"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

sábado, 31 de dezembro de 2011

"Vinte coisas que filhos adotados gostariam que seus pais adotivos soubessem"

Mandy Lynne

Extraído do livro “Vinte coisas que FILHOS ADOTADOS gostariam que seus PAIS ADOTIVOS soubessem”, de Sherrie Eldridge.

“Sofri uma perda profunda antes de ser adotado. Você não é responsável”.

“Preciso que me ensinem que tenho necessidades especiais decorrentes da perda da adoção, das quais não tenho por que me envergonhar”.

“Se não lamentar minhas perdas, minha capacidade de receber amor de você e dos outros ficará comprometida”.

“Meu pesar mal resolvido pode vir a tona como raiva de você”.

“Preciso de ajuda para lamentar minha perda. Ensine-me a entrar em contato com meus sentimentos a respeito da minha adoção e então valide-os (respeite-os, faça-os valer)”.

“O simples fato de não falar sobre minha família biológica não quer dizer que eu não pense nela”.

“Eu quero que você tome a iniciativa de conversar sobre minha família biológica”.

“Preciso saber a verdade sobre minha concepção, nascimento e historia familiar, não importa quão dolorosos possam ser os detalhes”.

“Acho que minha mãe biológica não me quis por que eu era um bebê ruim. Preciso que você me ajude a jogar fora essa vergonha tóxica”.

“Tenho medo que você me abandone”.

“Posso parecer mais íntegro do que sou na verdade. Preciso que você me ajude as revelar as partes de mim que mantenho escondidas para que eu possa integrar todos os elementos da minha identidade”.

“Preciso adquirir uma sensação de poder pessoal”.

“Por favor, não diga que eu pareço ou ajo igual a você. Preciso que você reconheça e valorize nossas diferenças”.

“Deixe-me ser eu mesmo... Mas não permita que me afaste de você”.

“Por favor, respeite minha privacidade em relação a minha adoção. Não conte as demais pessoas sem o meu consentimento”.

“Aniversários podem ser difíceis para mim”.

“Não poder conhecer todo o meu histórico medico pode ser uma fonte de tensão”.

“Tenho medo de ser difícil demais de lidar”.

“Quando eu expressar meus medos de maneira antipática, por favor fique do meu lado e reaja com sabedoria”.

“Mesmo que decida procurar minha família biológica, sempre vou querer que vocês sejam meus pais”.
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“Um dos motivos pelos quais as crianças não falam sobre a condição de adotada e que a dor que acompanha a perda é difusa, sutil e difícil de colocar em palavras” (Eldridge, 2004).

Algumas particularidades acompanham crianças adotadas e essas particularidades devem ser respeitadas e trabalhadas com a criança, para que não só a criança, mas a relação entre ela e os pais adotivos se fortaleça e cresça saudável.

Não deixe que seus medos influenciem no direito que a criança tem de saber sobre sua origem e sobre o vínculo que tem com sua família adotiva. Para você pode ser difícil aceitar que a criança não tem vínculo biológico com tua família, mas isso não significa que para a criança isso também será difícil ou negativo. Se prepare, mude seus valores, trabalhe seus medos e preconceitos e fortaleça seu filho no intuito de perceber o quanto a relação de vocês é importante e valiosa. E lembre-se, não trate seu filho como “coitadinho”, o que ele precisa é de respeito.

26 de julho de 2006

Por Cintia Liana Reis de Silva


6 comentários:

O mundo da Dani disse...

barbaroooooooooooo
texto fantastico

Nahyna disse...

Boa noite, tudo isso e verdade.
Sou adotada, e desde que me conheço por gente lembro da minha mãe contando sobre minha adoção. E ela sempre me fala que quando pequena dizia que nunca queria conhecer minha mae biológica, porque ela era minha verdadeira mae e isto bastava. Mas agora com 29 anos sinto a necessidade de ver, apenas ver sem ter contato com a mae biológica, claro que cada um possue uma reação, ao ver posso mudar de opniao e querer ao menos perguntar se algum dia sentiu que cometeu um erro. Mas nao adianta dizer que ser adotado nao afeta um adulto mais tarde. Afeta sim mas nos nao assumimos isto. Eu só dei o braço a torce agora, porque sinto que falta uma palavra na minha vida perdão.
nahyna@gmail.com

monica MICHALIDES disse...

As vezes pesso em adotar,mais o meu medo e me dedicar a uma pessoa amar esta pessoas e depois ver esta pessoa que eu dediquei minha vida amar ou querer envolver com uma pessoa que nuca o quis ,porque nao tem motivo para uma mãe deixar o teu filho, queria muito adotar mais acho que compensa eu dedicar meu tempo a min ou a um animal que sei que sempre me amara....:( posso estar errada mais esta e minha opinião ..

Paulinha disse...

sou adotada e conheci minha familia biologica aos 32 anos... antes nao tuvesse conhecido... nao por nada mas pq nao me identifiquei com eles, e o texto acima para mim eh uma bibagem sem fim, nunca senti nada disto.

Getulio de Moura Moura disse...

Nunca pensei que fosse passar por isso. Hoje estou tendo uma grande dificuldade, de relacionamento com o meu filho. Não estava preparado para isso com essa pouca leitura vejo o quanto está difícil para ele.

Getulio de Moura Moura disse...

O meu email para contato: getpaulamoura61 @gmail.com.br