Mandy Lynne
A adoção dá a mulher a experiência da maternidade, não é algo dado só pela experiência da gestação no ventre como disse a personagem de Esther ontem na novela Fina Estampa.
A gestação pode ser uma experiência ímpar, mas não é a única forma de ser mãe e nem será algo decivivo para que a mulher sinta amor pela criança que gera.
A experiência da maternidade se dá pelo desenvolvimento do amor no cotidiano, é um processo subjetivo, único, de cuidar, proteger e desejar e o filho adotivo também é desejado e sentido como filho mesmo antes de acontecer o encontro. Esse não é só um fenômeno biológico, é antes de tudo um fenômeno psicológico.
O amor que gesta o filho se passa pelo coração em sintonia com o cérebro, com as células do corpo, é um dialética com a alma, não é algo somente oferecido pelo ventre.
Uma mãe adotiva não é menos mãe que uma mulher que gerou seu filho. A única via para ser mãe é adotar seu filho, seja ele vindo do seu corpo ou de outro.
Não há nada mais importante que o desejo e o amor. Herança genérica, memórias, nada é mais forte que o vínculo entre aqueles que se amam.
Por Cintia Liana
