"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Comece pelo Mundo

Foto: Google Imagens

Texto postado em 1º de abril de 2010 em meu outro blog: http://finapresenca.blogspot.com/

Estive pensando ontem que essa frase feita, "para mudar a sociedade devemos começar mudando o nosso próprio comportamento", é muito medíocre.

Essa é uma frase bem "batidinha", que é falada ou que deve ser falada somente por pessoas bem ignorantes, de um nível bem baixo, incluindo os de classe econômica alta, pois baixo nível está na alma. Deve ser falada por ou para pessoas que jogam lixo na rua, fazem fofoca, difamam e caluniam os outros, falam alto, tratam mal pessoas que consideram inferiores, desperdiçam água, não enxergam o próximo, dizem ao filho que ele tem que ser "esperto" e outras tantas bem feias.

Falo que é uma frase medíocre diante de pessoas que estão em outro nível, no de estar mais atento ás necessidades do planeta, que é sensível à situlidade e que reconhece a futilidade.

Para quem está neste outro nível, quer mudar a sociedade? Por que não começar por ela? Faça um trabalho social, se doe a quem tem menos, a quem precisa! Faça um trabalho sem receber dinheiro em troca, faça só por algum ideal! Se é que tem algum. Talvez se mude pessoalmente bem mais rápido. Porque a consciência também pode chegar desta forma, quando nos sentimos tocados pelas necessidades dos outros, quando nos dispomos a somar.

Por mais que sejemos corretíssimos sempre há uma ficha por cair, sempre teremos algo a melhorar, então nunca chegaremos a ajudar o outro se ficarmos somente em nós.

Eu diria, comece por você, mas não pare em você! Chega de alimentar seu próprio umbigo. Se envolva com o mundo.

Sei que tem gente tão errado, que só em se auto ajustar já estaria ajudando a gente demais. Mas, geralmente, esse discurso de que você deve primeiro mudar seu comportamento me remete a preguiça e desinteresse em olhar o próximo, em auxiliar um necessitado.

Normalmente é algum burguês desassumido e ignorante que fala isso, porque nem quer mudar sua mentalidade, denunciar injustiças e muito menos fazer nada por ninguém, ou melhor, quem mesmo? Ele não vê ninguém que não esteja em seu próprio mundo, ele só deseja que o denunciante cale a boca para que a potente voz não corra o risco de fazer desmoronar seu castelinho de ilusões, de sorrisos, falsidade, mentira e dinheiro.

Quando se diz “comece mudando o seu comportamento”, parece que seu processo vai demorar tanto que quando você terminar já será velho demais para fazer algo pelos outros. Isso em meu dicionário se chama egoísmo, porque o estágio seguinte é tão importante quanto esse primeiro e pode ser visto até como o principal, pois dividindo podemos sair do nosso pequeno planeta chamado “individualismo” e enxergar uma necessidade em crescer e se ganhar uma força motriz capaz de transforma toda uma existência.

O tempo não pode esperar, se você para se torna alienado e o mundo passa por cima, consequentemente você fica lá, perdido, em alguma esquina da terra do nunca, nunca vai fazer nada por ninguém e nunca será lembrado.

By Cintia Liana

Foto: Google Imagens

E por falar em Comece pelo Mundo... Que tal começar a falar de adoção por aí? Talvez consigamos ver mais famílias felizes e mais crianças saindo dos abrigos. Para essas crianças ao invés de se perguntarem "será que terei futuro", conseguir se perguntar "o que farei deste futuro".

Por Cintia Liana

terça-feira, 30 de março de 2010

Simone de Beauvoir e a Palavra

Painel de fotos feito por Mara Push: Simone de Beauvoir

Leiam o post completo sobre Simone de Beauvoir em meu outro blog: http://www.finapresenca.blogspot.com/


"Quando falamos algo real, que mobiliza e que faz muito sentido, pode fazer o outro que escuta refletir, mas realmente só ouve quem quer transformar."
Cintia Liana
"Para quem está atento, só uma palavra é suficiente para uma grande mudança."
Cintia Liana

"Estive pensando que a maldade não está nos olhos de quem vê, mas nos olhos de quem não consegue entender o que lê."
Mônica Montone

"...Arqueira por excelência, as palavras são minhas flechas. Tanto podem salvar, como matar..."
Mônica Montone

"Descobri Simone de Beauvoir quando tinha 19 anos e me apaixonei"

Infelizmente tem gente que está no mundo somente a passeio com discursos pobres, vazios, infantis, repetições tolas e ultrapassadas, frases feitas emprestadas (mal feitas), nem se ouve ou questiona sua repetições e ainda acha que está dizendo algo importante. Um ex-psicoterapeuta meu, médico *Taoista e homeopata excelente, que me tratava com homeopatia desde os 3 anos de idade, chamava isso de gente que ainda está na fase do "thathibithathi".
Mas temos a fortuna de ter gente no mundo para revolucionar com suas palavras, seus ensinamentos e insights, para trazer o novo. Nós mulheres, chegamos a esse patamar graças à mulheres como Simone de Beauvoir.

Desde pequena gostava de gente assim, ousada, crítica, que não é uma vítima da industrialização humana, a primeira que me chamou a atenção foi minha mãe.
Que bom que "filha de peixe peixinho é!"
(Provérbio popular também é cultura e nunca se torna obsoleto)
*Uma escola de pensamento filosófico chinês que se baseia nos textos do Tao Te Ching atribuídos a Lao Tse e nos escritos de Chuang Tse. (Wikipédia)
Cintia Liana
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"Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio."
(Simone de Beauvoir)
"Não se pode escrever nada com indiferença."
(Simone de Beauvoir)
"Não se nasce mulher: torna-se."
(Simone de Beauvoir)
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“Na verdade, não importa saber até que ponto o pensamento de Beauvoir é correto ou não. Mais relevante é aceitar-lha o desafio: através da literatura, aproveitar a oportunidade de “trocar” idéias, de se tornar disponível às exigências dos outros, não para... absorvê-las ou rejeitá-las, mas reconhecendo criticamente as diferenças individuais, salvaguardar o máximo possível a essencial liberdade de cada um.”
Fonte do parágrafo acima: http://www.simonebeauvoir.kit.net/

Por Cintia Liana