"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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sábado, 3 de março de 2018

Palestra com workshop da psicóloga Cintia Liana

Palestra com workshop da psicóloga Cintia Liana

Em minha visita ao Brasil em abril, além dos grupos de constelação, farei uma palestra com workshop que abordará o desrespeito às leis e ordens sistêmicas que dão origem e regem os conflitos familiares e a relação de cada um consigo, e incluirei o assunto adoção. 
Para pessoas em busca de autoconhecimento, famílias, estudantes e profissionais da área deaúde. 
Com entrega de certificado, a quem solicitar. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Cintia Liana e as constelações familiares com o tema adoção

Cintia Liana e as Constelações Familiares

Vim para a Itália convidada para trabalhar com adoção, e é com muita felicidade, que venho propor às famílias adotivas da minha cidade natal, que em 2008 me presenteou com o título de “Fada das famílias adotivas”, o meu workshop de constelações familiares com o tema ADOÇÃO. 


"Adoção e constelação"

Bert Hellinger disse, “somente quando estamos em sintonia com o nosso destino, com os nossos pais, com a nossa origem e tomamos o nosso lugar, temos a força”. Todos nós precisamos nos sintonizar com a nossa história familiar, com os nossos ancestrais para termos equilíbrio, porque a família pode ser comparada a um sistema dinâmico, composto por suas regras precisas, em que os seus se empenham com fidelidade para levá-las adiante e, mesmo que uma pessoa seja distanciada desta, continua a sofrer influências desse sistema e a manter a lealdade. 
Todos nós precisamos nos pacificar, sentir as nossas raízes para podermos voar. Existem casos em que crianças e adultos, que foram adotados, não conseguem atingir a serenidade desejada, porque sentem, inconscientemente, que falta algo em suas vidas. Essas pessoas foram “excluídas’ de um sistema, mas o campo não admite exclusões e elas mantém um vínculo e, como diz Hellinger, a necessidade de pertencer é maior que a de viver. 
O método das contelações familiares, hoje mundialmente conhecido, é uma ferramenta que nos dá a chance de ver, na representação da família, dentro do campo morfogenético (descrito pelo biólogo Rupert Sheldrake), os aspectos ocultos das desordens, o que está por trás dos conflitos, e colocar as dificuldades em ordem, com base nas leis sistêmicas, liberando o indivíduo desse peso e trazendo detalhes importantes à luz, instaurando o equilíbrio na vida de todos. 
Pais adotivos podem constelar. Pessoas que pretendem adotar também podem, para conseguirem entender mais ainda os sentimentos imperceptíveis, ligados a esse projeto de vida.
Para instaurar as ordens do amor, são usadas as leis sistêmicas: pertencimento, hierarquia e o equilíbrio no dar e receber, trazedo à consciência sentimentos reprimidos e não compreendidos, as sensações de culpas escondidas, as pessoas "não vistas" e também colocando cada uma delas em seus devidos lugares, com as suas responsabilidades. Essas desordens adoecem adultos e crianças do sistema. 
Esse método também é capaz de ajudar o indivíduo a se liberar do emaranhamento da repetição de histórias já vividas na família biológica e entrar em contato com o seu próprio destino, sendo capaz, assim, de se realizar na felicidade.

Cintia Liana Reis de Silva

Local: 
Mar Brasil Hotel, Sala João Gilberto
Rua Flamengo, 44, Farol de Itapuã, Salvador-BA



Grupos de constelação de Cintia Liana no Brasil

Cintia Liana, Constelações Familiares


Realizarei em abril, em minha cidade natal, workshops de constelações familiares. Informações e reservas pelo WhatsApp: +393394413339.


"Como a constelação familiar pode ajudar"


A família pode ser comparada a um sistema dinâmico, composto por suas regras precisas. Através da observação, o alemão Bert Hellinger descobriu que por trás das dificuldades, problemas e até mesmo doenças que os seus clientes enfrentavam, estavam refletidas as situações e conflitos vivenciados por membros anteriores da família. Hoje, as constelações familiares, o método de Hellinger, mundialmente conhecido, nos dá ferramentas para descobrir a origem oculta das desordens e colocar em ordem aspectos do campo morfogenético familiar, liberando-o desse peso e trazendo detalhes importantes à luz, instaurando harmonia e equilíbrio na vida de todos. 
Quando alguém representa a família neste método, tem a possibilidade de ver alí, no campo colocado em ação, o inconsciente familiar. Para instaurar as ordens do amor, são usadas as leis sistêmicas: pertencimento, hierarquia e o equilíbrio no dar e receber, trazedo à consciência sentimentos reprimidos e não compreendidos, as sensações de culpas escondidas, as pessoas "não vistas" e também colocando cada uma delas em seu devido lugar, com as suas responsabilidades. Mãe no lugar de mãe, irmão no lugar de irmã. Por exemplo, avó não pode ser mãe, será sempre avó; pai não pode ficar no lugar de irmão, deverá ocupar o lugar de pai. Essas desordens trazem desarmonia e até adoecem adultos e crianças do sistema.
Os novos filhos, quando chegam, já percebem esse tipo de energia e, a esse ponto, já entra no emaranhamento, assumindo comportamentos, sentimentos e até destinos que não são seus e sim de outros parentes. 
Esse método também é capaz de ajudar o inidivíduo a se liberar do emaranhamento da repetição, e entrar em contato com o seu próprio destino, sendo capaz assim de se realizar na felicidade.

Cintia Liana Reis de Silva

Local: 
Mar Brasil Hotel, Sala João Gilberto
Rua Flamengo, 44, Farol de Itapuã, Salvador-BA




terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A herança emocional dos nossos antepassados

Foto: Biblioteca Virtual de Antroposofia

“A verdade sem amor dói. A verdade com amor cura.” 
A mente é maravilhosa, 20 nov 2017
A herança emocional é tão decisiva quanto intransigente e impositora. Estamos enganados quando pensamos que a nossa história começou quando emitimos o nosso primeiro choro. Pensar dessa forma é um erro, porque assim como somos o fruto da união do óvulo e do esperma, também somos um produto dos desejos, fantasias, medos e toda uma constelação de emoções e percepções que se misturaram para dar origem a uma nova vida.
Atualmente falamos muito sobre o conceito de “história familiar”. Quando uma pessoa nasce, ela começa a escrever uma história com suas ações. Se observarmos as histórias de cada membro de uma família, encontraremos semelhanças essenciais e objetivos comuns. Parece que cada indivíduo é um capítulo de uma história maior, que está sendo escrita ao longo de diferentes gerações.
Esta situação foi muito bem retratada no livro “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez, que mostra como o mesmo medo é repetido através de diferentes gerações até que se torna realidade e termina com toda uma linhagem. O que herdamos das gerações anteriores são os pesadelos, os traumas e as experiências mal resolvidas.
A herança de nossos antepassados que atravessa gerações
Esse processo de transmissão entre as gerações é algo inconsciente. Normalmente são situações ocultas ou confusas que causam vergonha ou medo. Os descendentes de alguém que sofreu um trauma não tratado suportam o peso dessa falta de resolução. Eles sentem ou pressentem que existe “algo estranho” que gravita ao seu redor como um peso, mas que não conseguem definir o que é.
Por exemplo, uma avó que foi abusada sexualmente transmite os efeitos do seu trauma, mas não o seu conteúdo. Talvez até mesmo seus filhos, netos e bisnetos sintam uma certa intolerância em relação à sexualidade, ou uma desconfiança visceral das pessoas do sexo oposto, ou uma sensação de desesperança que não conseguem explicar.
Essa herança emocional também pode se manifestar como uma doença. O psicanalista francês Françoise Dolto, disse, “o que é calado na primeira geração, a segunda carrega no corpo”.
Assim como existe um “inconsciente coletivo“, também existe um “inconsciente familiar”. Nesse inconsciente estão guardadas todas as experiências silenciadas, que estão escondidas porque são um tabu: suicídios, abortos, doenças mentais, homicídios, perdas, abusos, etc. O trauma tende a se repetir na próxima geração, até encontrar uma maneira de tornar-se consciente e ser resolvido.
Esses desconfortos físicos ou emocionais que parecem não ter explicação podem ser “uma chamada” para que tomemos consciência desses segredos silenciados ou daquelas verdades escondidas, que provavelmente não estão na nossa própria vida, mas na vida de algum dos nossos antepassados.
O caminho para a compreensão da herança emocional
É natural que diante de experiências traumáticas as pessoas reajam tentando esquecer. Talvez a lembrança seja muito dolorosa e elas acreditam que não serão capazes de suportá-la e transcendê-la. Ou talvez a situação comprometa a sua dignidade, como no caso de abuso sexual, em que apesar de ser uma vítima, a pessoa se sente constrangida e envergonhada. Ou simplesmente querem evitar o julgamento dos outros. Por isso, o fato é enterrado e a melhor solução é não falar sobre assunto.
Este tipo de esquecimento é muito superficial. Na verdade o tema não está esquecido, a lembrança é reprimida. Tudo que reprimimos se manifesta de uma outra forma. É mais seguro quando volta através da repetição.
Isto significa que uma família que tenha vivenciado o suicídio de um dos seus membros provavelmente vai experimentá-lo novamente com outra pessoa de uma nova geração. Se a situação não foi abordada e resolvida, ficará flutuando como um fantasma que voltará a se manifestar mais cedo ou mais tarde. O mesmo se aplica a todos os tipos de trauma.
Cada um de nós tem muito a aprender com os seus antepassados. A herança que recebemos é muito mais ampla do que supomos. Às vezes os nossos antepassados nos fazem sofrer e não sabemos o porquê.
Talvez tenhamos nascido em uma família que passou por muitas vicissitudes, e não saibamos qual é o nosso papel nessa história, na qual somos apenas um capítulo. É provável que esse papel nos tenha sido atribuído sem o nosso conhecimento: devemos perpetuar, repetir, salvar, negar ou encobrir as feridas destes eventos transformados em segredos.
Todas as informações que pudermos coletar sobre os nossos antepassados serão o melhor legado que podemos ter. Saber de onde viemos, quem são essas pessoas que não conhecemos, mas que estão na raiz de quem somos, é um caminho fascinante que só nos trará benefícios. Isto nos ajudará a dar um passo importante para chegar a uma compreensão mais profunda de qual é o nosso verdadeiro papel no mundo.
Fonte: http://www.antroposofy.com.br/forum/a-heranca-emocional-dos-nossos-antepassados/

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Constelações Sistêmicas

Google Imagens


Por Karla de Araújo

Aceitar pai e mãe, incluir os excluídos, separar o que está misturado, quebrar padrões negativos repetitivos, dar e receber com equilíbrio, harmonizar o masculino e o feminino, honrar a família e ter permissão para seguir e ser feliz!

Às vezes, estamos fora de nosso verdadeiro lugar em nossas famílias, em um papel que não é realmente o nosso; como por exemplo, irmão que toma o lugar de pai, filha que toma o lugar de mulher do pai (tudo isso no inconsciente), mãe que se comporta como filha da filha; filhos que tomam as crenças e o fardo dos pais para si, ficando assim impossibilitados de seguir seu próprio caminho. Repetição de padrões negativos, doenças psicossomáticas, disfunções sexuais, filhos que não "crescem" por terem medo de não serem mais amados pelos pais, cônjuge que não se independe da influência dos pais depois de se casar, identificação excessiva com algum ente querido que já morreu impossibilitando a pessoa de olhar para seu trabalho e sua vida,etc. Tudo isso influi na disponibilidade ou não do indivíduo para uma vida saudável e próspera.

A Constelação Sistêmica Familiar quebra os círculos viciosos. Revela os mecanismos inconscientes do nosso comportamento e as influências externas. Quando essas influências se mostram nas constelações, o indivíduo recupera seu poder de fazer escolhas, se torna mais livre e produtivo. As consultas podem ser realizadas individualmente ou em grupo.

A Constelação Familiar foi desenvolvida por Bert Hellinger que elaborou suas inerentes "ordens do amor". Gunthard Weber e outros a estenderam para constelações em contextos organizacionais e em outros contextos. Matthias Varga Von Kibéd e Insa Sparrer desenvolveram estes conceitos mais além, em "Constelações Sistêmicas de Estrutura" e forneceram uma experiência metodológica e teórica. Bernd Isert criou um método holístico que reúne estes conceitos e métodos da PNL e cinesiologia.

A meta do trabalho de constelação é resolver envolvimentos, separar misturas e incluir partes do sistema anteriormente excluídas, a fim de permitir que o cliente alcance a integração em um nível mais elevado do que antes. É uma terapia breve capaz de identificar a origem de muitos dos "males" que nos afligem e, através da energia do amor, desatar nós e abrir novas possibilidades para o futuro. Este trabalho se baseia na existência de uma consciência familiar que "rege" nossos destinos. Cada vez que uma das ordens desta consciência é quebrada, ela age no sistema familiar, através de seus membros, "exigindo" uma compensação. Uma destas ordens é o direito ao pertencimento: todos, no sistema familiar, têm o mesmo direito de pertencer. Isto implica que, cada vez que alguém é excluído do sistema, normalmente por questões morais, a consciência familiar escolhe um membro de uma geração posterior ao excluído para que tenha um destino semelhante e difícil. Crianças abortadas, criminosos, alcoólatras, doentes mentais, prostitutas, filhos ilegítimos, todos se enquadram neste grupo de excluídos. Somente quando estas pessoas são reconhecidas e incluídas no coração da família, aquele que estava identificado com o excluído pode seguir seu próprio destino livremente.

O trabalho sistêmico vem a partir da concepção da vida, do fluir no desenvolvimento natural. Estamos inseridos dentro de um grande sistema contínuo, de diversos elementos que se interagem e de certa forma são interdependentes uns com os outros. Nenhum organismo é um sistema estático, fechado ao mundo exterior; e sim um sistema aberto, onde há uma constante troca de informações entre os mais diversos níveis.
Não temos como falar de constelação familiar sem falar da visão sistêmica.

Nascemos dentro de um sistema familiar, que existe há muitos anos e onde não sabemos direito o seu histórico por completo. Foram gerações atrás de gerações, com muitas histórias, acontecimentos, e situações felizes e trágicas. Herdamos através dos nossos pais e ancestrais toda a carga morfogenética (morfo=forma) e não damos conta dos padrões, das crenças e até mesmo das repetições de estórias dentro da nossa família.

Outra ordem, a de precedência, significa que quem vem antes dá e quem vem depois recebe; quem vem primeiro tem prioridade. Quando alguém toma o lugar de outro que o precede, o sistema familiar entra em desequilíbrio. Um filho que assume "ares" de pai, um irmão caçula que se arroga direitos de primogênito, um filho que toma para si os problemas dos pais e os coloca em julgamento, são alguns perturbadores desta ordem. Durante a Constelação Familiar, estas dinâmicas ocultas afloram de maneira surpreendente.

“O trabalho de constelação familiar é uma oportunidade de identificarmos de forma consciente o que está acontecendo com o sistema familiar, podendo assim resolver os conflitos a partir da escolha interna de cada um.

”A constelação sistêmica pode ser realizada em grupo (workshop) ou individualmente com utilização de bonecos ou figuras. A terapia se dá através da reunião do terapeuta, do cliente e de um grupo de pessoas que são convidadas a representar membros da família do cliente. A sessão tem início quando o cliente manifesta a questão que quer trabalhar e escolhe representantes para seus familiares. Neste momento, instala-se no ambiente um "campo" que traz à luz aquilo que está atuando em seu sistema familiar. A melhor analogia é o fato de que, a todo instante, milhares de ondas de rádio cruzam o espaço sem que possamos acessá-las. Assim que um aparelho de rádio é ligado e uma determinada freqüência é escolhida, passamos a ouvir imediatamente sua programação. No caso das constelações familiares, o membro da família é o responsável por "autorizar" que a freqüência de sua família seja sintonizada e possa ser captada no ambiente. A partir de como os representantes se sentem e se movimentam, é possível perceber os emaranhados com clareza e dar início à sua dissolução.

Podemos fazer Constelação para ajudar em conflitos familiares (pais, filhos, irmãos, tios, avós), conflitos entre casais, dificuldade em lidar com perdas de parentes, pessoas queridas ou parceiros, dificuldade em relacionar-se de uma forma geral, dificuldade em comunicar-se, problemas de saúde, conflitos entre sócios, funcionários e clientes, problemas financeiros, entre outras coisas.

Karla de Araujo



http://www.alinhamento-energetico.com/constela%C3%A7%C3%B5es%20sist%C3%AAmicas/