"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

Mostrando postagens com marcador descobertas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador descobertas. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de abril de 2016

Fotos e frases de Cintia Liana

Cintia Liana

Cintia Liana

Cintia Liana

Cintia Liana

Cintia Liana

Cintia Liana

Cintia Liana

Cintia Liana

Cintia Liana


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A adoção de crianças maiores na perspectiva dos pais adotivos (Parte 1)

Partes mais importantes e resultados de estudo científico.

Mandy Lynne

Título em Inglês:
Older children adoption from the perspective of the adoptive parents

Resumo
Esta pesquisa teve como objetivo investigar a adoção de crianças maiores porque é menos realizada pelos candidatos à adoção. Neste sentido, pretendeu-se compreender, junto aos adotantes, como percebem e vivenciam essa adoção. Foram realizadas quatro entrevistas, conduzidas de forma semidirigida e individual. Os resultados revelaram que a motivação dos pais adotivos esteve relacionada ao puro altruísmo e ao desejo de se realizar enquanto mãe/pai, como também à praticidade e desejo de companhia. Apesar do preconceito sofrido por causa do passado da criança e de algumas dificuldades adaptativas, pode-se concluir que, com amor e ajuda profissional, as adoções estão sendo bem-sucedidas.

Palavras-chave: adoções necessárias, preconceito, cultura de adoção.

Apresentação e discussão dos resultados

Motivações para a adoção
Através dos relatos dos quatro participantes, pôde-se observar que a motivação para a realização desse tipo de adoção foi devida, principalmente, ao puro altruísmo e ao desejo de se realizar enquanto mãe/pai, através de uma forma mais solidária de parentalidade. A praticidade e o desejo de ter uma companhia também se destacaram como fatores motivadores.

Dois entrevistados adotaram crianças que se encaixam no primeiro grupo referido por Elena Andrei (2001), enquanto dois adotaram crianças bem mais velhas, inseridos no grupo dois, por estarem sensibilizadas com a situação dos menores. Esses resultados reforçam as palavras de Schettini Filho (1998, p. 12), quando diz: “O desejo de adotar se explica das mais variadas formas que estão vinculadas à história e à necessidade do adotante [...] Enfim, as pessoas adotam filhos motivadas por circunstâncias físicas, sociais e emocionais”.

Recortes de algumas falas ilustram a motivação:
Eu já tinha vontade de adotar [...] os meninos são mais difíceis de serem adotados; e quanto mais velho, mais difícil [...] Eu procurei um menino que as pessoas não queriam mais adotar (Entrevista 1).

[... ] eu pretendia adotar uma novinha, mas... uma outra novinha... mas aí apareceu a criança, apareceu uma menina e que... eu a conheci e que teve certa dificuldade de encontrar uma família pra ela. Então, aquilo ali me sensibilizou muito [...] (Entrevista 4).

Essas falas confirmam os resultados de uma pesquisa realizada por Ebrahim (2001) que detectou que 51% dos adotantes tardios adotaram mais por se sensibilizarem com a situação de abandono das crianças.

A necessidade de companhia transpareceu na fala do único homem participante:
[...] eu procurei, assim, já uma criança que estivesse numa idade já elevada que pudesse também ser um torcedor do Sport e que juntos pudéssemos ir ao shopping, tudo o que tivesse lazer, certo? Participasse comigo até nas horas de alegrias e de tristezas (Entrevista 4).

Tempo de adaptação
Com relação ao tempo para a adaptação da criança, dependendo da forma como se deu a separação da família biológica, do tempo que passou no abrigo ou em situação de negligência ou de abandono, da ocorrência de outras separações e maltratos, a adaptação a uma nova família pode ficar mais lenta ou difícil (Vargas, 2006). No entanto, ela é possível, pois “o sentimento de família não é um instinto, mas sim uma construção resultante de uma íntima e sadia convivência” (Andrei, D., 2001, p. 93). O sucesso depende também da forma como os pais lidam com as dificuldades.

As respostas quanto a esse tema foram bem heterogêneas: uma relatou que a filha se adaptou muito bem desde o início (ela estava com 3 anos e meio de idade e passou por algumas famílias); uma disse que o filho foi se adaptando aos poucos (adotou um garoto com 3 anos que estava abrigado), e dois participantes disseram que os filhos ainda estão se adaptando (estes foram adotados com 9 e 10 anos e também estavam abrigados).

Foi horrível! No primeiro mês foi um menino maravilhoso; tomava banho todo dia, ia para escola todo dia sem reclamar; uma maravilha, um menino maravilhoso. No segundo mês, quando ele viu que não voltava mais, ele começou a ficar à vontade e aí ele começou, e até hoje, não quer escovar dente, só toma banho quando quer, para ir para escola é a maior dificuldade, às vezes passava dois, três dias sem ir. Hoje em dia é mais difícil ele não ir (Entrevista 1).

No início acho que foi bem complicado. [...] Pensei em colocar ele de volta, acho que num abrigo aí. Em qualquer lugar porque já estava cansando [...] Ainda está se adaptando, muito. De vez em quando tem uns problemazinhos. Quando eu penso que ele já está melhor, ele parece que dá uma regressão e começa a dar ‘nó cego’[...] A rebeldia dele, as ignorâncias [...] a brincadeira dele... quando está brincando é só porrada, mordida, empurra [...] Ele agora está bem melhor [...] (Entrevista 4).

O conteúdo destas respostas ressalta o que Vargas (1998) afirmou, baseada em um estudo realizado sobre adaptação de crianças adotadas, no qual observou que, dentre os vários comportamentos que essas crianças podem apresentar, destacam-se os comportamentos regressivo e agressivo. Outro autor complementa: “quando os requisitos básicos da liberdade e da privacidade faltam, e é justamente isso o que acontece nas Instituições, planta-se sem querer as sementes da revolta e da rebeldia, que brotarão na primeira oportunidade” (Andrei, D., 2001, p. 94). Por outro lado, é válido destacar que alguns comportamentos elencados pelos pais (rebeldia, dificuldade com higiene pessoal e escolaridade) fazem parte da fase pré-adolescente em que essas crianças se encontram, não sendo especificidade apenas da adoção.

Em compensação, outra participante fala da facilidade com que a filha se adaptou:
A adaptação dela foi rápida. Acho que em uma hora (risos). Já falava ‘mainha’, ‘painho’. Na verdade, ela estava muito carente, procurando uma família... (Entrevista 4).

Vale salientar que essa participante possuía experiência prévia de criação dos filhos biológicos e uma filha adotada ainda bebê, o que, certamente, lhe forneceu mais condições para lidar com a adoção de uma criança mais velha.

Cristina Maria de Souza Brito Dias
Ronara Veloso Bonifácio da Silva

Célia Maria Souto Maior de Souza Fonseca


Postado Por Cintia Liana

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dúvidas sobre adoção e o processo?

Mandy Lynne

Consultas, orientações, informações e solução das mais diversas dúvidas sobre família, adoção e todo o processo podem ser agendadas através do e-mail da psicóloga: cintialrdesilva@yahoo.com. Atendimentos via Skype ou telefone fixo (a psicóloga liga da Itália). R$ 70,00 a cada 30 minutos, através de depósito bancário no Bradesco ou Western Union. (Obs.: As pessoas que já iniciaram podem permanecer com o valor antigo)

Per consulti, orientamenti e informazioni sulla famiglia, sulla adozione e tutto il processo potete prendere appuntamento attraverso mail: cintialrdesilva@yahoo.com
Assistenza su skype o telefono. 30 euro per ogni 30 minuti, attraverso versamento bancario o Western Union.

Por Cintia Liana

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Como fica o sono quando o filho chega

Foto: Google Imagens

Uma amiga escreveu para Andréa Goulart:

“Em breve você vai ficar acordada a noite toda porque é chamada, vai ter sono e não vai conseguir dormir.

Siga a cronologia:
Quando sua filha chegar você estará em êxtase, não vai ter sono nem fome.
Após 15 dias vai estar bem mais magra e cansada.
Após 30 dias vai se olhar no espelho e pensar, quem é você mesmo? Já vai estar morta de sono.
Após 40 dias vai decretar a lei do silêncio quando ela cochilar, vai pensar em dormir, mas vai olhar para sua casa e estará tudo fora do lugar.
Após 50 dias seu marido com sorriso nos lábios vai avisar qua não aguenta mais pizza, nem lasanha congelada e você estará vivendo em estágio de sonolência.
kkkkkkkkkkkk Aproveite p dormir agora que pode, viu?”

Acho que funciona mais ou menos assim com todo mundo.


Texto cedido por Andréa Goulart


Postado por Cintia Liana

quinta-feira, 3 de junho de 2010

E-mail de uma mãe sobre adoção tardia

Foto: Hudson Matos


E-mail de uma mãe indignada com a reportagem da Globo em 2007 sobre Adoção Tardia.
Junho de 2007

Olá "mães e futuras mães"

Li a reportagem sobre a adoção tardia e não concordei com alguns pontos.
Eu adotei três crianças maravilhosas, elas chegaram em abril de 2006 e as registrei em dezembro de 2006. Nomes e idades, j., menina: 05 anos, f., menina: 03 anos e m., menino: 02 anos, na época. Eles são as coisas mais lindas do mundo! Eu e meu marido nunca fomos tão felizes na vida! Em nenhum momento houve: comportamento anti-social, regressão, perda de controle e etc.

Também com relação a nova família que sonharam, muito pelo contrário da reportagem, assim que eles chegaram, nós combinamos: "Aqui será seu lar porém, aqui temos regras e essas regras devem ser seguidas". Eles entenderam perfeitamente e, graças a Deus, não tivemos nenhum problema.

Eu e meu marido sentimos que, na realidade, nós adultos é que colocamos "minhocas" na cabeça, pois nós dois ficávamos conversando tipo "o que vamos falar quando eles entrarem aqui em casa? Vamos dizer que agora é a casa deles? Vamos ficar quietos? E se eles não gostarem? Como eles vão chamar tio(s) ou pai(s)? Como vamos falar que somos seus novos pais? Enfim, uma série de coisas e sabem o que aconteceu? Nós saímos do abrigo e fomos comprar as caminhas. Depois de algumas horas juntos a do meio falou: "papai eu quero água", nós quase caímos duros de susto. Ou seja, a partir dai eles começaram no mesmo dia a nos chamar de pai e mãe e quando chegamos em casa, assim que entraram a mais velha disse: "olha nossa nova casa, tem tijolo, não tem ratos, que linda!".

Assim, eu e meu marido ficamos com cara de bobos, ou seja, não precisamos falar nada, nossos filhos é que falaram, eles que nos adotaram, eles que nos deram forças, eles que nos mostraram que barreiras são quebradas com um simples gesto de amor. Enfim, adoção tardia é uma coisa maravilhosa, não tenho como passar aqui nesse email, mas na pratica é algo divino, eu estou muito, muito feliz mesmo! E se pudesse adotar mais uns vinte, todos de maior idade...

Com relação a globo, isso é um absurdo, pois eu me considero a mãe mais linda do mundo (meus filhos me dizem isso quase todos os dias), dizem que me amam, que sou maravilhosa, que sou melhor que a mãe que eles pediam a Deus. Enfim, a globo não sabe de nada, não tem coração, sentimento, respeito, porque nós, mães adotivas, somos mães sim, mães de verdade, mães de coração, de alma, de espírito, ser mãe não é por no mundo e sim criar, educar, dar amor, carinho. As minhas meninas (J. e F.) conheceram sua genitora e em nenhum momento querem pensar em voltar com ela, pois eu, I., sou a mãe, ou seja, para mim, isso basta!

Por isso, mães adotivas ou não, mães que estão na fila, mães que estão pensando no assunto, não se importem com o racismo, com os ignorantes, pensem em vocês e na felicidade que é ter filhos, e pronto!

Beijos
I.

**************************

E quem tem coragem de afirmar o contrário depois deste e-mail? Você é a mãe e uma mãe que demonstra ser imensamente feliz e realizada e ninguém duvida disso.
E olha como as crianças chegam tão conscientes do que querem, tão receptivas e ensinam tanto...

Esse e-mail me foi doado por uma mãe e o usei numa apresentação sobre a história social da criança, no primeiro módulo do meu curso de especialização em Psicologia Conjugal e Familiar em 2007, na matéria Antropologia. No trabalho quis mostar como o conceito e a valorização da criança vem mudando no decorrer da história.

Lindo e-mail.


Por Cintia Liana

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Gestação da Alma

We Heart it

Por Cintia Liana Reis de Silva

A decisão de adotar uma criança gera muita incertezas, dúvidas, medos e ansiedades, relacionados a vida do futuro filho, como a educação, a criação, a revelação da adoção, etc. O primeiro conselho que posso dar é, tenha calma! Tenha uma consciência maior das suas verdadeiras motivações para adotar. Se para ter um filho biológico esperamos 9 meses, por que um adotivo terá que chegar em uma semana?
Aproveite para amadurecer, prepare sua casa na medida em que for resolvendo as questões juntamente a Vara da Infância. Adotar traz outras incertezas que não passamos geralmente com filhos biológicos, mas com o passar do tempo entendemos que do mesmo modo, o ato de adotar, é construir uma relação parental igual a de um filho "natural".
Se desapegue de antigas convicções e transforme seus paradigmas. Não ouça histórias nem críticas ruins sobre o seu desejo de ter um filho adotivo, ignore-as. Toda a dificuldade é superada pela realização de algo maior.
Quem adota se insere num mundo completamente novo com outros significados e novas descobertas sobre o amor humano.
A primeira etapa de amadurecimento da adoção é o momento em que os adotantes refletem e discutem sobre as possibilidades e implicações de uma adoção na família. Após alguns meses de amadurecimento tomam a decisão junto a Vara da Infância e a partir daí surgem novas etapas desta “gestação”, que são também incentivadas e influenciadas pelas medidas deste órgão.
No Serviço de Psicologia os requerentes são motivados a refletir mais sobre suas possibilidades e sobre os preconceitos e equívocos que ainda levam consigo, inclusive sobre as expectativas ligadas ao perfil da criança pretendida. E junto a isso acontece um processo de abertura ainda maior.

Por Cintia Liana