"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

sábado, 5 de novembro de 2016

Um livro que fortalece e empodera as mães

Um livro que fortalece e empodera as mães.

O melhor livro que já li sobre maternidade, nascimento e vínculo entre mãe e bebê.

"A maternidade e o encontro com a própria sombra"





Por Laura Gutman
Este é um livro escrito para mulheres. Não pretende ser um guia para mães desesperadas. Ao contrário, é uma espécie de “alto lá!” no caminho para que possamos pensar como mães que estão criando seus filhos, com nossas luzes e sombras emergindo e explodindo em nossos vulcões em chamas.
Muitos aspectos ocultos de nossa psique feminina são desvelados e ativados com a chegada dos filhos. Estes momentos são, habitualmente, de revelação e de experiências místicas se estivermos dispostas a vivê-los nesse sentido tais e se encontrarmos ajuda e apoio para enfrentá-los. Também são uma oportunidade de reformularmos as ideias preconcebidas, os preconceitos e os autoritarismos encarnados em opiniões discutíveis sobre a maternidade, a criação dos filhos, a educação, as formas de criar vínculos e a comunicação entre adultos e crianças.
Este livro pretende abordar a experiência vital da maternidade como vibração energética mais do que como pensamento linear.
Trazer as experiências que todas as mulheres atravessam como se fossem únicas, sabendo, ao mesmo tempo, que são compartilhadas com as demais fêmeas humanas e fazem parte de uma rede intangível em permanente movimento. Mesmo sendo muito diferentes umas das outras, as mulheres ingressam em um território onde circula uma afinidade essencial comum a toda mãe. Refiro-me ao encontro com a experiência maternal como arquétipo, em que cada uma se procura e se encontra em um espaço universal, mas buscando também a especificidade individual.
Por meio de diversas situações cotidianas, descreveremos um leque de sensações em que qualquer mulher que se tenha tornado mãe poderá facilmente identificar. Paradoxalmente, o uso da linguagem escrita como ferramenta para transmitir essas experiências pode ser um obstáculo, pois atende a uma estrutura em que vários elementos vão se ordenando para construir um discurso. A abordagem do universo da psique feminina, que pertence a uma construção oculta do ponto de vista de nossa cultura ocidental, então se complica. Nesse sentido, para acessar e compreender este livro, serão muito úteis a intuição ou as sensações espontâneas que nos permitam fluir com o que nos acontece quando percorremos alguma página escolhida ao acaso.
De qualquer maneira, é de se imaginar que ficaremos presas à tentação de discutir calorosamente quais são os pontos em que estamos de acordo ou em profundo desacordo. Embora as discussões que venham a surgir entre as mulheres possam ampliar o pensamento, insisto em tentar uma leitura mais emocional, esperando que tenha ressonância no infinito. Ou seja, captar o conteúdo sensorial, imaginativo ou perceptivo, em vez de aprender ou avaliar os conceitos linearmente. Isso tem a ver com deixar abertas as portas sutis e estar atenta às que vibram com especial candura. Permitamos que aquelas que não nos sirvam sigam seu caminho sem nos distrair.
Suspeito que há vários pontos de partida para a leitura: o mais evidente é a partir do “ser mãe”. Espero, também, que o livro seja interessante para as profissionais de saúde, comunicação ou educação que tenham contato com mães, cada uma esperando, com suas próprias ferramentas intelectuais, obter resultados convincentes no que se refere ao comportamento e ao desenvolvimento das crianças.
Acredito que é possível conservar as duas visões simultaneamente; de fato, muitas de nós somos profissionais no campo das relações humanas e também somos mães de crianças pequenas.
Espero conseguir transmitir a energia que circula nos grupos que funcionam dentro da instituição que dirijo, nos quias as mães se permitem ser elas mesmas, rindo dos preconceitos e dos muros que erguem por medo de ser diferentes ou de não ser amadas. Ali foi gestada a maioria dos conceitos que fui nomeando nestes últimos anos e que, tocados por uma varinha mágica, começaram a existir.
Na Escuela de Capacitación Profesional de Crianza, continuamos inventando palavras para nomear o indefinível, os estados alterados de consciência do puerpério, os campos emocionais em que ingressamos com os bebês, a loucura indefectível e esse permanente não reconhecer mais a si mesma. No intercâmbio criativo, as profissionais tentam encontrar as palavras corretas para nomear o que acontece conosco. Arrependo-me de não ter filmado as aulas ou as entrevistas individuais com as mães que nos consultam, porque esse poder, esse florescer dos sentimentos femininos, raramente pode ser traduzido com exatidão pela palavra escrita. Conto, assim, com a capacidade de cada leitora de se identificar com os relatos, imaginando a essência e sentindo que, definitivamente, todas somos uma.
Por último, convido-as a fazer esta viagem juntas, preservando a liberdade de levar em consideração apenas o que nos seja útil ou possa nos apoiar. Esta é minha maneira de contribuir para gerar mais perguntas, criar espaços de encontro, de intercâmbio, de comunicação e de solidariedade entre as mulheres. Esse é meu mais sincero desejo.
Laura Gutman
Sumário

PREFÁCIO

CAPÍTULO 1
Uma emoção para dois corpos

A fusão emocional • As crianças são seres fusionais • Início da separação
emocional • Por que é importante compreender o fenômeno da
fusão emocional? • O que é a sombra? • Por que é tão árduo criar um
bebê? • As depressões pós-parto existem ou são criadas? • O caso Romina
• A perda de identidade durante o puerpério • Entre o externo e
o interno.

CAPÍTULO 2
O parto

O parto como desestruturação espiritual • Institucionalização do parto • A submissão durante o parto ocidental: rotinas • Reflexões sobre os maus-tratos • A opção de parir cercada de respeito e cuidados • Acompanhar o parto de cada mulher • Existe um lugar absolutamente ideal para parir? • Parto e sexualidade • Recordando meu segundo e terceiro partos.

CAPÍTULO 3
Lactação

Amamentar: uma forma de amar • O encontro com seu eu • O início da lactação • As rotinas que prejudicam a lactação • O bebê que não engorda • O caso Estela • Há mulheres que não têm leite? • Os bebês que dormem muito • O caso Sofia • Algumas reflexões sobre o desmame • Valéria quer desmamar sua filha.

CAPÍTULO 4
Transformar-se em puérpera

Preparação para a maternidade: ao encontro da própria sombra • A relação amorosa no pós-parto • A doula: apoio e companhia • Feminilizar a sexualidade durante o pós-parto.

CAPÍTULO 5
O bebê, a criança e sua mãe fusionada

As necessidades básicas do bebê do nascimento aos 9 meses • O olhar exclusivo • A capacidade de compreensão das crianças pequenas (falar com elas) • Recursos concretos para falar com as crianças • Estrutura emocional e construção do pensamento • Separação emocional e comunicação • Cuidados com as crianças “com problemas” • O caso Norma • O caso Constanza • Cada situação é única.

CAPÍTULO 6
Apoiar e dividir: duas funções do pai

O papel do pai como esteio emocional • Confusão de papéis nos tempos modernos • E quem apoia o pai? • O papel do pai como separador emocional • Outros separadores • O caso Pablo • Manter o lugar do pai mesmo que esteja ausente • Criar os filhos sem pai • As crianças que acordam à noite: a importância da figura paterna • Funções feminina e masculina na família.

CAPÍTULO 7
As doenças infantis como manifestação da realidade emocional da mãe

Materialização da sombra • Uma visão diferente das doenças mais frequentes na primeira infância • Os resfriados e a mucosidade • Asma • O caso Eloísa • Alergias • Infecções • O caso Rodrigo e sua mãe • Problemas digestivos • Comportamentos incômodos: o caso Florencia • O caso Marcos: fusão emocional, música e linguagem.

CAPÍTULO 8
As crianças e o direito à verdade

Verdade exterior • Verdade interior • A busca da própria verdade • A verdade nos momentos difíceis • A verdade nos casos de adoção • O caso Bárbara (dar um novo significado à morte de um ente querido) • O caso Sandra.

CAPÍTULO 9
Os limites e a comunicação

As crianças precisam de mais limites ou de mais comunicação? • Para ouvir o pedido original: acordos e desacordos • O uso do “não”, um recurso pouco eficaz • As crianças tiranas • O tempo real de dedicação exclusiva às crianças • Os “caprichos” quando nasce um irmão • As crianças e as exigências de adaptação ao mundo dos adultos • A loucura das festas de fim de ano nos jardins de infância • O estresse das crianças • O caso Rodrigo.

CAPÍTULO 10
Prazer das crianças, censura dos adultos

O controle natural dos esfíncteres e o autoritarismo dos adultos • O controle noturno dos esfíncteres • O caso Brígida • A sucção: prazer e sobrevivência • A água, essa doce sensação • Ao baleiro da esquina, com amor • Crianças, alimentação e natureza • Exigências e alternativas na hora de comer.

CAPÍTULO 11
Comportamentos familiares na hora de dormir

Transtornos do sono ou ignorância sobre o comportamento previsível do bebê humano? • A noite e os bebês de zero a dois anos • No compasso das opiniões • As crianças com mais de dois anos que acordam à noite • Procura-se um separador emocional (para ler com o homem) • As crianças também querem dormir.

CAPÍTULO 12
Crianças violentas ou crianças violentadas?

Algumas reflexões sobre a violência: ao conhecimento de si mesmo • Violência ativa e violência passiva: um guia para profissionais • O caso Roxana • Crianças agressivas: reconhecendo a própria verdade • As crianças que provêm de famílias violentas • Crianças que sofreram abusos emocionais ou sexuais: abuso entre crianças • A negação salvadora: o caso Rubén e o caso Leticia • A visão profissional.

CAPÍTULO 13
As mulheres, a maternidade e o trabalho

Maternidade, dinheiro e sexualidade • A confusão de papéis nos trabalhos maternos • As instituições educacionais • Em busca do ser essencial feminino.

EPÍLOGO

Fonte: http://www.lauragutman.com.ar/libros/a-maternidade-e-o-encontro-com-a-propria-sombra-brasil/

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A medicalização e a tecnologização da gravidez e do parto

Google Imagens

Por Cintia Liana Reis de Silva

Procurando e pesquisando por um parto em casa e/ou na água é que entendemos, muitas vezes, como hoje a medicina tradicional está, de fato, medicalizando, tecnologizando e adoecendo a gravidez e o parto, e o mais surpreendente é como as pessoas, em geral, estão sendo levadas por essa cultura, essa moda ocidental e capitalista que está tomando proporções gigantescas, de achar que é mais natural uma gravidez com riscos e complicações, que precise de recomendações especiais e precauções e milhares de análises, que uma gravidez serena, sem problemas que termine com um parto natural, ou seja, que é a coisa mais natural, afinal a gravidez e o parto não são fenômenos médicos, são fenômenos da natureza humana. 

Normalmente, quando uma mulher diz que fará o parto em casa ou na água alguém sempre comenta, "se não tem nenhum problema ou contra indicação pode ser bom". É como se ter algum problema fosse a coisa mais esperada. E "pode ser bom?". Mulheres que pariram em casa descrevem o evento como um momento de extremo acolhimento, dos mais re-confortantes, encantadores, serenos, em que se deram conta da força humana, da força feminina que têm, como uma experiência magnífica, de nascimento de uma nova e inteira mulher. Já outras contam os traumas que sofreram durante a permanência no hospital, a falta de respeito, os maus tratos antes e depois do parto. Claro que aqui não estou generalizando, afinal não fiz uma pesquisa com todas as puérperas do mundo, mas é com base no que já vi, ouvi, pelas pacientes que vieram até mim e nos livros e artigos científicos que já pesquisei.

O meu primeiro parto foi num hospital público católico, muito bem conceituado na cidade de Roma, a alguns kms de minha casa, que valoriza o parto natural. Aqui na Itália não existem motivos muito fortes para uma mulher buscar um hospital particular, só se ela quiser algo mais individualizado ou alternativo. Esse foi o meu hospital de referência além da clínica da minha ginecologista, onde eu fazia as consultas de rotina e as ecografias (Ultra-Sonografias), como chama aqui na Itália. Essa mesma ginecologista é obstetra do mesmo hospital. Quando comecei as sentir as contrações antes do parto me direcionei ao pronto socorro e fui mal atendida pela primeira médica. Com o andar do trabalho de parto, fui bem tratada por alguns funcionários, por outros nem tanto. Foi um longo percurso de trabalho natural seguido de um cesáreo, porque a minha filha não saía. Fizeram tudo em um tempo coerente, mas me deram ocitocina para apressar o parto, o que é desnecessário e no Brasil não é recomendado, mas eu estava na Itália. Eu estava bem preparada, estava usando a magnífica terapia floral, vinha de um percurso precedente de terapia e depois fui fazer terapia novamente 10 meses depois, na abordagem de Somatic Experiensing na cidade onde moro, para trabalhar as minhas questões relacionadas a esse percurso que inicialmente me fragilizou, mas depois eu busquei o caminho do grande fortalecimento. Amamentei a minha primeira filha até os 2 anos e 2 meses, a carreguei muito no colo, escrevi textos sobre a relação mãe e bebê e sobre neonatologia. Fui e sou mãe com toda a força. Fiz algumas constelações familiares paralelamente ao início de minha formação em constelações familiares e senti, 3 anos e 3 meses depois, que estava novamente preparada física e emocionalmente para ter outro filho ou filha. O meu marido já pedia e agora também sinto que é o tempo da minha primeira filha, de ganhar um irmão ou uma irmã. 

Mas nem todas as mulheres têm esse privilégio, nem de terem as informações certas ao seu alcance, ou de serem psicólogas e terapeutas florais ou de terem capital necessário para investirem em terapia, então ficam traumatizadas por um tratamento do parto que poderia ser bem mais respeitoso. Não direi humanizado, porque aqui na Itália não se usa esse termo, se diz "parto respeitoso", o humanizado ganha uma conotação de caridade. Enfim, hoje valorizo muito o percurso do meu primeiro parto e hoje busco fazer um segundo como imagino e sinto ser mais pleno (indico conhecerem a história dos três partos de Andréa Santa Rosa). Agora que estou planejando um parto na água, existe até essa "cultura" em minha família, e me dei conta de que isso não é só para quem pode pagar (e hoje já tem hospitais que fazem de graça), não, esse tipo de parto é para quem tem força de vontade de ir buscar, pesquisar, é para uma mente privilegiada que não tem medo de fazer diferente para si mesmo, para quem acha que merece.

Todos nós sabemos que o cesáreo só deve ser indicado para mulheres quando o natural presenta algum risco ou se tem algum impedimento, que intervenções médicas no parto são desnecessárias e algumas até contra indicadas pela OMS e que a alma feminina pede pelo parto natural.

E é planejando uma segunda gestação, mais madura, experiente e preparada é que descobrimos quantos mistérios incríveis moram atrás da natureza da mulher que urge pelo parto natural. Dessa liberação na hora da saída do bebê. Mesmo atuando como psicóloga há mais de 15 anos, tem muitas coisas que ainda estou descobrindo sobre esse universo incrível que é a maternidade e o nascimento, então se eu começasse a descrever aqui o que venho descobrindo daria um livro, então quem sabe eu não conto um pouco disso tudo em meu terceiro livro, sobre os mistérios e do poder de criar filhos felizes dentro de uma perspectiva da terapia familiar e das constelações familiares?

Uma das coisas que foram como gritos em meu ouvidos, como enormes insights foi perceber a quantidade excessiva de ultrassonografias que são indicadas em 9 meses. Aqui na Itália a primeira ecografia é indicada a partir do 3º ou 4º mês de gestação. No Brasil, já no final do segundo mês, ou seja, caminhando para fechar o segundo mês, as pessoas já estão fazendo. Aqui na tália, uma mulher que é acompanhada por uma doula e que fez a escolha de parir na água, faz somente uma ultra em toda uma gestação e até tem aquelas que resolveram não fazer nenhuma, porque não encontraram razões para duvidar que algo poderia estar errado. 

Eu tinha a dúvida e pensava que no Brasil as coisas estivessem mais avançadas que aqui na Itália, mas não, é o contrário, a difusão maciça do "parto humanizado" diz exatamente para as pessoas acordarem, por terem um sistema público de saúde precário, quase falido e o particular ser uma fábrica de dinheiro. O Instituto BBC (ver referência 1) em abril de 2014 mostrou que a desvalorização do parto normal tornou o Brasil líder mundial em cesáreas. 

Outro ponto é que hoje existe a dúvida cada vez mais presente se a ultrasom não causa nenhum mal a mãe e bebê. O Jornal O Globo (ver referência 2) publicou que uma pesquisa realizada por especialistas da clínica Mayo, em Rochester, nos EUA, e publicada na Revista "New Scientist", mostrou que a ultrasom expõe o feto a sons tão altos quanto os produzidos por um trem de metrô e dizem que os médicos devem evitar apontar o aparelho para o ouvido do bebê. O mesmo estudo diz que o ultrasom produz vibrações secundárias no útero, o que seria nocivo. O médico Sérgio Simões, ex-vice-presidente da Sociedade Brasileira de Ultra-Sonografia, discorda dessa última afirmação, mas faz uma ressalva, que o número de ultra-Sonografias não deve passar de quatro recomendadas, a não ser em casos de extrema necessidade. 

Outra questão é a amniocentese. Aqui na Itália muitas gestantes fazem amniocentese como se fosse uma etapa importante e não como uma indicação, caso algum exame anterior não invasivo (como o Bi-test ou o Prenatal Safe Test) mostre a necessidade de aprofundar o conhecimento de possível alterações fetais. Para quem não sabe, a amniocentese comporta o risco de perda do bebê, mas mesmo sem uma necessidade real é indicada por muitos ginecologistas italianos. 

Hoje já se diz aqui na TV italiana (a TV, que é um meio de comunicação muito duvidoso e que perpetua ideias arcaicas) que após um cesáreo é muito mais indicado o parto o natural, o que chamam de VBAK (Vaginal Birth After Cesarean), parto vaginal depois de um cesáreo. Esse assunto é vastíssimo, tratado em congressos direcionados somente a esse argumento.

A quantidade de exames clínicos também é imensa. Uma verdadeira fábrica de dinheiro são todos esses procedimentos, então quem acredita fielmente na medicina tradicional e não tem ou não busca outras alternativas acaba virando refém desse sistema de crenças e dessa máfia que é claramente a construtora desses valores que giram em torno da gravidez como doença. Isso sem contar com a indústria médica para a cura ou para o tratamento da infertilidade. Nesse aspecto também incluem falta conhecimento, humildade e até generosidade do médico para indicar terapia para o casal. Pois nesse caso, que é uma de minhas especialidades, posso dizer com certeza que um casal pode ser capaz de conseguir ter um filho com o acompanhamento psicológico correto, mas é preciso abertura e sensibilidade para o tratamento das questões subjetivas envolvidas nesses bloqueios emocionais que afetam o físico e tratar a energia do campo familiar, superando essas dificuldade e liberando toda a família desse bloqueio.

Se mudarmos os nossos hábitos o mundo muda. Em meio a toda essa cultura capitalista imposta pelas grandes elites, o indivíduo ainda tem a livre escolha de procurar informações, de estabelecer outra cultura dentro do seu lar e da sua família, a cultura de enxergar o que a vida tem de mais sutil, e de conversar com quem trabalha por um futuro mais humano e respeitoso para todos.

Por Cintia Liana Reis de Silva

Referências:
1 - http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/04/140411_cesareas_principal_mdb_rb

2 - http://www.e-familynet.com/phpbb/ultrassom-faz-mal-t332414.html

Indicação de leitura:
Gutman, Laura. A maternidade e o encontro com a própria sombra. Best Seller.
Resumo do livro:
http://www.lauragutman.com.ar/libros/a-maternidade-e-o-encontro-com-a-propria-sombra-brasil/

Adoção e os conselhos sábios

Imagem: thesimpledollar.com

Texto retirado do "Gravidez Invisível"
Por Isabella Furtado

Duas dicas que vão ajudar você a viver melhor a espera

A gente ouve muita coisa quando toma a decisão de adotar um filho. Muitas vezes são críticas, questionamentos, comentários negativos, mas há também a compreensão, o apoio, a alegria conjunta e os bons conselhos (ufa!).
A gestação do coração é emoção garantida! Só sabemos quando ela começa, não temos ideia de quando e como ela vai terminar, porque mesmo traçando um perfil de criança, há algumas variáveis que só vamos descobrir quando recebermos a tão esperada ligação do fórum: sexo, idade, cor, peso, altura…
Numa gestação biológica os pais sabem que têm cerca de 9 meses para preparar o quarto do bebê, montar o enxoval, escolher pediatra e podem ir comprando fraldas, roupinhas e tudo mais aos poucos. Quando falamos de adoção isso não é possível.
Além de servir como um teste para nossa paciência e ansiedade, esse tempo de espera pode (e deve!) ser utilizado de forma útil e é aqui que entra o conselho mais sábio que recebi nesse processo. Uma assistente social me disse que seria legal se eu fizesse uma lista com os fornecedores que poderiam me atender quando a hora chegasse, mas um detalhe na fala dela fez toda a diferença: fornecedores que atendessem à pronta entrega. Claro! Lembra das variáveis?
Então peguei um caderno e comecei a escrever tudo que eu acho que vou precisar quando a bolsa estourar: móveis para o quarto, enxoval, carrinho, cadeirinha para o carro, banheira, telas protetoras para as janelas, pediatra… o próximo passo era descobrir os fornecedores à pronta entrega.
Aproveitei o caderno para listar também as ideias para o chá de boas vindas: convite, formato da festa, convidados, tema, horário, local, atividades, comidas, bebidas, lembrancinhas… um planejamento completo, afinal quem se planeja e se organiza leva vantagem! (Esse assunto dá um outro post, não é?)
Com tudo escrito é mais fácil realizar também um planejamento financeiro e aqui entra mais um conselho sábio que recebi: faça uma poupança. Já que não dá pra ir comprando nada aos poucos, o melhor caminho é ir juntando dinheiro, pois as despesas surgirão de repente e todas juntas. Não precisa ser no banco se você não quiser, basta guardar o dinheiro.
Quando tomamos ações práticas como essas a espera deixa de ser um tempo vazio, um vácuo, um silêncio interminável e se torna de fato um período de preparo, o caminho para a realização do nosso sonho.
Isabella Furtado, Jornalista
Deu entrada no processo em outubro de 2014
Fonte: http://gravidezinvisivel.com/adocao-e-os-conselhos-sabios-que-recebi-por-isabella-furtado/

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Filme "O Começo da Vida"

Um filme brasileiro belíssimo! 
O mundo será um lugar melhor quando as pessoas aprenderem a escutar e a respeitar as crianças. <3 span="">




Foto e texto abaixo retirado do:
http://www.mildiasdobebe.com.br/tendencinhas/sinopse-e-ficha-tecnica-do-filme-o-comeco-da-vida-de-estela-renner

O Começo da Vida é um documentário que mostra a importância dos primeiros anos da vida de uma criança. Dirigido por Estela Renner (Criança, a Alma do Negócio, Muito Além do Peso) e produzido pela Maria Farinha Filmes (Muito Além do Peso, Tarja Branca, Território do Brincar), o documentário foi filmado em nove países. Estela entrevista especialistas no desenvolvimento infantil e visita famílias das mais diversas culturas, etnias e classes sociais, para descobrir que proporcionar um ambiente com amor e segurança para as criançasnessa fase é o maior investimento que se pode fazer na humanidade.

Dublado em 6 línguas: Inglês, Português, Espanhol, Francês, Árabe e Chinês. 
Legendado em 21 línguas: Inglês, Português, Espanhol, Francês, Alemão, Italiano, Árabe, Dinamarquês, Finlandês, Norueguês, Sueco, Holandês, Português (Europeu), Espanhol (Castelhano), Japonês, Chinês (tradicional e simplificado), Coreano, Russo, Turco e Indonésio. 
Acessível em LIBRAS (língua brasileira de sinais), closed caption (ou legenda fechada) e audiodescrição para cegos nas salas de cinema, home vídeo (DVD - Blu-Ray) e on demand, através do aplicativo MovieReading – disponível para smartphones e tablets. 
DISPONÍVEL PARA EXIBIÇÕES PÚBLICAS, GRATUITAMENTE,

NA PLATAFORMA VIDEOCAMP A PARTIR DE 05 DE MAIO DE 2016 NAS CIDADES QUE NÃO TEM SALAS DE CINEMA.
MAIS INFORMAÇÕES: 


FICHA TÉCNICA

Direção: Estela Renner

Montadora: Jordana Berg
Roteiro: Estela Renner
Direção de fotografia: Janice D’Ávila
Produção: Maria Farinha Filmes, Estela Renner, Luana Lobo e Marcos Nisti Assistente de direção: Mari Mitre

Direção de Produção: Juliana Borges
Trilha Sonora: Ed Côrtes
Argumento: Ana Lucia Villela e Estela Renner
Apresentado por: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Bernard Van Leer Foundation, Instituto Alana e UNICEF
Apoio: Ashoka, World Bank Group, UBS Optimus Foundation, Johnson’s, Huggies, Natura, Amil, Pompom, TAM e SENAC.
Apoio de Divulgação: Ministério do Desenvolvimento Social, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Ceará, Secretaria de Educação do Estado da Bahia, Secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo, Rede SESC.
PRODUÇÃO
MARIA FARINHA FILMES
A produtora atua com o objetivo de abordar temas que precisam de atenção. Seu foco é produzir obras audiovisuais sobre assuntos de interesse público que precisam de exposição para serem vistos, debatidos, difundidos e fruídos pela sociedade. Responsável por longas como Território do Brincar, Quem?, Entre Muros e Pontes, Tarja Branca – A Evolução que Faltava, Criança, a Alma do Negócio e Muito Além do Peso, a produtora se tornou, em 2013, a primeira a receber o selo B!Corp (BCorporation), oferecido a empresas que propõem, a partir de seus recursos, soluções para os problemas sociais e ambientais do mundo.www.mff.com.br

"Ter filho é a coisa mais edificante que existe", afirma filósofo



Quando o assunto é educação, não só os filhos, mas também os pais têm muito a aprender. O Mãe com Prosa convidou o filósofo e escritor Mario Sergio Cortella para comenta sobre as transformações que cada filho pode proporcionar aos pais. E como se dá esse processo em meio a novas configurações familiares.
"Ser pai uma das coisas mais edificantes que existem e não existe o papel da mãe, ou do pai, e sim o do cuidador", afirma o professor.
Fonte: https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/familia/indicacao/ter-filho-e-coisa-mais-edificante-que-existe-afirma-filosofo/

'Não pretendo ter outro filho', diz mãe após bebê sofrer fratura no parto

"A respeito das intervenções desnecessárias, da medicalização do parto, da violência obstétrica e neonatal. Ou seja: a respeito desse modelo de entendimento do parto, do nascimento, da mulher e de seu corpo. Vamos mudar esse olhar e essa prática? Depende de nós." (Página Facebook "Amigas do Parto")

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01/11/16
Do G1 SP

Lucielma Cardoso Teixeira, mãe de Bruna, de quatro meses, disse ao SPTV que não pretende mais ter filhos por causa do trauma que sofreu durante o parto da filha. Ela procurou o Ministério Público Federal em São Paulo para fazer uma denúncia contra a maternidade onde a menina nasceu. Luciema conta que na hora de dar à luz a médica subiu em sua barriga com os dois braços e ficou apertando. A recém-nascida fraturou o braço e a clavícula esquerda.
"Ela dizia que minha filha tinha que descer que a minha filha tinha que nascer. Eu não sabia se eu respirava ou se eu fazia força pra minha filha nascer, com medo de acontecer alguma coisa com ela", disse a mãe. "Não pretendo ter outro filho, fiquei muito assustada, muito traumatizada."
O Ministério Público Federal em São Paulo quer que o Hospital e Maternidade SacreCoeur, do Grupo NotreDame Intermédica, apure denúncias de violência obstétrica em partos. Três mulheres disseram que os médicos e enfermeiros usaram a “manobra de Kristeller” no parto, procedimento que consiste em empurrar a barriga da mulher para forçar a saída do bebê.
O MPF disse que órgãos médicos nacionais e internacionais “são uníssonos ao condenar a manobra”. Segundo o órgão, os processos de violência obstétrica se acumulam. Nos últimos dois anos, o MPF já recebeu 50 denúncias na capital.
A NotreDame Intermédica disse em nota que no parto da menina Bruna foram feitos procedimentos obstétricos para a passagem do ombro do bebê, mas que em nenhum momento foi realizada a manobra de Kristeller."
"Após a primeira manifestação do Ministério Público Federal sobre o alerta relacionado a referida manobra, o Hospital e Maternidade Sacrecouer, assim como os demais hospital do Grupo, intensificaram ações relacionadas ao tema e vem constantemente monitorando o cumprimento do referido protocolo oficial”, diz a nota.
Além de apurar as denúncias, o MPF pede “que médicos e enfermeiros do hospital sejam formalmente comunicados de que a adoção da manobra de Kristeller está proscrita [banida] e passem por treinamentos sobre métodos humanizados de parto”. O Grupo NotreDame disse que “toda a equipe de saúde” do SacreCoeur passou por treinamentos em parto humanizado.
A procuradora Ana Carolina Previtalli Nascimento, autora dos pedidos, também quer que cartazes sejam afixados na unidade alertando o público e a equipe médica para a proibição do procedimento.
Esta já é a sexta recomendação expedida pelo MPF a hospitais e órgãos de saúde na capital paulista por práticas consideradas agressivas nos partos. Além da manobra de Kristeller, são alvo da investigação a realização do corte na região da vagina para facilitar a saída do bebê (episiotomia), a infusão intravenosa para acelerar o trabalho de parto (ocitocina sintética), maus tratos verbais, cesarianas sem necessidade e contra o desejo da parturiente, entre outros procedimentos inadequados.
Para denunciar violência obstétrica, as mulheres podem procurar o MPF pelo sitewww.cidadao.mpf.mp.br ou pessoalmente em qualquer unidade do MPF.
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/11/nao-pretendo-ter-outro-filho-diz-mae-apos-bebe-sofrer-fratura-no-parto.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=sptv

Pais falam honestamente sobre por que se arrependem de ter tido filhos

É preciso muito investimento em uma terapia chamada constelação familiar ou na própria terapia de abordagem familiar para colocar em ordem a desordem que esse sentimento expressa. 
Não penso de nenhum modo que um pai ou mãe deva se contentar em sentir algo do tipo, é preciso colocar as coisas em ordem, rever os modelos familiares e sobretudo se reconciliar com os pais para que as coisas funcionem dentro das ordens do amor, sem sentimentos controversos.

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