"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

domingo, 15 de novembro de 2015

O silêncio dos inocentes

Jornal O Globo
Por Sávio Bittencourt
São milhares. Não gritam. Não fazem rebelião. Não fecham ruas em protesto. Não incendeiam ônibus. Não põem fogo em colchão. Não cometeram crimes. Ao contrário, são vítimas do abandono, de descaso, do desamor. Mas, apesar disso, estão sendo criadas em cativeiros mal disfarçados, escondidos de todos, varridos para debaixo do tapete. Quando acordam de um pesadelo, de madrugada, não têm a quem abraçar, um peito amigo para refúgio seguro. E são crianças. Somente crianças.
A institucionalização de crianças e adolescentes no Brasil é uma prática desumana e ilegal. A própria Constituição da República, no seu art. 227, garante o direito à convivência familiar e comunitária e atribui ao Estado, à sociedade e à família o dever de garantir este e outros direitos fundamentais. Contudo, apesar da clareza do texto constitucional e da abundância de estudos na área da psicologia que mostram os enormes malefícios causados pela inexistência de uma vida familiar para a criança, ainda se admite que ela entre em tenra idade numa instituição e lá permaneça anos a fio. Por quê?
Há quem atribua o abandono exclusivamente à questão da pobreza. E aqui estamos diante da primeira incompreensão do fenômeno. Dos milhões de brasileiros que vivem na pobreza a quantidade de pais que abandonam efetivamente seus filhos em instituições é muito pequena, ínfima, se comparada com os que, diante das maiores dificuldades e vencendo grandes desafios, mantém seus filhos consigo e com eles convivem amorosamente. Nos casos de abrigamento a pobreza quase nunca é apontada com causa única, sendo sempre o pano de fundo para a violência e a negligência covardemente praticadas contra a criança.
O problema maior, causador da institucionalização e da demora exagerada da solução para a situação absurda de abandono da criança, tem nome: demagogia. Consagrou-se para as famílias biológicas o direito de institucionalizar a criança, mesmo que isso represente, a toda evidência, um prejuízo descomunal para aquela que deveria ser a mais protegida das criaturas. Inverteu-se o mandamento da Constituição: a família deposita a criança na instituição, como se coisa fosse, começam os esforços para a reintegração familiar, a inserção de adultos em tratamentos muitas vezes de improvável sucesso, e a criança fica anos esperando. Sem direito a um olhar especial, de pessoa que ama, que cuida, que se importa.

A proposta que se faz aos Promotores de Justiça e Juízes de Direito, é que a criança seja emancipada de sua situação de objeto, para ser realmente tratada como o principal sujeito de direitos das relações que vivencia. Quando uma criança é institucionalizada só pode haver duas soluções: ou volta para a família de origem em curto prazo ou é colocada em família substituta, devidamente preparada para amá-la concretamente. Preferencialmente através da adoção, que dará a ela todas as garantias da filiação, segura, igualitária e para sempre. Existe coragem para isso? Há que se ter.
Por Sávio Bittencourt
Publicado no Jornal O Globo

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Texto de Vanessa da Mata sobre a maternidade, filhos e adoção

Foto: Página Facebook de Vanessa da Mata

Por Vanessa da Mata

A vida muda a cada momento! Quase seis anos atrás, depois de não desejar filho da barriga, resolvi exercer a adoção, desejada desde a infância! Mas isso não aconteceu assim, rapidamente! Eu estava pensando em morar fora, Nova York, Canadá, para aprimorar as "aulinhas de inglês”! Estava me separando e resolvendo seguir fase nova na vida. Aí em uma visita a um abrigo, levei brinquedos e cobertores, "saí com três crianças” hahahaha ...

Não foi tão fácil assim! Os trâmites de adoção são dificílimos, os pais adotivos e as crianças sofrem com a burocracia e demora e as crianças que muitas vezes chegam bebês, crescem lá dentro, sendo preteridas na adoção por outras menores. Mas NY, como era abstrata e podia ser adiada, ficou pra depois, enquanto as crianças não tinham mais tempo para esperar nem perder. Era uma adoção tardia. "Adoçao tardia" é aquela que acontece com crianças já crescidas! Crianças que têm experiências difíceis, porém um desejo enorme por uma família. Com todas as dificuldades que tiveram e têm, sabem o que é não ter. Então eu, meu ex-marido, quase separados, nos jogamos e assumimos pais com força na responsabilidade que é educar direito os três filhos e com muito amor.

Acabo de ser "apertada, amassada" por um dos filhos: "Minha mamãe é muito fofa meu Deusss"! Isso sim, "não tem preço" oh cartão de crédito! ahaha tão lindo!

Infelizmente há crianças crescendo dentro dos abrigos, sem amor e sem cuidado necessário para pequenos seres que foram deixados por tantos motivos doloridos. Crianças nos "abrigos", são muito negligenciadas! Claro que não são todos, mas sofrem muito! Em muitos "abrigos”, as crianças são torturadas, mas não podem ter amor! Os "ajudantes" são proibidos de se envolver afetivamente, para não ter apego, caso elas sejam devolvidas as suas famílias de origem ou adotadas! Ficam à mercê da televisão ligada o dia inteiro, funcionários brutos, sem preparo algum, duros, sem cursos preparatórios, tratamentos psicológicos, sem nem o mínimo que seria ter funcionários gostassem de crianças, sem uma mínima sensibilidade para com eles. Não podem exercer o afeto, mas o desafeto... É visível! Ainda bem que existem abrigos aonde há uma educação religiosa, não fundamentalista. Aquelas que ensinam o amor, amar a si e ao próximo, não o ego do ser o único a entrar no reino de Deus! O amor divino, acho que é um alicerce, dá estrutura, é uma companhia que não falha ao acessar e se conectar. 

Ainda temos que melhorar tanta coisa neste mundo, que não há tempo para descansar e nem para negligenciar, ficar quieto diante de tantos fardos e dores implantadas pela ignorância e descaso!
Fiz o disco “Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias”, quando eles chegaram ainda no início no período de feitura no estúdio. De repente eu tinha trigêmeos. Vieram com cinco anos, seis e oito e meio e muita expectativa, medo, cheios de curiosidade e disposição para amar! Chegaram coincidentemente, ou nem tanto assim, no Dia das Mães, vejam vocês!!! A farra da família grande e nova, inclusive com vários tios adotivos, minha avó teve vinte adotivos e sete da barriga ao longo da vida, primos novos chegando, a calçada na casa de Mato Grosso no interior, sendo montada pelas crianças todas da família em um grande mosaico!

A música “Meu Aniversário", onde falo deles no final e dessa turminha da família, tudo se descobrindo como se o mundo não tivesse existido. 

Eu chorava o tempo todo! Me descobri mãe e as histórias se formando e tudo se transformando na minha frente, me fizeram ver os meus pais, minha avó que foi um ser de luz, um anjo, e a minha vida mudava por inteiro. Em uma semana eles já sorriam! Em duas, me chamavam de "minha mamãe" com um orgulho que doía, em duas e meias eles dormiam como se nunca pudessem podido, em um ano, o mais velho lia. Cada conquista uma celebração! O amor é um milagre, digno de mudar tudo, e todos que queiram e se deixam. Eu, mais do que nunca, acredito nisso!

Enquanto nenhum filho dos outros queria beijar os pais na porta da escola, pois estavam crescidos, os nossos faziam muito gosto, matavam de inveja os outros pais que nos olhavam derretidos: "Que delícia a minha mamãe e o meu papai!!!”. 

Meu ex-marido é um pai maravilhoso. Levava os filhos no pescoço pelas ruas, girava-os no ar, ensinava com paciência. Muito orgulho de ter escolhido uma pessoa de caráter, firme, bondoso, saudável, de costumes saudáveis, querendo tanto ser pai, para dar exemplo e educar os meus, porque isso é uma responsabilidade enorme, e acho que é a da mulher. Escolher o pai de uma criança não é brincadeira, pois o poder da escolha do pai, é dela, já que tem o poder da gravidez! E muitos mudam na chegada do filho, mas muitos também pioram, continuam no “Mundo de Bob", o filho vira apenas um status para os outros, não educam, não brincam, não dão limites, não ensinam sobre o mundo e suas armadilhas, não conversam e só pensam neles! Mas também o homem tem a sua responsabilidade na escolha de sua família. Um mãe maravilhosa é o mínimo!

Vou confessar uma coisa: se eu fosse uma cantora do gênero sertanejo e ganhasse muito mais dinheiro para dar uma estrutura melhor, teria uns dez filhos de coração, estômago, pensamentos, de destino, de canções e arte de viver! "Criança é bom demais" como dizia a minha avó amada!

Tanta gente tendo filho de um transa, sem querer! Eu tive muito tempo desejando, com advogado, esperando, chorando e... sem transa! É muito amor hahahahhaha!

Vanessa da Mata, cantora e mãe

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Novela Além do Tempo desqualifica a psicologia

Google Imagens

Por Cintia Liana Reis de Silva

Fica aqui a minha séria crítica novela "Além do Tempo", pois está revelando ter autores irresponsáveis e levianos com a ciência quando desqualifica claramente a psicologia e a psicoterapia, em vários momentos, as compara com o espiritismo de modo equivocado e ignorante. 

Cresci em família espírita, estudando e frequentando o espiritismo desde a infância, estudando também psicologia e fazendo terapia e posso dizer que todas as resposta podemos encontrar em nossas partes ocultas da psiquê, no inconsciente familiar, sem precisar recorrer a vidas passadas, afinal todas as repostas estão refletidas no agora. 

Acho irônico uma pessoa nem conseguir encarar a si mesma no agora e já querer ir em hipóteses de vidas passadas para se olhar. Isso me parece pura fuga.

É um longo, delicado e complexo assunto, mas, por exemplo, depois que me tornei psicóloga e comecei a estudar psicologia analítica a fundo, vi fenômenos explicados por Carl G. Jung que o espiritismo em parte coloca a responsabilidade nos espíritos obsessores e nós psicólogos sabemos que se referem a partes ocultas da nossa personalidade. Resultado, deixei de ser espírita, hoje sou espiritualista e isso inclui o estudo de física quântica. O conhecimento e a abertura da mente é a vacina para a simplificação e a generalização.

Existem vários fenômenos psicológicos que explicam o fato de termos antipatia por alguém e nada tem a ver com vidas passadas. Essa antipatia pode ser trabalhada e acabar quando o indivíduo descobre o seu lado que é similar ao da pessoa antipática, sem ter que fazer regressões. Ou seja, ele rejeita o que ele não gosta e despreza nele mesmo. Transformar a parte sombra em parte luz é necessário, para que acolhamos todos os nossos lados obscuros.
Não critico o espiritismo em si, afinal a doutrina ajuda a muitas pessoas que não querem fazer terapia ou não podem, mas considero leviana e irresponsável uma postura da novela em que ela coloca a psicologia como uma ciência que mascara a realidade espiritual, que limita o conhecimento da história da alma, pois isso não é verdade, ao contrário, a essência psíquica do homem, de sua energia é considerada e trabalhada em muitas abordagens terapêuticas e se fala muito de "alma", mas de modo muito mais íntimo e próximo e vai buscar resposta nessa vida de agora e consegue encontrar absolutamente tudo o que se propõe, se o paciente quiser e estiver realmente disponível, sem resistências, se o paciente não estiver querendo fugir do agora e se refugiar em possíveis vidas passadas.

Espero posição do Conselho Federal de Psicologia sobre essa postura da TV Globo, mesmo sabendo que se trata de uma obra de ficção, mas que acaba tocando na realidade. E sabemos que a novela não é tão fiel nem em relação a coerência das próprias histórias dos personagens quando a compramos a doutrina espiritas, mas também que seria impossível encaixar tudo "perfeitamente", como poderia hipoteticamente ser na vida real.

No mais, digo, vai fazer uma boa terapia com empenho, como por exemplo, a Terapia de Família, as constelações familiares, etc, e encontrarás certamente todas as respostas lá em sua primeiríssima infância e em seus modelos familiares intergeracionais. 

Cintia Liana Reis de Silva

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O poder das mães e da amamentação

Google Imagens

Por Cintia Liana Reis de Silva


Se prepare do modo certo para ser mãe, se conheça, desarme-se, humanize-se, esqueça as teorias do senso comum, as repetições, e se já é, vou te dizer:
Um bebê não usa o peito da mãe como chupeta, ela usa o peito como peito, como calor, como aconchego, como busca de afeto, de segurança, como uma deliciosa fonte que jorra estímulo para a sua oralidade na descoberta inicial do mundo fora da ventre. Amamentar vai muito além da alimentação e muito além que qualquer compreensão. Se ele quiser ficar no peito é porque ele precisa, então não comece a guerrear para medir quem tem mais forças e para provar autoridade colocando regras que não fazem nenhum sentido para ele e não servirão de nada, só irá contra a natureza do bebê. Deixe ele mamar, se ele quer é porque ele precisa, e só ele sabe quando, por quanto tempo e porque precisa. E mais, autoridade não se prova, ou se tem ou se não tem. Sinta ela dentro de você e faça o que a tua genuína natureza te pede. 
Se ele quiser ficar horas no peito e você estiver bem, relaxe, deixe, quanto mais se mama mais leite se produz. Durma com ele, acorde com ele. Não deixe ele chorar, não deixe ele esperar. Não deixe que ele perca a capacidade de acreditar no outro já nos primeiros meses de vida.
Leia, se informe sobre o que há de mais humano na maternidade, sobre a alma, não sobre regrinhas absurdas e desumanas. Teu filho acabou de nascer, ele não precisa ser "adestrado".
Esqueça tudo mesmo, deixe os pratos sujos de lado, se não puder não atenda ao telefone algumas vezes, deixe o teu filho dormir sobre o teu peito, isso traz paz e aumenta muito mesmo a produção de leite. Esqueça todas as teorias educativas capitalistas abusivas, ao menos nesses primeiros meses de vida e não se sinta culpada porque elas não servem de nada, só trazem tristeza e sentimentos contraditórios.
Seja mãe com M maiúsculo. Acredite na tua intuição. Pense na possibilidade de fazer terapia, ou de consultar um psicólogo de família que seja um profissional sensível, pois o bebê até os 2 primeiros anos é um reflexo intenso do que ocorre na parte oculta da psiquê materna. Questione os seu modelos familiares para ver a vida com mais lucidez e ser uma mãe mais atenta e mais bem resolvida. É difícil, mas é possível. 
Teu filho é como um animalzinho que precisa do teu calor, da tua voz, da tua segurança, da tua inteireza, da tua disponibilidade, faça o que pede o teu coração cheio de amor e de emoção por ter ao teu lado um verdadeiro tesouro que estará contigo por toda a vida, então se entregue porque num piscar de olhos você vai estar com saudades desses mágicos momentos e o teu filho estará grande, autônomo e será um ser humano feliz, realizado e seguro por ter tido tudo o que você poderia ter dado a ele de mais sagrado naqueles preciosos instantes.
As mães têm o poder de salvar o mundo porque o amor tem o poder de mudar o mundo. 

Gisele Bundchen amamentando

Imagem do dia. Rica de espírito.
Amamente!

Gisele Bundchen amamentando
Gisele Bundchen amamentando

Resposta de Camila Mendes ao texto preconceituoso de Karina Moreno

Gisele Bundchen amamentando

Por Camila Mendes

Moça, hoje eu tive a infelicidade de ver seu texto rolando pelas páginas alheias. Primeiramente, veio o choque de em pleno século XXI, ainda me deparar com essa"nutrizfobia" (sim, eu acabei de inventar essa palavra).
Moça, me perdoe o teor da palavra, mas eu achei de uma ignorância tremenda o que você postou. E para a ignorância, só existe um remédio: A luz da ciência. E rebaterei com fatos, as falácias que você comentou.

Amamentar não é coisa de pobre ou rico. É coisa de mamífero. É instinto. Você fazendo veterinária deve saber do que eu digo.
Mamadeira/fraldinha não é bom senso. É infelizmente, um consenso tomado por uma sociedade por vezes machista, que erotiza o peito. 
Segundo a OMS, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a SPSP, o aleitamento materno deve ser oferecido até os 2 anos, NO MÍNIMO. 
Outro dado importante: até os 12 meses, o principal alimento para o bebê é o leite materno. Outros alimentos são apenas complementos.
A livre demanda, é estipulada pelo binômio mãe-bebê ( lembra daquela brincadeira de sexta série: a conversa é entre A e B, (vo)Cê tá fora? - é, então.)
Acho que você já sabe que mulheres não se transformam em vacas né. Somos de espécies diferentes. Eu pelo menos sou. 
O governo estimula sim o aleitamento materno. E você quase acertou!
Mas não é pensando no cálculo de latas x filhos x dinheiro empregado, é pensando na redução da taxa de mortalidade infantil, de diarreia, de desnutrição, de depressão pós-parto, de câncer de mama, de APLV ( que aumenta graças ao uso da lata que você idolatra) É porque o governo sabe que órgãos competentes e publicações mundiais desenvolvem, ano após ano, pesquisas sobre a importância do leite materno, para diversas questões, dentre elas,o aumento do QI, da imunidade, do vínculo, do estímulo a sabores diferentes, a saciedade ( que futuramente impedirá a criança de desenvolver DM e obesidade - " o mamar mais fácil na mamadeira" tem seus contras também, cherie.)
Por fim, deixa só eu te contar uma coisinha: 
A mamadeira dificulta o amadurecimento da musculatura orofacial. Pode provocar roncos e mordidas cruzadas... a criança não fica mais tranquila. Muitas das vezes, ela está abarrotada, porque a fórmula sai mais rápido que no peito e a pobre da criança não tem seus reflexos de saciedade estabelecidos. Dorme melhor? Não.
E sabe o que você leva pra qualquer lugar, sem se preocupar se azedou, sem esquentar no microondas na mamadeira cheia de bisfenol? PEITO.

Te deixo com uma foto de uma moça "bem pobre" amamentando.
( E se quiser sair dessa escuridão, eu te passo todos os links dos estudos que eu citei.)
Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1091623394181079&set=a.195050757171685.53072.100000002856716&type=3

Mulher diz que amamentar é "coisa de pobre" e gera revolta com foto no Facebook

Bolsa de Mulher

Site Bolsa de Mulher

Uma publicação que se espalhou recentemente pelo Facebook vem gerando polêmica. A postagem, em tom de crítica, foi feita por uma mulher depois de presenciar uma cena de amamentação em público. Ela disse que deveria haver bom senso e classificou o fato como "coisa de pobre". Além disso, expôs, sem autorização, uma foto da mulher e da criança que mamava no colo da mãe, em uma bicicleta.

Crítica ao aleitamento materno

"Pobre fazendo pobrice! Vai em um bairro nobre, ou em um restaurante fino para ver se encontra uma mulher com o peito para fora?! Jamais. Elas levam mamadeira! Como eu fazia! Ou, no mínimo, colocam uma fraldinha para tapar o peito! Isso se chama bom senso", publicou. Muitas pessoas, especialmente mães, se revoltaram com a publicação, que já teve mais de 12 mil compartilhamentos, a grande maioria criticando as colocações.
No mesmo post, ela insinuou que a mulher estaria querendo aparecer, já que a partir dos seis meses a criança já começa a comer outros tipos de alimentos, fazendo com que não haja mais necessidade de amamentar a qualquer momento e em qualquer lugar. E defendeu o uso de mamadeira de de fórmulas artificiais em substituição ao leite materno. "Essa história de amamentação é um programa de incentivo do governo para fazer as coitadas das pobres virarem umas vacas leiteiras e ficarem amamentando até os dois anos de idade. Economia para o governo! Imagina se toda a 'pobraiada' que se empenca de filhos resolvesse dar mamadeira com NAN para toda a sua penca? O governo estava 'lascado'", disse.
Ela afirmou ainda que quem tem dinheiro não segue esse incentivo para amamentar e que ela mesma nunca amamentou seu filho, que hoje é lindo e saudável. "O NAN hoje em dia é completamente igual ao leite materno em questão de nutrição. Não tem mais necessidade de amamentar dessa maneira. O mundo está evoluindo! Só que custa muito caro. Mas eu optei por isso. A criança mama com mais facilidade, fica mais tranquila, dorme melhor, não tem dor de barriga e você leva a mamadeira para qualquer lugar e não passa vergonha com o peito de fora. Foi a melhor coisa que fiz na minha vida", finalizou.

Importância da amamentação

Essas afirmações, no entanto, não condizem com o que os médicos orientam. O leite materno tem todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê e, por isso, é recomendado de forma exclusiva e em livre demanda (ou seja, sempre que o bebê sentir vontade) até os seis meses. As fórmulas infantis só devem ser oferecidas quando houver prescrição do pediatra e apenas nos casos em que, por algum motivo, as mães não conseguirem amamentar. 
O pediatra Moises Chencinski explica que o leite materno é adequado em qualquer faixa etária e defende a ideia de desmame natural, sem especificar uma idade para que isso aconteça. E mesmo com a introdução de alimentos, as crianças podem mamar no seio da mãe até os dois anos de idade, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O médico diz que a própria criança, em seu tempo, irá deixar de ter necessidade do leite materno e deixará de mamar.
Revolta das mães
Muitas mulheres, indignadas com o post, compartilharam a publicação e se revoltaram contra a autora do texto. Alguns comentários publicados na rede: "Como pode fazer uma publicação dessa?", "Quanta ignorância em um texto", "Então fiz pobrice o tempo que pude... e amei!", "Que mulher desinformada! Preconceituosa! Amamentação é amor!" e "Provou que dinheiro não é sinônimo de inteligência, informação e coerência. Palmas para a verdadeira pobre da história", "Pra quem fez medicina veterinária, você desconhece muito (mas muito mesmo) o assunto. Qualquer pobre, inclusive, entende mais de alimentação de mamíferos que você. Como pode ver, dinheiro compra diploma, mas não inteligência". 
Veja o post completo
"POBRE FAZENDO POBRICE! Vai em um bairro nobre, ou em um restaurante fino pra vc ver se encontra mulher com o peito pra fora?! Kkkkkkkkk! JAMAIS! Elas levam mamadeira! Como eu fazia! Ou no mínimo colocam uma fraldinha pra tapar o peito! Isso se chama BOM SENSO! Essa ridícula aí ta querendo aparecer! E outra, depois dos 6 meses a criança já começa a comer outros tipos de alimentos e não é necessário ficar amamentando a qlq momento e em qlq lugar não! Essa história de amamentação é um programa de incentivo do governo pra fazer as coitadas das pobres virarem umas vacas leiteiras e ficar amamentando até 2 anos de idade! Economia pro governo! Imagina se toda a pobraiada que se empenca de filhos resolvessem dar NAN (mamadeira) para toda a sua penca? O governo tava lascado! Eles incentivam amamentação e cada uma q se vire com os peitos mesmo.... Agora, quem tem dinheiro não segue esse incentivo... Eu nunca amamentei meu filho e ele é lindo e saudável! O NAN hj em dia é completamente igual ao leite materno em questão de nutrição! Hoje em dia não tem mais necessidade de amamentar dessa maneira! O mundo ta evoluindo gente! Só que custa muito caro! Mas eu optei por isso... A criança mama com muito mais facilidade, fica mais tranquila, dorme melhor, não tem dor de barriga e vc leva a mamadeira pra qlq lugar e não passa vergonha com o peito de fora... Foi a melhor coisa que fiz na minha vida!"
Fonte: http://www.bolsademulher.com/bebe/mulher-diz-que-amamentar-e-coisa-de-pobre-e-gera-revolta-com-foto-no-facebook/?utm_source=facebook&utm_medium=manual&utm_campaign=BolsaFB

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Exupéry, Roterdã e a infância

Publicado em literatura por Mario Feitosa

Quando crianças, nosso maior sonho é ver o tempo voar e finalmente nos tornarmos adultos. Ah, se soubéssemos, naquele tempo, o que significa ser criança...

Um mergulho no entendimento da infância pelas mentes de Antoine de Saint-Exupéry e Erasmo de Roterdã e a reflexão sobre o que ela tem para nos ensinar.



"Todos sabem que a infância é a idade mais alegre e agradável", afirma Erasmo de Roterdã, em "O Elogio à Loucura". Continua: "Ao ver esses pequenos inocentes, até um inimigo se enternece e os socorre". 

Quê há no mundo de mais adorável que uma criança? E entre todas as crianças, quem, na história da literatura, foi mais adorável que o pequeno garoto de olhos brilhantes e traje engraçado, pintado por Antoine de Saint-Exupéry, em busca de um carneiro? 

Há quem diga que crianças são "pequenos adultos bêbados". Afirmação incrivelmente espirituosa e acertada. Afinal, quê são "adultos bêbados" senão seres inexplicavelmente divertidos, sem muralhas de pudor, sem "juízo"?! 

Dada a afirmação, que tal promover a atividade mais própria da criança, a brincadeira, traçando um paralelo absurdo de três pontos entre a criatura tenra e suave, de mãos e pés pequenos, olhos curiosos e brilhantes, alma pura, transbordando inocência, e as quase tão adoráveis quanto obras de Antoine de Saint-Exupéry, "O Pequeno Príncipe", e Erasmo de Roterdã, "O Elogio à Loucura"? Vamos lá? 

O Pequeno Príncipe, livreto ilustrado de Exupéry, conta a história de um piloto de avião que, enfrentando a luta pela vida ou morte, num acidente no deserto, se depara com uma misteriosa pessoinha de outro mundo, a qual, em momentos apaixonados e apaixonantes, lhe ensina as máximas de uma vida verdadeira: inocência, oposta à malícia que nos é tão própria; sinceridade, à qual nosso respeito humano nos pede ignorância, em bizarras convenções insalubres; a amizade, ou amor sincero, tão alheios ao comércio-de-tudo ao qual estamos impostos; à responsabilidade, que combate nosso usual e tão devastador egoísmo. Uma pérola! Pequena, leve, linda... Obra que caberia ser revisitada uma ou mais vezes ao ano, para remover as cracas encrustadas pela vida adulta, e reavivar a criança interior. 

Tem seu ápice na fabulosa (e que me perdoe o leitor pelo abuso da equivocidade do termo) máxima da raposa: "Te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", talvez uma das máximas universais mais exploradas ao longo dos anos, de uma profundidade ímpar. Caberiam infindáveis parágrafos de discurso para expressar todas as nuanças da afirmação, mas não seria esse o caso.


Ilustração de Antoine de Saint-Exupéry para capa de sua obra "O Pequeno Príncipe"

De outro lado, o genial rolo-compressor ético de Erasmo de Roterdã, "O Elogio à Loucura". Peça fluída, de humor sagaz e audacioso. Veste de atrevido vestido vermelho, de ampla fenda e decote sobejo, a deusa Moria, a sandice, a entrega desregrada do homem à incontinência desmedida, a doação ao prazer e estultícia, ignorando qualquer meditação profunda, a qual, aos olhos dele, franze as testas dos homens, os envelhece e os faz intragáveis. De uma maneira pitoresca e, talvez, irresponsável, Erasmo (e repare na intimidade) motiva o homem a abandonar a filosofia, o pudor, toda forma de prudência, e a dedicar-se à incontinência das paixões, num tempo de homens austeros, com muita coisa a dizer, mas que, no contexto, provavelmente, ninguém quisesse ouvir. 

Me atrevo a catalogar "O Elogio à Loucura" como a Bíblia para os desajustados, que tanto sofrem pela desaprovação social. Banhada no leite da poética mitologia grega, puxando ao riso e ao verme da consciência em cada sentença, mais que motivar ao abandono da razão, busca, convidando à tal incontinência (abominada por Aristóteles, em "Ética a Nicômaco"), questionar quanto deve o homem ignorar seu caráter animal, que corresponde a pelo menos metade de sua natureza, em troca da elevação intelectual. 

Que lindo o trecho no qual se dedica a imaginar o mundo livre do alfabeto, onde cada qual vive sua vida sem fortes preceitos senão suas necessidades, uma espécie de anarquia intelectual. E quanto condena, na progressão da peça, o desejo dos sábios de tornarem-se mais do que caberia à frágil humanidade, forçando uma transcendência impossível, e se amargando no processo. 

Mas, estendendo demais simplórios resumos das peças, que devem ser consumidas e não imaginadas, cabe retornar ao tema, sua visão de infância. 

Roterdã, enquanto convida à desistência do pudor e da aceitação das convenções sociais, volta os olhos à infância, sem ética construída, profunda sinceridade, livre das barreiras do "cabe ou não cabe ser dito", chama os pequenos humanos de "sem juízo", e oferta a essa falta da meditação do certo e errado seu maior e mais forte caractere de amabilidade.



Agora, ignorando os dois mestres, para traçar a última linha, quê são crianças senão espíritos livres? Livres das tais convenções sociais que nos privam das anteditas máximas da vida verdadeira, verdadeiramente saudáveis. Aos adultos não é adequada a alegria, porque alegria e destemperança andam de mãos dadas, e destemperança agride os preceitos morais alheios. Sinceridade? Quê haveria de ser isso senão uma forma de rudeza, que move a ferir egos?! Amizade?! Amor sincero?! Invenções de boêmios poetas que precisam justificar ao mundo sua falta de modéstia na expressão, uma vez que se doam à noite e ao vinho, ao prazer, pensando-se adolescentes quando já deviam ter abraçado a seriedade que é cabida aos maduros. 

Já às crianças tudo soa divertido, adequado, livre das cruéis métricas que a nós são aplicadas. 

Vaza, inconsciente e involuntariamente, uma profunda inveja do estado pueril, por não poder dividir com eles a livração dos extensos julgamentos de inadequação e loucura, e rótulos de desajuste e necessidade de ajuda. Mas que tipo de ajuda precisaria alguém que deseja do fundo do coração se assemelhar ao ser que, no mundo, mais próximo está da perfeição, e todos querem abraçar e ter por perto, pela formosura estampada nas bolas dos olhos livres de malícia, princípio e autora de toda monstruosidade? 

Houve, no passado, um velho sábio que, segundo dizem, nem chegou a ser tão velho de idade, mas envelheceu por sabedoria (como explicava o mesmo Roterdã) que andava a pés descalços, cantando que o certo era o amor gratuito. Dizem que o mataram, com furos nos membros e no peito, porque o mundo não precisava ouvir o que ele tinha a dizer. Segundo quem ouviu, ele ensinou que quem não fosse tal criança jamais haveria de ser verdadeiramente feliz, provavelmente sabendo que quem perde a meninice, além de perder a graça em si, perde o potencial à verdadeira vida. 

A vida adulta tem lá seus encantos. Talvez sejam eles o tabaco, o álcool, o prazer do sexo, a pompa dos títulos de Senhor e Senhora, ainda que não se saiba exatamente do quê, os carros, empregos, salários dos quais se gabar... Coisas que às crianças não cabem. Mas a elas cabem os jogos, fantasias, brinquedos, amizades desinteressadas, ainda que com amigos imaginários, os quais nem é possível saber se são, de fato, fruto de imaginação ou comunicação real com criaturas sublimes, as quais, como adultos, não seriamos capazes de ver, por termos perdido a inocência. 

Quais são as responsabilidades de um adulto, que os consomem? Contas, e casa, e casamento, e trabalho, e memorando, e mais trabalho, e mais contas, e reuniões, e celulares, e mais contas, seguidas de mais trabalho, relatórios e cálculos. E se paro para enumerar as cabidas ao infante? Meu deus, é aqui que morro de inveja: o brincar, e sonhar acordado, e aprender enquanto brinca, e o sonhar enquanto aprende, e o comer para dormir e, descansado, poder brincar, para voltar a sonhar e aprender. É suposto que a felicidade reinará! E, felizes, como ninguém mais, serão ainda mais adoráveis que suas formas físicas.


E, aqui, começa o traçado do bizarro paralelo entre os pontos anteditos, da verdadeira vida de Exupéry, da falta de juízo, de Roterdã, e da felicidade infantil desenhada pela captação da realidade: qual haveria de ser maior falta de juízo que pedir ao adulto que interrompa sua luta pela sobrevivência para desenhar um carneiro, como o fez o jovem príncipe, ao conhecer o piloto? Não são a esse ponto desajuizadas todas as crianças? E não é justamente a maluquice que permite a felicidade, como explicou Erasmo? Livres das convenções estúpidas e medíocres definidas para inflar egos alheios em amizades convenientes, gozando da liberdade dos problemas que advém de tais convenções, encarando o mundo com os olhos que têm, e vestindo os óculos da imaginação, que fazem do sol ainda mais amarelo e brilhante, das árvores ainda mais verdes e vivas, do céu ainda mais azul e repleto de animais de algodão, as crianças constroem o mundo que os adultos sempre quiseram, mas, ainda querendo, não têm coragem de fazer; pois fazê-lo exigiria a ruptura das convenções. E pedir a ruptura das cruéis regras pré-estipuladas seria deixar a saudável "adultice" em troca de uma já abominável infantilidade, que não mais os "cabe". E, a troco de não receber rótulos (porque adultos vivem de rótulos) de insanidade, e manter a faixa de status (porque adultos adoram status) e seriedade, desistem do desejo, ignoram os conselhos e guardam no bolso de traz o bloquinho de notas, onde haviam desenhado um elefante dentro de uma jibóia, por medo de que pensem ser um chapéu. 

No fim do dia, cavando o fim da vida, para não parecermos loucos aos olhos dos homens, aplicamos, como regra de nossas vidas, o maior ato de estultícia (mórbida) possível, que é ignorar nossa inclinação natural mais saudável, a de, entre reunião e relatório, entregar-nos à verdadeira vida, de sentimentos sinceros e desmedidos.



Se ouvíssemos Exupéry, que nos contou quão responsáveis somos pelo que cativamos, ou Roterdã, que gritou que quanto mais loucos fôssemos, e menos prudentes, mais felizes seríamos, imitaríamos as crianças que, na complexidade do mais simples, vivem verdadeiramente. 

Desejo ser criança para sempre. Gostaria que houvessem mais crianças adultas para brincar a vida comigo. 

©obvious: http://obviousmag.org/sete_tons_mais_tudo_que_ha_no_meio/2015/exupery-roterda-e-a-infancia.html#ixzz3psi9814n Follow us: @obvious on Twitter | obviousmagazine on Facebook

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Toda criança merece uma família

We Heart it

Toda e qualquer criança é "adotável". Toda e qualquer criança merece uma família e é digna do amor incondicional de pais que a queiram e a protejam acima de tudo.
Se amamos os nossos filhos, podemos amar qualquer outra criança independente da aparência física, cor, idade, sexo, limitações físicas. 
Refletindo, o quão é cruel pretender amar unicamente e só aquela criança que está dentro do perfil restrito da escolha para a adoção? 
Que em toda criança possamos ver os olhos e a alma dos nossos filhos e dos nossos futuros filhos.


Cintia Liana

O amor é um sentimento dos homens maduros

Cintia Liana

Dê muito amor e seja lúcido

Cintia Liana


Ferber ou Estivill se retratou. Se ligue! Não deixe o seu bebê chorando!

Google Imagens

Sabiam que o FERBER, o escritor daquele livro do método Ferber ou Estivill, que aconselhava os pais a deixarem o bebê chorando até cansar, se retratou? 
Pois é, após vender rios de livros com essa teoria violenta, ele veio a público dizer que a sua teoria estava errada, que faz mal, e que essa teoria serve só após os 3 anos. Pode? 

E quem deixou o filho chorar tanto, abandonado, ignorado, agora sente as consequências.



Consulte sempre um Psicólogo de Família.


Cintia Liana

Se aprofunde mais no tema com esse excelente texto:
http://psicologiaeadocao.blogspot.it/2013/11/nao-deixe-o-seu-bebe-chorando.html




O "Super Nanny" é um equivoco

Google Imagens

Esse programa e método da Super Nanny ou SOS Tata (aqui na Itália), é um grave equívoco. Psicologia Behaviorista, ultrapassada, daquelas que fazem experimentos com ratinhos, controlam, treinam, superficial. Por mais respeito que tenha a todas as abordagens teóricas da psicologia, não posso me calar diante da limitação da proposta humana do programa. A família precisa ser vista para além do proposto, também por uma vertente sócio-histórica. 

As crianças precisam ser compreendidas através daquilo que o inconsciente do casal e da família lhes dá. Os pais precisam olhar as suas feridas, as suas fraquezas, a sua história para que, através do auto entendimento, compreendam porque estão agindo daquela forma e porque as crianças estão respondendo também de certa forma. Só assim existirá um aprendizado profundo, capaz de produzir efetivas mudanças de seio da família.

Cuidado! Ser pai e mãe é muita responsabilidade. Hoje os filhos são o repositório da raiva e frustração de muitas pessoas. Coloque no colo, durma junto, beije, abrace, dê ótimos exemplos, converse, escute, se escute, se melhore e ame, AME profundamente, sem culpa, sem economia e sem reservas.


Consulte sempre um Psicólogo de Família.

Cintia Liana


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Violência contra a mulher é tema da redação do Enem 2015

Ótimo tema. Não existiria nada mais adequado e urgente para o momento.

________________
Agência Brasil
Publicado: 25/10/2015 13:44 BRST | Atualizado 25/10/2015 14:44 BRST

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, conforme divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no perfil da instituição no Twitter. Este domingo (25) é o segundo dia de prova do exame e também o mais temido por muitos candidatos, justamente pela elaboração da redação.



Os portões para entrar nos locais de prova fecharam às 13h, no horário de Brasília, e as provas terão duração de cinco horas e 30 minutos. Os candidatos precisarão responder a 45 questões de linguagens e códigos, 45 de matemática e produzir uma redação.
Alguns cuidados devem ser tomados pelo estudante hoje à tarde. As redações com sete linhas ou menos receberão nota zero. Também terão a nota da redação zerada os candidatos que deixarem a folha em branco, fugirem do tema proposto ou fizerem qualquer brincadeira ou deboche. A estrutura deve ser dissertativo-argumentativa, ou seja, os candidatos devem expor argumentos relacionados ao tema da redação, elaborando-os de forma consistente e coerente.
A proposta de redação do Enem sempre vem acompanhada de textos que podem servir de motivação para que os candidatos elaborem seus próprios textos. No entanto, o estudante não deve se restringir às ideias ali apresentadas, copiar trechos ou torná-los parte de sua argumentação. Tais procedimentos podem fazer com que o candidato perca pontos na avaliação de competências.
Como nos anos anteriores, para obter a nota máxima (1.000), o texto deve cumprir bem cinco competências exigidas pelo Ministério da Educação (MEC). O título não é obrigatório. Cada competência tem cinco faixas que vão de 0 a 200 pontos: domínio da norma-padrão da língua escrita, compreensão da proposta da redação e aplicação de conceitos de diversas áreas do conhecimento para desenvolver o tema; capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações para defender um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e elaboração de proposta de intervenção ao problema abordado, respeitando os direitos humanos.
primeiro dia de prova foi considerado "tranquilo" pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante balanço. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 364 candidatos foram eliminados do exame. Destes, 330 portavam equipamentos inadequados na sala de aula e 34 foram identificados com objetos proibidos pelos detectores de metal. A abstenção ficou em 25,31%, número menor comparado a 2014.
Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2015/10/25/tema-redacao-enem_n_8383602.html?ncid=fcbklnkbrhpmg00000004

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Maternidade: psicóloga fala sobre Síndrome do Ninho Vazio

Profissional fala sobre o conflito emocional gerado na mãe ao ver o filho sair de casa na fase adulta



Por Ingrid Dragone

E quando os filhos saem de casa? Como fica a mãe? De quais cuidados ela precisa nessa hora? Para responder a essas e outras perguntas sobre a Síndrome do Ninho Vazio, entrevistei a psicóloga Ana Tereza Lima, especialista em Terapia Familiar. Confira o resultado!


Google Imagens

Que fatores podem definir se a mulher está com a Síndrome do Ninho Vazio?A Síndrome do Ninho Vazio é o nome dado a uma forma de reagir à saída dos filhos, que, na fase adulta, seguem adiante para construir suas vidas. Trata-se de mais um ciclo que as famílias atravessam, com particularidades, emoções e aprendizados peculiares. A Síndrome pode atingir o casal, mas, frequentemente, são as mulheres que vivenciam essa experiência de forma mais expressiva. Quando se vê sem os filhos, ela passa a sofrer de inseguranças, tristeza, sentimento de vazio, rebaixamento da autoestima.
O que caracteriza a Síndrome? 
Todas as pessoas buscam ao longo da vida algo que lhes dê sentido, seja através de crenças, atividade profissional, vida afetiva ou autoconhecimento. Muitas mulheres fazem da maternidade o seu ofício; e do lar, seu porto seguro e lugar de expressão. Com a saída dos filhos e por consequência, a perda do lugar de cuidadora, a mulher pode ser tomada pelo sentimento de inutilidade, de falta de sentido. A quebra da rotina de anos dá lugar a uma disponibilidade e liberdade estranha e desconhecida. O fato de os filhos não necessitarem mais dos seus cuidados como antes, produz uma desorganização, que tanto pode ser vivida como uma crise como pode ser uma oportunidade de ressignificação do sentido de ser dessas mulheres. 

A rotina que a mulher levou a vida inteira pode levá-la a ter a Síndrome? Por exemplo, uma mulher que tem uma frustração pessoal ou profissional tem maior tendência a sofrer? Qual o perfil da mulher que fica em pior estado?
A realidade atual, em que a mulher tornou-se ativa economicamente, produziu mudanças importantes quanto a esse sentimento, mas ainda encontramos frequentemente mulheres que adoecem, deprimem, sentem-se perdidas no momento em que os filhos saem de casa, até porque, muitas acreditam que esse lugar é o único que lhes cabe. Uma pessoa que tenha dificuldades com cortes, afastamentos ou perdas, também poderá vivenciar isso como um verdadeiro luto. Quanto mais a mulher tiver uma rotina de vida, incluindo aí trabalho, estudo, investimentos na carreira profissional, vida afetiva satisfatória, vida social, ou seja, atividades além da função materna, mais facilmente enfrentará essa etapa. Nem todas as mães vivem essa experiência como algo doloroso. 
A Síndrome é uma espécie de depressão? Se não, pode chegar a ser?
Por se tratar de uma vivência de tristeza profunda, com sentimentos de desqualificação e falta de norte, existe a possibilidade de agravamento até um quadro depressivo severo. A história de vida desta mulher, associada a históricos familiares, a forma como a saída dos filhos se deu, a rede social e vincular no seu entorno, tudo isso pode contribuir para uma maior ou menor intensidade da Síndrome.

Como os filhos podem ajudar a mãe nesse caso?
O papel dos filhos e de toda família é importantíssimo nesse processo. Os filhos devem compreender o sofrimento da mãe e ajudá-la a atravessar esse momento, mostrando o quanto estão bem e em condições de seguirem suas vidas como adultos, e estimulando nela novos contatos, novos ambientes e vínculos, onde ela poderá viver novos interesses e aprendizados. Essa experiência pode ser transformadora, quando aproveitada como uma chance para recomeçar, retirar da gaveta os planos adiados.

O que a mulher pode fazer para minimizar os efeitos da saída dos filhos de casa?
A Síndrome do Ninho Vazio é mais um ciclo que a família enfrenta, assim como o nascimento de um filho ou a morte de um membro. No entanto, é um processo que vai se construindo ao longo do período de crescimento dos filhos até que chegue o momento de eles seguirem com suas escolhas pessoais, profissionais e afetivas. Se a mulher preserva sua individualidade, a possibilidade de viver essa experiência de maneira enriquecedora e prazerosa é enorme! Afinal, ela é coparticipante do sucesso dos filhos que agora saem pra trilhar seus próprios caminhos. É também um rico momento para que o casal possa resgatar sua convivência e intimidade, e realizar sonhos adiados com a chegada dos filhos. O tempo disponível poderá ser integralmente dedicado à relação. 

Quando a mulher não vive mais com o pai dos seus filhos a situação se agrava? Falo em termos de ela não ter um companheiro em casa para dar apoio.
Geralmente uma mulher que não tenha o companheiro ao lado, seja por separação ou morte, tende a investir mais o seu tempo nos filhos. Isso certamente acarreta uma sobrecarga emocional na relação, contribuindo para que o afastamento se dê de forma mais dolorosa.

E se ela sobrecarregar os filhos com a tristeza, chegando a culpá-los, como eles devem agir? 
Essa reação é bastante frequente. Os filhos e seus parceiros sofrem muito.É fundamental que os filhos se mantenham firmes na sua trajetória, apoiando a mãe no sentido de estimulá-la a encontrar um sentido para sua vida, a partir de si mesma. Um acompanhamento psicoterápico é indicado e eficiente nessas situações, porque ajuda a mulher a descobrir o que lhe mantém nesse padrão de relacionamento dependente com os filhos. Colabora também para que ela descubra seus propósitos e interesses pessoais, fazendo com que antigos projetos encontrem espaço de realização.

Ana Tereza Lima. Psicóloga (CRP 03/ 0680), formada pela Ufba, com Especialização em Psicologia Clínica, Terapia Familiar e Casal ( UCSal), e  Analista Bioenergética (Sociedade de Análise Bioenergética da Bahia). Atua como psicóloga clínica com adolescentes, adultos, casais e família, e coordena grupos terapêuticos.
Fonte: http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/maternidade-psicologa-fala-sobre-sindrome-do-ninho-vazio/?cHash=b716062696850df8b87d0561cbb9aa12

Conheça as diferenças entre apadrinhamento afetivo e adoção

Diário da Adoção

14.10.2015
EBC Rádios

A diferença é que a adoção torna a criança filho adotivo enquanto o padrinho afetivo se torna uma referência na vida da criança 

Apadrinhamento de criança é o mesmo que adotar? Você sabe a diferença? Para falar do assunto o Tarde Nacional conversou com a psicóloga e coordenadora do programa de Apadrinhamento Afetivo da ONG Aconchego, Maria da Penha Oliveira. Ela explica que há diferenças entre apadrinhamento afetivo e adoção. Na adoção, a criança se torna filho e os responsáveis passam a ter a guarda. Já o apadrinhamento é um encontro de amizade, de uma apessoa que será referência na vida da criança ou adolescente, mas ele não será responsável por ela, porque ela está sob a guarda da instituição de acolhimento.
"O apadrinhamento afetivo é um programa construído para crianças e adolescentes que vivem em situação de acolhimento, ou seja, nos abrigos, com remota possibilidade de adoção, ou de voltar para suas famílias de origem. O programa visa o encontro dessas crianças e adolescentes com pessoas da comunidade, no papel de padrinho ou madrinha", comenta.
Segundo a psicóloga a maioria das crianças e adolescentes que estão esperando o apadrinhamento afetivo estão com idade acima de 12 anos: "eles crescem na instituição com pouca referência do que é família, do que é a sociedade, do dia a dia da rotina familiar. Outra é que aos 18 anos, ele deverá sair da instituição e precisa ter um projeto de vida, para sustentar. É neste lugar, que o padrinho ou madrinha entra para ajudá-lo a construrir seu projeto de vida", esclarece.
Saiba quem pode se tornar um padrinho afetivo e quais os compromisso de quem quer apadrinhar afetivamente uma criança nesta entrevista ao Tarde Nacional, com Solimar Luz, na Rádio Nacional de Brasília.

OUÇA:


Fonte: Diário da Adoção (Facebook)