"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Constelações Sistêmicas

Google Imagens


Por Karla de Araújo

Aceitar pai e mãe, incluir os excluídos, separar o que está misturado, quebrar padrões negativos repetitivos, dar e receber com equilíbrio, harmonizar o masculino e o feminino, honrar a família e ter permissão para seguir e ser feliz!

Às vezes, estamos fora de nosso verdadeiro lugar em nossas famílias, em um papel que não é realmente o nosso; como por exemplo, irmão que toma o lugar de pai, filha que toma o lugar de mulher do pai (tudo isso no inconsciente), mãe que se comporta como filha da filha; filhos que tomam as crenças e o fardo dos pais para si, ficando assim impossibilitados de seguir seu próprio caminho. Repetição de padrões negativos, doenças psicossomáticas, disfunções sexuais, filhos que não "crescem" por terem medo de não serem mais amados pelos pais, cônjuge que não se independe da influência dos pais depois de se casar, identificação excessiva com algum ente querido que já morreu impossibilitando a pessoa de olhar para seu trabalho e sua vida,etc. Tudo isso influi na disponibilidade ou não do indivíduo para uma vida saudável e próspera.

A Constelação Sistêmica Familiar quebra os círculos viciosos. Revela os mecanismos inconscientes do nosso comportamento e as influências externas. Quando essas influências se mostram nas constelações, o indivíduo recupera seu poder de fazer escolhas, se torna mais livre e produtivo. As consultas podem ser realizadas individualmente ou em grupo.

A Constelação Familiar foi desenvolvida por Bert Hellinger que elaborou suas inerentes "ordens do amor". Gunthard Weber e outros a estenderam para constelações em contextos organizacionais e em outros contextos. Matthias Varga Von Kibéd e Insa Sparrer desenvolveram estes conceitos mais além, em "Constelações Sistêmicas de Estrutura" e forneceram uma experiência metodológica e teórica. Bernd Isert criou um método holístico que reúne estes conceitos e métodos da PNL e cinesiologia.

A meta do trabalho de constelação é resolver envolvimentos, separar misturas e incluir partes do sistema anteriormente excluídas, a fim de permitir que o cliente alcance a integração em um nível mais elevado do que antes. É uma terapia breve capaz de identificar a origem de muitos dos "males" que nos afligem e, através da energia do amor, desatar nós e abrir novas possibilidades para o futuro. Este trabalho se baseia na existência de uma consciência familiar que "rege" nossos destinos. Cada vez que uma das ordens desta consciência é quebrada, ela age no sistema familiar, através de seus membros, "exigindo" uma compensação. Uma destas ordens é o direito ao pertencimento: todos, no sistema familiar, têm o mesmo direito de pertencer. Isto implica que, cada vez que alguém é excluído do sistema, normalmente por questões morais, a consciência familiar escolhe um membro de uma geração posterior ao excluído para que tenha um destino semelhante e difícil. Crianças abortadas, criminosos, alcoólatras, doentes mentais, prostitutas, filhos ilegítimos, todos se enquadram neste grupo de excluídos. Somente quando estas pessoas são reconhecidas e incluídas no coração da família, aquele que estava identificado com o excluído pode seguir seu próprio destino livremente.

O trabalho sistêmico vem a partir da concepção da vida, do fluir no desenvolvimento natural. Estamos inseridos dentro de um grande sistema contínuo, de diversos elementos que se interagem e de certa forma são interdependentes uns com os outros. Nenhum organismo é um sistema estático, fechado ao mundo exterior; e sim um sistema aberto, onde há uma constante troca de informações entre os mais diversos níveis.
Não temos como falar de constelação familiar sem falar da visão sistêmica.

Nascemos dentro de um sistema familiar, que existe há muitos anos e onde não sabemos direito o seu histórico por completo. Foram gerações atrás de gerações, com muitas histórias, acontecimentos, e situações felizes e trágicas. Herdamos através dos nossos pais e ancestrais toda a carga morfogenética (morfo=forma) e não damos conta dos padrões, das crenças e até mesmo das repetições de estórias dentro da nossa família.

Outra ordem, a de precedência, significa que quem vem antes dá e quem vem depois recebe; quem vem primeiro tem prioridade. Quando alguém toma o lugar de outro que o precede, o sistema familiar entra em desequilíbrio. Um filho que assume "ares" de pai, um irmão caçula que se arroga direitos de primogênito, um filho que toma para si os problemas dos pais e os coloca em julgamento, são alguns perturbadores desta ordem. Durante a Constelação Familiar, estas dinâmicas ocultas afloram de maneira surpreendente.

“O trabalho de constelação familiar é uma oportunidade de identificarmos de forma consciente o que está acontecendo com o sistema familiar, podendo assim resolver os conflitos a partir da escolha interna de cada um.

”A constelação sistêmica pode ser realizada em grupo (workshop) ou individualmente com utilização de bonecos ou figuras. A terapia se dá através da reunião do terapeuta, do cliente e de um grupo de pessoas que são convidadas a representar membros da família do cliente. A sessão tem início quando o cliente manifesta a questão que quer trabalhar e escolhe representantes para seus familiares. Neste momento, instala-se no ambiente um "campo" que traz à luz aquilo que está atuando em seu sistema familiar. A melhor analogia é o fato de que, a todo instante, milhares de ondas de rádio cruzam o espaço sem que possamos acessá-las. Assim que um aparelho de rádio é ligado e uma determinada freqüência é escolhida, passamos a ouvir imediatamente sua programação. No caso das constelações familiares, o membro da família é o responsável por "autorizar" que a freqüência de sua família seja sintonizada e possa ser captada no ambiente. A partir de como os representantes se sentem e se movimentam, é possível perceber os emaranhados com clareza e dar início à sua dissolução.

Podemos fazer Constelação para ajudar em conflitos familiares (pais, filhos, irmãos, tios, avós), conflitos entre casais, dificuldade em lidar com perdas de parentes, pessoas queridas ou parceiros, dificuldade em relacionar-se de uma forma geral, dificuldade em comunicar-se, problemas de saúde, conflitos entre sócios, funcionários e clientes, problemas financeiros, entre outras coisas.

Karla de Araujo



http://www.alinhamento-energetico.com/constela%C3%A7%C3%B5es%20sist%C3%AAmicas/

domingo, 12 de junho de 2016

Costellazioni familiari: cosa sono e come possono migliorare la nostra vita

Ciascuno di noi fa parte di una famiglia con cui vive ed a cui è legato, che lo voglia o meno. Spesso continuiamo a ripetere conflitti e malesseri nelle nostre esperienze, oppure portiamo sulle spalle pesi che non ci appartengono. O anche, viviamo a nostra insaputa il tragico destino di un familiare, scomparso da tanto tempo e mai conosciuto. Tutte queste dinamiche ci legano in modo negativo alla famiglia, impedendoci di guardare in avanti con forza gioiosa e di avere successo nella nostra vita.” (Bert Hellinger)

Laura De Rosa

In ambito scientifico è appurato che esistano malattie di tipo genetico eridatarie e in ambito spirituale sembrerebbe valere la stessa “legge”, perlomeno secondo la teoria delle Costellazioni Familiari. In questo caso ad essere trasmessi sono attitudini, comportamenti, dinamiche psicologiche che influenzerebbero le famiglie generazione dopo generazione e che sarebbero all’origine di tanti malesseri psichici e addirittura sintomi fisici, nell’ottica di una correlazione fra psiche e corpo. Le Costellazioni Familiari sono un metodo di guarigione che agisce proprio su questi blocchi familiari, nel tentativo di renderli consapevoli. Perché è solo attraverso la consapevolezza che possiamo risolverli definitivamente e mettere la parola fine al protrarsi dei disturbi connessi. Ma scopriamo di cosa si tratta, come funzionano e chi concepì per primo questo metodo di guarigione.

Bert Hellinger: il fondatore delle Costellazioni Familiari


Il fondatore delle costellazioni familiari, lo psicologo e scrittore tedesco Bert Hellinger, iniziò a esporre le proprie teorie intorno al 1980, influenzando una serie di studi successivi fra cui quelli della francese Anne Schützenberger, autrice della tecnica “sindrome degli Antenati”. L’autore tedesco sosteneva che le nostre vite sarebbero condizionate da ingiustizie, privazioni, violenze subite dagli antenati. Tanto per fare un esempio semplicistico, se le mie antenate sono state vessate, generazione dopo generazione, dai mariti, probabilmente io stessa mi ritroverò a vivere una situazione simile, attribuendomi le colpe quando invece, le ragioni che mi portano ad accettare e a vivere queste ingiustizie, vanno rintracciate nel passato familiare. Questione di dinamiche inconsce che, secondo Hellinger, influenzerebbero tutti i settori esistenziali: amore, lavoro, rapporto col denaro, salute.

Come si guarisce

Secondo il metodo delle costellazioni familiari possiamo guarire prendendo consapevolezza dei blocchi familiari. Questo garantirebbe non solo la guarigione individuale ma addirittura dell’intera famiglia. In che modo? Premesso che esistono varie scuole che reinterpretano il metodo a seconda del proprio orientamento, in generale il soggetto viene indirizzato a osservare la rappresentazione scenica dei propri livelli inconsci. In questo modo è indotto al dialogo con i diversi sistemi così da facilitare la scoperta dell’origine del disagio e dei sintomi correlati. Una volta individuato questo disagio, l’elemento mancante viene reintegrato oppure si opera per rimettere ordine nel sistema squilibrato. Questo lavoro ci permette di illuminare dinamiche di cui eravamo già coscienti e altre completamente ignorate.

La costellazione ci permette quindi di prendere consapevolezza di aspetti nascosti e condizionamenti del tutto oscuri, appartenenti all’inconscio familiare oltre che individuale. Una volta che il blocco viene riconosciuto, il livello di coscienza lo rielabora e lo assimila, permettendo la guarigione. Il metodo in questione viene definito sistemico perché prende in considerazione un sistema, nel caso specifico la famiglia in cui il singolo individuo è importante in funzione di qualcosa di più grande, il sistema stesso. Nella terapia familiare il singolo viene quindi considerato come parte di un gruppo e questo approccio permette di individuare connessioni e legami con gli altri componenti della famiglia.

Gli ordini dell’amore

Hellinger individuò nel sistema delle Costellazioni Familiari degli ordini strutturali fissi che mantengono in equilibrio e concorrono alla sopravvivenza del sistema familiare e li definì “Ordini dell’Amore”. In questo sistema vige un ordine che potremmo paragonare quasi a un karma familiare, per cui ogni torto fatto a un antenato va compensato da un successore. Il cosiddetto “escluso” della famiglia deve essere, quindi, riscattato, difeso, riconosciuto. Sarà in particolare un componente della famiglia a identificarsi con lui/lei, magari ritrovandosi implicato in un destino molto simile o costretto a una morte precoce, che avrà il compito di compensare lo squilibrio. Quando gli Ordini dell’Amore per qualche ragione non vengono rispettati, subentrano problemi e conflitti a livello familiare.

Come si svolgono le sedute

Le costellazioni familiari sono svolte principalmente in gruppo: uno o più soggetti si propongono per rappresentare la propria costellazione. Gli altri partecipanti si siedono a cerchio e fra di loro siede anche il cosiddetto facilitatore che ha il compito di aiutare i partecipanti a rilassarsi. Il facilitatore, o conduttore, deve essere ovviamente un professionista con competenze anche di tipo psicologico. E’ lui a porre la domanda di apertura con cui focalizzare l’argomento di cui ci si vuole occupare. A seconda delle risposte il facilitatore orienta la sezione. La messa in scena avviene quando il conduttore invita il soggetto analizzato a scegliere, fra i partecipanti, un rappresentante di se stesso e del familiare coinvolto, antenato o contemporaneo. Una volta che i vari membri della famiglia sono stati posizionati, il soggetto siede accanto al conduttore. Di lì in avanti il soggetto rimane in silenzio a meno che non venga interpellato.

Secondo Hellinger gli individui scelti per rappresentare i vari componenti familiari del soggetto analizzato inizierebbero ad avvertire, a livello inconscio, sensazioni ed emozioni dei rispettivi membri della famiglia. E ciò avviene grazie al contatto con il loro campo energetico. A quel punto è compito del conduttore portare avanti la costellazione intervenendo con spostamenti, interpellando i soggetti coinvolti nella messa in scena e via dicendo. Infine, di solito, il diretto interessato viene invitato a inserirsi al posto del proprio rappresentante. Tutto questo ha lo scopo di riportare armonia ed equilibrio nella famiglia e nel singolo individuo che, in seguito, inizia un vero e proprio percorso di trasformazione interiore di cui, spesso, potrebbe non rendersi conto a livello razionale.

Laura De Rosa

Read more at http://www.eticamente.net/47597/costellazioni-familiari-cosa-sono-e-come-possono-migliorare-la-nostra-vita.html#JRbU5EDPBBF6Eyuq.99


Fonte: http://www.eticamente.net/47597/costellazioni-familiari-cosa-sono-e-come-possono-migliorare-la-nostra-vita.html?refresh_ce

sábado, 16 de abril de 2016

O "milagre" das constelações familiares e como elas podem mudar destinos

We Heart it

16 de abril de 2016

Por Cintia Liana Reis de Silva

Conheci há alguns anos, mas só há algumas semanas venho lendo muito e me aprofundando ainda mais no método terapêutico fenomenológico das constelações familiares do psicanalista, pedagogo, teólogo e filósofo alemão Bert Hellinger e posso parecer meio categórica, mas sou formada em psicologia desde 2000, especialista em psicologia sistêmica familiar, expert em adoção e venho trabalhando com a "cura da alma" do ser humano há todos esses anos e, após ter constelado, há quase uma semana, posso dizer que para mim, até o momento, não há método mais curativo e rápido. Estou tão encantada com as descobertas de Hellinger que mês que vem iniciarei o curso de formação aqui Roma.

O trabalho de constelações familiares se propõe a mudar destinos tristes e a restabelecer as ordens do amor na família, assim o sofrimento se acaba nas gerações atuais e nas futuras, liberando a todos os que vieram, os que estão e os que virão. Acredito que todas as famílias têm seus pontos a serem curados.

A essência do trabalho de Hellinger é o amor e depois a gente vai entendendo a força que esse amor tem e como ele é capaz de curar. Hellinger, nascido em 1925, com 64 livros escritos e traduzidos em todo o mundo, explica que cada pessoa vive um destino já traçado pelo inconsciente familiar e cada pessoa está presa a esse destino, o que ele chama de enredamento. E esses destinos são repetições de histórias já vividas e trazidas há muitas gerações precedentes, histórias de sofrimentos, dúvidas, dores, medos, limitações, bloqueios, separações, abandono de filhos, problemas de infertilidade, abortos, pessoas excluídas, dependências de álcool ou drogas, problemas financeiros, dívidas, problemas conjugais, abusos, violência, incestos, doenças de ordem física e mental, tragédias, assassinatos, suicídios, acidentes, brigas, desavenças entre irmãos, conflitos com filhos e essas repetições ocorrem como uma forma de buscar uma falsa compensação. Por exemplo, uma família que tem um homicida futuramente perderá um ente assassinado, para cumprir algo que ele chama de consciência de clã. Ou um casal que "compra" uma criança de uma família pobre para adotá-la depois perde um filho biológico em uma fatalidade. Uma herança mal dividida também terá graves consequências futuras. Ele diz que a liberdade de cada um é limitada porque todos os atos exigem consequências e essas consequências já são predeterminadas e aparecem nas gerações futuras. As repetições acontecem também em forma direta e similar, como doenças e outras situações que caem igualmente de geração em geração, na vida de filhos e filhas, que vivem cenários iguais aos dos pais, dos avós, bisavós, como se tivesse uma força que os faz seguir esse mesmo destino, sem conseguir mudá-lo, mesmo com a consciência e com todos os esforços para seguir outra estrada.

O fato é que ele descobriu que se pode evitar que essa sucessão do repetições desnecessárias e sofridas, que só trazem mais dor, chamada de compulsão sistêmica de repetição, pode acabar quando se restabelece as ordens do amor, ou seja, na forma de um ritual em uma terapia, com uma representação em que a pessoa constelada participa em um grupo com outros desconhecidos e um constelador.

O constelador diz para o constelado em pouquíssimas palavras escolher o que ela quer trabalhar, qual é a dificuldade vivida e sentida e delega que ela pegue aleatoriamente no grupo algumas pessoas que representarão os seus familiares. Familiares esses que podem estar envolvidos nesse conflito. Após as pessoas serem escolhidas, e sem saberem nada sobre a vida do constelado, se incia o movimento dentro do campo familiar (morfogenético). Cada representante, que também está ali com o mesmo objetivo de constelar e de resolver seus problemas, começa a se mover e a ir na direção de um ou outro, sentindo uma força que o guia. Também inicia a ter sensações que começam a ser "lidas" pelo constelador, explicando de onde vem o problema, de que geração, por qual motivo ele está ali e até segredos vêm a tona, revelando outras coisas que vão sendo resolvidas. As respostas ficam claras.

Quem representa, de alguma forma, "constela" indiretamente naquele momento também, e tem seus insights, seus momentos de iluminação, de aprendizado, vivendo aquele papel no campo, pois não é a toa que ele lhe foi dado, foi exatamente porque tem algo a ver com a sua história.

Um workshop de constelações dura o dia inteiro e a constelação e o fechamento de cada um do grupo vai de 20 minutos a 1 hora mais ou menos, e se dá quando o constelador pede para o constelado ou para o representante do constelado repetir frases em forma de um ritual de cura, que tem como base um sentimento de libertação e liberação, motivando o constelado a seguir o seu próprio destino, a perdoar, a se desenredar dos prolemas antigos, que são de outras pessoas mais velhas da família, ou até de pessoas já mortas e, a partir daí o constelado já começa a sentir algo diferente. A cada novo dia que ele acorda o sentimento de liberdade é mais forte e com o passar do tempo já se vê tudo de modo mais leve, superando os problemas que antes lhe pesavam demasiadamente nos ombros. Problemas esses que não eram seus e sim do campo familiar, que o escolheu para carregar adiante, e ele, até então, não conseguia se libertar desse papel até constelar.

Eu, particularmente, na constelação trabalhei alguns medos, e tive a confirmação de que esses medos e sentimentos provinham de um evento traumático ocorrido em minha família há mais de 25 anos, em uma geração antes da minha e, após constelar, percebi que todos os sentimentos e lembranças ligadas àquele momento foram tomando outros lugares em minha vida emocional, restabelecendo as ordem, os lugares certos, de modo que os medos foram se dissolvendo e hoje eu sinto que sou a dona do meu destino e tenho força sobre ele.

A propósito, na oportunidade também levei uma ex-paciente minha para constelar, uma alcoolista. Há uma semana ela não bebe. Mas, obviamente, eu e o constelador a aconselhamos a não parar por aí o seu processo de cura.

Hoje existe em mim uma enorme gratidão por Bert Hellinger e por toda a riqueza de seus ensinamentos, desse método que ele deixará para a humanidade. Escrevi esse texto para retribuir o amor que estou sentindo por ele, pela compreensão que hoje tenho da humanidade, pela vida, pela mansidão que estou adquirindo, pela serenidade que está se erradicando em mim, para também contribuir positivamente de algum modo na vida de quem quer mudar, parar de sofrer e ser dono do próprio destino. Não posso guardar isso só para os mais íntimos, já que tenho tanto carinho por tantas pessoas e por pessoas que nem conheço pessoalmente, já que tenho tanta certeza da minha missão, da responsabilidade do meu trabalho, já que tem tantas pessoas que me pedem conselhos, ajuda, uma palavra amiga, hoje vos aconselho a não desistirem,  pesquisem sobre a obra de Bert Hellinger e, na hora certa, tenham a coragem de constelar. Não tenham medo de serem felizes por inteiro.

Por Cintia Liana Reis de Silva

Após 8 meses a ex-paciente continua sem beber e a sua alegria e motivação continuam intactos.

Indicação para primeira leitura:
Constelações Familiares, o reconhecimento das ordens do amor. Bert Hellinger, Editora Cultrix, 2001.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Terapia familiar sistêmica: a terapia que mudou a minha vida


Por Carolina Vila Nova
Constelação Familiar Sistêmica é uma terapia criada pelo psicanalista alemão Bert Hellinger, que ocorre de forma energética e fenomenológica.  A terapia acontece em um local onde haja espaço para um grupo de pessoas e sua movimentação. Há um terapeuta que comanda a sessão, chamada de Constelação. Pouco é falado pelo terapeuta.  E menos ainda pela pessoa constelada (o paciente). A sessão ocorre em forma de movimentos: a energia surge do inconsciente do constelado e um grande fenômeno acontece.
O terapeuta pergunta ao paciente o que ele veio buscar ali hoje. O paciente responde, por exemplo, que precisa resolver um problema em seu casamento. O terapeuta solicita que a pessoa constelada escolha uma pessoa do grupo presente para representá-lo. A pessoa então escolhe alguém e posiciona a mesma no espaço que se tem para a constelação, denominado como campo (geralmente uma grande sala vazia, rodeada de pessoas sentadas à sua volta). O constelado se senta. Em segundos a pessoa que foi colocada no campo como representante começa a se movimentar. Esta pessoa simplesmente sente vontade de agir de uma determinada forma e o faz. Cada gesto tem um significado. E o terapeuta pode ler através desses gestos, os passos seguintes a serem executados. Mais pessoas vão sendo escolhidas, uma a uma, para representar a situação da pessoa constelada. No exemplo citado, se escolheria mais um representante para o cônjuge. Em seguida, representam-se os pais para o constelado e seu cônjuge. Filhos, irmãos e outros podem ser também representados. A ordem das representações e quem acabam sendo representados é sempre orientado pelo terapeuta.
O que ocorre é que os representantes no campo da constelação acabam agindo como atores mágicos, atuando como os personagens da vida da pessoa constelada. Podem-se ver pessoas chorando, gritando, dançando, falando, como se tivesse existido ali um roteiro criado e estudado da vida daquela pessoa. É algo tão real, que chega a parecer mágico.
Uma constelação pode durar trinta minutos, uma hora ou até uma hora e meia. Não existem regras. Existe um movimento energético que todos sentem e o terapeuta além de sentir, interpreta e guia. Através dos acontecimentos mostrados pelos representantes, o constelado vê a sua própria vida passando pelos seus olhos, mas sob uma nova perspectiva: do todo! A constelação familiar sistêmica leva sempre em consideração a importância dos membros da família: pais, avós, irmãos, filhos e netos, além de cônjuges, filhos adotados e quem mais pertencer aquele ciclo familiar. Ninguém nunca pode ser excluído. Ou veem-se as consequências de tal exclusão no mesmo meio familiar.
É possível se descobrir segredos através de uma constelação familiar, uma vez que toda a verdade que cerca a vida de uma pessoa e sua família está impregnada em seu inconsciente. E aí então se manifesta. Por exemplo: pode existir numa família uma criança que foi adotada, que não é legítima, mas que não foi apresentada como tal. Numa constelação, esta informação se revela. Bem como outras.
A constelação familiar é uma terapia intensa, surpreendente. Chega a ser chocante, tamanha verdade que se vê e o pouco que se compreende em sua manifestação. Não apenas a pessoa constelada se beneficia em sua sessão, mas todos os representantes que participam da terapia, pois os representantes acabam sempre sendo escolhidos energeticamente pelo inconsciente do constelado, de forma que aquela pessoa sempre terá alguma identificação em si mesmo com o que virá a representar no campo. Esta também se beneficia: se cura.
Segundo Bert Hellinger, não devemos tentar entender o que acontece numa constelação. Quando se tenta compreender, de alguma forma interrompemos ou atrapalhamos a energia que está no comando da situação. Como seres humanos, confusos e tão pequenos, afirmo que é muito difícil ver tamanha manifestação e não tentar compreendê-la. Mas aos poucos aprendemos a apenas aceitá-la e não mais entendê-la.
Quando uma sessão acaba, pode ser que a mesma tenha indicado uma tarefa a ser realizada, por exemplo: conversar com o cônjuge sobre algo do passado, que transformou aquela união em algo ruim. Ou pode ser que nada mais precise ser feito. A energia liberada ali continua se manifestando. E as mensagens trocadas naquele momento agem como se realmente tivessem acontecido com as pessoas reais ali representadas.
Quando eu mesma fiz a minha primeira constelação, fiquei em estado de choque por alguns dias. Descobri alguns segredos de mim mesma e de demais. Após duas semanas, comecei a perceber grandes mudanças em mim. Com o passar do tempo, percebi que as pessoas envolvidas em minha sessão também haviam começado a mudar em relação a mim e as minhas questões.
A mudança foi tamanha que constelei mais duas vezes, de meses em meses. Esta não é uma terapia que pode ser feita regularmente como a pessoa a ser constelada. Tem que se dar tempo ao tempo, literalmente. Como representante pode-se participar sempre.
Meses após minhas constelações, vi mudanças que nunca, nem como escritora, havia sonhado. Nem em meu pico mais alto de criatividade poderia ter inventado tamanhas reviravoltas em minha vida. Estas que me levaram a um estágio melhor de vida e consciência: autoconhecimento e aceitação. Resignação diante daquilo que é, do que não se muda.
Muito há para se falar da Constelação Familiar Sistêmica. Apesar de adepta à terapia, ainda sinto que apenas duas páginas para se falar do assunto é extremamente pouco. Mas enquanto não me especializo no assunto para a escrita do merecido e sonhado livro a respeito, fica aqui o meu testemunho e desejo, de que todos saibam da existência e poder desta viva terapia.
A Constelação Familiar Sistêmica, a meu ver, é a mais intensa, forte e viva terapia nos dias atuais. Para alguns pode ser que seja intensa e real demais. Ainda assim, vale a pena conhecer e falar com o terapeuta a respeito. E depois, talvez, se decidir por ela!
Fonte: http://www.contioutra.com/constelacao-familiar-sistemica-a-terapia-que-mudou-a-minha-vida/

sábado, 12 de março de 2011

A ordem de chegada dos filhos na adoção

Foto: Google Imagens

Minha querida,
Vc poderia dar uma breve explicação sobre aquela teoria da constelação familiar (ordem de chegada dos filhos, idade de chegada dos filhos)?
Me ajude a entender aquele texto colocado "aqui" anteriormente.
Obrigada!!!
Beijos,
D.

***

D.,
eu sempre me pergunto até que ponto devemos respeitar isso o que ele diz sobre a ordem de chegada dos filhos na adoção, mas a mente guarda muito mais mistério que não poderemos descobrir em mais 1.000 anos de estudos e pesquisas científicas.

Quanto mais estudo mais me surpreendo com o potencial da mente e em como ela atua na vida cotidiana.

Ele fala que "A violação da ordem natural do sistema causa emaranhados."

Nunca li algo que Hellinger tenha falado diretamente da ordem de chegada dos filhos e desta hierarquia necessária aplicado aos casos de adoção, mas sobre a sua teoria ouvi profissionais se referindo a ordem de chegada nesta vertente, que na adoção também deve ser respeitada a hierarquia de chegada. Vou explicar o que penso.

Eu entendo assim, tua filha chegou primeiro, ela sempre terá o seu lugar na história da família como a que tem mais tempo de vida junto a vocês, assim como na filiação biológica.

No caso da adoção, sua filha poderá ter irmãos mais velhos que ela. Quando esses irmãos mais velhos começam a fazer parte da dinâmica cria-se uma nova dinâmca hierárquica e eles vão ocupando os seus postos naturais frente à família, os mais velhos têm um lugar característico, assim como os mais novos e os do meio (isso pode não ser uma regra intocável, mas acontece).

Sempre ouço os irmãos do meio reclamarem de tantas coisas, todos os do meio que ouço se queixam, acho que até existe um teórico que fala sobre isso, que o do meio se esforça para ter uma identidade e ocupar um lugar de respeito entre os 3 irmãos, porque a nossa mente não lê o 2º no caso de 3, e sim o do meio, que fica "oprimido" entre os dois, não tem um lugar estabelecido, ele não é o mais velho nem o mais novo, que é muito mais fácil de absorver no psiquismo e culturalmente. O mais velho e o mais novo têm uma absorção hierárquica mais fácil e no modo de serem tratados pelos pais.

Não é porque ninguém é mau ou bom, lúcido ou estúpido, mas é como a mente trabalha e lê automaticamente essas questões tão subjetivas e históricas, que vêem tatuadas em nossas células.

Acredito que ele fala que poderá existir um emaranhado na medida em que o filho mais velho ocupa o lugar do mais velho na hierarquia e se comportará como tal, mas o mais novo tem muito mais tempo de vivência no seio da família e como ficará essa percepção da dinâmica? Ou vocês respeitarem a hierarquia respeitando a ordem de chegada por adoção. Será que isso é possível? Mas será que pode gerar uma crise em pequenos detalhes que deixamos passar no cotidiano? O X da questão são os detalhes, o invisível, o sutil, o que não se vê, isso tem mais poder que tudo.

Acho que é mais ou menos tbm assim para a repetição de nomes na família. Já isso não é de Helliger, é mais de originário da psicanálise e da terapia sistêmica relacional.

É bonito, é bom, é gostoso homenagear, mas a criança tem que ter seu nome próprio, aquele que é só seu, sua identidade, o nome carrega conteúdos inconscientes fortíssimos na seio de uma família e quando você repete o inconsciente familiar repete muita coisa. O que a criança fará? Como ela se comportará? Ou ela será super diferente daquele que originou seu nome ou igual a ele. E quando ela será ele mesma, quando todos a tratam como o "dono" do nome? As expectativas que se colocam sobre uma criança ninguém vê, mas ela sente e reage e ninguém sabe porque ela está revoltada.

E o pior, já deram o mesmo nome com alguma expectativa de repetição para pertuar alguma coisa na família, entende? Não têm tantos casos onde o Júnior é um terror? rsrs

Numa palestra, uma habilitanda me disse:

- Ah, eu vou colocar em meu filho o mesmo nome do meu pai, mas não para ele ser como meu pai. Como eu amava tanto o meu pai, eu vou fazer isso para homenageá-lo, assim sentiremos que ele está perto de nós.

Aí eu perguntei:
- Mas vc observa que seu filho ainda nem chegou e você já está dando a responsabilidade a ele de trazer o teu pai de volta? Olha que responsabilidade grande ele tão pequinino já tem!

Ela ficou sem resposta, porque na verdade era isso também com a intenção do nome repetido (claro que não só), e a criança não tem que se sentir responsável por trazer de volta, ao seio da família, alguém que já se foi. O luto tem que ser feito, o morto deve ganhar o seu lugar na família, os fatos têm que ser aceitos e encardos. É bonito homenagear? É, mas pode ser um fardo para a criança ser usado para isso.

Deixo claro que te passo uma informação científica. Quando ele diz que na adoção os pais devem respeitar também a ordem de chegada dos filhos, não estou dizendo que sou a favor ou contra você adotar um filho mais velho que sua primeira filha, entende? Eu não seria tão ousada a esse ponto, de inferir em decisão tão séria, até porque sou super a favor de adoções de crianças maiores e são muito necessárias.

Beijos saudosos, minha querida D.!

Cintia Liana

Indicação de site:


Por Cintia Liana

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Terapia Sistêmica de Bert Hellinger (Ordem na família)

Foto: Getty Images

Amigos,
já que no grupo "Psicologia e Adoção" estamos falando sobre Constelação resolvi trazer um texto que fala de Sistema Familiar e sobre o que pensa o pai da Constelação Familiar, Bert Hellinger.

Antes faço uma observação, o assunto é muito denso, ele faz inferência a quase tudo em nível inconsciente, muitas coisas que a nossa censura e nosso senso de moralidade adquirido ao logo do nosso desenvolvimento rejeita, muitas coisas difíceis de aceitar, são coisas muito profundas, inconscientes, quase impossível de uma pessoa que nunca experimentou a transpessoalidade entender (como é impossível sentir na pele o que é ser mãe sem nunca ter sido), então quando Bert fala dos papéis de homem e mulher, por exemplo, ele não é machista, ele só traz uma luz arquetípica (ler os arquétipos de Carl G. Jung) ao caso, querendo colocar ordem num ambiente, estabelecendo papéis dignos sem competição ou desvalorizando as pessoas que os desempenham ou decidem desempenhá-los.

Concordamos com algumas coisas outras nem tanto, mas Hellinger é muito sábio e estudou muito para desenvolver sua teoria. Tudo tem um mistério.

Boa reflexão.

Cintia Liana

O que é a terapia de Hellinger?
As Ordens do Amor
"QUANDO COMPREENDEMOS as leis sistêmicas que permitem que o amor aflore, podemos conseguir ajudar pessoas e famílias que sofrem a encontrar soluções. É profundamente comovente observar os clientes se aproximarem da Ordem do Amor e, espontaneamente, se entregarem a um sentimento amoroso suave e profundo, às vezes após uma vida inteira de ódio, raiva e abuso. Citação de "A Simetria Oculta do Amor", de Bert Hellinger.

O que é a Ordem do Amor?
Foi em sua terapia sistêmica que Bert descobriu que o sistema familiar, como acontece em qualquer outro sistema, tem sua própria ordem natural e que, quando essa ordem é violada, os efeitos são sentidos nas gerações seguintes à medida que o sistema procura retornar à ordem. Parece haver algumas leis naturais que funcionam para manter a ordem e para fazer com que o amor flua livremente entre os membros da família.

De acordo com a terapia sistêmica de Bert Hellinger, a harmonia na vida em família acontece quando cada um de seus membros ocupa seu lugar de direito, assume seus papéis na vida, cuida de si mesmo e evita interferir no destino de outro.

A maioria das dificuldades pessoais e dos problemas de relacionamento decorre de desordens nos sistemas familiares. Essas desordens acontecem quando, sem termos consciência ou intenção de fazê-lo, incorporamos em nossas vidas o destino de outras pessoas que, às vezes, viveram num passado distante. Isso faz com que repitamos o destino de membros da família que foram excluídos, esquecidos ou cujos lugares não foram reconhecidos. Tentamos viver esse destino para eles ou criamos infelicidade em nossas vidas para diminuir nossa culpa.

As principais leis que atuam nas dinâmicas familiares parecem ser:
· Todos têm direitos iguais de pertencer ao seu sistema familiar;
· Há uma hierarquia na ordem de nascimento. Os que nasceram primeiro têm preferência sobre os que vieram depois;
· Os pais dão e os filhos recebem,
· A figura masculina ocupa a primeira posição na hierarquia, mas ela trabalha a serviço da figura feminina.

A violação dessas leis pode ocorrer, de forma não intencional, de muitas maneiras:
· Quando bebês são abortados, ou não se faz o luto pelos natimortos ou não se fala mais neles (não se reconhece a perda, não se expressa à tristeza sentida pela perda)
· Quando crianças ou adultos jovens morrem e não se faz o luto por eles
· Quando os filhos são doados para adoção e não se fala mais neles
· Quando os pais adotivos não reconhecem os pais biológicos dos filhos adotados
· Quando ex-parceiros ou relacionamentos importantes não são reconhecidos e honrados nos casais
· Quando relações extraconjugais são mantidas em segredo
· Quando vivências relacionadas com guerras não são lembradas e os mortos honrados
· Quando há segredos de família
· E muitas, muitas outras...

Quando qualquer das situações acima acontece, os efeitos são sentidos por muitas gerações, às vezes, duas ou três gerações depois. Esses efeitos se manifestam sob a forma de suicídio, depressão, esterilidade, doença física ou mental e dependência química, com freqüência sem que se tenha a menor consciência do que aconteceu nas gerações anteriores.

A violação da ordem natural do sistema causa emaranhados. As crianças começam a tornar-se como os pais, envolvem-se com as questões que dizem respeito aos pais, sofrem, elas próprias, na crença de que assim os pais sentir-se-ão bem. À medida que crescem, com freqüência sentem raiva e alguns tentam rejeitar a própria família, numa tentativa de viver uma nova vida, separadamente. Às vezes, mudam-se para o outro lado do mundo para desvencilhar-se das questões familiares, mas isso não funciona. Quando permanecem ligados a suas famílias desta forma, não estão livres para seguir seus próprios caminhos e, ao formarem um novo lar, nunca conseguem estar totalmente disponíveis porque ainda estão presas aos pais.

O que acontece num grupo de constelação?
Pede-se que o participante que vai trabalhar suas questões familiares diga qual é o desejo de seu coração. Geralmente, pergunta-se sobre fatos de suas famílias, ou a de origem ou a atual, o que for adequado para a situação. Os fatos são do tipo “mortes prematuras ou não naturais”, relacionamentos anteriores ou extraconjugais, abortos, natimortos, etc. Em alguns casos, o cliente pode preferir não expor questões pessoais no grupo e falará privadamente com o terapeuta antes da sessão.

Relatos sobre o “Tio X que diziam ser egoísta ou cruel” não são levados em conta, uma vez que freqüentemente os sentimentos dos participantes contradizem totalmente esses relatos. Assim, só se pergunta sobre os fatos realmente acontecidos.

Escolhem-se, então, pessoas do grupo para representar os membros da família. Estes são posicionados, de forma intuitiva, pela pessoa cuja constelação está sendo feita. À medida que entram no campo de energia daquela família, os representantes começam a sentir os sentimentos reais dos membros que representam. Olhando a forma como as pessoas estão posicionadas e perguntando como se sentem, o terapeuta pode começar a formar uma imagem interna do aspecto do sistema que possa estar fora de ordem. Ele então faz tentativas, movimenta as pessoas, inclui pessoas que possam estar ausentes, até que o coração se abra. Isso traz à luz as dinâmicas ocultas que levaram à violação da ordem. Quando o coração se abre, o grupo inteiro sente isso como uma experiência muito profunda e comovente. É como se a alma, finalmente, voltasse para casa. Falam-se frases de cura para honrar os membros da família que estão faltando e, assim, permitir que o amor flua livremente outra vez. No entanto, nem sempre é possível chegar a uma solução. Às vezes, há segredos que parece não termos permissão para desvendar; ainda assim, os efeitos parecem ser sentidos na família e, às vezes, de forma até mais poderosa do que se uma solução tivesse sido alcançada.

E isso funciona?
Às vezes, os efeitos são dramáticos, como crianças dadas em adoção entrarem em contato quando os pais biológicos fazem suas constelações, mulheres em casais inférteis ficarem grávidas, membros excluídos subitamente telefonarem. O mais comum é uma mudança gradual nos relacionamentos, um sentimento de paz interior, mais aceitação dos pais e de outros membros da família. Às vezes, não há qualquer mudança. Para algumas pessoas, a cura requer um nível de mudança que elas não estão dispostas a empreender. Ainda assim, quando as mudanças são sentidas, é como se tivéssemos, mais uma vez, entrado em sintonia com os movimentos de nossas almas e pudéssemos sentir-nos em paz. Isso é vivenciado como um sentimento de profunda alegria.

"A alegria flui a partir da alma quando estamos em harmonia com os movimentos da alma. Qualquer que seja o caminho, somos guiados por nossas almas. Se estivermos sintonizados, sentiremos que estamos ligados a algo maior, e isso é alegria. A alegria tem uma qualidade de plenitude e completude que decorre dessa conexão. Essa alegria é calma, significativa, irradiante. Na presença de pessoas que vivenciam essa alegria, nós nos tornamos calmos. Essa alegria não tem motivo, desejo ou intenção. É uma sensação de profundo contentamento”. Citação de Bert Hellinger numa oficina em Londres, em abril de 2000.



Postado Por Cintia Liana