"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Juiz consegue 100% de acordos usando técnica da Constelação Familiar

Foto no site "A arte de amadurecer"
No interior da Bahia, um juiz tem conseguido evitar que conflitos familiares e pessoais transformem-se em processos judiciais com a utilização de uma técnica de psicologia antes das sessões de conciliação. Com ajuda da chamada Constelação Familiar, dinâmica criada pelo teólogo, filósofo e psicólogo alemão Bert Hellinger, o magistrado Sami Storch conseguiu índice de acordo de 100% em processos judiciais onde as partes participaram do método terapêutico.
Durante a Semana Nacional da Conciliação deste ano, que ocorrerá entre os dias 24 e 28 de novembro em todo o país, já estão agendadas 29 audiências cujas partes participaram da vivência de Constelação Familiar. Para o magistrado, o método contribui fortemente para o fim do conflito impactando tanto os atores diretos quanto os envolvidos indiretamente na causa, como filhos e família.
Neste ano, a técnica vem sendo direcionada aos adolescentes envolvidos em atos infracionais, processos de adoção e autores de violência doméstica. Na Vara Criminal e de Infância e Juventude de Amargosa, a 140 km de Salvador, onde atualmente o juiz Sami Storch dá expediente, o índice de reincidência desses jovens ainda não foi mensurado, mas o magistrado acredita que, se fosse medido, esse número seria com certeza menor.
“Um jovem atormentado por questões familiares pode tornar-se violento e agredir outras pessoas. Não adianta simplesmente encarcerar esse indivíduo problemático, pois se ele tiver filhos que, com as mesmas raízes familiares, apresentem os mesmos transtornos, o problema social persistirá e um processo judicial dificilmente resolve essa realidade complexa. Pode até trazer algum alívio momentâneo, mas o problema ainda está lá”, afirma.
O que é Constelação Familiar – A sessão de Constelação Familiar começa com uma palestra proferida pelo juiz sobre os vínculos familiares, as causas das crises nos relacionamentos e a melhor forma de lidar com esses conflitos. Em seguida, há um momento de meditação, para que cada um avalie seu sentimento. Após isso, inicia-se o processo de Constelação propriamente dito. Durante a prática, os cidadãos começam a manifestar sentimentos ocultos, chegando muitas vezes às origens das crises e dificuldades enfrentadas.
Em 2012 e 2013, a técnica foi levada aos cidadãos envolvidos em ações judiciais na Vara de Família do município de Castro Alves, a 191 km de Salvador. A maior parte dos conflitos dizia respeito a guarda de filhos, alimentos e divórcio. Foram seis reuniões, com três casos “constelados” por dia. Das 90 audiências dos processos nos quais pelo menos uma das partes participou da vivência de constelações, o índice de conciliações foi de 91%; nos demais, foi de 73%. Nos processos em que ambas as partes participaram da vivência de constelações, o índice de acordos foi de 100%.
Para Sami Storch, a Constelação Familiar é um instrumento que pode melhorar ainda mais os resultados das sessões de conciliação, abrindo espaço para uma Justiça mais humana e eficiente na pacificação dos conflitos.
A Semana Nacional da Conciliação ocorre todo ano e envolve a maioria dos tribunais brasileiros. Os tribunais selecionam os processos que têm possibilidade de acordo e intimam as partes envolvidas a tentar solucionar o conflito de forma negociada. A medida faz parte da meta de redução do grande estoque de processos na Justiça brasileira – atualmente em 95 milhões, segundo o Relatório Justiça em Números 2014.

Regina Bandeira
Agência CNJ de Notícias


Fonte: http://www.aartedeamadurecer.com.br/juiz-consegue-100-de-acordos-usando-tecnica-da-
constelacao-familiar/

terça-feira, 19 de maio de 2015

Mudanças prometem acelerar processo de adoção no país

Com a novidade do CNJ, pretendentes poderão encontrar criança em qualquer parte do país


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O Tempo - Brasil. 17 de amio de 2015
Brasília. O tempo de espera para adoção deve ficar menor. Essa é a expectativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que lançou nesta semana uma nova versão do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). O novo modelo permite o cruzamento de dados entre os pretendentes e as crianças de todo o Brasil.

A principal mudança é a interligação nacional das comarcas. Antes, o juiz preenchia as informações, mas elas ficavam restritas ao Estado de origem. Quando iniciava a procura por uma criança com o perfil solicitado pelos adotantes, o magistrado tinha de consultar diferentes cadastros, o que, segundo a corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, dificultava a tramitação do processo.
“O novo cadastro ligará todos os juízes das varas da Infância e da Juventude do Brasil, que, em tempo real, tomam conhecimento da criança colocada para adoção. Em qualquer ponto do país, ele pode se comunicar com o colega que preencheu a ficha da criança para adoção. Por exemplo, um pretendente do Norte do país poderá encontrar uma criança no Sul”, explicou a Andrighi.
De acordo com a ministra, o preenchimento do formulário também foi facilitado, reduzindo de 35 para o 12 o total de itens a serem informados pelos juízes no momento do lançamento dos dados no sistema. Segundo ela, a ordem da fila de adoção será respeitada. Outra novidade importante é o aviso que será enviado ao juiz caso um registro fique inativo por muito tempo, permitindo verificar e corrigir obstáculos que dificultem a adoção.
Tecnologia. Presidente da ONG Aconchego, Soraya Pereira alertou que nem todas as comarcas do Brasil dispõem do sistema ou têm condições adequadas de informática para implantação do mecanismo. “Não adianta dizer que funcionará em todos os lugares, porque muitos não têm o sistema”, afirmou.
“Estamos tentando corrigir isso. É possível colocar as informações a partir de uma comarca onde a internet funcione normalmente”, rebateu a ministra Nancy Andrighi.
Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/brasil/mudan%C3%A7as-prometem-acelerar-processo-de-ado%C3%A7%C3%A3o-no-pa%C3%ADs-1.1040202

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Pai adotivo denuncia interferência de dona do abrigo onde filha foi colocada

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Ministério Público Estadual vai discutir o caso; menina de 4 anos viveu por mais de dois anos com pais provisórios e, agora, deverá voltar a morar com pais biológicos
 
O caso da menina de 4 anos que, por decisão judicial, deverá retornar para o convívio dos pais biológicos após viver por cerca de dois anos e meio com uma família adotiva vai ser discutido pelo Ministério Público Estadual (MPE).
 
A situação foi tema de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (29). Durante a reunião, os pais adotivos da menina denunciaram a interferência do casal responsável pelo abrigo onde a criança foi colocada para adoção.
 
Segundo o autor do requerimento, deputado Durval Ângelo (PT), presidente da comissão, o pai adotivo da menina o procurou porque, em sua visão, o processo que determinou o retorno da menina à família biológica contém erros.
 
Durante a audiência, o pai adotivo da criança, Válbio Messias da Silva, entregou aos presentes a cópia de um e-mail que recebeu da responsável pelo abrigo, dias depois de adotar a menina. No texto, a mulher - que atua como pastora de uma igreja evangélica - pediu que ele devolvesse a criança, pois a considerava como uma filha. Confira um dos trechos do e-mail na íntegra:
 
"Não consigo viver sem milha filha. Ela foi criada por mim. Minha família. Ela tem laços fortíssimos conosco. Tem que devolver ela para mim. Nada vai te acontecer. Somente te darão outra criança".
 
A suspeita dos pais adotivos é de que a pastora tenha intenção de ficar com a menina, e não os pais biológicos. Segundo Válbio, na época da adoção, a responsável pelo abrigo e o marido dela - que é policial militar - foi quem fizeram a vistoria na casa dos pais biológicos. Eles confirmaram que se tratava de uma família em situação de pobreza, mas que poderia receber a criança.
 
Além disso, o casal teve acesso ao laudo médico da mãe biológica, no qual aponta que ela não teve depressão pós-parto. A mulher, segundo o documento, seria portadora de esquizofrenia. Atualmente, ela e o marido moram dos fundos da casa da pastora, pois alegam que a residência do casal está em reforma.
 
Nesta quarta-feira (30), a Comissão de Direitos Humanos vai enviar o processo para a Vara da Infância e Juventude do Ministério Público. A intenção é pressionar as autoridades para que a criança permaneça com os pais adotivos.
 
Relembre o caso
 
A criança foi retirada da família adotiva aos dois meses de idade devido a denúncias de maus tratos. Após viver em um abrigo, sua guarda provisória foi dada a uma família de Contagem.
 
Em abril deste ano, a Justiça reverteu a decisão de retirar a menina da família biológica. Após recurso dos pais adotivos, a Vara da Infância e Adolescência de Contagem manteve a decisão de retorno da criação aos pais biológicos. Agora, um novo recurso da família adotiva aguarda julgamento em segunda instância, mas, enquanto isso, uma liminar (decisão provisória) manteve a criança na casa onde vive atualmente. (O Tempo)
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Norte concentra maior proporção de crianças com até cinco anos

Mandy Lynne

15/10/2012 - 07h33

Por Mariana Braga
Agência CNJ de Notícias

Pesquisa inédita feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) detalha o perfil dos pais que desejam adotar e das crianças aptas à adoção por região brasileira. Segundo o estudo, as regiões Norte e Nordeste concentram proporcionalmente a maior quantidade de crianças com até cinco anos aptas à adoção, a faixa etária requerida por nove em cada dez pais que desejam adotar no Brasil. Enquanto no Norte 26,5% das crianças inscritas no Cadastro Nacional de Adoção estão nessa faixa de idade e no Nordeste são 16,9%, nas demais regiões esse índice não chega a 10%. Essa preferência dos pretendentes é o principal empecilho à adoção no País, confirma a pesquisa, já que apenas 9 em cada 100 crianças aptas à adoção têm menos de cinco anos.

O estudo elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ analisou o universo de pessoas inscritas no Cadastro Nacional de Adoção, coordenado pela Corregedoria Nacional de Justiça, referente a agosto deste ano. Segundo o sistema, há no Brasil 28.151 homens e mulheres que desejam adotar um filho. A maior parte deles (85%) está das regiões Sudeste e Sul, que respondem por 56,5% da população brasileira, de acordo com o Censo 2010. Quatro em cada dez pretendentes brasileiros possuem entre 40 e 49 anos e a maior parte deles (79,1%) está casada. Entre os solteiros, divorciados, separados judicialmente e viúvos, as mulheres são a grande maioria (80%).

O número de pais que querem adotar é cinco vezes maior do que a quantidade de crianças e adolescentes aptos à adoção – 5.281 em todo o Brasil. Quase 80% deles também são das regiões Sul e Sudeste. O grande empecilho para as adoções é a exigência de idade por parte dos pretendentes, principalmente entre aqueles que têm preferência por crianças brancas. Segundo os pesquisadores, os pais que buscam exclusivamente esse perfil racial, em geral, não aceitam crianças que têm mais de três anos.

Já os que aceitam unicamente crianças pretas, pardas ou indígenas costumam ser mais flexíveis e, em geral, não fazem outros tipos de restrição como de idade ou sexo. O percentual de pretendentes que buscam essas raças na hora de adotar é maior nas regiões Norte e Centro-Oeste (cerca de 50%), enquanto a média nacional é de aproximadamente 35%. Quem busca crianças mais velhas, com mais de seis anos, tampouco costuma fazer restrições quanto às demais características do futuro filho.  

Norte – A região Norte responde por 2,3% do total de pessoas que desejam adotar inscritas no Cadastro Nacional de Adoção. Nesse universo, o percentual de casados (64,1%) é o menor quando comparado às demais regiões brasileiras. Por outro lado, os pretendentes solteiros (16,1%) e em união estável (15,3%) apresentam os percentuais mais expressivos em relação às outras partes do Brasil. De acordo com o estudo, também está no Norte a maior proporção de pessoas entre 18 e 39 anos que querem se tornar pais adotivos (38,2%), sendo, proporcionalmente, a região com pretendentes mais jovens.

Nordeste – O Nordeste chamou a atenção dos pesquisadores pelo percentual de pretendentes divorciados – 3,2% dos candidatos –, o mais expressivo do País. Os viúvos também correspondem ao dobro da média nacional. Embora o Nordeste seja a região brasileira cuja população apresenta a menor expectativa de vida – 70,4 anos, segundo dados de 2009 do IBGE –, 23% dos pretendentes nordestinos inscritos no cadastro têm mais de 50 anos. Esse percentual é superior ao aferido nas regiões Sudeste (22,8%), Norte (20,9%) e Centro-Oeste (20,2%

Centro-Oeste – Embora no Centro-Oeste os casados sejam maioria entre os que desejam adotar (70%), no universo de mulheres, as pretendentes à adoção que são divorciadas (7,3%) apresentam o maior índice regional. Em relação à faixa etária, assim como no Nordeste, é elevado o número de pessoas com mais de 50 anos que querem adotar (20,2%). O Centro-Oeste é a região do país que possui o percentual mais expressivo de pretendentes na faixa de 30 a 49 anos de idade (75,4%).

Sudeste – A região mais populosa do Brasil é responsável por aproximadamente 50% dos pretendentes registrados no Cadastro Nacional de Adoção, grande parte deles (43,9%) com idade entre 40 e 49 anos – o maior percentual registrado nessa faixa etária. No tocante às mulheres que buscam um filho adotivo, o Sudeste apresenta o maior percentual de casadas (54,2%), enquanto os índices de solteiras (26,4%) e em união estável (8,4%) são menores em relação às demais regiões analisadas.

Sul – O Sul apresenta o maior percentual de pretendentes casados (82,3%) do País. Por outro lado, os índices relativos aos futuros pais em união estável (7,9%), solteiros (7,5%), divorciados (1%) e viúvos (0,5%) são os menos significativos quando comparados às demais regiões político-administrativas brasileiras. A região também apresenta o maior percentual de homens (81,2%) inscritos no Cadastro Nacional de Adoção. O número de pessoas maiores de 60 anos que querem adotar no Sul (10,4%) também é proporcionalmente o maior do País.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Adoção na mídia

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Por Alexandre Rocha

Noticia no site "Globo.com": "Idosa era maltratada por filha adotiva de 11 anos em Santa Maria, RS".

Primeira questão: Existe algum selo ou tatuagem, quem sabe uma pequena marca que exponha que uma pessoa é adotada?
Na certidão de nascimento, após o término do processo não tem qualquer referência a essa informação. 

Próxima pergunta: O que importa para sociedade que está lendo essa reportagem se a filha é ou não adotiva?

Acompanhem meu raciocínio, temos muitos abrigos e pessoas competentes em um esforço hercúleo para fazer com que os processos caminhem e essas crianças estejam finalmente disponíveis para adoção.
A grande maioria das pessoas que se propõe a adotar buscam um bebê. Com isso, temos várias crianças que vão crescendo e suas esperanças diminuindo.

Uma simples notícia dessa tem um impacto implícito na sociedade. 
Leia a chamada da reportagem e reflita quais são as informações que mais chamam a atenção:
1. Uma senhora maltratada por uma criança de 11 anos;
2. Essa criança é adotiva.

Agora continuem acompanhando meu raciocínio. Qual é a motivação dessa reportagem:
1. Uma criança de 11 anos usando a aposentadoria da mãe para gastar com supérfluos e deixando a própria mãe a merce da sorte, com problemas de saúde e higiene.

A pergunta mais importante até agora: "FAZ DIFERENÇA SE ELA É ADOTIVA?"

Qual o resultado disso: "Uma boa parte da sociedade é levada sem nem saber direito a um preconceito absurdo para com as crianças adotivas.

Qual a consequência direta: "Os casais que em algum momento pensaram que poderiam adotar crianças maiores, sem nem saber porque, desistem. E com isso, voltando ao que falei no início do texto, essas crianças ficam sem esperanças e vão crescendo até que completam 18 anos e são retiradas dos abrigos e não tem qualquer suporte para viver. Advinha como elas conseguem dinheiro para comer? Advinha onde elas vão viver?"

Sei que parece teoria da conspiração, mas não faz algum sentido pra vc?

APENAS REFLITAM.

Quando lerem uma outra reportagem dessas, mentalmente coloquem uma tarja na informação: "ADOTIVA" e descubram que não faz qualquer diferença. Pode parecer incrível, mas filhos biológicos também cometem erros.

sábado, 14 de abril de 2012

Campanha em SC incentiva adoção de crianças com mais de três anos



Edição do dia 10/04/2012

Cerca de 80% das famílias que estão na fila de espera para "adoção" busca meninas de no máximo três anos e sem irmãos.

Já faz mais de dez anos que o Jornal Nacional reserva um tempo para valorizar a ação de pessoas que ajudam outras pessoas. E você reconhece essas reportagens logo no início - porque elas sempre começam com uma marca forte, que tem as cores da bandeira do Brasil e uma frase musical do nosso hino.

A edição desta terça-feira (10) traz, mais uma vez, um exemplo desse Brasil bonito. Em Santa Catarina, a gente mostra o resultado de uma campanha que incentiva casais a adotarem crianças mais velhas e adolescentes.

Quando Mariá viu Juliana pela primeira vez ficou encantada. A menina tinha seis anos e morava num abrigo.  “Foi amor à primeira vista. Eu senti que aquela era a criança que eu queria adotar”, conta a professora Mariá Nascimento Pereira.

Mas aí veio a surpresa. “A Juliana correu para o meu colo e disse: ‘mas tem um problema’. Eu perguntei: qual é ? ‘tia, eu tenho mais três irmãs’", lembra.

O marido levou um susto. Fabio e Mariá já tinham dois filhos biológicos.

“Triplicar o time não é fácil, mas nós decidimos encarar”, afirma o professor Fábio Nascimento Pereira.
Hoje a família não tem dúvidas: o que triplicou foi o amor entre eles.

“Eu sinto vontade de falar para todo mundo que eu tenho a melhor família do mundo, a mais feliz, a mais alegre, a melhor família”, diz Mariá.

Histórias como esta são raras no Brasil. Cerca de 80% das famílias que estão na fila de espera para "adoção" buscam meninas de no máximo três anos e sem irmãos.

O desejo de encontrar uma criança "ideal" afasta os pais dos possíveis filhos adotivos. Para reduzir esta distância, Santa Catarina criou a campanha laços de amor.

Os vídeos produzidos e exibidos no estado incentivam a adoção de crianças que já passaram dos três anos de idade.

“Os pais imaginam que essas crianças que sofreram muito na sua vida até então, tenham numa nova vida marcas do passado. E isso, muitas vezes, preocupa e assusta. As experiências práticas mostram o contrário, mostram crianças sedentas de carinho que retribuem por dez aquilo que recebem dos pais adotivo”, explica o Deputado Gelson Merísio.

Gabriel já tinha sete anos e poucas esperanças de ser adotado quando Iria abriu os braços para ele.
“Foi crescendo o nosso amor, a nossa simpatia, a nossa afinidade e foi assim. Eu estou cuidando do Gabriel, ele está cuidando de mim, e nós somos felizes juntos porque é um momento especial para nós dois”, afirma a aposentada Iria Guterrez.

Amparadas, as crianças ganham confiança para construir o futuro: “Eu estou estudando muito porque eu quero ser juíza e o meu sonho é ajudar outras crianças a serem adotadas também”, diz Ana Claudia, de 15 anos.

“Não precisa esperar um filho, mas sim conhecer um filho”, acredita Juliana Nascimento Pereira, de 13 anos.

Essa campanha envolve o Ministério Público, o Tribunal de Justiça, a Ordem dos Advogados e a Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Casal espanhol acusa pizzaria de São Paulo de racismo contra filho negro

Google Imagens

03/01/2012 - 11h06
Do UOL Notícias, em São Paulo

Um casal de turistas espanhóis acusa uma pizzaria de São Paulo de racismo contra o filho deles. A mãe afirma que o garoto -- que tem seis anos de idade, é adotado, negro e nasceu na Etiópia -- foi confundido com um menino de rua. Ainda segundo ela, o menino foi colocado para fora do estabelecimento.

As informações foram passadas pelo delegado Márcio de Castro Nilsson, do 36º DP (Vila Mariana), onde a mãe do garoto registrou um boletim de ocorrência.

Segundo o depoimento dela, o garoto, que não fala português, estava sozinho na mesa e teria sido abordado por um funcionário da pizzaria enquanto ela e o marido se serviam no buffet. Ao se dar conta de que o menino não estava mais à mesa, a mãe saiu para procurá-lo e o encontrou na rua, chorando. Foi então que o garoto disse que havia sido colocado para fora da pizzaria.

Ainda segundo o delegado, a turista disse que, em um primeiro momento, um funcionário que se identificou como gerente da pizzaria negou o ocorrido e disse que não se passava de um mal entendido. Mais tarde, porém, ele afirmou que, como havia uma feira na rua naquele momento, havia confundido o garoto com um menino de rua.

O fato ocorreu por volta das 13h30 do dia 30 de dezembro, na pizzaria Nonno Paolo, que fica na rua Abílio Soares, no Paraíso (zona sul de São Paulo).

O delegado Nilsson informou que instaurou um inquérito para apurar se houve constrangimento ilegal ou crime de racismo. Se ficar comprovada a ofensa racial, o acusado pode pegar de um a três anos de prisão.

Outro lado

Em nota, a pizzaria negou que qualquer funcionário tenha tocado no menino. Segundo o restaurante, ao ver o menino, um funcionário apenas lhe perguntou sobre seus pais, mas o garoto não disse nada e saiu do estabelecimento sozinho.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2012/01/03/casal-espanhol-acusa-pizzaria-de-sao-paulo-de-racismo-contra-filho-etiope.jhtm

Postado Por Cintia Liana

domingo, 4 de setembro de 2011

Arrastões de menores mostram falência no atendimento a crianças, dizem especialistas

Elena Kalis

Agosto/2011
Por Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

Arrastões feitos por crianças e adolescentes e fugas recorrentes dos abrigos são indicativos da falência do Poder Público e da sociedade civil em resolver o problema dos menores em situação de rua. A opinião é de dois especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Na última segunda-feira (22), a cidade de São Paulo registrou o segundo arrastão feito por crianças e adolescentes na Vila Mariana – bairro da zona sul de São Paulo. Após invadirem um hotel, sete menores foram apreendidos pela polícia. Alegaram ter menos de 12 anos e foram levados ao Conselho Tutelar, onde passaram a depredar o local.

“Agora que nós vemos que a coisa está degringolada, temos que começar tudo de novo chegando à raiz, chegando à origem: um Estado que traga educação pública. Tudo o que podemos fazer é paliativo. É colocar band aid em tumor”, destaca o desembargador e coordenador da área de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antonio Carlos Malheiros.
Na tarde de ontem (23), três dos sete jovens apreendidos fugiram do abrigo para onde tinham sido encaminhados. Dois foram reconhecidos como maiores de 12 anos e levados para a Fundação Casa, antiga Febem.

Segundo o desembargador, o problema não está somente no sistema de apoio aos menores, mas também na falta de estrutura das famílias, que não têm condições de educá-los. “Depois de sair da Fundação Casa, que hoje está funcionando bem, eles vão para onde? Para a mesma família desestruturada, miserável, faminta, de desempregados, de alcoólatras”.

Segundo o presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo (SP) e vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves, a situação precária de atendimento às crianças mostra a ausência de programas educacionais, sociais e as falhas das próprias famílias. “É uma corresponsabilidade, que envolve as famílias, o Poder Público e a sociedade como um todo”.

“Faltou acompanhamento das famílias, acompanhamento dos programas de complementação e geração de renda, ou outros programas, de atendimento de alcoolismo, acompanhamento psicológico e social”, destaca.

Ana Paula de Oliveira, do Conselho Tutelar de Vila Marina, diz que os conselhos estão trabalhando sobrecarregados e que falta estrutura. “Hoje, são 37 conselhos tutelares em São Paulo. Há uma previsão de aumentar para 42”. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) recomenda 112 para uma cidade com a população de São Paulo.

Da Agência Brasil Em São Paulo.


Postado Por Cintia Liana

sábado, 3 de setembro de 2011

Casal de lésbicas tem dupla maternidade reconhecida pela Justiça

Beneath this Burning Shoreline

30/08/2011 - 10h19 
Por Eliane Trindade
DE SÃO PAULO

De mochila cor-de-rosa e tiara da mesma cor, Kaylla Brito Santarelli, 3, é símbolo de uma conquista. Ela é fruto de um arranjo inédito de dupla maternidade reconhecida pela Justiça.

A garota de Jandira (Grande SP) vai se tornar a terceira criança brasileira a ter o nome de duas mães na certidão de nascimento. Até 10 de setembro, Kaylla receberá o novo documento. Nele constará o nome de Janaína Santarelli, 29, que a gerou, e o de Iara Brito, 25, que a adotou na condição de companheira da mãe biológica.

"O importante para a criança é que tenha figuras significativas que exerçam as funções parentais, independente de suas opções sexuais", diz a sentença da juíza Débora Ribeiro. O processo para reconhecer Iara como mãe da criança teve início em 2008. "Todos temos direito a formar uma família", diz Janaína. Ela realizou o sonho da maternidade após fazer uma fertilização com um doador desconhecido. Iara, com quem vive desde 2004, acompanhou todo o processo.

Kaylla chama Janaína de "mamãe" e Iara de "manhê". "Ela sempre diz que tem duas mães", afirma Iara. O casal vai relatar a experiência hoje em uma mesa redonda intitulada "Mulheres, lésbicas e relações familiares", promovido pela Secretaria de Estado da Justiça no Pateo do Collegio, na região central de São Paulo. O evento faz parte da programação do Dia da Visibilidade Lésbica, festejado ontem.

Cléo Dumas, especialista em direito homoafetivo, afirma que existem outros dois casos de dupla maternidade reconhecida no país. Um em São Paulo, no qual uma mãe gerou a criança e a sua parceira doou o óvulo. E outro no Pará, onde uma criança de abrigo foi adotada por um casal de lésbicas.

Além de provar que vivem uma relação estável, os casais passam por uma avaliação psicológica. Em Jandira, o estudo diz que Janaína e Iara "proporcionam a Kaylla ambiente saudável, afetivo e favorável ao desenvolvimento". O medo das mães era de que a filha fosse vítima de preconceito. Encontraram apoio dos familiares e na escola dela. Kaylla e os colegas não comemoram Dia das Mães ou dos Pais. "A escola instituiu o Dia da Família."



Postado Por Cintia Liana

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bebê abandonado é devolvido aos pais em Conceição do Jacuípe

A polícia suspeita que a criança tenha sido abandonada no mesmo dia em que nasceu

Foto: Divulgação/Assessoria PMCJ

Criança voltou aos cuidados dos pais

Redação CORREIO

O bebê que foi abandonado pela mãe em maio deste ano em Conceição do Jacuípe, na região de Feira de Santana, já está em poder dos pais biológicos, segundo confirmou nesta segunda-feira (29) a Secretaria de Assistência Social da cidade.

Segundo informações do Acorda Cidade, na última semana um exame de DNA confirmou que a pequena Sofia Vitória é de fato filha do casal que se apresentou buscando sua guarda - a mãe é suspeita de ter abandonado a criança.

O juiz Isaia Vinicius de Castro Simões, da Comarca da cidade, decidiu devolver a criança para a família estabelecendo compromissos e critérios que preferiu não detalhes, alegando que o caso corre sob segredo de Justiça. A Secretaria vai acompanhar se a criança está sendo bem cuidada com a família e a guarda ainda não é considerada definitiva.

Antes de ser entregue aos pais, Sofia estava sob cuidados de uma família da cidade.

Caso
A recém-nascida foi encontrada na porta de uma casa em Conceição do Jacuípe, a 97 km de Salvador, e levada para o Hospital Antônio Carlos Magalhões, de onde recebeu alta no mesmo dia.

O bebê foi deixado na porta da casa de Alexandra Cerqueira, 28 anos, que chamou a polícia, responsável por encaminhar a menina para o hospital.

Em depoimento para a TV Subaé, Alexandra, que 'deu' o nome Sófia Vitória para a criança, disse que está feliz pela menina não correr mais riscos e lamentou o ocorrido. "É muito triste, é uma situação que nunca pensamos que pudesse acontecer. Eu vou acompanhar ela por todos os lugares que passar daqui em diante”, diz.

A polícia suspeita que a criança tenha sido abandonada no mesmo dia em que nasceu, pois ainda estava suja de sangue e com o cordão umbilical.



Postado Por Cintia Liana

domingo, 28 de agosto de 2011

Licença de 90 dias para pai adotivo

Mandy Lynne

Recife, sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Decisão inédita do TJPE atendeu a pedido de técnico judiciário que está com filho de quatro meses

Por Raphael Guerra

Justiça de Pernambuco concedeu, pela primeira vez, uma licença de 90 dias para um pai adotivo cuidar do filho em tempo integral. O pedido foi feito por um técnico judiciário. Um pai solteiro que adotou um bebê de apenas quatro meses. A lei prevê 15 dias para pais adotivos e 5 dias úteis para os biológicos. A decisão inédita do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) se baseou em outros três casos semelhantes que aconteceram na Bahia, Rondônia e São Paulo.

Para o presidente do TJPE, desembargador José Fernandes de Lemos, o prazo de 15 dias é curto para o contato e adaptação entre pai e filho. Na decisão judicial, ele se respaldou nos três casos já conhecidos. “Quando uma criança é adotada, principalmente em idade tão delicada, precisa de uma atenção especial nos primeiros meses de vida. Esse acompanhamento, efetivo e afetivo, vai ser determinante para toda a sua vida”, justificou.

A decisão do desembargador foi publicada no Diário Oficial de ontem. O técnico judiciário comemorou a decisão com o filho. “É da natureza humana o desejo pela procriação. Mas, para mim, a razão de procriar não está apenas baseada na genética, e sim no amor imensurável e incondicional ao outro”, disse.

O doutor em psicologia social Benedito Medrado, da ONG Instituto Papai, afirmou que a decisão inédita demonstra a importância que o homem também exerce na criação dos filhos, principalmente aqueles com poucos meses de vida. “O Brasil está acostumado a seguir dois modelos organizacionais: heteronormativos e da família nuclear. Isso significa que o cuidado infantil é de responsabilidade exclusiva da mulher. Dessa forma, os direitos do pai estão sendo negados”, argumentou. Segundo a lei, quando um casal tem um filho, a mãe tem de 120 a 180 dias de licença. “O prazo de cinco dias para os homens é muito curto. A mulher precisa de ajuda na divisão das tarefas”, disse Medrado.

Como o filho adotivo já tinha quatro meses de vida, o tempo de licença paternidade para o técnico judiciário foi reduzido à metade, como exige a lei. Por e-mail, o novo pai resumiu o tamanho do amor que já sente por um filho que acabou de “nascer” na vida dele: “exercer o papel de pai e mãe não é tarefa fácil, mas quando há amor é extremamente prazeroso. A cada dia um aprendizado diferente. É voltar no tempo e relembrar as cantigas cantadas por nossos pais”.

Campanha
Com a decisão do TJPE, a ONG Instituto Papai pretende mobilizar a sociedade civil e os deputados federais para que uma lei seja aprovada e os homens tenham direito ao mesmo tempo de licença maternidade que atualmente é concedido às mulheres. No Congresso Nacional, tramitam pelo menos dez projetos para aumentar a licença paternidade para 15 ou 30 dias. “Queremos 180. Já estamos em contato com nossos advogados para discutir o assunto”, contou Benedito Medrado.


Recife, sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Entrevista com Dr Luiz Carlos Figueirêdo, Coordenador da Infância e Juventude de Pernambuco
Por Raphael Guerra

“O direito é igual para todos”
Quais argumentos embasaram a decisão para que um pai solteiro tivesse três meses de licença para cuidar do filho adotivo?

Se a interpretação fosse literal, o pai só teria 15 dias de licença. Se fosse um casal, bastaria a mãe ter direito aos 90 dias para se dedicar à criança. Mas, nesse caso inédito, a decisão é importante pois o pai precisa de um tempo maior para cuidar do filho, já que ele é solteiro. Ele assume o papel de mãe também. Precisa de adaptação da criança. A decisão do presidente do Tribunal de Justiça (de Pernambuco) é uma jurisprudência administrativa. Não está escrita em nenhuma lei. É baseada em casos semelhantes de outros estados. Outra novidade é que o beneficiário possui um cargo comissionado. Nos outros casos, o funcionário era efetivo.

O TJPE tem observado o interesse de pais e mães solteiros em adotar crianças?

Sim. O TJPE não cobra que a adoção seja feita apenas por um casal. Pode ser realizada por pessoas solteiras, desde que elas passem por todo o processo comum de adoção no Juizado da Infância ou na comarca do município. O tempo de conclusão do processo varia bastante de um estado para o outro. Há algum tempo, ninguém imaginava um pai solteiro adotando uma criança. Hoje, a lei está mais aberta, mais ampla. O direito é igual para todos os cidadãos.

O processo de adoção tem se tornado mais simples?

Existem várias etapas que os pais precisam passar durante o processo. Eles preenchem uma ficha e apresentam uma série de documentos. Depois precisam se submeter a entrevistas com especialistas, entre eles psicólogos e assistentes sociais. Precisamos identificar se este homem não é um pedófilo, por exemplo. Atualmente, os pais adotivos ainda passam por um treinamento obrigatório.


Postado Por Cintia Liana

sábado, 20 de agosto de 2011

Adoção isenta cobrança de IPTU

Beneath this Burning Shoreline

Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011
Por Nathan Figueiredo

A 2ª Vara de Execução Fiscal Municipal e Tributária de Natal sentenciou e o Tribunal de Justiça manteve a condenação sobre o município, que deve reconhecer o direito de uma contribuinte à isenção de IPTU, que é aplicada para quem adota ou assume a guarda de uma criança carente. A sentença foi baseada na própria lei Municipal 117/1997, artigo 1º.

Desta forma, a sentença definiu que cobrança de IPTU deverá ser mantida enquanto a autora da ação for proprietária do imóvel e nele residir com a filha adotiva, desconstituindo-se, por consequência, todos os créditos e certidões de dívida.

A decisão no TJRN também ressaltou que, ao contrário do que argumentou o município, não existe inconstitucionalidade na Lei Municipal nº 117/94, já que o dispositivo não afronta norma constitucional.

“De fato, a nossa Carta Magna, ao dispor acerca das "Limitações ao Poder de Tributar", em seu art. 150, prevê a permissão de que os Municípios possam legislar sobre isenção tributária, por intermédio de lei específica, não havendo qualquer distinção entre os poderes, aos quais compete a sua iniciativa”, ressaltou o relator do processo no TJRN, o juiz convocado Dr. Guilherme Melo Cortez, em substituição ao desembargador Osvaldo Cruz.

De acordo ainda com o relator, a Constituição Federal ampliou a aplicação da extrafiscalidade, como forma de estímulo social à adoção de criança ou adolescente em situação carente e de abandono, não havendo que se falar em inconstitucionalidade.
Apelação Cível nº 2010.014180-2



Postado Por Cintia Liana

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Criança adotada transforma sua existência, diz pai de 25 "filhos do coração"

Google Imagens

11/08/2011
Por Heloísa Noronha

O auxiliar de escrita fiscal Josué Ribeiro da Silva, 44 anos, de Cubatão (SP) foi adotado por uma amiga da mãe quando ainda era bebê

Como maneira de agradecer o destino, a sorte ou, quem sabe, a oportunidade de ter uma vida melhor, homens que foram adotados na infância, como o psicólogo Ismael Ferreira Santos, de 38 anos, resolveram não encerrar em si esse ciclo de carinho. Como? Adotando também.

"Fui educado por um casal que não podia ter filhos. Tento me espelhar no caráter e na generosidade deles. Foi por isso que, mesmo com condições de ter filhos biológicos, resolvi adotar a Caroline Beatriz há um ano meio", conta. Casado há 14 anos com uma professora universitária, Ismael se cadastrou, com a mulher, em programas de adoção em diversos Estados do país. Mas foi ao ajudar uma amiga que o casal conheceu a menina, hoje com 13 anos. "Nos demos tão bem que parece que ela sempre esteve conosco", afirma.

O auxiliar de escrita fiscal Josué Ribeiro da Silva, 44 anos, de Cubatão (SP) foi adotado por uma amiga da mãe quando ainda era bebê. Ele descobriu a história de sua origem por terceiros e sofreu muito com a situação. Sua mulher, a dona de casa Janice de Jesus Silva, 42, conhecia a mãe biológica do marido e tratou de ajudar a selar a paz entre eles. "Hoje convivemos todos numa boa", garante.

O casal, que sempre gostou de crianças, não pôde ter filhos pois Janice precisou retirar o útero. Com isso, a decisão de “encontrar um filho do coração” não demorou a ser tomada: Cauã, 3 anos, entrou para a família ainda bebê. Como os trâmites para sua adoção demoraram, os dois acabaram se encantando por outro garotinho do mesmo abrigo. “Ele veio passar o Natal e o Ano Novo com a gente. Nos apaixonamos e decidimos adotá-lo também”, explica Josué. Sorte de Jorge Luiz, hoje com 5 anos.

Irrecuperável?
A vida de Roberto Carlos mudou após ele ter sido adotado por uma pedagoga francesa
Para o pedagogo mineiro Roberto Carlos Ramos, 45 anos, cuja vida se transformou no filme “O Contador de Histórias” (2009), de Luiz Villaça, todo mundo pensa que adotar é mudar a vida de uma criança. “Não é. É aquela criança que transforma a sua existência de uma maneira inimaginável. Acredite: você recebe em dobro todo o amor e afeto que dá”.

Deixado em uma entidade assistencial aos 6 anos de idade pela mãe biológica, Roberto Carlos tentou incontáveis fugas até os 13 anos. Era tido como irrecuperável, até a pedagoga francesa Margherit Duvas, morta em 1983, aparecer em sua vida. Ela decidiu ficar com Roberto e educá-lo como seu filho.

Anos mais tarde, já formado em Pedagogia, ele fez estágio justamente na instituição em que havia passado a infância. “A história se repetiu. Conheci um menino problemático, complicado mesmo. Acabei levando-o para fazer um lanche em minha casa e ele nunca mais saiu de lá”, conta Roberto Carlos que, tempos depois, também adotou o irmão do garoto. “Decidi educá-los e prepará-los para o mundo”.

Ao todo, ele tem 25 filhos adotivos. “E já sou avô de coração de quatro netinhos”, conta, orgulhoso. A prole toda mora em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, e sempre se reúne. “Sou realizado, porque vejo que meus filhos são homens de bem e felizes. Agora posso aproveitar para namorar um pouquinho”, brinca ele, que nunca teve tempo para se casar.



Postado Por Cintia Liana

domingo, 7 de agosto de 2011

Campanha "Adoção - Laços de Amor" estréia quarto filme




Ter, 02 de Agosto de 2011

Estreou hoje o quarto filme da campanha Adoção – Laços de Amor, cujo tema é adoção tardia.
Este curta acompanha o dia a dia da família Fraga Borges em Jacinto Machado, cidade no sul de Santa Catarina.
Esta é a última etapa da campanha desenvolvida pela agência Marcca Comunicação, de Florianópolis, que veicula até dezembro deste ano.

Os quatro temas – adoção tardia, de grupo de irmãos, especial e intra-racial – tratados nestes filmes e anúncios foram escolhidos para desmistificar o ato de adotar: muitos ainda pensam em adoção como solidariedade ou altruísmo. A linha da campanha foge do senso comum e aborda o único requisito para conceber uma família, que é o amor.

A campanha Adoção – Laços de Amor é uma parceria entre a Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, Ministério Público, Tribunal de Justiça (através da Corregedoria Geral de Justiça) e OAB-SC e além dos anúncios e filmes, também trabalha através de redes sociais e do Portal da Adoção. Todos as versões dos filmes de campanha estão no canal AdocaoSantaCatarina, e o acompanhamento das novidades pode ser feito através dos perfis da campanha pelo Facebook, Twitter ou Orkut.

Assista ao novo filme: http://www.youtube.com/watch?v=CIm3o6qpFww
Ficha técnica: Direção de arte: David Sousa e Luiz Soutes
Redação: Flávio Augusto e João Cláudio Lins
Direção de Criação: David Sousa
Atendimento: Glauce Lotti e Flavio Jacques
Mídia: Carolina Paiva e Greyse VieceliProdução: Natália Góes
Planejamento: Letícia Pacheco e Bruno Sá
Direção de arte on-line: Fernando Schuh
Foto: Michel Téo Sin
Diretor de Fotografia: Rubens Angelotti e Marx Vamerlatti
Editor: Paulo Calazans
Trilha: Ricardo Fujii
Diretor: Fábio Fernandes
Produtora: Cinnema Produções de Filmes



Postado Por Cintia Liana

sábado, 6 de agosto de 2011

Luta de mãe: "Perdi a guarda das minhas filhas"

Conheça a história de Tatiana, que há dois anos e meio perdeu o direito de viver com suas filhas e agora luta para recuperá-las.

Foto: David Santos Jr / Foto Arena
Tatiana abraça suas filhas em visita ao abrigo em São Paulo

Carina Martins, iG São Paulo | 08/04/2010 17:04

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Usando vestidos cor-de-rosa novinhos e sem conseguir parar quietas junto à mãe, as duas filhas mais jovens da bilheteira de cinema Tatiana Aguiar, 33, não disfarçavam a expectativa para uma sessão de fotos em família. A animação das meninas só tornou mais difícil a tarefa de revelar que elas teriam que esconder o rostinho em algumas das poses – as filhas de Tatiana não podem aparecer na reportagem porque há dois anos e meio vivem em um abrigo na zona oeste de São Paulo.

No abrigo, todo mundo tem festa de aniversário, e não tem isso de comemoração coletiva: cada um tem direito a “Parabéns a Você” individual e no dia certo. Mas não há comemoração de Dia das Mães nem Dia dos Pais. Não que os pais não existam, já que a grande maioria das 60 crianças que vivem divididas nas três unidades do Lar Escola Cairbar Schutel tem família. “É que eles não vêm”, explica uma das funcionárias, que prefere não se identificar. Por isso o comportamento de Tatiana chama a atenção da equipe da instituição. Desde que perdeu a guarda das filhas, há dois anos e meio, ela só deixou de aparecer em três dias de visita, e porque estava doente. “Os poucos pais que vêm em geral ficam aqui das 15h às 17h de domingo, e olhando no relógio. Ela chega cedo e leva as meninas para passar o dia em casa toda semana. Nos feriados e nas férias, o juiz autoriza que elas fiquem direto com ela, em casa”, conta.

“Ela está lutando”

Tatiana perdeu a guarda das meninas após ter sido diagnosticada com depressão e síndrome do pânico. O próprio irmão foi ao fórum depor recomendando que as crianças fossem para a tutela do Estado, e ela admite sem hesitar que, na época, realmente não tinha condição de cuidar das meninas – Tatiana tem ainda uma filha de 12 anos que já voltou a viver com ela depois de ficar um ano sob a guarda de parentes. Agora, já com alta do INSS, ela luta para levar as filhas de volta para casa.

Quando uma mãe perde a guarda dos filhos, a história que leva a esse desfecho nunca é bonita. O caso de Tatiana não é diferente. Ela diz que vivia há quatro anos com o pai da filha caçula quando a mais velha, que sempre tinha sido apegada ao padrasto, começou a entrar em pânico diante da ideia de ficar sozinha com ele quando a mãe saía para trabalhar. “Ela estava muito estranha e eu apertava ela, tentava descobrir o que estava acontecendo”, diz. Depois de muita insistência, a menina teria dito para a avó, e depois para a mãe, que vinha sofrendo avanços sexuais do padrasto.

“Perguntei por que ela não me avisou, disse que a mãe ia proteger ela”.

A menina, na época com 8 anos, atribuiu seu silêncio ao medo de que o padrasto matasse a mãe. “Ela me falou isso, e eu imediatamente coloquei as coisas dele numa mala e deixei na casa das irmãs”, relata. “Já estava querendo me separar, depois disso acabou de vez, na hora.”

Tatiana livrou-se do agressor e passou a ter que cuidar sozinha das três filhas. “Arrumei uma pessoa para olhar as meninas enquanto eu estava trabalhando, mas não tinha condições. Eu ganhava 400 e poucos reais para pagar aluguel, pagar gente para cuidar delas, fazer as despesas de casa. Eu não estava aguentando”, diz. “O juiz estipulou que meu ex-marido tinha que dar cerca de 100 reais por mês, com base no salário que ele disse ganhar na época. Mesmo assim, pagou só três meses e depois não pagou mais.” As meninas são fruto de três relacionamentos diferentes e, segundo Tatiana, apenas um dos pais paga pensão. Sem dinheiro, ela não tinha mais como garantir alguém para cuidar das meninas enquanto trabalhava.

“Eu ficava com minha cabeça atordoada, com meu pensamento no serviço e nas meninas. Elas estavam com 2, 3 e 8 anos, eram pequenininhas. Uma vez, fui obrigada a deixá-las três dias sozinhas em casa”, afirma. “Aí que minha cabeça ficou mesmo a mil. Pensei: 'Meu Deus, o que é que eu vou fazer agora? Eu não posso deixar de trabalhar e não posso deixar-las sozinhas’.”

“Foi quando me deu um surto lá no serviço”

O “surto” foi a crise que culminou em seu diagnóstico de depressão e síndrome do pânico. Depois do episódio, ela foi afastada do emprego e chegou a ficar dois meses internada em uma clínica. As filhas ainda ficaram um ano com ela, mas Tatiana estava longe da recuperação. “Não conseguia sair de casa, parei de levá-las à escola, à creche.” Chamado pela Justiça, o irmão de Tatiana não mentiu. “Ele contou toda minha vida, disse que eu não estava tomando conta das crianças direito. Eu estava doente, não estava conseguindo tomar conta nem de mim mesma.” Mesmo sabendo que realmente estava com dificuldades para cuidar da família, foi duro para Tatiana ver o irmão ter um papel tão central na separação das filhas. "Por um tempo fiquei com mágoa dele, mas depois resolvi entregar nas mãos de Deus. Não adianta ter mágoa nem ressentimento, quem deve cobrar as coisas dele, se ele foi certo ou errado, é Deus e não eu."

“Então pegaram elas de mim”

Até hoje, o pior dia para Tatiana ainda é o da separação. “Quando as deixei no fórum e fui embora, achei que nunca iam me devolver, que nunca mais ia ficar com elas.” Assim que as meninas foram colocadas no abrigo, ela se preparou para a primeira visita. “Foi uma emoção muito grande, mas quando eu vi que só iam me deixar passar duas horinhas, que ia ter que deixá-las de volta ali, bateu o desespero.” Tem sido assim desde então. “É uma dor muito grande, porque eu tenho que deixar dois pedaços de mim. Eu sei que elas estão bem, são bem cuidadas, mas são dois pedaços de mim aqui.”

"Aí que eu decaí, fiquei mal mesmo"

O baque da separação, ela diz, afetou sua recuperação. "Fiquei sem as três, desabou tudo. A recuperação foi bem difícil, tive que arrancar forças de onde não tinha. Pensava: tenho que lutar pelas minhas filhas, não posso deixá-las longe de mim, tenho que fazer alguma coisa.” Tatiana começou a fazer terapia, ter acompanhamento psicológico, tomar remédios e se ocupar com, por exemplo, aulas de artesanato no educandário Dom Duarte. Aos poucos, foi se recuperando.

Ter as meninas longe de seus olhos causa mais que saudade. Mesmo satisfeita com o tratamento que as filhas têm recebido, não estar presente em seu dia a dia provoca preocupações. Tatiana fala, por exemplo, da angústia que sente quando as meninas aparecem com algum machucado, que ela nunca tem como saber com certeza o que provocou. “Na outra casa que elas viviam, tinha muito mais crianças. Já cheguei lá e vi as meninas com pontos no rosto, no queixo, com roxo no braço. Elas diziam que tinham caído da cama ou apanhado de uma criança mais velha. Fico superchateada.”

Atualmente, com a recente alta do INSS e construindo uma casa em cima da casa da avó, Tatiana está prestes a passar por uma perícia para confirmar se ela está apta para voltar ao trabalho, o primeiro passo para recuperar a guarda das meninas. A boa notícia, no entanto, é agridoce, já que antes de poder começar a procurar um novo emprego, ela terá que voltar ao antigo. “Não quero mais ficar num ambiente daquele, porque ali não é um cinema familiar. É um cinema pornográfico. Não gosto desse tipo de ambiente. E ao mesmo tempo eu preciso de um trabalho”, conta, sem esconder a aflição.

“Agora estou bem. Depois da perícia, vou começar a trabalhar, e eles vão vendo como eu estou. Tendo uma moradia, já consigo trazê-las. Só falta arrumar outro trabalho. Eu espero que elas voltem ainda neste ano para ficar comigo. É o que eu mais quero. Do fim do ano não passa.”

Fonte: iG São Paulo


Postado Por Cintia Liana

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mulher adota filha biológica mais de 40 anos após sequestro por babá

Ronique 'Pepper' Smith, de 41 anos, passou a vida tentando descobrir sua verdadeira história.

KTLA News

14/07/2011 09h44

Uma americana adotou a própria filha biológica em um tribunal de Los Angeles mais de 40 anos depois de ela ter sido sequestrada pela babá.

Ronique 'Pepper' Smith, hoje com 41 anos, foi levada de casa aos três meses de idade pela babá, Shirley Berthelot. A mãe dela, Jolene Coleman, diz ter passado a vida tentando achar a menina, sem sucesso.

O reencontro só foi possível, tanto tempo depois, devido a uma série de coincidências.

Adoção
Após sequestrar Ronique ainda bebê, Shirley teria dado a menina para uma amiga, Barbara Christie, que a adotou legalmente junto com o marido, Robert, e deu a ela o nome de Rhonda Patricia Christie.

Neste momento, os direitos legais de Coleman em relação à filha terminaram, apesar de ela nunca ter sido contactada sobre o assunto, segundo suas declarações à imprensa local.

Quatro anos depois, Shirley sequestrou a menina novamente. Agora sob o nome de 'Pepper Smith', a menina passou a ter uma vida nômade, morando em trailers e hotéis de beira de estrada e indo muito pouco à escola.

Em declarações a jornais locais, ela contou que se lembrava de um quarto cor-de-rosa e de uma mãe carinhosa e que sabia que tinha sido sequestrada, mas nunca teve uma pista sobre sua verdadeira identidade.

Shirley morreu de câncer, em 1986, quando Pepper tinha 16 anos, mas teria se recusado a dar qualquer informação sobre a família da jovem.

KTLA News

Documentos
A vida inteira, Pepper enfrentou problemas por não ter documentos. O problema se agravou quando ela teve uma filha.

Segundo o Nevada Appeal News Service, tudo o que ela tinha era uma data de nascimento, 16 de setembro de 1969, e a lembrança de que seus pais se chamavam 'Bobby e Bobby'.

Em 2010, uma funcionária de um cartório da Califórnia deduziu que Bobby poderia ser um apelido para Barbara e encontrou uma certidão de nascimento. Pepper era 'Rhonda Patricia Christie', a filha adotiva de Barbara e Bob Christie.

Pepper foi atrás da família e encontrou a mãe adotiva lutando contra um câncer terminal, mas muito feliz em reencontrá-la.

Desenrolar
A história ganhou destaque no noticiário americano e teria sido assistida na TV por Jolene Coleman, a mãe biológica, que reconheceu a filha.

Coleman contactou a advogada de Pepper, Gloria Allred, e passou por um exame de DNA que confirmou a relação entre as duas.

Pepper ganhou então mais uma mãe, que decidiu então adotá-la legalmente em um tribunal de Los Angeles.

'Pela primeira vez na minha vida, me sinto uma pessoa inteira... não mais fragmentada. Eu sinto que posso ter orgulho, falar meu nome com confiança, sabendo que sou eu', disse Ronique 'Pepper' Smith a jornalistas.

'É um milagre que eu nunca achei que iria acontecer. E eu sou muito agradecida', disse Coleman.


Postado Por Cintia Liana

sábado, 23 de julho de 2011

Mães entregam 2 bebês por semana à adoção em SP

Google Imagens

Levantamento inédito da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) indica que 102 mães entregaram de forma voluntária o filho recém-nascido à Justiça paulista para adoção nos últimos 12 meses, média de 1 a cada 3,5 dias. Como apenas 17% das varas judiciais do Estado responderam ao questionário do órgão, a própria coordenadoria já trabalha com possibilidade de um número maior.

O recorte do estudo incluiu apenas casos em que a mãe tem o cuidado de buscar um acolhimento institucional para o recém-nascido, atitude que está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e não constitui crime. Casos de bebês abandonados estão propositalmente fora do trabalho, porque são passíveis de punição por colocarem a criança em risco - não há estatística oficial sobre eles no Estado.

Para Eduardo Rezende Melo, juiz que coordenou o levantamento do TJ, vulnerabilidade, isolamento social e falta de informação são algumas das situações que colaboram para o abandono de recém-nascidos. E é justamente esse abandono que a Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJ-SP pretende evitar com o trabalho, que servirá de base a uma campanha - o mote será que as mulheres devem ter respeitado seu direito de encaminhar o filho à adoção.

Por lei, se a mãe manifestar em algum momento do pré-natal ou na maternidade o desejo de entregar o bebê e não criá-lo, o agente de saúde é obrigado a levar a posição da mulher ao conhecimento do juiz. No estudo do tribunal são citados como causas para entrega voluntária de bebês o desemprego, a pobreza, a falta de apoio familiar ou do pai e dificuldades habitacionais. "Temos de trabalhar a causa. Não adianta culpar essa mulher", afirma Rezende Melo.

A ideia é ajudar na formação de uma política pública para evitar o abandono em locais e vias públicas. Um dos focos da campanha do Judiciário será um trabalho de capacitação dos servidores públicos das áreas da saúde, assistência social e das varas da infância no sentido de que não seja feito juízo de valor da mulher que manifestar tal posição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Postado Por Cintia Liana

sábado, 16 de julho de 2011

Aparecida Petrowky atua em peça sobre adoção e fala como foi adotada na vida real

Aparecida Petrowky

Talentosa, a atriz acaba de entrar para o elenco da peça paulistana “Meu filho sem Nome”, com texto de Izilda Fontainha Simões e adaptação de Marcelo Romagnoli. Entre os ensaios, conversou com exclusividade ao Yahoo! e falou sobre carreira, fama e boatos de que seu romance é fake. “Esse não é meu perfil. Seria muita baixaria”, garantiu.

YAHOO!: Você está na peça “Meu filho sem Nome”, em São Paulo, que fala sobre adoção. Por ser adotiva na vida real, como é reviver essa experiência no teatro?
Minha personagem é uma jovem que se casa, quer construir uma família e não pode ter filhos. Ela encontra com a outra protagonista, que abandona o filho. Fazendo esta peça, que também é baseada em uma história real, acabo trazendo alguns sentimentos. Não sobre minha experiência, mas sobre a minha mãe adotiva, a Vera, que morreu. Lembro de algumas coisas pelas quais ela passou, como a sombra de a mãe biológica querer tomar o filho de volta...

YAHOO!: Na infância, como você encarava o fato de ter duas mães?
Minha vida foi muito feliz, não tive problema algum. A mãe que me criou falava: “você é uma menina especial, tem duas mães”. Contaram quando eu tinha cinco anos. Na verdade, minha mãe biológica não me abandonou. Ela me deu para minha tia... (Pensativa) É uma confusão tão grande que daria um livro (risos). Ficava uma semana com uma e, nos fins de semana com a outra. Cresci assim, dividida. Mas com o carinho em dobro, das duas.

YAHOO!: Em que você acha que esta criação contribuiu para a Aparecida que conhecemos hoje?
Acho que a determinação e responsabilidade com a minha vida. A Vera tinha uma situação financeira muito boa e a outra família era mais simples. Extremos demais! Ela me dava mesada, passeios, dinheiro no aniversário e depois falava “lembre-se que sua família não tem nada”. Aí eu comprava presente para meus irmãos, fazia compras para casa. Aos 15 anos, eu queria ir para a Disney, mas ela dizia “lembre-se...” (risos). Sempre tive responsabilidade, essa foi a maior herança que ela me deixou.

YAHOO!: Além desse episódio, lembro que você foi ao programa“Altas Horas” e chorou por estar no programa. Acha que está acostumada com a fama e exposição?
Confesso que é muito difícil e não estou 100% acostumada. Ainda estou me adaptando a tudo isso, sabendo como lidar. Mas deixo claro que não vou mudar meus princípios e sempre manterei a minha ética. Muita gente fala que eu só fiz uma novela, mas sou formada em fisioterapia, artes cênicas, estudo filosofia, sou escritora, tenho experiência fora do Brasil. Apesar de muitas vezes não ser fácil lidar com a fama, procuro não ficar preocupada com os comentários.

YAHOO!: Até que ponto a vida pessoal deve influenciar em sua carreira?
O Felipe tem a carreira dele, tem fã-clube, é conhecido há muito mais tempo que eu. Não gosto de misturar trabalho com vida pessoal. Mas a gente está junto e não vamos deixar de sair, mesmo que cada vez que colocamos o pé fora de casa isso vire assunto. Eu não tenho como controlar. Aquilo que posso fazer é manter a minha vida normal e investir no meu trabalho. E é claro que não é tão simples.


Postado Por Cintia Liana