"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Palestra sobre adoção nos diários associados

 Luiz Schettini – Crédito: Larissa Lins/DP/DA Press
É preciso entender primeiramente que a relação pais-filhos depende muito mais do afeto do que da genética, para aproveitar do modo como deve ser aproveitada uma palestra do Dr. Luiz Schettini Filho. Renomado e conceituado em todo o mundo, Schettini discursa sobre os aspectos psicológicos do processo adotivo. Autor de 20 livros, dos quais oito tratam diretamente da adoção, o psicólogo, teólogo e estudioso revelou ainda que possui um certificado de jornalista, da época em que ainda não havia graduação para a atividade. Esta manhã, seu palco foi o auditório dos Diários Associados, onde conversou com os jornalistas a respeito das implicações psicológicas das adoções.

Schettini iniciou a palestra lembrando que qualquer filiação transcende o genético e se apóia nas questões éticas, de escolhas pessoais e busca afetiva. “Quando ouço falar em laços de sangue, isso sempre me soa um pouco vampiresco”, brincou o psicólogo, enquanto explicava que cada adoção nasce de uma procura já existente.

Schettini defende que assim como marido e mulher são a princípio dois estranhos que acabam por estabelecer um vínculo de amor, crianças adotadas podem e devem ser acolhidas ultrapassando as barreiras genéticas e sanguíneas. A também psicóloga Suzana Schettini, que é esposa do Dr. Schettini, ressaltou ainda a importância de focar o processo adotivo no bem estar das crianças, não apenas na satisfação dos pais. Ela coordena o GEAD (Grupo de Estudo e Apoio à Adoção) no Recife, que visa desmistificar preconceitos acerca do assunto e disseminar uma nova cultura de adoção.

Os jornalistas que compareceram ao avento, assistiram ainda à uma palestra do Desembargador do Tribunal de Justiça, Luis Carlos Figueiredo, que orientou os comunicadores sobre como transmitir na mídia informações judiciais. Foram dadas instruções sobre como proceder com publicações que envolvam menores de idade, infrações e processos adotivos sob os cuidados da Justiça. Luís Carlos é relator da Lei 12.010, conhecida como a Nova Lei da Adoção, produzida em 2009 e que atualmente guia os rumos da adoção no Brasil.

Casos como o assassinato do bispo Robinson Cavalcanti e sua repercussão na mídia entraram em pauta como exemplos do destaque negativo que muitas vezes se dá à adoção nas manchetes dos jornais. Dr. Schettini, Dra. Suzana Schettini e o Des. Luis Carlos problematizaram o fato, explicando que a culpa que se atribui a um filho adotivo deve ser a mesma atribuída a um filho biológico, já que ambos estabeleceram a relação de pai e filho ao longo de anos de criação.

Uma curiosidade sobre o grupo de palestrantes é que os três são também pais adotivos. “Nós vivenciamos a adoção na teoria e na prática, por dentro e por fora, do café ao jantar”, pontuou Suzana Schettini.


2 comentários:

Juliana (mãe do Gabriel e do Lucas) disse...

Olá Cintia, gosto muito dos textos e livros do Dr. Luiz Schettini. Apenas uma dúvida, ele esteve aqui na Europa? Gostaria muito de ter a oportunidade de ouvi-lo. Obrigada, Juliana
www.contosdeumamaepandora.blogspot.com

Juliana (mãe do Gabriel e do Lucas) disse...

Obrigada Cintia, gosto muito do seu blog! Parabéns! Espero sua visita por lá mais vezes, Juliana