"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Relação de apego e auto-estima de crianças abrigada

Foto: Capturada do Blog "Palavra Aguda".

Em minha monografia de pós-graduaçãoem Psicologia Conjugal e Familiar, finalizada no ano passado, eu cito Alexandre e Vieira, que fizeram uma interessante pesquisa sobre relação de apego e auto-estima de crianças em abrigos.

Alexandre e Vieira (1998, p. 212), em sua pesquisa, citam algumas características de crianças que vivem em abrigos:

· Baixa auto-estima. As crianças investigadas têm uma imagem pequena em relação ao valor e aparência que elas têm de si mesmas; pensam que o “outro” é sempre melhor, o “outro” é aquele que consegue facilmente o que deseja;

· A beleza física é importante;

· Existe o desejo de ir embora, ser adotado ou voltar para a família de origem;

· O sentimento em relação a mãe biológica é de defesa ou culpa;

· Sentimento de que “Ninguém liga pra mim”; insatisfação em relação aos cuidados recebidos, que reflete a idéia de rejeição e injustiça;

· Saudade dos amigos que foram adotados ou dos irmãos que vivem em outros abrigos;

· Irmãos mais velhos se preocupam com irmãos mais novos;

· Zelo pelo amigo, preocupação com o bem estar dele o que se torno algo muito positivo;

· Cuidado em troca de benefícios;

· Agressão verbal;

· Ênfase no contato físico e busca constante pela presença do outro;

· Um amigo do abrigo passa a ser uma figura de apego;

· Crianças resilientes, sensíveis e responsivas;

· A brincadeira proporciona o exercício das relações de apego;

· Nas brincadeiras não houve a reprodução de experiências traumáticas ou do ambiente no qual elas ocorreram;

· As crianças demonstram afeto umas pelas outras.

De acordo com a lei, não é permitido entrar em abrigos para fazer visitas. Isso só pode ocorrer com a autorização do Juiz. Mas quem já entrou em um abrigo, por algum motivo, sabe que qualquer criança é uma jóia, é adotável e merecedora de todo o amor como uma outra criança qualquer, como a criança que pode nascer do nosso ventre. Elas despertam nosso amor.


Referência:

ALEXANDRE, Diuvani Tomazoni; VIEIRA, Mauro Luís. Relação de apego entre crianças institucionalizadas que vivem em situação de abrigo. Psicologia em Estud. vol. 9, nº. 2. Maringá, 1998. May/Aug. 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722004000200007. Acesso em: 03 de julho de 2008.





Por Cintia Liana

Um comentário:

lipm disse...

Oi Cintia Liana, me chamo Liana e adorei seu blog, pois o tema da minha monografia gira extamente em torno de crianças abrigadas e adoção. Adorei seu trabalho, gostaria de trocar informações com você sobre essas questões. Se puder entre em contato: liapmartins@hotmail.com
Grande abraço,
Liana.