"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Artigos sobre adoção, família e infância

Fiz uma lista de artigos interessantes, li a maioria, mas não cheguei ler todos. Espero que gostem.

Cintia Liana

ALEXANDRE, Diuvani Tomazoni; VIEIRA, Mauro Luís. Relação de apego entre crianças institucionalizadas que vivem em situação de abrigo. Psicologia em Estud. vol. 9, nº. 2. Maringá. May/Aug. 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722004000200007. Acesso em: 03 de julho de 2008.
ANDOLFI, Maurizio. A Teoria dos Sistemas Familiares de Murray Bowen. Revista Interdisciplinar Terapia Familiare. Nº 68, março de 2002, pp. 30-41.
ARENDT, Ronald João Jacques. Construtivismo ou construcionismo? Contribuições desse debate para a Psicologia Social. . Estudos em Psicologia. (Natal) [online]. 2003, vol.. 8, nº. 1, pp. 05-13. ISSN 1413-294X. Disponível em: http://andremaranhao.blogspot. com/2006/11/sobre-o-construtivismo.html. Acesso em: 29 de novembro de 2008.
BERTHOUD, Cristina Mercadante Esper. "Filhos do coração". O comportamento de apego em crianças adotivas" . São Paulo: PUC-SP, 1992.
BESSA, Fabíola Menezes. Adoção. Fortaleza: Juizado da Infância e Juventude, 1999.
BOADELLA, David. Stress e Estrutura de Caráter: Uma síntese de conceitos. Em Energy and Character Journal, 1974. Tradução: Ana Luiza Mentz.
CANTONI, Umberto (Org.). Canção de rua. São Paulo: Unimep, 1992.
CARAMURU, Marta Maria Fontenele Silva. O vínculo do desejo: uma compreensão psicanalítica da adoção. Campinas: PUC - Campinas, 1990.
CARVALHO, Lilian. A . Reflexões sobre o pai. São Paulo: USP, 1989.
CARVALHO, Márcia Lopes de. Adoção, Amores e Temores. Rio de Janeiro: III Congresso Brasileiro de Família, 1998.
CASELLATO, Gabriela. Motivos Relacionados ao Luto que Levam um Casal à Adoção: Uma Possibilidade Psicoprofilática. São Paulo: PUC/SP, 1998.
CHAVES, Antonio. Adoção internacional e o tráfico de crianças. São Paulo: EDUSP, 1998.
COLUCCI, Vera Lúcia. A busca é a da origem simbólica... Condição de Humanização. Florianópolis: III Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção, 1998.
CURTY, Giovanna Maurício Allan. Adoção: a chave para a desinstitucionalização. Rio de Janeiro: PUC/ABTH, 1998.
DORILA, J.J. O preconceito na adoção de crianças. Curitiba: UFPR, 1993.
FERNANDES, Manuela Leitão. Mãe não há só uma. São Paulo: PUC- SP, 1989.
FREIRE, Fernando. As crianças que já não têm família. Disponível em: http://www.mp.rs.gov.br/ infancia/doutrina/id150.htm. Acesso em: 03 de julho de 2008.
GENTILE, Fernanda de Sá e Silva. Adoção: uma nova família. A importância do processo terepêutico preparatório. Rio de Janeiro: UFRJ, 1998.
KERNBERG, Paulina F.. Algumas reações contratrasferenciais no tratamento de crianças e pais adotivos. Rev. Brasileira de psicanálise nº 12, 1978.
LABOISSIÈRE, Paula. Apenas 10% das 80 mil crianças em abrigos estão disponíveis para adoção, aponta AMB. Agência Brasil, ABC – Empresa Brasil de Comunicação. 23 de Agosto de 2008. Disponível em: http://www.agenciabrasil.gov.br/ noticias/2008/08/22/materia.2008-08-22.3881604030/view. Acesso em: 01 de dezembro de 2008.
LADVOCAT, Cynthia. A rainha que não podia reinar. Rio de Janeiro: Simpósio Interno da SPRJ, 1989.
LADVOCAT, Cynthia. Adoção: uma maneira de se constituir uma família. Rio de Janeiro: I Jornada de Debates sobre Famílias/ABTH, 1998.
LADVOCAT, Cynthia. Casamento, infertilidade e adoção. Gramado: II Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, 1996.
LADVOCAT, Cynthia. Família adotivas. Rio de Janeiro: Boletim Científico da SPRJ - vol XVIII, nº 4, 1994.
LADVOCAT, Cynthia. Focalizando a adição no genograma de crianças e adolescentes e suas famílias adotivas. Rio de Janeiro: III Congresso Brasileiro de Família, 1998.
LADVOCAT, Cynthia. Grupo de famílias adotivas. Rio de Janeiro: III Congresso Brasileiro de LADVOCAT, Cynthia. Vicissitudes no manejo da tranferência com crianças adotadas. Rio de Janeiro: XIV Congresso Brasileiro de Psicanálise, 1993.
LEITE, Adriana Karla - GONTIÉS, Bernard. Pretendentes à adoção: representações, motivações diante da adoção. João Pessoa: Depto. De Psicologia da UFP, 1997.
LIMA, Alma Germana Abreu. O nome do pai e a constituição do sujeito na adoção. Aracaju: UFSE, 1993.
LISONDO, Alicia Beatriz Dorado de. A moça que enlouqueceu quando soube da adoção. São Paulo: Revista Brasileira de Psicanalise;31, 1997.
MACEDO, Maria Carolina Lustosa de. Perda e Resgate: Aspectos psicológicos da Adoção. Rio de Janeiro: PUC - RJ, 1997.
MARICONDI, Maria Angela. Falando de Abrigo. São Paulo: FEBEM, 1997.
MARTINHO, Helena. Infância em família: um compromisso de todos. Disponível em: http://br.geocities.com/ jeanprofessor/doutrina.html>. Acesso em: 03 de julho de 2008.
MATIAS, Delane Pessoa. Adoção: ato de amor, caridade ou obrigação?. Fortaleza: Escola de Saúde Pública, 1995.
MELLO, Andrea. A criança e o lar adotivo. Rio de Janeiro: PUC - RJ, 1967.
MENEZES, Valeska Maria Queiroz de. Gestação adotiva em famílias substitutas. Fortaleza: UFC.
MONDARDO, Anelise Hauschild; VALENTINA, Dóris Della. Psicoterapia infantil: ilustrando a importância do vínculo materno para o desenvolvimento da criança. Psicologia: Reflexão e Crítica, vol.11, n.3, Porto Alegre, 1998. Discpinível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79721998000300018. Acesso em 02 de dezembro de 2008.
MOREIRA, Maria Alva da Silva. Estudo de um aspecto da adoção. A Informação à criança adotiva. Rio de Janeiro: PUC - RJ, 1965.
PAIVA, João P. L. e BURTET, Tiago M.. Adoção Judicializada: registro e averbação. Disponível em: http://cnpg.mp.rs.gov.br/infancia/ doutrina/id236.htm. Acesso em: 03 de julho de 2008.
PAIVA, Leila Dutra. O Segredo na Adoção. São Paulo: PUC, 1997.
PAIXÃO, Marinalva Ferreira. O preconceito racial na adoção de crianças na Vara de Infância e Juventude de João Pessoa. João Pessoa: Faculdade de Serviço Social UFP, 1997.
PICADO, Solange Correia. Quem vê cara não vê adoção. Quem fala desvela a motivação. Rio de Janeiro: PUC/ABTH, 1998.
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - Segunda Vara da Infância e da Juventude da Capital. Cartilha Nacional da Adoção. Perguntas mais comuns sobre adoção de crianças e adolescentes e suas respostas. 2004.
PONTES, Nair de O.. Filhos adotivos, Pais verdadeiros. Revista Viver – Janeiro/2001. Disponível em: http://www.unicap.br/sofia/ arquivos/filhosadotivos_ paisverdadeiros.doc. Acesso em: 31 de outubro de 2008.
Revista Marie Claire – novembro 1998 – ed. 92 - O Amor é uma conquista – in Dossiê Adoção. Adoção monoparental por homosexual.
RIBEIRO, Emmanuel Gabino. Adoção de direito x Adoção de fato (ou à brasileira). Campina Grande: UFP, 1996.
RIBEIRO, R.K.S. Ansiedade e agressividade em filhos biológicos e adotados, avaliadas na idade de quatro à doze anos. 2002. 62f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social e da Personalidade) – Faculdade de Psicologia, PUCRS, Porto Alegre, 2002.
SANTOS, Natércia Poinho Ferreira Dos. As possibilidades de satisfação na adoção. Rio de Janeiro: FGV/ ISOP/ CPGP.
SCHETTINI, Suzana S. M.; AMAZONAS, M. C. L. de A.; DIAS, C. M. de S.. Famílias adotivas: identidade e diferença. Psicologia em Estudo. v. 11, n. 2, Maringá, maio/ago. 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-73722006000200007&script= sci_arttext&tlng=. Acesso em: 20 de janeiro de 2007.
SCHREINER, Gabriela. Adoção e Midia: Encurtando Distâncias. Florianópolis: III ENAGAA, 1998.
SCHREINER, Gabriela. Primeiros Passos: Iniciando um Grupo de Apoio à Adoção. São Paulo: CeCIF, 1999.
SCHREINER, Gabriela. Roteiro para Formação de um Grupo de Apoio à Adoção. São Paulo: CeCIF, 1998.
SCHREINER, Gabriela. Toda Criança em Família: Propostas para a formação de uma associação de apoio à convivência familiar. São Paulo: CeCIF, 2000.
SCHREINER, Gabriela. Vamos Falar-nos de Adoção (A revelação). Apresentado em reunião de pais do grupo NEPPAJ – Jundiaí/SP – 2000.
SILVA, Adriana - TURCATTO, Sara. Segredo na adoção: um estudo exploratório sobre o processo de revelações em famílias com filhos adotivos. Assis: UNESP, 1998.
SILVA, Nivone Moreira da. O direito à convivência familiar - por uma política de atendimento à família. Rio de Janeiro: PUC/ABTH, 1998.
SILVA, Simone R. M da. Cidadania e Pátrio Poder. Joinville: FEARPE/FURJ, 1992.
SILVA, Simone Regina Medeiros da. Programa de Colocação Familiar. Joinville: Juízo da Infância e da Juventude - Setor de Serviço Social, 1998.
SOARES, Beatriz Santos. Uma Família Adotiva Buscando Sua Identidade. São Paulo: PUC/SP, 1998.
SOUTO, Marly Ap. Na Literatura: Adoção, inclusão ou exclusão. Campinas: XI COLE - Unicamp, 1997.
SOUZA, Rabindranath Valentino Capelo de. A adoção. Constituição da relação adotiva. Coimbra: Univ. Coimbra, 1973.
SOUZA. F. O. Hipóteses acerca dos Processos de Identificação e Formação do Ego no Adotado. CEP-PA, v.2, n.2, p.62-72, ago,1994.
TEIXEIRA, Léa Marlene. Elementos diagnósticos para a seleção de candidatos à adoção. Porto Alegre: PUC-RS, 1979.
VARGAS, Marlizete Maldonado. Adoção tardia : um estudo do processo de adaptação criança-família. Campinas: PUC - Campinas, 1994.
VIDELA, Mirta. A Procura das Origens. Boletim "Uma família para uma criança" – Fernando Freire (org.) - ano I nº 2. [online] Disponível em: http://cecif.org.br/tt_busca.htm. Acesso em: 20 de janeiro de 2007.
VIEIRA, Francisco Xavier Medeiros. Adoção. O verdadeiro sentido humano e social. Florianópolis: Jurisprudência Catarinense Nº62, 1988.
VOILER, Esther. A condição emocional da criança adotada. Repercussão na aprendizagem, em especial na aprendizagem escolar. São Paulo: PUC- SP, 1987.
VOLPI, José Henrique. Particularidades sobre o temperamento, a personalidade e o caráter, segundo a psicologia corporal. Curitiba: Centro Reichiano, 2004. Disponível em: http:www.centroreichiano.com.br/ artigos.htm. Acesso em: 01 de dezembro de 2008.
WEBER, L.N.D- GAGNO, A P. - CORNÉLIO, S.A - SILVA, M.L. Adoção: pré-conceitos, conceitos e pós-conceitos. Vitória: 46º Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência , 1994.
WEBER, L.N.D. A pesquisa sobre adoção como um fator preventivo. Ribeirão Preto: XXV Reunião Anual de Psicologia da Sociedade Brasileira de Psicologia, 1995.
WEBER, L.N.D. Estereótipos e preconceitos sobre a adoção. Foz do Iguaçu: IX Encontro Paranaense de Psicologia, 1997.
WEBER, L.N.D. Famílias adotivas e mitos sobre laços de sangue. Curitiba: X Congresso Latino Americano de Psiquiatria da Infância e Adolescência, 1995.
WEBER, L.N.D. Quem é o filho verdadeiro, natural e legítimo: aquele que se ama. Foz do Iguaçu: IX Encontro Paranaense de Psicologia, 1997.
WEBER, L.N.D.-CORNÉLIO, S.A. Adoção: perspectiva dos filhos adotivos. Vitória: X Congresso Latino Americano de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, 1995.
WEBER, Lidia N. D.. Critérios de seleção de pais adotivos: em discussão. Disponível em: http://lidiaw.sites.uol.com.br/selecaoadotivos.htm. Acesso em: 03 de novembro de 2008.
WEBER, Lidia N. D.. Os filhos de ninguém: abandono e institucionalização de crianças no Brasil. Disponível em: http://correio.mp.rs.gov.br/ infancia/doutrina/id146.htm>. Acesso em: 03 de julho de 2008.
WEBER, Lidia N. D.. Quero que alguém me chame de filho: abandono, pobreza, institucionalização e do direito a convivência familiar. [Disponível on line]
WEBER, Lidia N.D. Nas trilhas de João e Maria... Curitiba: CRP-08, 1999.
WEBER, Lídia N D.. Pais e filhos por adoção: um amor conquistado. Em Jornal Voz do Paraná, setembro de 2002.
WEBER, Lídia N. D.. O filho universal um estudo comparativo de adoções nacionais e internacionais. Artigo publicado na Revista Direito de Família e Ciências Humanas - Caderno de Estudos. Nº 2, 1998, pp. 119-152.
WEBER, Márcia Lúcia. Resistência à adoção tardia: representações de projetos de vida familiar. Chapecó: Univ. Oeste De Santa Catarina, 1996.
XAVIER, Denise Oliveira. O período de estágio de convivência nas adoções tardias. Campo Grande: Juizado da Infância e Juventude, 1997.



Lista de grupos de apoio à adoção no Brasil

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Grupos de apoio à adoção promovem conscientização.

A Psicóloga Cintia Liana Reis de Silva, a pedido do GAARFA, Grupo de apoio à adoção "Filhos do Amor" de Resende, fala sobre a importância de um grupo de apoio a adoção, onde se compartilha sentimentos e experiências, fortalecendo e amadurecendo aspectos importantes para o exercício da paternidade e da maternidade.

(Quem tiver informações sobre novos grupos e alterações, por favor, nos informar através do e-mail: cintialrdesilva@yahoo.com)

Associação Nacional do Grupos de Apoio à Adoção - ANGAAD:
http://www.angaad.org.br/
Avenida Rui Barbosa, 1363, sala 002, Graçs - Recife-PE. Telefones: (81)3243-4834/(81)9913-3215

Araranguá – SC 
GEAA de Araranguá: Filhos do Coração Fone: 0xx – 48 – 522.0424/ 522.0422
Araçatuba – SP 
Associação de Pais e Filhos Adotivos de Araçatuba – APFA Responsável: Marly A. Garcia Souto Rua do Fico, 420 – CEP:16055-050 Araçatuba Fone: 0xx – 18 - 622-3933 E-mail: retomada@ata.zaz.com.br
Barra Mansa – RJ 
Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Barra Mansa – Aconchego Responsável: Márcia Lopes de Carvalho Avenida Domingos Mariano, nº 83, Sala 906 – CEP: 27345-120 Fone: 0xx – 24 – 322.4921/322.6065 E-mail: nana.cristina@sidenet.com.br (falar com Cristina)
Blumenau – SC 
SGEAA de Blumenau Fone: 0xx – 48 – 326.8177
Brasília – DF 
Projeto Aconchego – Apoio à Adoção End.: SRES Centro comercial do Cruzeiro, Bloco "D-20", sala 403, CEP.: 70640-515 - Brasília/DF Fone: (0xx61) 361-4298 - 9988-3566 E-mail: projetoaconchego@tba.com.br Home-page: http://www.projetoaconchego.com.br Presidente: sra. jandimar Guimarães
Brusque – SC 
GEAA de Brusque E-mail: im5317@tj.sc.gov.br
Campina Grande – Paraíba 
Grupo de Apoio à Adoção de Campina Grande – GAAD Rua Ricardo Wagner, nº 200 – 1º andar, Bondocongó CEP: 58100.000, Campina Grande – PB Fone: 0xx – 83 - 333-2004
Campinas – SP 
Associação de Pais Adotivos – APA Av. Princesa D’Oeste, 1295/ 152 - CEP 13026-430 Campinas Fone: 0xx – 19 - 251.2500
Campo Grande – Mato Grosso do Sul 
Grupo Adote Avenida Calógeras, nº 1625 (Juizado), CEP: 79004-000 Fone: 0xx – 67 – 383-5779
Campos – RJ 
Grupo de Apoio à Adoção de Campos Responsável: Sueli Trindade Ferreira Rua Teixeira de Freitas, nº 150 – CEP: 28040-390 Campos dos Goytacazes – Rio de Janeiro
Caçador – SC 
GEAA de Caçador Fone: 0xx – 49 – 663.1466
Chapecó – Concórdia – Xanxerê – Xaxim – SC 
GEAA de Chapecó, Concórdia, Xanxerê, Xaxim Fone: 0xx – 49 – 442.0099
Criciúma – SC 
GEAA de Criciúma Fone: 0xx – 48 – 437.3744
Curitiba – Paraná 
Associação Brasileira Terra dos Homens Psicólogo: Fernando Freire Boletim: “Uma família para uma criança” Caixa Postal: 18092 – CEP: 80811-970 – Curitiba
Curitiba – Paraná 
Associação Brasileira Terra dos Homens Psicólogo: Fernando Freire Boletim: “Uma família para uma criança” Caixa Postal: 18092 – CEP: 80811-970 – Curitiba
Curitiba – Paraná 
Projeto Criança – Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Paraná Responsável: Profª Lidia Natália Dobrianskyj Weber Rua Castro Alves, nº 785/21, Curitiba, CEP: 80240-270 E-mail: lidiaw@uol.com.br Home-page: http://www.brasil.teravista.pt/Ipanema/2172
Curitiba – Paraná 
Projeto Recriar: Família e Adoção Responsável: Lúcia H. Kossobudsky
Florianópolis – SC 
Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Florianópolis - GEAAF Rua Belmira Isabel Martins, nº 62, sala 504 CEP: 88075.145 – Florianópolis Fone/Fax: 0xx – 48 - 348.3399/233.3677/240.1110 E-mail: geaaf@portadig.com.br Home Page: www.portadig.com.br/geaaf
Ilhéus – Bahia 
Projeto Acalanto de Ilhéus/BA Responsável – Vilma Beer Rua Rotary, nº 258, Cidade Nova, CEP: 45650-000 – Ilhéus Fone: 0xx – 73 – 231-1666
Itajaí – SC 
GEAA de Itajaí Fone: 0xx – 47 – 348.0433
Itapetininga – SP 
Grupo de Apoio à Adoção de Itapetininga - GAADI R. Campos Sales, 554 - A s/Loja - CEP 18200.000 Itapetininga – Fone: 0xx – 15 - 271.9049 E-mail: gaadi@ebras.com.br
Joinville – SC Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Joinville - GEAAJ Rua Arara, 650 CX. POSTAL 568 - Bairro Aventureiro CEP: 89226-010, Joinville Fone: 0xx – 47 – 467-5418
João Pessoa – Paraíba Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de João Pessoa – GEAD Responsável: Marinalva de Sena Brandão Caixa Postal: 5121 – CEP: 58051-970 - João Pessoa Fones: 0xx – 83 - 221-1384 / 235-2342
Lages – SC 
GEAA de Lages Fone: 0xx – 49 – 224.0188 E-mail: amc1267@tj.sc.gov.br
Laguna – SC 
GEAA de Laguna Fone: 0xx – 48 – 646.0167 E-mail: imgs2822@tj.sc.gov.br
Londrina – Paraná 
Grupo de Apoio à Adoção de Londrina – GAAL Responsável: Eclair Soares Mettitier Rua Antero de Quental, nº 21 (Sr. Decebal Andrei), Londrina CEP: 86047-540 Fones: 0xx – 43 – 329.9955 (falar com Eclair) 337.2505 (falar com Decebal Andrei) E-mail: mettitier@sercomtel.com.br Home-Page: http://www.gaalondrina.he.com.br
Mafra – SC 
GEAA de Mafra Fone: 0xx – 47 – 642.3055 E-mail: rg1902@tj.sc.gov.br
Mogi das Cruzes - SP 
Projeto Monte Refúgio Contato: Clélia Cezar Caixa Postal 3205 – CEP: 01065-970, São Paulo Fone: 0xx – 11 - 4727-7981 e-mail: cleliazc@netmogi.com.br, jccezar@netmogi.com.br
Natal – RN 
Projeto Acalanto de Natal - PAN Responsável: Rejane Maria Bruno Av. Jornalista Djair Dantas, nº 1382 - Lagoa Seca CEP: 59022-370 - Natal E-mail: pan@digi.com.br Home Page: http://www.samnet.com.br/solidariedade/acalanto
Novo Hamburgo – RS 
Instituto Amigos de Lucas do Vale do Rio dos Sinos Contatos: Suzana Sofia Moeller Caixa Postal: 3028, CEP: 93320-400, Novo Hamburgo/RS Fone: 0xx – 51 – 587.7485 ou 9982.6581
Ourinhos – SP 
Grupo de Incentivo e Apoio à Adoção da Região de Ourinhos Responsável: Ivone Jaime Av. Gastão Vidigal, 476 – CEP: 19900-000 - Ourinhos Fones: 0xx – 14 – 322.4206 (Ivone) ou 322.2406 (Laura) E-mail: santiago@ourinhos.com.br (Ivone) Home Page: www.ourinhos.com.br/giaaro
Piraju – SP 
Projeto Amor Av. Dr. D. T. Gallo, nº 27 CEP: 18800-000 Pirajú – São Paulo
Ponta Grossa – Paraná 
Projeto de Extensão: Adoções Necessárias – Universidade Estadual de Ponta Grossa/CMDCA Responsável: Profª Edite Franke Rua Cel. Dulcídio, nº 395 – CEP: 84010-280, Ponta Grossa Fone: 0xx – 42 – 224-5501
Porto Alegre – RS 
Instituto Amigo de Lucas Avenida Plinio Brasil Milano, nº 388/104 CEP: 90520-000, Porto Alegre-RS Fone: 0xx – 51 – 343.9676
Porto Velho – Rondônia 
GERAR Responsável: Denise Tofani Malheiros Rua Rogério Weber, nº 2396 (Juizado) CEP: 78900-450, Porto Velho Fone: 0xx – 69 – 221.4877/ 224.1085
Recife – Pernambuco 
Grupo de Apoio à Adoção de Recife - GEAD Recife Rua Pio IX, nº 384 – Torre, CEP 58710-260, Recife Fone: 0xx – 81 - 445.1323 (Presidenta) - 441-2083 (Eneri) 963-3911 (Dolores) E-mail: geadre@hotlink.com.br E-mail: schettin@elogica.com.br E-mail: rsmelo@elogica.com.br Home Page: http://www.hotlink.com.br/gead-recife/
Resende - RJ 
Grupo de Apoio à Adoção de Resende Filhos do Amor - GAARFA. Telefone: (24) 9.9215-6618, E-mail: gaarfafilhosdoamor@gmail.com, Facebook: https://www.facebook.com/gaarfa.filhosdoamor/
Ribeirão Preto – SP Grupo de Apoio à Adoção de Ribeirão Preto R. Visconde de Inhaúma, 959 – CEP 14010.100 Ribeirão Preto
Rio Branco – Acre
Grupo de Estudos e Apoio a Adoção do Acre – GEAAC Responsável – Waleska Rodrigues Caixa Postal 1502 – CEP: 69912-970 Fone: 0xx – 68 – 226-3661
Rio Claro – SP 
Grupo de Apoio à Adoção de Rio Claro - GAARC - Responsável: Verena E. Winkel Parreira Caixa Postal, 470 - CEP 13500.970 Rio Claro Fone: 0xx – 19 - 524.6542 / 534 5165 Fax: 0xx – 19 – 523.6137 E-mail: gaarc@linkway.com.br Home Page: www.linkway.com.br/gaarc
Rio de Janeiro - RJ 
Flor de Maio. Responsáveis: Sylvania, Lula, Leila, Marcela e Maura. Rua Barão de Mesquita, 275, Tijuca. Igreja de Santo Afonso. Reuniões na ultima quinta feira do mês, às 19:00h.
Rio de Janeiro – RJ 
Associação Brasileira Terra dos Homens Rua General Polidoro, nº 183/ 502 – Botafogo – CEP: 22290-000 Fone/fax: 0xx – 21 - 275.3168 E-mail: abth@fst.com.br
Salvador – BA
Associação de Pais Adotivos e Amigos – Viver Adoção Alameda das Acácias, nº 19, Pituba, Salvador, Bahia Fone: 0xx – 71 – 358.0814 E-mail: viveradocao@ig.com.br
Santos – SP 
Associação de Pais adotivos de Santos Av. Ana costa 417 cj.13 - CEP 11060-003 Santos Fone: 0xx – 13 - 284.2863 E-mail: gpsantos@bignet.com.br
São Bento do Sul – SC 
GEAA de São Bento do Sul Fone: 0xx – 47 – 633.0094
São Miguel do Oeste – SC 
GEAA de São Miguel do Oeste Fone: 0xx – 49 – 437.3744
São Paulo – SP 
PROJETO ACALANTO Responsável: Cynthia dos Santos Miranda Rua Ferdinando Rutini, 359 – CEP 05143-240 São Paulo Fone: 0xx – 11 - 835-4002

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Epifanias adotivas e o temor das adoções por casais homossexuais na Itália

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Por Cintia Liana Reis de Silva
(Texto publicado na Itália)

Nesse período muito se fala na Itália sobre o casamento homossexual e se debate sobre as possíveis implicações que as uniões civis podem criar no nosso tecido social, em particular sobre a possibilidade de adotar e por isso senti a necessidade de contribuir através desta reflexão. Trabalho com adoção e avaliação psicológica há mais de 14 anos. Avaliei centenas de casos ao ano na 1ª Vara da Infância e Juventude de Salvador até 2009. Um dos meus livros publicados no Brasil em 2011 fala dos aspectos psicológicos da construção da família através da adoção. Escrevi dezenas de textos publicados sobre adoção e psicologia de família, sou uma pesquisadora. Me tornei um dos quatro psicólogos mais conhecidos no Brasil experts em adoção, chamada carinhosamente de "Fada da adoção" pela mídia e pelos pais. Moro na Itália por amor e não por necessidade e vim também a convite de trabalho, para ajudar casais italianos a adotarem crianças brasileiras, pela minha credibilidade e respeito, que muito orgulhosamente conquistei, e pelo trabalho que realizo com compromisso com a causa das crianças sem família. Neste momento, em que se discute na Itália o matrimônio gay, diante do grande temor da possibilidade da adoção de crianças por casais homossexuais, quero dizer que sou contra a ignorância e a obtusidade. O conhecimento e o amor podem salvar o mundo. Conheci por razões profissionais e tenho amigos com famílias compostas de dois pais e duas mães, feitas de amor, respeito e muita dignidade. Um filho adotado por um casal homossexual não se torna gay ou é infeliz por isso. O preconceito é que faz sofrer e não podemos nos dobrar diante dos preconceitos, mas educar quem ainda não ceita a necessidade de crescer e respeitar.
Existem filhos biológicos que crescem bem só com uma mãe ou um pai solteiro e, do mesmo modo, podem crescer com uma mãe ou um pai adotivo solteiro ou com dois pais ou duas mães e naturalmente escolherá fora do subsistema conjugal, composto por seus pais adotivos, uma outra figura substitutiva do gênero sexual oposto para tê-lo outro ponto de referência, que pode ser um tio ou uma tia, um avô ou uma avó, ou também um amigo ou uma amiga muito próxima da família, tendo assim uma vida sadia e crescendo muito bem, se faz parte de uma família harmoniosa, com pais maduros, e isso não está ligado à orientação sexual. É importante salientar que quem adota deve passar por um processo que avalia a pessoa em todos os sentidos, e se é psicologicamente equilibrado, capaz de criar e educar bem uma criança e a orientação sexual não é absolutamente um indicativo porque os critérios de avaliação apontam para a relação consigo mesmo e com a vida e se o desejo de adotar é baseado numa vontade genuína de ter um filho e não em outros objetivos escusos ou patológicos.
É contraditório quando certas pessoas que vivem em um país onde o aborto é legalizado (com algumas restrições), hipotetizam as mais assustadoras fantasias sobre a adoção por casais do mesmo sexo, sem conhecer ninguém que vive esta realidade. Essas pessoas demonstram não ter nenhum pudor, como se estivessem realmente preocupadas com as crianças sem família, mas nunca fizeram uma visita a um abrigo ou a uma casa lar para dar atenção ou apoio emocional às crianças que lá vivem.
Existem tantas famílias de pais heterossexuais que vivem em verdadeiras "guerras familiares", feitas de traições, mentiras e segredos, com pais fracos ou autoritários, desonestos, invasivos, super protetores, desrespeitosos, com valores éticos equivocados, que repetem os modelos familiares intergeracionais adoecidos, e criam filhos desequilibrados, depressivos, infelizes, rebeldes disfuncionais, que têm um péssimo relacionamento consigo mesmos e com os outros, que colocam no mundo outros filhos ainda mais infelizes, e se permitem de expressar pensamentos plenos de preconceito, sem jamais terem lido nada a respeito, sem informações de fontes científicas e objetivas, falando dos homossexuais como se não fossem humanos, como se a homossexualidade fosse uma doença. Essas pessoas não querem crescer, mudar, ao invés disso se reconhecer nas crenças religiosas, familiares e mediáticas mais egoístas. Famílias compostas de pessoas que acreditam que procurar um psicólogo não é uma necessidade inteligente para conhecer a si mesmo e melhorar o relacionamento com a própria vida e com o mundo, mas como uma última escolha, ou até mesmo uma alternativa para os ditos "loucos".

Antes as mulheres não podiam votar e agora que podem ser até presidentes de um Estado, algumas ousam a ser contra a adoção por casais do mesmo sexo. A sociedade deve amadurecer e evoluir apenas para alguns ou para todos os cidadãos?

Sejamos um poucos menos egoístas, olhemos para além do nosso umbigo, devemos aproveitar este momento para exigir uma reforma geral no campo da adoção, porque existe uma realidade demasiadamente dramática e invisível aos nossos olhos, são 168 milhões de crianças abandonadas para adotar, come explica o presidente da Ai.Bi. Marco Griffini num artigo no site "La Repubblica", escrito por Sara Ficocelli, em 19 de dezembro de 2012. Para entender, "é necessário imaginar colocar em fila indiana, bem pertinho, um atrás do outro: a linha humana que formam dá uma volta no mundo, é longa como a circunferência da Terra". Essas crianças vivem uma realidade de quase prisioneiros, em situação de infelicidade, de abandono e insegurança, são pequenos e sobretudo maiores, que querem somente amor, pais ou mães, segurança efetivo-emocional e educação, independentemente da orientação sexual dos futuros pais, até porque eles foram abandonados por seus genitores heterossexuais. Como disse Lidia Weber em de suas frases, eles querem acreditar que "a história é mais forte que a hereditariedade, que o amor é mais forte que o destino".

Eu tenho uma responsabilidade, sou uma formadora de opinião e não posso ser uma falsa moralista, medíocre e hipócrita, sou uma militante, uma ativista e lamento constatar que estamos na "pré- história" da mente humana, como disse Edgar Morin. Mas não quero ser uma vítima da história, eu quero participar da história, e você? Seja feliz e deixe os outros serem também. Não precisamos ser homossexuais, negros, portadores de deficiência, idosos, pobres, estrangeiros e crianças para lutar a
favor dos direitos deles, basta sermos humanos e termos uma atitude adotiva, ou seja, um coração que adota.
Cintia Liana Reis de Silva é uma psicóloga e psicoterapeuta brasileira, é mãe e casada com um psicólogo italiano. Vive e trabalha na Itália desde 2010. O seu blog www.psicologiaeadocao.blogspot.com recebe mais de 20.000 acessos ao mês.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Sobre limites, bananas e amor

Foto e texto retirados do Blog Equilibrosa

Por Mônica

Eu não sei o caminho certo para dar limite às crianças. Sinceramente, não sei. Já testei muito, já conversei muito e já li demais sobre isso – inclusive guias que te apresentam uma lista de três ou quatro itens certeiros para por em prática. Não é simples. Sempre me pareceu fazer sentido a ideia de que é preciso saber a hora de determinar, decidir pelas crianças, mostrar, de fato, os limites, inclusive como uma forma de carinho e cuidado. Se eu não fizer agora, a vida fará na marra depois, e aí pode ser muito pior... Muito melhor se as regras, os nãos, os limites nascerem de quem nos ama imensamente.

Mas eu – e acho que uma geração inteira de mães – convivo com outro elemento que pesa nessa hora: a culpa. É tanta informação, tanta orientação, tanto cuidado para não violentar as crianças, não desrespeitar sua individualidade e seus processos de crescimento que, às vezes, me vejo de mãos atadas, morrendo de medo de tomar qualquer atitude. E seu eu traumatizar o menino?
Numa tarde dessas, ele disse que queria comer banana, mas queria quente. Isso é novidade, e aí eu confirmei: “quer quente mesmo?”. “Sim!”, todo entusiasmado. A tia parou o que estava fazendo e foi lá fazer uma bela de uma banana quente. Docinha, cheirosinha! Bastou chegar na frente dele com o prato para começarem aqueles arrancos e voltas em torno do próprio eixo - que só quem tem criança pequena entende - e uma repetição de frases irritantes: “não quero mais; não gosto; tá muito quente”. Eu tentei, e a tia também tentou, contornar a situação de todo jeito, mas ele insistia em dizer “não gosto de banana quenteeeeee”. 

Eu não tinha muita certeza do que fazer – nunca tenho! – e, em princípio, acho o fim da picada obrigar alguém a comer qualquer coisa. Mas naquela hora achei que devia tentar falar com ele sobre duas questões: se negar a experimentar novidades (e sair perdendo imensamente por isso) e não agradecer a quem, de verdade, fez tudo o que podia para te agradar. E não fez porque cismou – fez porque você pediu. Aí, apesar das caretas e dos solavancos, tirei ele de perto do público (público sempre atrapalha) e insisti pra que comesse.


Ele disse que estava muito quente e eu, do jeito que deu, mostrei que não estava. Ele cuspiu a primeira garfada, e eu aproveitei que estávamos na grama e disse: “ok, quer cuspir essa também?”. Ele mastigou e engoliu. Na quarta garfada, passou a abrir a boca sozinho. Na quinta, projetou a boquinha pra frente, e reclamou que eu estava demorando.  Deu um risinho. E lá pelas tantas, com uma carinha sem vergonha, antes de a banana acabar, disse: “mãe, posso te falar uma coisa?”. “Claro!” E aí, sem traumas, veio a surpresa: “eu te amo, mãe”. 

Fonte: http://www.equilibrosa.com/blog/2015/4/7/sobre-limites-bananas-e-amor

Cadê o colo que estava aqui?

Como profissional, tenho minhas sérias ressalvas sobre "dar" um irmãozinho antes dos 3 anos e meio, 4 anos, mas achei esse texto muito interessante.

Foto e texto retirados do blog Equilibrosa

* Era "meu irmãozinho" pra cá, "meu fofinho" pra lá, "bebezinho lindo" e tal, e eu cheguei a achar que tinha conseguido a façanha das façanhas: levar um recém-nascido para casa, virar a rotina do irmão de 3 anos de cabeça pra baixo, e escapar das tão faladas crises de ciúme... Tinham me avisado que faz parte, que ele aparece de um jeito ou de outro, mas... Quem sabe eu não seria presenteada com o improvável? Até que um dia estávamos eu e os meninos na sala, eu dando papinha pro bebê, quando vi voar, sem qualquer aviso prévio, rumo à tela da TV, o tão querido boneco do Woody. Repreendi, reclamei, questionei, e a justificativa que eu ouvi foi: "É que eu preciso que um adulto cuide de mim, mãe!"
Essa história não é pra desanimar ninguém - até porque cada criança é uma, e eu continuo achando que uma combinação de circunstâncias pode mesmo levar a um caso raro de crise zero. Mas vamos pensar: você está lá, vivendo feliz e tranquilo no seu mundo, acostumado com o ritmo das coisas, quando alguém aparece e relativiza tudo. E o pior: todo mundo diz que esse alguém é lindo e fofo e que você deve amá-lo, ainda que ele esteja ocupando seu colo favorito... Dureza, não é? O ciúme, como se vê, faz um sentido danado, mas quase sempre fica fora do “projeto irmãozinho”. Na maioria das vezes, não nos preparamos pra ele, embora ele seja tão real quanto a alegria de aumentar a família. E dá trabalho lidar com esse cenário, que não faz parte do nosso ideal, e que, por isso, talvez fira mais os pais do que as crianças envolvidas. Elas, mais cedo ou mais tarde, vão se acertar.
Mais de seis meses depois do voo do Woody, tenho aqui um irmão mais velho cheio de amor pra dar, mas muita água já passou por debaixo da ponte. Ele nunca fechou a cara pro irmão, mas já vimos muito choro "sem explicação", muita agitação acima da média. A saída, arrisco dizer, foi dar nome aos bois. Deixar de idealizar nossos filhos talvez seja uma das maiores ajudas que podemos oferecer, e é fundamental para um outro passo importante: encorajá-los a admitir, eles mesmos, o que não está bom. O choro e a pirraça foram diminuindo, ao longo dos meses, na mesma medida em que as reclamações foram tomando forma e sendo ouvidas.
E nem de longe essas reclamaçōes impediram o fortalecimento do vínculo entre os irmãos. Risadas do caçula e declarações de amor do mais velho aparecem a toda hora. Dias atrás ele me disse que o neném, o mesmo que o atrapalha a montar seus bonecos de Lego e que chora alto demais, é "o irmão que ele sempre quis". Sim, porque idealização é coisa de adulto...
Texto publicado originalmente na revista "Viver e crescer"

Fonte: http://www.equilibrosa.com/blog/2015/11/30/cad-o-colo-que-estava-aqui

domingo, 10 de janeiro de 2016

Desde que o mundo é mundo crianças...

We Heart it
Por Sílvia Barbieri
"Desde que o mundo é mundo crianças comem doce, não tinha frescura, se comia danoninho, toddy, bolacha maizena e ninguém morreu! Mas não contaram que uma grande porcentagem das da que não morreram tiveram diabetes, e essa mata mais que HIV, tuberculose e malária, somados. A OMS recomenda o consumo de doces a partir de 2 anos.
✔Desde que o mundo é mundo, se inicia a Introdução Alimentar aos 20 dias, 1 mês, 4 meses, e ninguém morreu! Não morreram, mas podem ter anemia, baixa absorção de nutrientes, diarréia, alergias obesidade, diabetes.

✔ Desde que mundo é mundo, os bebês tomam suco de laranja lima, e nunca ninguém morreu! Mas 21% das que não morreram tem chance de adquirir diabetes tipo 2.

✔Desde que o mundo é mundo, as crianças apanham de cinta, levam umas palmadas, 1 criança é espancada a cada 5 segundos, ninguém morreu, mas das 18 mil espancadas diariamente pelos menos 100 morrem, as que não morrem com "palmadinhas", empurrões e violência verbal, adquirem doenças cardíacas, obesidade, artrite, problemas de socialização, depressão, uso de drogas. 


✔Desde que o mundo é mundo tem que deixar chorar até dormir, para aprender, ninguém nunca morreu por isso! Não morre, mas eleva os níveis de cortisol, afeta o desenvolvimento do cérebro, causa trauma na infância, depressão, síndrome do pânico. 


✔Desde que o mundo é mundo, independente da via de parto, importante é nascer saudável, ninguém morre, mas as chances de morte de uma cesarea eletiva, são de 2.84 vezes maior que o que parto normal, que as chances das crianças desenvolver alergia, problemas respiratórios, uti neo natal, são maiores na cesarea eletiva.

✔Desde que o mundo é mundo, todo mundo toma leite de caixinha e ninguém morreu, mas as que não morreram podem desenvolver alergias, problemas gastrointestinais, síndrome do intestino irritável, prejudica os rins por possuir 3 vezes mais proteína que o leite humano, não possui nutrientes para melhor desenvolvimento da visão e cerebral.
✔Desde que o mundo é mundo bebês desmamam cedo, tomo leite artificial, e ninguém morreu, mas bebês amamentados com LM exclusivamente até o sexto mês de vida, anualmente, evitam mais de 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos nos países em desenvolvimento.
O mundo da maternidade é cheio de assuntos polêmicos, e quando esses assuntos caem na mesa, ou melhor, Facebook ou nos grupos de whats, a chuva de desinformação cai, muitas vezes vem a agressão verbal, a não aceitação e as famosas frases "dei para meus filhos e ninguém morreu", ou pior "não sou 'menas main' por..." 
Eu me pergunto onde está a maturidade dessas mães? A bolsa é da moda, o resumo da novela está atualizado e na ponta da língua, a time line do face cheio de indiretas a cada 5 minutos, mas quando um assunto importante lhe bate a porta, a cabeça fecha por puro orgulho em não aceitar uma informação. Desde que o mundo é mundo cada um cria o filho da forma que ACHA melhor, cada um tem uma concepção do que é bom, a informação tá aí, antes de se debater sobre um assunto ter uma discussão saudável e inteligente, leia, ou para rebater, ou para se informar e melhorar o " melhor para seu filho".

E desde 1974, surgiu o conceito de PROGRAMMING, introduzido na literatura por Dörner. Significa “a indução, deleção ou prejuízo do desenvolvimento de uma estrutura somática ou ajuste de um sistema fisiológico por um estímulo ou agressão que ocorre num período suscetível (por exemplo, fases precoces da vida), resultando em consequências em longo prazo para as funções fisiológicas.” Traduzindo : deu e não morreu, mas depois é outra história.

Como cada um cria como quer, falo somente por mim. Quero ninha filha saudável, com qualidade de vida, lhes peço encarecidamente, por favor respeite minhas escolhas, não alimente a minha filha com coisas que ela não pode comer ou beber, se você faz com os seus,a escolha é sua, faça só com eles. "

Por Sílvia Barbieri

Não. Os bebês não são como nos é dito

We Heart it

Autora desconhecida. Texto retirado da página Facebook "Parto Normal"

Não. Os bebês não são como nos é dito
Não. Os bebês não são como nos é dito. Os bebês não gostam de dormir num berço. Rodeados por grades. Presos numa gaiola. Não. Os bebês querem dormir ao lado do corpo da sua mãe, quentes, seguros, protegidos, amados, tocados.
Não. Os recém-nascidos não querem nem sequer estar numa posição horizontal. Eles querem dormir no seu peito, na vertical, balançando-se ao som do seu coração. Horizontalizados retardam a digestão, têm vômitos, têm cólicas, assustam-se, sentem-se vulneráveis.
Não. Os bebês não se acostumam aos braços: nascem já acostumados. Desde o início sabem bem o que é bom.
Não. Os bebês não dormem toda a noite. Eles acordam a cada minuto. Para comer e para não comer. Para verificar se está ao seu lado e se se importa. Para certificar-se da sua presença, que é a sua segurança. Para tocá-la e cheirá-la.
Não. Os bebês não querem ficar sozinhos. Eles não querem perdê-la de vista por um minuto, querem estar consigo no centro da vida.
Não. Os bebês não querem brincar sozinhos num parque. Eles querem brincar consigo, sorrir, serem atendidos, treparem-te para cima, rastejarem pela sala.
Não. Os bebês não querem beber leite de outra espécie. Eles querem o seu leite.
Não. Os bebês não querem chupar todo o dia um pedaço de plástico. Eles querem chupar os seus seios, as suas pequenas mãos, os seus dedos… pele humana.
Não, os bebês não querem que os vistam, nem que lhes coloquem tecidos que picam, nem brincos nas orelhas, roupas apertadas, fitas, rendas e outras coisas irritantes. Eles querem estar nus, correndo descalços, apreciando o toque da natureza na sua pele, estar pele com pele consigo.
Não. Os bebês não querem ficar parados. Eles querem que se mova, que mexam neles, que os embalem, que ande, passeie e os leve consigo. Assim que eles podem, querem gatinhar, correr, saltar, explorar, chegar a toda a parte… Sim, os bebês são naturalmente curiosos. Eles querem e precisam tocar em tudo. Incluindo aquelas coisas que a vêem usar: controles, relógios, telefones, computadores… A sua riqueza sensorial desenvolve-se a partir daí.
Não. Os bebês aprendem o que vivem. Se estão sempre a ouvir “não”, estarão sempre prontos para dizerem não. Se tem medo de tudo, em breve terão medo de tudo.
Não. Os bebês não são macro-exigentes. Nós é que somos micro-pacientes, micro-tolerantes, micro-disponíveis e micro-respondedores.
Não. Os bebês não querem que os deixem. Eles querem ir consigo a todos os lugares, você é o seu exemplo, a sua segurança, a sua referência, o seu único universo.
Goste ou não goste, assim são os bebês humanos, primatas, mamíferos. Se quiser confirmar, basta ter um. Nenhuma outra espécie desconhece e prejudica tanto as suas próprias crias. Se queremos um mundo um pouco mais humano, faríamos bem em entender isto. Não é como nos disseram “Eles são infinitamente melhores e mais inteligentes.” Quem quer que visse estes filhotes diria: que espécie tão avançada! E como é que eles se tornaram no que são? 
(Autora desconhecida)