"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bebê abandonado é devolvido aos pais em Conceição do Jacuípe

A polícia suspeita que a criança tenha sido abandonada no mesmo dia em que nasceu

Foto: Divulgação/Assessoria PMCJ

Criança voltou aos cuidados dos pais

Redação CORREIO

O bebê que foi abandonado pela mãe em maio deste ano em Conceição do Jacuípe, na região de Feira de Santana, já está em poder dos pais biológicos, segundo confirmou nesta segunda-feira (29) a Secretaria de Assistência Social da cidade.

Segundo informações do Acorda Cidade, na última semana um exame de DNA confirmou que a pequena Sofia Vitória é de fato filha do casal que se apresentou buscando sua guarda - a mãe é suspeita de ter abandonado a criança.

O juiz Isaia Vinicius de Castro Simões, da Comarca da cidade, decidiu devolver a criança para a família estabelecendo compromissos e critérios que preferiu não detalhes, alegando que o caso corre sob segredo de Justiça. A Secretaria vai acompanhar se a criança está sendo bem cuidada com a família e a guarda ainda não é considerada definitiva.

Antes de ser entregue aos pais, Sofia estava sob cuidados de uma família da cidade.

Caso
A recém-nascida foi encontrada na porta de uma casa em Conceição do Jacuípe, a 97 km de Salvador, e levada para o Hospital Antônio Carlos Magalhões, de onde recebeu alta no mesmo dia.

O bebê foi deixado na porta da casa de Alexandra Cerqueira, 28 anos, que chamou a polícia, responsável por encaminhar a menina para o hospital.

Em depoimento para a TV Subaé, Alexandra, que 'deu' o nome Sófia Vitória para a criança, disse que está feliz pela menina não correr mais riscos e lamentou o ocorrido. "É muito triste, é uma situação que nunca pensamos que pudesse acontecer. Eu vou acompanhar ela por todos os lugares que passar daqui em diante”, diz.

A polícia suspeita que a criança tenha sido abandonada no mesmo dia em que nasceu, pois ainda estava suja de sangue e com o cordão umbilical.



Postado Por Cintia Liana

domingo, 29 de novembro de 2009

"Fada da Adoção"

Foto: Cintia Liana no Correio da Bahia, 29 de novembro de 2009.

"Fada da adoção". Esse foi o título ultilizado pelo jornalista Sylvio Quadros para a matéria que fez sobre mim e sobre meu trabalho com adoção de crianças.

No início da entrevista, pouco depois de ter sido procurada pelo Jornal Correio da Bahia, que sempre mostra interesse em minhas andanças e estudos, achava que o tema seria adoção, mas o jornalista muito tranquilo e simpático me advertia que a matéria era sobre meu trabalho social.

Enfim, falei de adoção, mas tive que falar bastante de mim. São dois assuntos totalmente correspondentes. De toda forma, falei bastante de adoção, pois não há tema mais lindo e encantador.

Resultado, uma matéria muto bonita, com um toque de magia dado pelo jornalista e uma foto muito criativa do fotógrafo Robson Mendes.

Obrigada Correio!
Segue a matéria para quem mora fora da cidade ou do País e que não leu:
"Ela não tem asas ou varinha de condão, mas há quem ande falando justamente o contrário. Para muitos pais que adotam filhos, a psicóloga baiana Cintia Liana - 33 anos, duas tatuagens e um diploma em Campinas (SP) - é uma fada madrinha; ou, mais precisamente, a “fada madrinha dos pais adotivos”.
O apelido surgiu há três anos, no tempo em que Cintia ainda organizava palestras para pais no Juizado de Menores, onde entrou em 2002 como voluntária. De lá para cá, a loira de riso fácil e fala ligeira não parou mais. Montou um grupo na internet para tirar dúvidas sobre adoção de órfãos, concluiu uma pós-graduação em casal e família (dessa vez em Salvador), deu aulas em faculdade (“os alunos são superapaixonados por mim”) e fez um curso de um mês e meio na Itália. Hoje, mantém um blog (http://psicologiaeadocao.blogspot. com) sobre o assunto e atende em consultório.
Além da experiência, ganhou amigos.
“Hoje, as pessoas me ligam de todas as partes do Brasil”, afirma Cintia. “Quando meu grupo de discussão na internet chegou a 230 membros, achei que já era hora de fazer um recadastramento e limitar o número de participantes. Os pais falam muito de suas intimidades, e isso é coisa séria. Muita gente manda fotos, mensagens de apoio e perguntas. É ali que muitos manifestam o desejo de adotar”.
Na entrevista que concedeu ao CORREIO, Cintia fez honra ao apelido que ganhou de uma mãe. Em dado momento, sua voz embargou enquanto contava a história de um garoto que, mesmo com deficiência física, vivia feliz com a esperança de ter uma família; seus olhos, grandes e curiosos, marearam de lágrimas. “As pessoas ainda têm receio de adotar, mas elas precisam saber que isso liberta a alma. Toda relação de amor surge da convivência e do respeito, e não da herança genética”, diz.
Para os interessados, no entanto, não basta só interesse. Apenas o Juizado de Menores pode avaliar quem está apto a adoção. Cintia, do seu consultório, fica encarregada de aconselhar, preparar e, principalmente, quebrar preconceitos.“Muitos pais me procuram com medo de adotar crianças mais velhas, semenxergar que elas já vêm com um repertório, uma riqueza e a consciência de que desejam ter uma família”.
Durante a entrevista, a psicóloga aproveitou ainda para quebrar a esperança de futuros pretendentes. Em janeiro, Cintia volta à Itália com um propósito acadêmico (planeja fazer um curso sobre a Escola de Milão, “referência mundial em sua área”) e outro romântico (“meu noivo é italiano e vou aproveitar pra visitá-lo”, revela, com indisfarçada timidez). Afinal, a “fada” também é humana.
Por SYLVIO QUADROS."

Por Cintia Liana