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"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)
"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)
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quarta-feira, 16 de março de 2016
domingo, 14 de julho de 2013
A doença e sua relação com o estado emocional da criança e do adulto
Google Imagens
Por Cintia Liana Reis de Silva
Como disse o jornalista e poeta brasileiro Olavo Bilac, “uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével”.
Quem hoje se prepara para ter filhos? Quem conhece os seus processos intergeracionais familiares? Quem já fez terapia para se entender antes de procriar? Quem conhece a fundo as suas verdadeiras feridas? As dificuldades existenciais são passadas de pais para filhos e todos têm as suas. Como melhorar as futuras gerações se os pais não têm essa consciência do que não funciona bem na vida de sua família e em sua própria vida?
Psicólogos de todo o mundo, especialistas em desenvolvimento infantil, sabem que é na primeiríssima infância que nascem as neuroses e psicoses em todas as famílias. Esses problemas, em geral, são desencadeados na idade pré-escolar com o início da vida social fora da família.
O que pode parecer para nós adultos simples passagens da idade e a necessidade de maior independência, para as crianças podem representar grandes choques ou pequenos traumas que vão se acumulando e tomando forma, eclodindo aos poucos e influenciando na construção da personalidade.
Os processos cognitivos do recém nascido são de natureza muito primitiva, sendo difícil de entender como ele interpreta uma cadeia de acontecimentos que o faz sentir inseguro, por exemplo.
O modo de comunicar os sentimento na linguagem infantil é a produção de um sintoma físico ou um comportamento disfuncional, assim como sintomas físicos podem causar desconforto e sintomas psicológicos.
A disciplina psicossomática na psicologia mostra que a doença física aponta um estado emocional alterado. O corpo é um reflexo da mente, a imunidade física também depende do estado emocional do ser humano. Todos os órgãos, sistemas e aparelhos sofrem algum tipo de alteração dependendo das emoções e pensamentos que temos. Assim como a expectativa, a agitação, a ansiedade ou medo diante de algum evento futuro pode causar uma alteração física mesmo que transitória, como um quadro febril.
Problemas físicos sem causas orgânicas ou sem explicação médica são chamados de psicossomáticos ou somatoformes como, por exemplo, a infertilidade em algumas mulheres, que na terapia familiar mostra que pode estar ligada a sua relação mal resolvida com a sua própria mãe, o que afeta o seu sentimento relacionado à sua mãe internalizada, caracterizando um conflito.
As doenças também têm seus fatores relacionados a predisposição genética e a fatores ambientais, mas os fatores psicológicos ajudam muito a desencadeá-las.
Cada criança reage aos acontecimentos que vivencia a seu modo, mas é comum bebês e crianças, por exemplo, apresentarem crises e problemas no aparelho respiratório, como asma, pneumonia, bronquite, rinite alérgica, choros, tosses, gripes, crises de garganta, após vivenciarem sentimentos ligados a tristeza, ao medo, ao abandono e a carência efetiva, que eclodem após situações como, a volta da mãe ao trabalho, início da ida à escolinha ou problemas relacionados à ela, separação dos pais, crises ou violência conjugal, violência urbana, ruptura emocional, sentimentos de limitação, mudanças de casa, de escola ou de amizades, crise econômica afetando a família, doença grave, conflitos internos associados a passividade, insegurança, irritabilidade, estresse agudo, morte na família, fobias, mães dominadoras, pais ausentes na educação e toda ameaça de separação ou perda.
Em relação ao perfil da própria criança, ela pode apresentar passividade, dificuldades de comunicação, introversão, agressividade, baixa autoestima e sintomas de depressão.
Sem contar que nos primeiros meses de vida a criança também reflete a alma da mãe, como expliquei em meu texto “Aquele abraço negado”, onde também falo sobre a importância de colocar ao máximo o filho no colo, em contato com o corpo da mãe, para o sentimento de segurança e alegria profunda, entre outras coisas tão importantes para o seu desenvolvimento global.
Outros sintomas psicossomáticos comuns ligados a outras situações são: dor de cabeça, no ouvido, de garganta, de estômago, dor de barriga, dor ao urinar, dor nas pernas, distúrbios na salivação, aftas, náuseas e vômitos, enjoo de viagem, dor abdominal, colite, encoprese, prurido, urticária, eczema, palidez, desmaio, taquicardia, enurese, torcicolo, espasmo, tremores, tiques, tontura, cefaléia, enxaqueca.
A criança não sabe metacomunicar, isto é, dizer o que está errado na comunicação entre ela e os pais, então ela cria situações ou sintomas que deflagram o problema emocional e quando o remédio trata só a doença é como se o adulto a calasse, sem respeitar ou fazer a leitura do que realmente importa, a causa, ou seja, o seu sentimento frente a uma situação. Nesse momento, a família deve repensar a sua postura frente a ela, que pode apresentar durante muito tempo os mesmos sintomas ou sintomas parecidos e acabar crescendo sendo medicada.
As doenças e quadros sintomatológicos infantis devem ser tratados por uma equipe interdisciplinar ou, ao menos, pelo psicólogo e pelo pediatra, só assim teremos um tratamento mais completo e sadio para a criança, olhando o físico e o mental-emocional, mas infelizmente o nosso sistema sanitário ainda é muito arcaico e precário e não inclui o psicólogo nesse diálogo como deveria, assim como a maioria das pessoas não é bem informada o bastante para buscar a ajuda de um psicólogo, quando é só ele que pode ajudar. Temos também o belo trabalho da terapeuta floral, do naturopata, do médico homeopata, do fitoterapia, que são muito importantes, mesmo quando se trata de prevenção.
A psicologia trata também pacientes com doença e desequilíbrio mental, mas é uma ciência magnânima, que auxilia sobretudo pessoas ditas “normais”, trazendo a tona os mistérios da mente e das relações, ajudando na promoção da saúde de toda a família e no bem estar da criança.
Cintia Liana Reis de Silva é psicóloga e psicoterapeuta desde 2000. Escritora. Especialista em psicologia conjugal, familiar e adoção. Seu blog recebe mais de 15.000 visitantes ao mês, o www.psicologiaeadocao.blogspot.com.
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Cintia Liana No Correio Braziliense
Meu primeiro livro
"Filhos da Esperança"
A psicóloga Cintia Liana, que atua na área de família e adoção desde 2002, já foi perita de uma vara da Infância no Brasil e hoje atua na Itália com adoção internacional, escreve sobre os caminhos da adoção no Brasil, a forma de avaliar os candidatos à adoção e a situação de abandono das crianças, com um olhar crítico e preocupado.
A autora também nos traz a reflexão dos aspectos antropológicos e subjetivos no processo de construção da família, da adaptação do filho adotivo, da revelação da adoção, postura diante da história da criança e sua família de origem, assim como outros pontos importantes deste universo a serem descobertos pelo leitor.
Ela utiliza o pensamento sistêmico como base.
Se trata de um excelente guia de reflexão e amadurecimento não só para quem deseja ter um filho através da adoção e para quem já adotou, mas também para profissionais e estudantes interessados na area, que queiram entender, se atualizar e se aprofundar neste cenário.
http://www.agbook.com.br/book/43553--Filhos_da_Esperanca
A autora também nos traz a reflexão dos aspectos antropológicos e subjetivos no processo de construção da família, da adaptação do filho adotivo, da revelação da adoção, postura diante da história da criança e sua família de origem, assim como outros pontos importantes deste universo a serem descobertos pelo leitor.
Ela utiliza o pensamento sistêmico como base.
Se trata de um excelente guia de reflexão e amadurecimento não só para quem deseja ter um filho através da adoção e para quem já adotou, mas também para profissionais e estudantes interessados na area, que queiram entender, se atualizar e se aprofundar neste cenário.
http://www.agbook.com.br/book/43553--Filhos_da_Esperanca
Doando o filho para adoção
Tenho recebido algumas mensagens de mulheres grávidas pedindo ajuda e orientação, porque desejam doar o filho, ainda no ventre, para adoção. Calma! Uma mulher grávida tem o direito de doar seu filho para que ele seja adotado. Fazer um plano de adoção para o filho que se espera não é crime. Após o nascimento da criança, a genitora deve ir até a Vara da Infância e Juventude de sua cidade e declarar a intenção de doá-la. Por isso, não entrem em desespero. Na Vara da Infância a genitora será orientada pelos profissionais responsáveis. Enquanto isso, muita coisa pode mudar, sua situação e até o seu desejo em ficar com o seu filho.
Importante
Aviso aos "navegantes" que não tenho informações, não conheço e nem tenho o interesse em saber ou indicar instituições ou crianças disponíveis para adoção. Este trabalho não me compete e nem a nenhuma pessoa física, somente a Justiça.
Trabalho numa associação de adoção internacional na Itália e agimos dentro da lei e seguimos à risca todo o procedimento legal.
Neste blog o meu trabalho é abrir a consciência de pessoas que a buscam e orientar pais, crianças e instituições. Isso vai além de qualquer outra coisa. O resto deixo com o Judiciário e profissionais que nele trabalham.
Para outros assuntos estou a disposição sempre.
lembrem-se, o primeiro passo para adotar uma criança é procurar a Vara da Infância e Juventude de sua cidade.
Trabalho numa associação de adoção internacional na Itália e agimos dentro da lei e seguimos à risca todo o procedimento legal.
Neste blog o meu trabalho é abrir a consciência de pessoas que a buscam e orientar pais, crianças e instituições. Isso vai além de qualquer outra coisa. O resto deixo com o Judiciário e profissionais que nele trabalham.
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lembrem-se, o primeiro passo para adotar uma criança é procurar a Vara da Infância e Juventude de sua cidade.
Para citar Cintia Liana e textos postados neste blog
Monografia:
Silva, Cintia L. R. de. Filhos da Esperança: Reflexões sobre família, adoção e crianças. Monografia do curso de Especialização em Psicologia Conjugal e Familiar. Faculdade Ruy Barbosa: Salvador, 2008, 58 p.
Textos de Cintia deste blog:
Silva, Cintia L. R. de. Nome do texto. Disponível em http://www.psicologiaeadocao.blogspot.com/. Acesso em ... de ....... de ......
Outro autor com texto publicado neste blog:
Nome do autor. Nome do texto. Disponível em http://www.psicologiaeadocao.blogspot.com/. Acesso em: ... de ....... de .....
Usem os textos a vontade, mas citem o respectivo autor, enriquece seu trabalho e demonstra respeito.
Silva, Cintia L. R. de. Filhos da Esperança: Reflexões sobre família, adoção e crianças. Monografia do curso de Especialização em Psicologia Conjugal e Familiar. Faculdade Ruy Barbosa: Salvador, 2008, 58 p.
Textos de Cintia deste blog:
Silva, Cintia L. R. de. Nome do texto. Disponível em http://www.psicologiaeadocao.blogspot.com/. Acesso em ... de ....... de ......
Outro autor com texto publicado neste blog:
Nome do autor. Nome do texto. Disponível em http://www.psicologiaeadocao.blogspot.com/. Acesso em: ... de ....... de .....
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Sobre Direitos Autorais de Fotos e Textos deste Blog
As fotos utilizadas neste blog são de diversas origens.
Algumas minhas com famílias e crianças, todas autorizadas pelos responsáveis, amigos meus do trabalho com adoção, inclusive fotos que ganho de presente de muitos deles.
Outras foram doadas por fotógrafos amigos meus ou achadas no Google, Getty Imagens e Flickr, são imagens que circulam abertamente na internet que uso como meras ilustrações para compor os posts, algumas são encontradas com o nome do fotógrafo ou proprietário outras, geralmente do Google, nem sempre. Quando encontro o nome do proprietário da foto faço questão de expor, afinal dar créditos ao autor é uma questão de responsabilidade e respeito a obra alheia e ao dono.
A maioria dos textos e críticas são de minha autoria, mas os que não são estão com os devidos nomes do autor.
Agradeço a todas as contribuições, sejam elas por amizade ou por identificação com a causa da adoção.
Agradeço também os comentários de todos.
Cintia Liana
Algumas minhas com famílias e crianças, todas autorizadas pelos responsáveis, amigos meus do trabalho com adoção, inclusive fotos que ganho de presente de muitos deles.
Outras foram doadas por fotógrafos amigos meus ou achadas no Google, Getty Imagens e Flickr, são imagens que circulam abertamente na internet que uso como meras ilustrações para compor os posts, algumas são encontradas com o nome do fotógrafo ou proprietário outras, geralmente do Google, nem sempre. Quando encontro o nome do proprietário da foto faço questão de expor, afinal dar créditos ao autor é uma questão de responsabilidade e respeito a obra alheia e ao dono.
A maioria dos textos e críticas são de minha autoria, mas os que não são estão com os devidos nomes do autor.
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Cintia Liana
Listas e informações
Cintia Liana com 1 ano
Atrevidinha
Desde quando eu era pequena, minha avó já olhava orgulhosa e dizia que eu era muito atrevida. Quando eu tinha 4 anos, colocava a mão na cintura e começava a falar. Sou atrevida com consciência de causa, porque ter língua afiada não é só para quem pensa, é para quem faz e para quem sabe o que fala. Cintia Liana
"A palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes".
(Albert Einstein)
(Albert Einstein)
"Todo ser humano precisa da verdade sobre a sua existência para apropriar-se desta e organizar-se dentro de sua própria vida."
(Cintia Liana)
(Cintia Liana)
"A tranquildade de falar sobre a adoção nasce da capacidade de se desapegar das próprias crenças e medos, porque a criança está pronta para saber sobre os laços que a unem a família adotiva. Está pronta para a verdade. No fundo, ela já sabe de tudo."
(Cintia Liana)
(Cintia Liana)
"Adotar é acreditar que a história é mais forte que a hereditariedade, que o amor é mais forte que o destino."
(Lídia Weber)
(Lídia Weber)
"O filho biológico você ama porque é seu. O filho adotivo é seu porque você ama."
(Luiz Schettini Filho)
(Luiz Schettini Filho)
"A adoção transcende a natureza. É um requinte da evolução do ser humano, quando acolhe o diferente do seu próprio gene e ama por amar, e não por obrigação biológica."
(Jaime, 2000)
(Jaime, 2000)
"A relação com os pais adotivos será tão importante para a formação do caráter quanto o que aconteceu no passado difícil da criança, observo que até mais, pois estes é que irão conduzir a relação que esta criança terá com esse passado, a relação com o presente e a auxiliará no seu futuro."
(Cintia Liana)
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Cintia Liana vestida de palhaça apresentando peça de fantoches em abrigo de crianças
Foto: Lídia Weber e Cintia Liana em Roma, Itália, no Congresso Internacional da INFAD
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A Psicóloga Cintia Liana se veste de palhaça e visita abrigo de crianças
Cintia Liana e sua mãe, a arteterapeuta Walkíria Andrade, se apresentam em abrigo de crianças
A psicóloga Cintia Liana se veste de palhaça e anima abrigo de crianças
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