"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

A experiência da maternidade não se dá só no ventre

Mandy Lynne

A adoção dá a mulher a experiência da maternidade, não é algo dado só pela experiência da gestação no ventre como disse a personagem de Esther ontem na novela Fina Estampa.

A gestação pode ser uma experiência ímpar, mas não é a única forma de ser mãe e nem será algo decivivo para que a mulher sinta amor pela criança que gera.

A experiência da maternidade se dá pelo desenvolvimento do amor no cotidiano, é um processo subjetivo, único, de cuidar, proteger e desejar e o filho adotivo também é desejado e sentido como filho mesmo antes de acontecer o encontro. Esse não é só um fenômeno biológico, é antes de tudo um fenômeno psicológico.

O amor que gesta o filho se passa pelo coração em sintonia com o cérebro, com as células do corpo, é um dialética com a alma, não é algo somente oferecido pelo ventre.

Uma mãe adotiva não é menos mãe que uma mulher que gerou seu filho. A única via para ser mãe é adotar seu filho, seja ele vindo do seu corpo ou de outro.

Não há nada mais importante que o desejo e o amor. Herança genérica, memórias, nada é mais forte que o vínculo entre aqueles que se amam.

Por Cintia Liana