"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Uma verdadeira família

Foto: Bruno Poppe
Retirada, junto com o texto, do Facebook de Rodrigo Barbosa

Esses somos nós. Eu, meu marido Gilberto, e nosso filho, Paulo Henrique. Somos uma família. Conheci o Gil 13 anos atrás. Começamos a falar em adoção faz uns seis ou sete anos, e parte do que nos deixava em dúvida era o que nosso filho poderia enfrentar sendo filho de dois homens. 

Em determinado momento vimos que isso era besteira. Hoje são muitas as configurações de família. E não importa se você é criado pela mãe solteira, pelo tio, pela avó, por dois pais, duas mães, ou mesmo um casal homem-mulher, porque se tem amor, é família. 

Decidimos adotar. O PH estava num abrigo no interior de Minas e trouxemos ele para nossa família em novembro de 2014, quando ele estava completando cinco anos. Nosso moleque de cinco anos.

Hoje fui apresentado a um vídeo onde o deputado Jair Bolsonaro diz que jamais deixaria um filho dele de cinco anos brincar com um moleque de cinco anos adotado por um casal gay.
É um vídeo-compilação que mostra todo tipo de absurdo que ele vive falando por aí. E essa declaração, no meio das outras, chega a ser branda.
Bolsonaro invocou o torturador Bilhante Ustra na votação mais acompanhada pela TV dos últimos tempos. Nessa última semana, ganhou mais cento e tantos mil seguidores em sua página, chegando aos quase 3 milhões de seguidores. Eu tenho apenas 52 pessoas seguindo minha página, mas acho que esse cara não merece esse ibope todo. Aliás, nem eu.
A minha vontade, com toda a mágoa que tenho, é que ele seja varrido da vida política. Mas eu sou a favor da democracia. Em 2010 ele ficou na décima primeira colocação para Deputado Federal no RJ, mas em 2014 ele quadriplicou seu votos e foi o Deputado Federal mais votado no Rio, com 464 mil votos. Quanto mais polêmico, homofóbico, racista ele se torna, mais votos tem. Ele veste um personagem que agrada ao reacionário, mas esse show de horrores que vimos no domingo nos prova que precisamos de pessoas mais preparadas no governo.
Compartilhe se você deixaria seu filho brincar com o menino da foto. Ele é fofo, adora brincar e nem quer saber se o amiguinho é filho do Bolsonaro. 

Compartilhe se você não é do tipo que diria na cara de uma mulher que não a estupraria porque ela é feia. Melhor, compartilhe se você não é do tipo estuprador. 

Compartilhe se você não acha correto que ele leve plaquinhas escrito "queima rosca" para provocar um colega de trabalho.

Compartilhe para que um dos 464 mil eleitores dele mude de ideia nas próximas eleições e para que um dos seus amigos deixe de curtir a página dele.

Ser polêmico saiu de moda, gente. O bacana é ser do bem, ser justo, brigar pelo que acredita.
Foto: A foto é do craque Bruno Poppe, que nos fotografou para a Revista Piauí. Obrigado, Bruno. É uma das nossas fotos mais bonitas.
Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153472873971867&set=a.103242101866.107525.581586866&type=3&theater

Sem limitações! Dicionário altera definição de "família" para incluir gays


Por Felipe Souza
O termo “família” aparecerá redefinido na próxima edição do Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Segundo o jornal “O Globo”, a redefinição é parte de uma campanha da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio em conjunto com a Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas.
Para fazer a mudança, foi lançada uma campanha online pedindo sugestões do público. A partir delas, e com a ajuda de especialistas, será criada uma definição “sem preconceitos e limitações”. “O mundo é diverso, abrangente e dinâmico. A atual definição de ‘família’ é reducionista e anacrônica. O que desejamos é atualizar esta definição e contribuir para a reflexão sobre quais são os verdadeiros laços que unem as pessoas em forma de família”, defende André Lima, sócio da agência NBS, idealizadora da campanha #todasasfamílias.
Para os idealizadores, a campanha ainda serve como contraponto ao Estatuto da Família – aprovado em outubro do ano passado pela Câmara dos Deputados – que restringe juridicamente a entidade familiar à “união entre um homem e uma mulher, por meio do casamento ou de união estável”.
Fonte: http://pheeno.com.br/2016/04/sem-limitacoes-dicionario-altera-definicao-de-familia-para-incluir-gays/

quinta-feira, 3 de março de 2011

Pai adotivo reclama de preconceito em decisão

Foto: Google Imagens

Em 2010, foi concluído o processo de adoção de um garoto - natural do município de Antônio Dias (MG) -, requerido pelo professor de medicina da UFRJ Paulo Mourão, que convive há mais de 30 anos com um companheiro. O parecer favorável da juíza da comarca de Coronel Fabriciano reconhecia as capacidades legais e sociais do adotante para assumir a paternidade. Mas, alegando a ausência da presença materna, a magistrada decidiu manter o vínculo do menino com a mãe biológica.

A decisão implica em uma série de limitações jurídicas que impedem a plena liberdade e realização da família. Segundo Paulo Mourão, uma das dificuldades é a restrição a deslocamentos, como viagens ao exterior, e a maior dificuldade para a criação de um plano de previdência em que o garoto possa ser registrado como seu dependente. "Além disso, essa decisão gerou um problema de repercussão psicológica, criando uma desestabilização emocional nele e em mim", lamenta.

A justificativa divulgada no processo, redigido em quatro páginas pela juíza Beatriz dos Santos Vailante, reconhece que o menor está perfeitamente adaptado ao convívio do requerente e do seu companheiro. Mas, "a meu sentir, ainda que viva bem com seus requerentes e familiares, necessário se faz manter o vínculo jurídico com a mãe biológica", relata a magistrada citada por Paulo Mourão.

Após três anos de avaliação, desde quando o processo começou, em 2007, o professor afirma que já recorreu, no ano passado, à segunda instância para que o caso seja julgado novamente e a primeira decisão judicial seja revista.

"Se a lei permite que eu possa adotar como homem solteiro, e a juíza diz que, no seu sentir, o caso não atende às necessidades do menor, o 'sentir', na minha opinião, é uma expressão de preconceito", lamenta Paulo Mourão, que entrou com o pedido de adoção por meio da lei do Estatuto da Criança e do Adolescente, que fornece o direito à adoção a homens e mulheres solteiros, independentemente da orientação sexual. "E nunca omitimos que éramos um casal. Fizemos o procedimento como nos foi orientado pelo serviço social da comarca do Rio de Janeiro", complementa.

Parecer "interessa à sociedade"

Paulo Mourão analisa a decisão judicial, por meio do parecer da juíza da comarca de Coronel Fabriciano, como um exemplo de discriminação contra a adoção realizada por homens solteiros ou declaradamente gays.

De acordo com ele, este não é um caso pessoal, que afeta apenas os gays. "Interessa à sociedade, uma vez que o sistema legal emperra os processos, enquanto várias crianças permanecem sem um abrigo no país".

Fonte: IBDFAM


Postado Por Cintia Liana