"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Bebê é encontrado no lixo em Praia Grande (SP)

Quarta-feira, 20/04/2011

Bebê de 10 dias é deixado em caçamba de lixo na Praia Grande, SP
SÃO PAULO - Um bebê de apenas 10 dias foi achado em uma sacola plástica, dentro de uma caçamba de lixo na Praia Grande, litoral paulista. A criança foi achada por acaso na caçamba, instalada na frente de uma escola, por um catador de lixo. O homem pediu ajuda na escola para socorrer o bebê, que passa bem e foi encaminhado a um hospital do município. A polícia tenta identificar a mãe da criança.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Madonna e Mercy

Foto: Google Imagens. Madonna e sua filha Mercy.

RIO - Madonna está enfrentando uma ação judicial aberta pela família de Mercy James, sua filha adotiva. Os parentes biológicos da menina, adotada no Malauí, alegam que a cantora não cumpriu a promessa de mantê-los regularmente em contato com a filha. Madonna adotou Mercy James em 2009, depois que a mãe da menina, de 14 anos, morreu dias após dar à luz.

A família de Mercy afirma que não viu a criança desde a adoção, apesar das promessas da popstar, e busca a reaproximação com a menina através da Justiça. "A família de Mercy me encontrou várias vezes durante o ano passado e eles estão bastante chateados. Eles têm uma lembrança forte de ouvirem que eles poderiam ver Mercy e manter contato regular com ela - e que, quando ela for adulta, voltaria a viver com eles no Malauí", explicou Emmie Chanika, diretor do Comitê de Libertação Civil do país.

"Parece que houve um acordo verbal entre a família e os representantes de Madonna. Já consultei um advogado em nome da família. Obviamente poderão haver problemas pois não há acordo escrito, mas o advogado está cuidando disso", explicou Chanika. "Estou preparando uma carta ao advogado de Madonna, Alan Chinula, para intervir a favor da família e a pedir para que Madonna deixe Mercy encontrar seus parentes biológicos. Nenhum de nós deseja um confronto judicial embaraçoso e caro, que poderia humilhar ou aborrecer Madonna. A melhor saída seria um acordo para deixar Mercy encontrar os seus regularmente", finalizou. As informações são do site Contact Music.


***
Você adotaria seu filho pensando em "devolvê-lo" quando ele se tornasse adulto? Sinceramente, muito estranho... Um acordo de vida entre Madonna e a família de origem onde a pessoa mais importante não foi consultada, a criança.

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Então veio a explicação. Uma mãe me escreveu:

Oi, Cintia.

Eu não li a reportagem completa, mas me lembrei que na época da adoçao, foi comentado que a menina vivia há muito tempo no abrigo e NUNCA ninguém da família foi visitar. Ela estava abandonada pela família.

Quando a familia foi contactada a respeito da adoção, concordaram, mas quando souberam quem ia adotar começaram a fazer como se realmente se importassem com a menina.
Eu duvido que a Madonna tenha prometido este tipo de contato e realmente não acredito que uma pessoa por ser muito famosa, faça as coisas, obrigatoriamente, "à margem da lei". Acredito que a familia biológica esteja querendo ganhar vantagens em cima da Madonna.

Bjs.

Postado Por Cintia Liana

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quase metade dos adultos que querem adotar faz questão de escolher cor da criança

Foto: Google Imagens

Publicada em 24/01/2011 às 16h14m
Por Carolina Brígido
BRASÍLIA - O cadastro de adoções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela uma realidade cruel: 37,25% dos candidatos a pais - 11.316 do total de 30.378 - só aceitam receber em seus lares crianças brancas. Ou seja, se houver uma criança disponível, mas com outra cor de pele, a adoção não será considerada por esses adultos. De acordo com os números do cadastro, a raça ainda é um fator essencial na hora de uma família escolher uma criança. Dos adultos inscritos, 14.259, ou 46,94%, fazem questão de escolher a cor da pele do futuro filho.

Além das exigências caucasianas, 5,81% (1.764) só aceitam uma criança de pele parda; 1,91% (579) só aceita uma criança negra; 1% (304) só aceita uma criança amarela; e 0,97% (296), uma criança indígena.

O perfil de quem aguarda um lar não é condizente com as exigências. No cadastro, a maioria das crianças e adolescentes é parda - 50,57%, ou 4.020 de um total de 7.949. Estão disponíveis 2.411 crianças brancas, ou 30,33% do total. Também aguardam uma família 1.441 (18,13%) crianças negras, 41 (0,52%) amarelas e 36 (0,45%) indígenas.

A juíza Andréa Pachá, titular da 1ª Vara de Família de Petrópolis (RJ), alerta para o perigo de se ver a adoção como um processo biológico, e não de acolhimento.

- É um dado estarrecedor. Ainda é forte a fantasia de que a adoção deve obedecer aos critérios da família biológica. Família é muito mais um núcleo de afeto do que herança biológica. Criança é criança, não tem cor. O discurso que se tem é o de que a criança não pode se sentir diferente. Mas isso é uma forma de racismo - analisa.

A tese faz sentido. No cadastro, metade dos pretendentes à adoção da Região Sul só querem uma criança se ela for branca. Para a magistrada, que lida com esse tipo de situação diariamente, o cenário melhorou nos últimos anos.

- Isso era pior antes. Hoje é mais fácil por uma criança de outra raça em uma família substituta. Temos encontrados casais que queriam uma menina loira de olhos azuis e, depois de visitar um abrigo, mudam de ideia. Esse perfil de menina loira de olhos azuis não é o que temos nos abrigos - diz.

Há ainda outras dissonâncias entre o perfil desejado pelos pais e as crianças disponíveis para a adoção, como a idade, os eventuais problemas de saúde e o fato de haver irmãos (nesses casos, não é recomendada a separação deles). Essas exigências têm impedido milhares de adoções no país. São 30.378 adultos cadastrados e 7.949 crianças aguardando a adoção. Ou seja: há 3,8 candidatos a pais por menor abandonado. Ainda assim, desde a criação do cadastro, em abril de 2008, o mecanismo proporcionou apenas 267 adoções.

A idade também é determinante na hora de escolher um filho. Os candidatos à adoção preferem crianças mais novas. Apenas 6,78%, ou 2.058, aceitam crianças com idade entre 6 e 10 anos. Outros 228 (0,76%) aceitam adotar um menor de 11 a 17 anos. No cadastro, há 2.006 crianças, ou 25,2% do total, com idade de 6 a 10 anos. Há também outras 3.855 crianças e adolescentes, ou 48,5%, com idade entre 11 e 17 anos.

Entre os pretendentes a pais, 5.342, ou 17,59%, aceitam adotar irmãos. Existem no cadastro 1.531, ou 19,26%, crianças com irmãos. Boa parte das crianças disponíveis - 1.411, ou 17,75% - têm problemas de saúde. O cadastro não tem informação de quantos adultos aceitam adotar uma criança doente.

Jornal O Globo


Postado Por Cintia Liana