"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Conhecendo a fundo os processos psicológicos e o percurso da adoção e da construção da família

Foto: Cintia Liana

"Filhos da Esperança"
Os caminhos da família da adoção e seus aspectos psicológicos
 
A psicóloga Cintia Liana, que atua na área de família e adoção desde 2002, já foi perita de uma vara da Infância no Brasil e hoje atua na Itália com adoção internacional, escreve sobre os caminhos da adoção no Brasil, a forma de avaliar os candidatos à adoção e a situação de abandono das crianças, com um olhar crítico e preocupado.

A autora também nos traz a reflexão dos aspectos antropológicos e subjetivos no processo de construção da família, da adaptação do filho adotivo, da revelação da adoção, postura diante da história da criança e sua família de origem, assim como outros pontos importantes deste universo a serem descobertos pelo leitor.

Ela utiliza o pensamento sistêmico como base.

Se trata de um excelente guia de reflexão e amadurecimento não só para quem deseja ter um filho através da adoção e para quem já adotou, mas também para profissionais e estudantes interessados na area, que queiram entender, se atualizar e se aprofundar neste cenário.

Para comprar: http://www.agbook.com.br/book/43553--Filhos_da_Esperanca

 
Por Cintia Liana

domingo, 25 de julho de 2010

Moldar uma criança?

Foto: Google Imagens

Ouvi algumas vezes adotantes dizerem que queriam adotar um bebê por ser mais fácil de moldar e de colocar do seu jeito.

Desculpe se pareço grosseira, mas considero esse tipo de pensamento uma grandessíssima ignorância e a expressão moldar muito grotesca.

Considero muito egoísmo pensar nisso, pois nem filho biológico a gente molda. Sei que podemos educar, passar um bom exemplo, crescer ao lado desde filho, mas moldar me parece uma palavra que vem acompanhada da frase: “Eu te adoto, mas você deverá ser do jeito que eu quero!”.

Pura ilusão, não só porque nem filho biológico se molda, mas também porque os bebês adotados já vêem com uma história intra ulterina. Ninguém pode nos dar garantia de nada, nem de que uma pessoa será boa ou má, até porque esta classificação simplista é estúpida.

O ser humano se constrói de modo complexo e particular a cada um, a cada história, a cada modo de ver e sentir o mundo. O ambiente e os estímulos contidos nele serão muito mais importantes. Concentrem-se nisto, em dar a teu filho o melhor. Seja firme, se permita amadurecer com a experiência também e tenha a certeza que ele te aceitará do jeito que você é e sentirá amor por você se ele também se sentir verdadeiramente aceito. Ele irá querer ser como você e o achará a melhor pessoa do mundo, mesmo sabendo que tem tuas falhas e sabemos que todos nós temos muitas, não é?

Vamos tirar nossas máscaras, comecemos por aqui e tudo fica mais fácil. Ninguém é perfeito nem do jeito que queremos, tudo é aceitação, exemplo e diálogo, só assim exercitaremos o amor, através do respeito. Nós todos já viemos nos moldes de Deus.

Por Cintia Liana

terça-feira, 20 de julho de 2010

Adoção Consensual ou Intuito Personae

Foto: Luz Art. Google Imagens.

Adoção "à brasileira" é aquela onde se registra a criança como sua filha biológica. Esta modalidade de “adoção” é crime previsto em lei. Se descoberta depois os responsáveis podem ser indiciados, responder a processo penal e podem ser presos.

Já a adoção consensual ou intuito personae é aquela onde a criança é entregue por sua família natural diretamente para aos interessados em adotá-la e estes, por sua vez, se dirigem a uma vara da infância para efetuar a adoção. Esta modalidade não é crime, mas já não é vista com bons olhos por muitos Juízes de comarcas brasileiras.

Alguns genitores alegam que desejavam entregar a criança para pessoas indicadas por conhecidos e que assim estariam mais tranqüilos em torno da segurança do filho e em menor culpa ao doá-lo para alguém de procedêcia conhecida. Mas outros fazem uma tentativa de chantagem com as pessoas que estão ansiosas por adotarem seu filho a qualquer custo, o que se torna um perigo que pode se transformar numa guerra perante o Juiz.

Como psicóloga, com larga experiência em VIJ (Vara da Infância e Juventude), não aconselho adoções consensuais por um motivo evidente: esta modalidade de adoção, de algum modo, pode influenciar a venda de crianças e isso, por sua vez, contribuiria para a volta de tráfico de órgãos.

Sou totalmente a favor do que chamam de “busca ativa”. Habilitados que fazem contatos com pessoas que sabem de crianças em poder do Judiciário, que muitas vezes estão esquecidas em abrigos, e comunicam ao Juiz desta possibilidade, mas ficar buscando crianças que serão ou estão sendo doadas por seus genitores é outra coisa.

Interessados em adotar, ao chegar com uma criança doada pelos genitores alguns juízes entregam esta criança para o primeiro da filha de sua comarca, ou a abrigam, após obviamente verificar a procedência da criança e o eventual interesse que sua família extensa de origem desejar obter a guarda do menor, como avós ou tios.

É previsto no ECA que é de direito da crianças permanecer em sua família de origem e quando esta possibilidade é esgotada é que se busca a adoção como medida de substituição plena desta.

Os juízes não vêem a adoção consensual com bons olhos porque não têm como saber o que de fato ocorreu no trâmite daquela doação. Eles hoje vêem assim por existir pessoas com todo o tipo de escrúpulo. Você pode ser alguém honesto, tentando ajudar, sentindo que encontrou teu filho tão esperado, mas a justiça não tem como saber ao certo se não houve a compra da criança e ele sabe que tem muitas outras pessoas devidamente habilitadas na fila de espera.

Sabemos que cada caso é muito especial, mas para tudo correr dentro da lei e as crianças não correrem nenhum tipo de risco é mais acertado e melhor os genitores entenderem que não é crime entregar o filho para a adoção e as pessoas interessadas em adotar devem esperar a criança através da VIJ, mesmo fazendo a “busca ativa”, assim as nossas crianças estarão bem mais seguras.

Reflitam, não é só você que busca um filho, são milhares de pessoas, e se todas buscarem fora da lei virará uma grande bagunça e as crianças estarão em risco, serão vendidas e irão para mãos de pessoas más que não terão o intuito de adotá-las e sim de fazerem mal. Parece muito egoísmo ficar pensando em satisfazer o próprio desejo de ter um bebê e passar por cima de tudo, esta pessoa não está pronta para educar e nem para amar. Se não consegue pensar na proteção das crianças órfãs porque pensará de modo maduro em seu filho? O amor começa no próximo desconhecido, em qualquer criança. Uma pessoa consciente disso está pronto para adotar um filho, é esta pessoa que nós técnicos da adoção procuramos. A lei é clara, se deve achar uma boa família para uma criança e não uma criança para uma família.

A outra variável é que muitas pessoas vão ter filhos com o intuito de vendê-los, pois verão como algo rentável. Pensem nas crianças que estarão em risco e em não somente satisfazer o teu desejo de ser pai e mãe. Nós sabemos nos proteger, as crianças não.

Entendo que buscando auxílio, trabalhado teu sentimento, tua ansiedade, no momento justo a assistente social te telefonará dizendo que tem uma criança especial para você conhecer.

Por Cintia Liana

Livro da Psicóloga Cintia Liana sobre o percurso de construção da família através da adoção e seus aspectos psicológicos
Para comprar ou visualizar:
http://www.agbook.com.br/book/43553--Filhos_da_Esperanca
(2ª Edição - 2012)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Palestra sobre Adoção na UCSAL

Foto: Cintia Liana com o professor Jorge e as alunas que convidaram-na

Dia 21 de maio de 2010 fui dar uma palestra sobre adoção para uma turma do primeiro semestre do curso de enfermagem da Universidade Católica de Salvador - UCSAL.
A platéia esteva muito interessada e envolvida com o tema. Três pessoas se colocaram e se declararam filhos adotivos. Uma delas, ao contar um pouco de sua história, teve a "dignidade" de chorar e comoveu toda a sala de aula, fazendo outras pessoas também se emocionarem.
Quero dizer a Lis, pessoa linda e educada que foi a responsável por me convidar, e a todas as outras fofas do grupo, que adorei estar lá com gente tão amorosa e delicada, inclusive por terem um excelente educador que é o professor Jorge de Teologia, que me recebeu com muito carinho e respeito.
Um abraço a todos vocês! Sucesso!

Foto: Cintia Liana falando para alunos do curso de enfermagem da UCSAL.

Foto: Cintia Liana com o professor Jorge e as alunas que convidaram-na

Foto: Cintia Liana falando para alunos do curso de enfermagem da UCSAL.


Por Cintia Liana

Livro da Psicóloga Cintia Liana sobre o percurso de construção da família através da adoção e seus aspectos psicológicos
Para comprar ou visualizar:
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(2ª Edição - 2012)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Influências do uso do Crack em Crianças

Imagem: Google


Olha que coisa mais legal o e-mail que recebi de uma nova mamãe!
Parabéns pela garra! Coragem, vontade e amor com o seu é para ser visto por todos.


"Os Estados Unidos há cerca de 18 ou 20 anos tinha um "alarme" a respeito de uma geração perdida, de "crack babies", que teriam retardo mental e seriam viciados e criminosos em potencial.

Existe uma carta pública de cientistas de renome dos Estados Unidos e Canadá, atualmente (quando os índices de criminalidade inclusive baixaram) pedindo que se pare de usar essa denominação "crack babies", que se mostrou estigmatizante e nada comprovada cientificamente.

As taxas de retardo mental entre filhos de usuárias de crack e o restante da população são os mesmos, e menores do que os filhos de usuárias de álcool e tabaco. Há alguns problemas que podem ter maior incidência nessas crianças e um modo específico de ninar e lidar nos primeiros meses, mas não se pode falar em determinismo algum, como eu nunca acreditei.

Assim, não vou cair nessa, e amanhã vou conhecer o meu filho."


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Não deixe que o medo, o preconceito e a falta de informação das outras pessoas interfira decisivamente em suas escolhas e defina a sua vida. Muitas vezes você pode ter muito mais coragem e vontade que ela.

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Para uma pesquisa mais aprofundada, o que há de mais relevante está nos links a seguir:

http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/04/15/AR2010041502434.html?wprss=rss_metro http://www.druglibrary.org/Schaffer/cocaine/crackbb2.htm
http://www.nytimes.com/2009/01/27/health/27coca.html?_r=1
http://encyclopedia.adoption.com/entry/drug-abuse/118/1.html
http://www.adoptionconnection.org/newsletter_drug_exposed.asp
http://www.welfareacademy.org/pubs/childwelfare/letsgive-0989.shtml
http://advocatesforpregnantwomen.org/articles/crackbabyltr.htm

Tratamentos atuais antidrogas para mulheres grávidas e que lenca
alguns riscos para os bebês:

http://www.doitnow.org/pages/177.html

[Pena que os bons links sobre o assunto são em inglês.]


Por Cintia Liana

sábado, 20 de março de 2010

ENAPA 2010

Foto: Google Imagens
"O ENAPA também representa uma conquista de espaço!"
Cintia Liana
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ENAPA 2010
Notícia: quarta-feira, 10 de março de 2010

Campo Grande sediará 15ª edição do Enapa

Nos dias 3, 4 e 5 de junho de 2010 Campo Grande será palco do maior encontro da América Latina sobre adoção. Na capital de Mato Grosso do Sul será realizada o XV Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (ENAPA).
Para se ter uma ideia do que isso representa, o Enapa é um evento que se consagrou na história da adoção no país, pois mostra diferentes visões e leva a reflexões sobre a causa da adoção principalmente nos dias atuais, quando o país vive o dilema da superlotação nos abrigos.
E os preparativos para tão grandioso evento estão a todo vapor. Esta semana, o Des. Joenildo de Sousa Chaves, presidente da Associação Brasileira de Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj), reuniu-se com as presidentes dos grupos de apoio à adoção de Campo Grande e de Coxim, com a juíza Maria Isabel de Matos Rocha e outros colaboradores para os detalhes finais do cronograma.
Estão confirmados como conferencistas Sávio Renato Bittencourt Soares Silva (promotor de Justiça do RJ), Luiz Carlos de Barros Figueiredo (desembargador TJPE), Luiz Schettini (psicólogo no PE), Suzana Sofia Moeller Schettini (psicóloga e diretora do Grupo de Estudo e Apoio à Adoção no Recife), Maria Bárbara Toledo (advogada e presidente da Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção ANGAAD) e Maria Luiza Assis Ghirardi (psicanalista).Os defensores do tema adoção devem ficar preparados, pois outros conferencistas de renome devem confirmar participação no Enapa, cujos temas serão relacionados à separação de irmãos pela adoção, adoção pronta, flexibilidade na fila da adoção, adoção tardia, adoção multirracial, adoção internacional, adoção por famílias homoafetivas e adoção de crianças indígenas.Entre os assuntos em debate nos três dias de encontro estão Direito à Convivência Familiar x Institucionalização Prolongada; Nova Lei da Adoção e os Cadastros Nacionais de Adoção e de Crianças em Regime de Acolhimento Institucional e Familiar; O Poder Público e a Rede de Atendimento dos Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes; Adoção Internacional e as Crianças do Haiti; Pedagogia da Adoção: Criando e Educando Filhos Adotivos; A Escola para um Novo Conceito de Família; O Papel dos Grupos de Apoio à Adoção e sua Relação com o Poder Judiciário.
Além das conferências, haverá mesas de debates, depoimentos de casais que adotaram, discussões e apresentações culturais. A expectativa da organização é que mais de mil pessoas se inscrevam para participar do Enapa em MS.
"Não tenho dúvidas que esta será a melhor edição deste evento em toda sua história. Estamos preparando algumas surpresas para os participantes. Será esta a melhor oportunidade para se discutir temas relacionados as nossas crianças. Estamos estabelecendo parcerias e uma das mais importantes até agora foi a do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS) que, consciente de seu papel social, está ao nosso lado nos preparativos do encontro", disse o Des. Joenildo.O XV Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (ENAPA) será realizado no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes, e sua realização é responsabilidade da Associação Brasileira dos Magistrados Brasileiros da Infância (Abraminj), do Grupo de Apoio à Adoção Manjedoura (GAAM), de Coxim, Grupo de Estudo e Apoio à Adoção Vida (GEEA-VIDA), de Campo Grande, com apoio do Tribunal de Justiça de MS e do Projeto Padrinho.
Fique informado - A adoção, como qualquer outro processo, sofre influências de paradigmas sociais construídos em torno de um ideal de modelo de família, baseado nos laços consangüíneos. As transformações e evoluções sociais, contudo, proporcionaram uma mudança de foco, indo da preocupação com a família à proteção e defesa do direito que crianças e adolescentes têm à convivência familiar.
Com essa mudança, surgiram diferentes movimentos, tanto na esfera governamental quanto na sociedade civil organizada, para discutir políticas e ações que assegurassem tal direito. Com o crescimento do número de Grupos de Apoio à Adoção criou-se uma rede espalhada pelo país, que estimulou a necessidade de trocar experiências, estreitar as relações entre os grupos e fortalecer as articulações em torno de um projeto comum na defesa do direito da criança e do adolescente de crescerem em uma família.
Por isso, em maio de 1996, realizou-se o 1º ENAPA na cidade de Rio Claro (SP). A partir do evento, o certame é realizado anualmente. Atualmente existem mais de 100 grupos de apoio no país. Em Mato Grosso do Sul são apenas dois grupos de apoio à adoção: o Grupo de Apoio à Adoção Manjedoura (GAAM), de Coxim, e o Grupo de Estudos e Apoio à Adoção Vida GEEA-VIDA, de Campo Grande.

Fonte: http://2vriji.blogspot.com/2010/03/enapa-2010.html
Por Cintia Liana

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Terapia Floral uma riqueza de legado

Este texto é de minha linda e maravilhosa mãe! É verdade, tenho o maior orgulho dela, por tudo! Por ter me dado a vida, por ser uma excelente mãe, por ser um ser humano lindo, singelo e ao mesmo tempo forte. Por ser exemplo de profissional, escolheu um excelente pai para mim, me deu um irmão maravilhoso, do qual também tenho muito orgulho, me deu um ótimo padrasto, é boa filha, irmã no melhor sentido da palavra e pessoa sensível, na qual me espelho.
É minha mãe biológica, mas não deixa de ser adotiva, pois todas as mães que desejam e acolhem seus filhos são também adotivas. Como diz Schettini, todos os filhos são biológicos e adotivos, biológicos por que é a única forma de vir ao mundo, e adotivos por que a única forma de se tornarem filhos é ser acolhido verdadeiramente pelos pais como tal, sejam eles de origem ou do coração.
Mãe, obrigada por tudo!
Foto: Google Imagens
*Por Walkíria de Andrade Reis Freitas

Até o momento, não existe explicação alguma sobre o modo de ação das essências florais capazes de satisfazer aos critérios científicos atuais. Têm sido oferecidas hipóteses baseadas na química molecular, na cibernética e na física para explicar outros sintomas sutis de cura. É possível que elas também se apliquem aos florais. Considerando-se a expansão extremamente rápida do conhecimento nesses campos, será uma questão de tempo poder também as mudanças de energia produzidas por tais métodos sutis serem medidas e demonstradas por processos científicos.

Em 1934, Dr. Bach, criador do método Floral, escreveu o seguinte em relação ao modo como operam as Essências Florais:
“A ação desses remédios consiste em elevar nossas vibrações e abrir nosso canal para a recepção do eu espiritual; em inundar nossa natureza com a virtude particular, e em expurgar de nós o erro que causa o mal.. Elas nos curam, não atacando a moléstia, mas inundando-nos o corpo com as formosas vibrações da nossa natureza superior, na presença das quais a moléstia se derrete, qual neve ao calor do sol.”

“Não haverá cura verdadeira se não houver mudança na aparência, paz de espírito, e felicidade interior.” A princípio, isso pode parecer improvável a muita gente, mas tornar-se-á perfeitamente claro se, se compreender e aceitar a premissa em que o médico, homeopata Eduard Bach baseou sua linha de pensamento – semelhante a Hipócrates, Hahnemann e Paracelso, grandes homens que tinham o mesmo espírito.

Como terapeuta floral, e com experiência de alguns anos atendendo em consultório, sinto-me a vontade para dizer o quanto é importante e maravilhoso sentir e perceber a grande mudança que ocorre em todos os aspectos do ser humano em tão pouco tempo dentro do trabalho de terapia floral. Falo importante, pela necessidade urgente da integração cada vez maior da energia dos florais em nossa vida como veículo em potencial de saúde mental e física. Pessoas com síndrome do pânico, sentimento de rejeição, inadequação, situações de perda em qualquer nível, traumas, magoas, intolerância, transição de fases que representam mudanças, em fim, o floral transforma a realidade interna do ser. Casais que se encontram em processo de adoção, por exemplo, estes geralmente, lidam com crianças na maioria das vezes com comportamentos atípicos e dificuldade de relacionamento que são naturalmente oriundos de sentimento de profunda solidão, angustia baixa auto-estima. No entanto, ainda existe muita resistência por parte das pessoas a esse tipo de terapia, na maioria das vezes a falta de conhecimento contribui bastante, noutras a preguiça de tentar um jeito mais saudável de viver, sem levar em consideração que, qualquer veículo que nos ajude no processo de autoconhecimento, facilitará a nossa passagem aqui na terra de forma mais amorosa e integrada a vida.

Atendi há pouco tempo, uma criança que se encontrava em processo de adoção por um casal de italianos. A menina de 6 anos carregava um profundo sentimento de carência afetiva, vazio interno, sentimento de separatividade, dissimulação, grande falta de energia da entrega e da confiança, principalmente em relação ao sexo feminino. Os florais administrados, em pouco tempo, não só acionaram e desbloquearam a energia que a princípio era a causa da dificuldade na relação filho-mãe, como também, despertou- a para qualidades como amorosidade, confiança e compreensão. Concluindo: A criança passou a conviver e relacionar-se principalmente com mais harmonia, com a mãe adotiva que a princípio, era a pessoa que mais rejeitava.

Acredito ser as essências florais um dos poucos meios que tornará a humanidade mais justa, solidária, humana, equilibrada, menos doente. Emocionalmente mais educada. Compreender que devemos e podemos administrar nossas emoções, reconhecer que somos os únicos responsáveis por tudo que nos acontece, torna-se necessário para que possamos ter mais saúde mental e conseqüentemente física.

O floral busca Integrar todos os níveis da existência humana: o corpo físico, o emocional e o mental, conseqüentemente trabalham os sentimentos, as emoções, os pensamentos e a vontade.

A ação do floral resulta num processo cumulativo poderoso. Através do profundo trabalho de expansão da consciência, atua na transformação e dissolução, tais como bloqueios energéticos e seus correspondentes sentimentos distorcidos que limitam a verdadeira expressão da essência, fonte de toda cura, sabedoria, criatividade e alegria.

As essências florais nos permitem responder a esses modernos desafios da alma. Elas nos ajudam a manter a nossa sensibilidade e nos trazem a força para trabalhar as adversidades do mundo.

Muita Paz!

Walkíria de Andrade Reis Freitas é Educadora, bacharel em Artes Plásticas pela UFBa, Terapeuta Floral a mais de 15 anos, credenciada pelo CRTH – Ba, especialista em Arteterapia pelo Instituto Junguiano da Bahia e Faculdade Baiana de Medicina.
Contato: walkiriaandrade@gmail.com

Referência:
SCHEFFER, Mechthild.Terapia floral do Dr. Bach: Teoria e prática. 12 ed.S.Paulo: Pensamento, 1997.
LAMBERT, Eduardo. Os estados afetivos e os remédios florais de Dr. Bach: um repertório completo para usar na terapia floral. 10 ed. São Paulo: Pensamento, 1997.
MUNDIM, Marcos de Oliveira e outros. Tratado de saúde Holística: Os florais de Bach na medicina da nova era. S. Paulo: Ground, 1994

Foto: Google Imagens

Por Cintia Liana