não colocá-las em cima do filho. Existem pessoas lúcidas e outras não, como também existem mães lúcidas e outras não. O fato de ter um filho não precisa torna ninguém estúpida, embreagada de amor materno e isso nãe é desculpa para fazer besteiras, usar os filhos como cobaias para tentar acertar. Muito menos precisam ser super heroína, portadora do amor mais poderoso do universo.

Existem formas diferentes de ser mãe e ela não tem que ser perfeita. Estudos mostram que mulheres conseguem mais facilmente ser boas mães se também tiveram um solo fértil e equilibrado em sua infância, explica John Bowlby, o pai da teoria do apego. É mais fácil se dar aquilo que se teve, dar aquilo que se conhece e experimentou. As que sofreram normalmente reproduzem o modelo que tiveram, aquilo que conhecem, a não ser que façam um trabalho de autoconhecimento para não cair no erro de repetir os padrões intergeracionais, e isso é possível, a tomada de consciência é totalmente possível.

Mães erram sim. Há aquelas que ainda colocam fraldas, dão bico e mamadeira a filhos de 5 anos, sufocando o seu crescimento com a busca incessante de fazê-lo estagnar naquela fase para não perder o seu bebê tão amado. Pai e mãe que colocam o filho para dormir entre eles na cama matrimonial; casais que fazem amor com o filho dormindo ao lado, sem querer perceber que o filho vê, acorda e sente a energia do sexo. Erram sim.

Pais superprotetores que passam os seus medos ou querem que seus filhos se tornem superdependentes e que acreditam que eles devem ser os super heróis dos filhos, quando esses pais nem mesmo conseguiram enfrentar e nem dar conta de seus próprios fantasmas.

Pais erram e criam crianças egoístas, agressivas, que não conseguem enxergar o outro porque dentro de suas casas são tratados como o centro do mundo. Ou o oposto, crianças depressivas, inseguras, sofridas, que não têm a atenção e afeto que precisam.

Pai e mãe consciente é aquele que se permite ter dúvidas e se pergunta: “estamos sendo justos?”, “estamos sentindo pena do nosso filhos?”, “como os meus sentimentos de culpa e preconceitos inflenciam na educação dele?”, “estou educando bem?”, “no que posso melhorar independente do que acredito ou quero acreditar?”, “como minhas neuroses e medos podem influenciar na vida emocional de meu filho?”, “de que modo isso pode influenciar no seu futuro, no seu comportamento?”. Esses buscam estar conscientes, se questionam, que educam sem estar apegados a suas crenças antigas e a própria educação que tiveram de seus pais.

Tem também aqueles pais que perguntam a um amigo psicólogo o que acha da educação que dão. Quando o amigo psicólogo chega a falar, depois de muita insistência por parte dos pais, eles não querem ouvir, mudam de assunto, ou começam a se desculpar, justificar. Quem quer de fato melhorar não pergunta opinião de um amigo psicólogo, vai direto a um terapeuta de família,  paga pela sessão, ouve tudo o que não quer ouvir. Muda. Em mais de 12 anos de experiência clínica só o segundo ouve e muda. O que pede opinião geralmente não passa de um curioso querendo ouvir elogios tecnicos.

É mais fácil não se questionar, mas pais criam filhos como Suzane Richthofen e depois da crueldade que fazem, a mídia, em nenhum momento, propõe uma discussão sobre como ela deve ter sido educada. Nem conseguiram jogar a culpa na adoção, como em geral o fazem, porque ela era filha biológica. Não se trata de culpabilizar os pais, nem ninguém, mas de dar algumas responsabilidades e de entender como podemos criar melhor as futuras gerações, de questionar o nosso egoísmo, o nosso apego em relação a algumas crenças e farsas sociais.

Poucos estudiosos e escritores questionam o mito do amor materno, pouco se fala sobre ele. Acredito que, como motivo inconsciente, não queiramos tocar de algum modo no arquétipo de grande mãe, na imagem da Virgem Maria, da Nossa Senhora, mas não podemos nos comparar a ela, mesmo com o desejo de ser uma boa mãe, com toda a bondade, amor e pureza que ela representa. Mais nobre é encarar a nossa humanidade, tentando ser cada vez mais justa, para ter filhos psicologicamante mais saudáveis.

Há quem diga que a dor de parir influencia no amor que a mãe alimentará por seu filho, mas ele não é determinante, se fosse assim não veríamos bebês de mulheres que acabaram de parir jogados no lixo. Não veríamos mães adotivas tão apaixonada e  educando tão bem seus filhos que não pariram e nem, tampouco, veríamos pais tão maravilhosos, que dão todo o amor que uma criança precisa para estar no mundo experimentando segurança emocional plena. Ser pai e mãe é um processo de descobertas de si mesmo, é tentar ser melhor para educar melhor, mas exige preparo. Não é certo ter um filho para aprender com ele a terefa de ser gente. Uma criança não merece tamanha crueldade e responsabilidade.

Nós humanos adoramos frases feitas, ideais perfeitos, fórmulas do amor e verdades absolutas para nos proteger de nossas falhas e fragilidades. Mas ainda acredito que tantar aguçar um olhar analítico para alcançar outras verdades, mesmo que elas nos desagradem, mesmo que isso doa, é o caminho mais rico e que nos leva a crescer e melhorar a nossa própria realidade, fazendo outros serem humanos que dependem de nós mais felizes.

Cintia Liana Reis de Silva, é psicóloga, psicoterapeuta, especialista em casal e família. Já acompanhou e teve contato com mais de 2.000 casos.

domingo, 15 de maio de 2011

Problemas no casamento afetam sono das crianças

Mandy Lynne

De acordo com estudo da Universidade do Estado de Oregon, casais que têm problemas de relacionamento podem ter filhos com problemas para dormir. E isso também pode ter impacto a longo prazo, na idade escolar.

Por Laura Lopes

O estresse entre o casal afeta o sono dos filhos

Gritos, discussões, um ambiente tenso dentro de casa... Tudo isso parece afetar a vida dos filhos de um casal que tem problemas em seu relacionamento. Pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, descobriram que a instabilidade entre casais quando a criança tem nove meses influencia o sono do bebê aos 18 meses, incluindo dificuldade para dormir e se manter dormindo. Mesmo levando em consideração fatores como as condições do nascimento propriamente dito, a ansiedade dos pais e o temperamento difícil de algumas crianças, os resultados ainda são mantidos.

"Se o problema do sono persistir, pode acarretar em problemas na escola, de falta de atenção e comportamento", diz Anne Mannering, uma das cientistas participantes. Segundo ela, os pais devem estar cientes de que o estresse no casamento pode afetar a criança, mesmo quando ela é bem pequena. Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico especializado Child Development.

Segundo Mannering, este é o primeiro estudo a mostrar uma ligação entre os problemas conjugais e o sono das crianças eliminando a possibilidade de haver uma relação genética entre as duas coisas. Para isso, os pesquisadores entrevistaram mais de 350 famílias com filhos adotados. Para a pesquisadora, as brigas dos pais influenciam o sono infantil muito mais cedo do que já havia sido provado anteriormente. Curiosamente, os pesquisadores não provaram que o inverso seja verdade: os problemas do sono das crianças não indicam instabilidade conjugal.

Para ranquear o estresse entre o casal, os pesquisadores pediram que os pais respondessem, de um a quatro, algumas questões, como "Você já pensou em se divorciar?". Segundo Mannering, os casais era predominantemente de classe média, brancos, de boa educação e haviam adotado o filho nos primeiros três meses de vida da criança. Agora os pesquisadores estão investigando se a relação entre a instabilidade conjugal e problemas do sono infantil persiste após os dois anos de idade, e o papel que a relação dos pais com os filhos poderá ter nessa associação.

Revista Época – 13.05.2011


Postado Por Cintia Liana