"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Hoje é o Dia da Família

Por Marcionila Teixeira
Recife, domingo, 15 de maio de 2011
Data celebrada mundialmente terá programação no Morro da Conceição
Documentarista Cynthia Falcão com os familiares: todos no mesmo "barco".
Imagem: Helder Tavares/DP/D.A Press

A documentarista Cynthia Falcão, 40 anos, é daquelas mulheres que fazem questão de buscar os filhos na escola e de fazer programas junto com toda a família nos finais de semana. Para ela, família é a base de tudo, por isso seus membros têm que se ajudar, estar em um “barco só” para enfrentar os problemas e comemorar os momentos felizes. Neste domingo, o mundo todo celebra um dia pouco lembrado em Pernambuco, o da Família, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1993. Pela primeira vez, uma entidade pernambucana promove um evento para lembrar a data. Será um encontro na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Morro da Conceição, no Recife, a partir das 10h. O evento acontece com 35 famílias do local e é promovido pelo Instituto Integrado de Apoio à Família (IAF).

“Imagine quantas pessoas têm problemas emocionais e de enfrentamento de dificuldades por conta de uma família desestruturada?”, questiona Cynthia Falcão. Seja qual for o grupo familiar, é ela quem fortalece e ensina, defende Cintia Liana, psicóloga e especialista em família e adoção. “No futuro, o comportamento do jovem dependerá em boa parte deste contato saudável com as primeiras figuras de apego. Por isso que é importante crescer emocionalmente antes de se ter um filho e não se tornar pai e mãe para só então se tornar um adulto.”

A psicóloga ressalta que não existe um modelo ideal de família. “As pesquisas mostram que filhos adotados e filhos de homossexuais não têm mais problemas ou dificuldades que os outros. O que gera problemas é o abandono, a rejeição, a indiferença, a falta de compreensão, de amor e isso é algo que vemos também nos lares constituídos por pais biológicos e heterossexuais”, comenta.

Reflexão e diálogo

No encontro do morro, profissionais do IAF farão palestras sobre a importância da família e dinâmicas de grupo para movimentar as apresentações. “A família está precisando se rever como um todo, trabalhar a relação. Família é a gente com quem se conta”, destaca a terapeuta familiar Helena e Mello, fundadora do IAF. O centro funciona na Avenida Visconde de Suassuna, 871, em Santo Amaro, com atendimento de famílias e casais. No espaço são incentivadas a reflexão, a valorização do diálogo e a avaliação dos papeis no casamento. Como a entidade não tem fins lucrativos, os preços dos atendimentos são abertos à negociação com os pacientes.


Postado Por Cintia Liana

domingo, 29 de novembro de 2009

"Fada da Adoção"

Foto: Cintia Liana no Correio da Bahia, 29 de novembro de 2009.

"Fada da adoção". Esse foi o título ultilizado pelo jornalista Sylvio Quadros para a matéria que fez sobre mim e sobre meu trabalho com adoção de crianças.

No início da entrevista, pouco depois de ter sido procurada pelo Jornal Correio da Bahia, que sempre mostra interesse em minhas andanças e estudos, achava que o tema seria adoção, mas o jornalista muito tranquilo e simpático me advertia que a matéria era sobre meu trabalho social.

Enfim, falei de adoção, mas tive que falar bastante de mim. São dois assuntos totalmente correspondentes. De toda forma, falei bastante de adoção, pois não há tema mais lindo e encantador.

Resultado, uma matéria muto bonita, com um toque de magia dado pelo jornalista e uma foto muito criativa do fotógrafo Robson Mendes.

Obrigada Correio!
Segue a matéria para quem mora fora da cidade ou do País e que não leu:
"Ela não tem asas ou varinha de condão, mas há quem ande falando justamente o contrário. Para muitos pais que adotam filhos, a psicóloga baiana Cintia Liana - 33 anos, duas tatuagens e um diploma em Campinas (SP) - é uma fada madrinha; ou, mais precisamente, a “fada madrinha dos pais adotivos”.
O apelido surgiu há três anos, no tempo em que Cintia ainda organizava palestras para pais no Juizado de Menores, onde entrou em 2002 como voluntária. De lá para cá, a loira de riso fácil e fala ligeira não parou mais. Montou um grupo na internet para tirar dúvidas sobre adoção de órfãos, concluiu uma pós-graduação em casal e família (dessa vez em Salvador), deu aulas em faculdade (“os alunos são superapaixonados por mim”) e fez um curso de um mês e meio na Itália. Hoje, mantém um blog (http://psicologiaeadocao.blogspot. com) sobre o assunto e atende em consultório.
Além da experiência, ganhou amigos.
“Hoje, as pessoas me ligam de todas as partes do Brasil”, afirma Cintia. “Quando meu grupo de discussão na internet chegou a 230 membros, achei que já era hora de fazer um recadastramento e limitar o número de participantes. Os pais falam muito de suas intimidades, e isso é coisa séria. Muita gente manda fotos, mensagens de apoio e perguntas. É ali que muitos manifestam o desejo de adotar”.
Na entrevista que concedeu ao CORREIO, Cintia fez honra ao apelido que ganhou de uma mãe. Em dado momento, sua voz embargou enquanto contava a história de um garoto que, mesmo com deficiência física, vivia feliz com a esperança de ter uma família; seus olhos, grandes e curiosos, marearam de lágrimas. “As pessoas ainda têm receio de adotar, mas elas precisam saber que isso liberta a alma. Toda relação de amor surge da convivência e do respeito, e não da herança genética”, diz.
Para os interessados, no entanto, não basta só interesse. Apenas o Juizado de Menores pode avaliar quem está apto a adoção. Cintia, do seu consultório, fica encarregada de aconselhar, preparar e, principalmente, quebrar preconceitos.“Muitos pais me procuram com medo de adotar crianças mais velhas, semenxergar que elas já vêm com um repertório, uma riqueza e a consciência de que desejam ter uma família”.
Durante a entrevista, a psicóloga aproveitou ainda para quebrar a esperança de futuros pretendentes. Em janeiro, Cintia volta à Itália com um propósito acadêmico (planeja fazer um curso sobre a Escola de Milão, “referência mundial em sua área”) e outro romântico (“meu noivo é italiano e vou aproveitar pra visitá-lo”, revela, com indisfarçada timidez). Afinal, a “fada” também é humana.
Por SYLVIO QUADROS."

Por Cintia Liana