"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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domingo, 4 de setembro de 2011

Projeto em Gangú

A psicóloga Cintia Liana vistando Gangú.
Foto de Pedro Oliveira

Entidade italiana precisa de assistente social, psicóloga ou enfermeira para trabalho semi-voluntário por alguns meses, 1 ou 2 vezes por semana no vilarejo de Gangú, perto de Acajutiba-BA.

O trabalho é com crianças muito carentes, algumas necessitam de intervenção médico-cirúrgica. A profissional terá que trabalhar para colocar de pé um projeto sanitário para as crianças, acompanhá-las e discutir seu futuro com o Município.

Essas crianças são mantidas por uma equipe de voluntários liderado por duas mulheres, uma delas uma freira de origem italiana.

Interessados devam contatar a psicóloga Cintia Liana (cintialrdesilva@yahoo.com), que atua na Itália e é coordenadora das atividades da entidade Senza Frontiere voltadas para o Brasil.

Por Cintia Liana

terça-feira, 31 de maio de 2011

Em Manhuaçu, idosa de 80 anos que cuida de crianças abandonadas precisa de ajuda

Elena Kalis
26 de maio de 2011

Dona Rubenita Lourenço é uma idosa de oitenta anos de idade que não deixa de lutar pela sobrevivência e melhores condições de moradia para dezessete crianças que ela cuida por adoção. A idosa é casada com o Sr. Jocermindo Paulindo, oitenta e três anos de idade, ambos lavradores aposentados e residem no córrego Santa Rosa zona rural a aproximadamente 20 km da cidade de Manhuaçu – MG.

O casal conta que deixou uma vida muito dura no Ceará, onde residiam, e enfrentou um pau de arara numa exaustiva viagem de vários dias até chegar a Minas Gerais. Dona Rubenita, disse: “E assim reiniciamos nossa vida com muito sofrimento. Um dia, quando levantei bem cedo, encontrei uma criança recém-nascida na porta de minha simples casa, ela estava morrendo de frio, logo percebi que havia sido abandonada, coloquei para dentro de casa e fui cuidando dela, logo foram aparecendo outras crianças dadas pelas próprias mães. Assim foram crescendo o número de crianças, eu e meu marido, com a penas nossa aposentadoria, fomos cuidando delas. A nossa situação não era nada fácil, mas Deus ia nos dando forças, já passaram por minhas mão, mais de cinquenta crianças, muitas já apanharam maior idade, e se foram. Graças a Deus, pude dar um pouco e estudo para todas, e continuo”. Conclui Dona Rubenita.

A idosa, disse também que sempre contou com o apoio das pessoas que visitam as crianças.

Hoje, com a idade já avançada juntamente ao esposo, Dona Rubenita cuida de dezessete crianças, e disse ser a terceira geração de filhos adotivos. Estão lhe faltando alimentação e produtos de limpeza, e o seu maior sonho de construir uma casa para os filhos adotivos ainda não foi realizado. Constatamos que o local onde reside, por ser uma construção muito antiga, a numerosa família corre um sério risco de tudo desabar a qualquer momento.

Portanto, a antiga casa terá que ser derrubada. Para ajudar Dona Rubenita a realizar o seu sonho e das crianças, entre em contato com o Programa Mão Amiga da TV Catuaí – Manhuaçu – MG. teo@programamaoamiga.com.br, Telefones: (33)3331-7793 / (33) 9965-1215.



Por Teógenes Nazaré – TV Catuaí – Manhuaçu - MG


Postado Por Cintia Liana

domingo, 10 de outubro de 2010

GAFI - Grupo de Apoio à Família e à Infância

Fotos: Cintia Liana. Todas autorizadas pelos dirigentes da GAFI.
Neste blog não existem fotos de crianças para adoção.

Foto: Cintia Liana com crianças da GAFI e Associação "Um mundo melhor"

Foto: ambulatório fechado por falta de profisionais

Foto: Irmã Ricarda com algumas crianças beneficiadas

Foto: Crianças maiores almoçando

Foto: Irmã Ricarda, professora e crianças fazendo a oração da tarde


O GAFI, Grupo de Apoio à Família e à Infância, fica no Povoado de Gangú em Acajutiba-BA.

A pedido da entidade italiana para a qual eu trabalho fui conhecer e visitar a Irmã italiana Ricarda.

Esta senhora com mais uma equipe de 7 pessoas muito generosas alimentam e educam mais de 200 crianças entre 2 e 12 anos de idade, ajudam às suas respectivas famílias carentes e dedicam suas vidas a fazer o bem.

Contam com uma horta criada por eles, onde tiram algumas hostaliças para a alimentação das crianças; uma casa de farinha, para consumo da comunidade e alguma venda para pessoas da região; um centro comunitário, para espetáculos das crianças; uma pequena igreja, onde organizam encontros e um ambulatório montado, mas sem profissionais.

A associação passa por dificuldades financeiras, pois recebe uma ajuda da prefeitura que não é suficiente, conta com algumas poucas doações de amigos italianos e nada recebem do Governo Federal ou Estadual.

Eu estive lá e constatei o sério trabalho desenvolvido e o impenho de amor que eles têm pelo próximo.

Para ajudar, entre em contato através do e-mail: ufm_gafi@hotmail.com (Anunciata ou Elisângela).


Por Cintia Liana

Livro da Psicóloga Cintia Liana sobre o percurso de construção da família através da adoção e seus aspectos psicológicos
Para comprar ou visualizar:
http://www.agbook.com.br/book/43553--Filhos_da_Esperanca
(2ª Edição - 2012)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Comece pelo Mundo

Foto: Google Imagens

Texto postado em 1º de abril de 2010 em meu outro blog: http://finapresenca.blogspot.com/

Estive pensando ontem que essa frase feita, "para mudar a sociedade devemos começar mudando o nosso próprio comportamento", é muito medíocre.

Essa é uma frase bem "batidinha", que é falada ou que deve ser falada somente por pessoas bem ignorantes, de um nível bem baixo, incluindo os de classe econômica alta, pois baixo nível está na alma. Deve ser falada por ou para pessoas que jogam lixo na rua, fazem fofoca, difamam e caluniam os outros, falam alto, tratam mal pessoas que consideram inferiores, desperdiçam água, não enxergam o próximo, dizem ao filho que ele tem que ser "esperto" e outras tantas bem feias.

Falo que é uma frase medíocre diante de pessoas que estão em outro nível, no de estar mais atento ás necessidades do planeta, que é sensível à situlidade e que reconhece a futilidade.

Para quem está neste outro nível, quer mudar a sociedade? Por que não começar por ela? Faça um trabalho social, se doe a quem tem menos, a quem precisa! Faça um trabalho sem receber dinheiro em troca, faça só por algum ideal! Se é que tem algum. Talvez se mude pessoalmente bem mais rápido. Porque a consciência também pode chegar desta forma, quando nos sentimos tocados pelas necessidades dos outros, quando nos dispomos a somar.

Por mais que sejemos corretíssimos sempre há uma ficha por cair, sempre teremos algo a melhorar, então nunca chegaremos a ajudar o outro se ficarmos somente em nós.

Eu diria, comece por você, mas não pare em você! Chega de alimentar seu próprio umbigo. Se envolva com o mundo.

Sei que tem gente tão errado, que só em se auto ajustar já estaria ajudando a gente demais. Mas, geralmente, esse discurso de que você deve primeiro mudar seu comportamento me remete a preguiça e desinteresse em olhar o próximo, em auxiliar um necessitado.

Normalmente é algum burguês desassumido e ignorante que fala isso, porque nem quer mudar sua mentalidade, denunciar injustiças e muito menos fazer nada por ninguém, ou melhor, quem mesmo? Ele não vê ninguém que não esteja em seu próprio mundo, ele só deseja que o denunciante cale a boca para que a potente voz não corra o risco de fazer desmoronar seu castelinho de ilusões, de sorrisos, falsidade, mentira e dinheiro.

Quando se diz “comece mudando o seu comportamento”, parece que seu processo vai demorar tanto que quando você terminar já será velho demais para fazer algo pelos outros. Isso em meu dicionário se chama egoísmo, porque o estágio seguinte é tão importante quanto esse primeiro e pode ser visto até como o principal, pois dividindo podemos sair do nosso pequeno planeta chamado “individualismo” e enxergar uma necessidade em crescer e se ganhar uma força motriz capaz de transforma toda uma existência.

O tempo não pode esperar, se você para se torna alienado e o mundo passa por cima, consequentemente você fica lá, perdido, em alguma esquina da terra do nunca, nunca vai fazer nada por ninguém e nunca será lembrado.

By Cintia Liana

Foto: Google Imagens

E por falar em Comece pelo Mundo... Que tal começar a falar de adoção por aí? Talvez consigamos ver mais famílias felizes e mais crianças saindo dos abrigos. Para essas crianças ao invés de se perguntarem "será que terei futuro", conseguir se perguntar "o que farei deste futuro".

Por Cintia Liana

Mutirão de Cirurgia Pediátrica em Salvador-BA

Foto: Luiz Tito (Jornal A tarde)

A CIPE/Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica todos os anos, a nível nacional, realiza um mutirão de Cirurgia Pediátrica. Aqui em Salvador, a CIPE - BA, assume a direção do mutirão. Este ano o mutirão será realizado dia 22 de agosto.

Já estão confirmados para participar: o Hospital da Criança de Irmã Dulce, o Hospital Martagão Gesteira e o HUPES (Hospital das Clínicas) da UFBA.

Gostaria de convidá-los como parceiros e contar com a colaboração de vocês para divulgação, pois realmente trata-se de um evento de utilidade pública.

Muitas crianças que estão na fila aguardando cirurgias de hernias, hidroceles, fimose e outras cirurgias de pequeno e médio porte terão a oportunidade de serem operadas.

Os pacientes interessados deverão procurar os ambulatórios de Cirurgia Pediátrica:

Hospital de Irmã Dulce:
Segundas - pela manhã
Terças - tarde
Quartas - manhã e tarde
Quintas - manhã
Sextas - manhã

Hospital das Clinicas (HUPES):
Quintas às 13 hs

Hospital Martagão Gesteira:
Pelas manhãs de segunda a sexta

Atenciosamente e muito obrigada,
Maria do Socorro Mendonça de Campos
Presidente da CIPE-BA/Associação Bahiana de Cirurgia Pediátrica

Contato 71 9961-4120
camposmsm@gmail.com
Skype: mendoncadecampos


Por Cintia Liana

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Quando Desconectados

Este texto é de uma pessoa muito querida, que se tornou uma amiga especial. Aos poucos fomos nos aproximando mais, compartilhando idéias, palavras e sentimentos sobre a vida. Muita honra para mim, pois é uma pessoa com muito mais experiência de vida que eu.
Roza, com z, tem uma vida construída em cima de trabalho, respeito e amor por todos que a cercam. Ela é mulher, mãe da uma bonita família, "quase vovó", ser humano sensível, encantador e iluminado.
Obrigada Roza, por fazer parte de minha vida e por me agraciar com seus e-mails, poemas e o carinho involuntário de sempre.
Cintia Liana

Foto: Google Imagens

Quando desconectados


Por Antonia Roza


A vida com seus altos e baixos, com as obrigações familiares, sociais, ocupacionais, assistenciais, vai deixando em nós marcas e, pior que isso, vai nos roubando a energia, o vigor, a coragem, vai tolhendo nossos movimentos e nos leva, finalmente, a desejar um lugar onde possamos enfiar a cabeça, isolando-nos do mundo, de tudo e de todos, para que possamos sentir um pouco de paz.
Chega um momento em que, para não piorarmos a situação, vamos nos calando, calando, sem querer preocupar ou incomodar ninguém e vamos sufocando nossa voz, tolhendo nossos movimentos, ficando inferiorizados, esquecendo de que somos estudiosos, inteligentes, dedicados e muito capazes para enfrentar grandes desafios. Ficamos minúsculos diante de situações e de seres que longe estão de atingir nosso nível de discernimento e de desenvolvimento e, em assim nos sentindo, perdemos totalmente a alegria da vida.
Isso só ocorre com as pessoas comprometidas com a família, com os amigos, com as responsabilidades.
Nesse emaranhado em que nos encontramos, ficamos desconectados do nosso “Eu Superior”, esquecemos de nossas crenças e de que, em momento algum, Deus não nos abandona.
Quando pensamos que estamos sofrendo escondidos , sozinhos, ele sussura ao ouvido de alguém e, este alguém passa a se preocupar conosco, independentemente de falarmos qualquer coisa. Aceite a orientação dessa pessoa que procura lhe ajudar.
Certamente ela lhe recomendará ir ao médico, a um psicólogo ou a um outro profissional habilitado.
Não seja resistente , não aumente o seu sofrimento. Seja dócil e humilde o bastante para se deixar conduzir. Tem momentos na vida em que temos que nos entregar aos cuidados de quem nos ama, de quem quer nos ajudar. O nosso Pai quer que nos deixemos carregar quando o peso do nosso fardo estiver demais para nós sozinhos.

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Roza, você é linda!
Por Cintia Liana