"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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domingo, 10 de janeiro de 2016

Desde que o mundo é mundo crianças...

We Heart it
Por Sílvia Barbieri
"Desde que o mundo é mundo crianças comem doce, não tinha frescura, se comia danoninho, toddy, bolacha maizena e ninguém morreu! Mas não contaram que uma grande porcentagem das da que não morreram tiveram diabetes, e essa mata mais que HIV, tuberculose e malária, somados. A OMS recomenda o consumo de doces a partir de 2 anos.
✔Desde que o mundo é mundo, se inicia a Introdução Alimentar aos 20 dias, 1 mês, 4 meses, e ninguém morreu! Não morreram, mas podem ter anemia, baixa absorção de nutrientes, diarréia, alergias obesidade, diabetes.

✔ Desde que mundo é mundo, os bebês tomam suco de laranja lima, e nunca ninguém morreu! Mas 21% das que não morreram tem chance de adquirir diabetes tipo 2.

✔Desde que o mundo é mundo, as crianças apanham de cinta, levam umas palmadas, 1 criança é espancada a cada 5 segundos, ninguém morreu, mas das 18 mil espancadas diariamente pelos menos 100 morrem, as que não morrem com "palmadinhas", empurrões e violência verbal, adquirem doenças cardíacas, obesidade, artrite, problemas de socialização, depressão, uso de drogas. 


✔Desde que o mundo é mundo tem que deixar chorar até dormir, para aprender, ninguém nunca morreu por isso! Não morre, mas eleva os níveis de cortisol, afeta o desenvolvimento do cérebro, causa trauma na infância, depressão, síndrome do pânico. 


✔Desde que o mundo é mundo, independente da via de parto, importante é nascer saudável, ninguém morre, mas as chances de morte de uma cesarea eletiva, são de 2.84 vezes maior que o que parto normal, que as chances das crianças desenvolver alergia, problemas respiratórios, uti neo natal, são maiores na cesarea eletiva.

✔Desde que o mundo é mundo, todo mundo toma leite de caixinha e ninguém morreu, mas as que não morreram podem desenvolver alergias, problemas gastrointestinais, síndrome do intestino irritável, prejudica os rins por possuir 3 vezes mais proteína que o leite humano, não possui nutrientes para melhor desenvolvimento da visão e cerebral.
✔Desde que o mundo é mundo bebês desmamam cedo, tomo leite artificial, e ninguém morreu, mas bebês amamentados com LM exclusivamente até o sexto mês de vida, anualmente, evitam mais de 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos nos países em desenvolvimento.
O mundo da maternidade é cheio de assuntos polêmicos, e quando esses assuntos caem na mesa, ou melhor, Facebook ou nos grupos de whats, a chuva de desinformação cai, muitas vezes vem a agressão verbal, a não aceitação e as famosas frases "dei para meus filhos e ninguém morreu", ou pior "não sou 'menas main' por..." 
Eu me pergunto onde está a maturidade dessas mães? A bolsa é da moda, o resumo da novela está atualizado e na ponta da língua, a time line do face cheio de indiretas a cada 5 minutos, mas quando um assunto importante lhe bate a porta, a cabeça fecha por puro orgulho em não aceitar uma informação. Desde que o mundo é mundo cada um cria o filho da forma que ACHA melhor, cada um tem uma concepção do que é bom, a informação tá aí, antes de se debater sobre um assunto ter uma discussão saudável e inteligente, leia, ou para rebater, ou para se informar e melhorar o " melhor para seu filho".

E desde 1974, surgiu o conceito de PROGRAMMING, introduzido na literatura por Dörner. Significa “a indução, deleção ou prejuízo do desenvolvimento de uma estrutura somática ou ajuste de um sistema fisiológico por um estímulo ou agressão que ocorre num período suscetível (por exemplo, fases precoces da vida), resultando em consequências em longo prazo para as funções fisiológicas.” Traduzindo : deu e não morreu, mas depois é outra história.

Como cada um cria como quer, falo somente por mim. Quero ninha filha saudável, com qualidade de vida, lhes peço encarecidamente, por favor respeite minhas escolhas, não alimente a minha filha com coisas que ela não pode comer ou beber, se você faz com os seus,a escolha é sua, faça só com eles. "

Por Sílvia Barbieri

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Ferber ou Estivill se retratou. Se ligue! Não deixe o seu bebê chorando!

Google Imagens

Sabiam que o FERBER, o escritor daquele livro do método Ferber ou Estivill, que aconselhava os pais a deixarem o bebê chorando até cansar, se retratou? 
Pois é, após vender rios de livros com essa teoria violenta, ele veio a público dizer que a sua teoria estava errada, que faz mal, e que essa teoria serve só após os 3 anos. Pode? 

E quem deixou o filho chorar tanto, abandonado, ignorado, agora sente as consequências.



Consulte sempre um Psicólogo de Família.


Cintia Liana

Se aprofunde mais no tema com esse excelente texto:
http://psicologiaeadocao.blogspot.it/2013/11/nao-deixe-o-seu-bebe-chorando.html




sábado, 29 de novembro de 2014

A moda do diagnóstico de hiperatividade


Por Cintia Liana Reis de Silva
Texto escrito para este blog em 2011 e republicado no site Indika Bem em 28 de agosto de 2014.

Ela diz:
Oi, há quanto tempo…! Conheci seu trabalho e quero te pedir uma orientação. Minha filha  está precisando de ajuda, de terapia. Disseram que é hiperativa e que agora precisa voltar a tomar os remédios, porque está pior. Você pode me orientar?
Respondo:
“Oi, querida! Obrigada pela confiança em me expor o caso. Vou ousar falar algo, mas será bem resumido. Se quiser um dia conversar mais detalhadamente me fale.
Como sou especialista em Psicologia Conjugal e Familiar, tenho uma natural tendência a enxergar o comportamento da criança num contexto maior, principalmente, na família, respaldada em teorias sistêmicas. Vejo o problema ou o comportamento desagradável como um sintoma do que podemos chamar de “adoecimento” familiar e nela mesmo, na própria família, sua estrutura e organização, encontramos muitos motivos para a criança apresentar tais sintomas.
Hoje está sendo vastamente discutido essa insistência de alguns profissionais, principalmente inexperientes ou com uma visão reducionista da psique, em rotular, classificar a criança como hiperativa e, o pior de tudo, medicá-la (não sou contra a remédios, quando necessário).
Não questiono o diagnóstico de forma tão segura porque não conheço o caso profundamente, as avaliações e exames aplicados, o diagnóstico detalhado e tampouco a idade de sua filha.
Um diagnóstico de hiperatividade para uma criança com menos de 7 anos, por exemplo, normalmente é muito precipitado e perigoso, pois até essa fase ela passa por diversas mudanças e estímulos, alterando seu comportamento de forma veloz e, mesmo a hiperatividade propriamente dita, pode ser um sintoma de um problema na família, ou a relação da criança com sua própria história de vida e ele pode vir a tona através de uma patologia ou na alteração do comportamento e sua relação com o mundo.
Atualmente, sou uma profissional que só atende a criança se os pais aceitarem fazer duas sessões ao mês de terapia comigo pois, antes de tudo, eles precisam mudar seus padrões, inclusive enxergar os intergeracionais e aprender a decifrar aspectos subjacentes de sua relação com o filho. A minha experiência e os teóricos dizem que não adianta, que é inútil tratar a criança e depois reinseri-la no mesmo ambiente “adoecido”, o ambiente que a faz adoecer.
Os pais, muitas vezes, “fogem” porque se sentem em culpa, mas se já tiveram o filho, porque não encarar a “responsabilidade” de mudar a vida de todos?
Esse adoecimento é bem mais natural do que pensamos. Como se diz muito por aí, “isso acontece nas melhores famílias”. Essa frase nos remete a um alívio, para com facilidade aceitarmos o problema e encarar as mudanças, pois é difícil ser a exceção negativa.
Temos que desmascarar essa história de que família boa e feliz é a família perfeita, porque esse é um ideal, não existe família perfeita. É ainda mais bonito ver alguém lutando para se entender e ser cada vez mais saudável.
É bem mais fácil quando se assume a responsabilidade de transformar, apesar de ser mais complicado entender todo esse processo, mas colocar o foco na criança é maquiar a verdadeira face do problema maior, entende? Isso é tão claro hoje para mim…
Espero ter ajudado, iluminado um pouquinho. Estou a disposição para conversar.

Por Cintia Liana Reis de Silva
Fonte: http://www.indikabem.com.br/filhos/a-moda-do-diagnostico-de-hiperatividade
Fonte da imagem: www.melhoramiga.com.br (Créditos e Divulgação)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Consulte sempre um Psicólogo de Família. Amamentação consciente.

Foto: We Heart it
Texto: Cintia Liana Reis de Silva
 
Amigos, vamos divulgar? As crianças merecem.
Cuidemos dos detalhes agora para que os adultos de amanhã sejam mais felizes.
 
"11 Coisas que ninguém nunca te falou sobre amamentação e desmame": http://psicologiaeadocao.blogspot.it/2014/02/11-coisas-que-ninguem-nunca-te-falou.html

A amamentação é indicada ao menos até cerca dos 2 anos. Respeitem!

We Heart it
 
Come diz a OMS, a amamentação é indicada ao menos até cerca dos 2 anos. Não há espaço para preconceitos. Respeitem e deixem em paz mãe e bebe. Se é desconfortável para você, é um problema teu! Fale com o teu terapeuta.
 
Come dice l'OMS, l'allattamento é indicato al meno fino a circa i 2 anni. Non c'è spazio per i pegiudizi. Rspettate e lasciate in pace mamma e bimbo. Se ti è scomodo e' un problema tuo! Parlane con il tuo terapeuta. 
 
Cintia Liana

Charge do Dia - 04/03/2012 - Por Lorde Lobo/ Jornal Agora Rio Grande
 
 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Pediatras não são psicólogos

We Heart it
 
Um bom conselho de psicóloga, especialista, que trabalha há mais de 14 anos com famílias e crianças? Cuidado com os conselhos de alguns pediatras prepotentes que, com falas distorcidas e preconceituosas, explicam o que é de competência do psicólogo. Pediatras não são psicólogos e psicólogos não são médicos. Os dois estão no mesmo patamar de importância na saúde. Uma ciência não está acima da outra. Pediatras cuidam da parte física, psicólogos da parte mental e emocional que interferem no comportamento, na educação, nas relações e na felicidade. Consulte sempre um psicólogo, como você consulta um pediatra, eles sempre podem dar dicas importantíssimas para uma vida psicológica sadia para o seu filho, interferindo diretamente no futuro. Todos atentos pelo verdadeiro bem estar das crianças.
 
Cintia Liana Reis de Silva