Atenção! A Psicóloga Cintia Liana vive e trabalha na Itália, por esse motivo muitas vezes não pode aceitar convites para ministrar palestras e entrevistas que devem ser cedidas no Brasil, assim como realizar atendimentos psicológicos pessoalmente. Ela faz consultoria via skype para adotantes no Brasil, tem conhecimento de toda a parte legal, dá suporte psicológico, assim como clarifica toda a parte psicológica de quem passa pela experiência, fala sobre o desenvolvimento infantil e de adaptação do novo filho, tirando todas as dúvidas específicas deste momento tão especial e delicado, tornando todo o caminho a ser percorrido mais claro, seguro e sereno para todos.
Curtam a nova página "Psicologia de Família" da Psicóloga Cintia Liana: https://www.facebook.com/PsicologiaDeFamiliaComAPsicologaCintiaLiana


"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

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sábado, 12 de maio de 2012

Filha procura mãe biológica


Estive olhando sua página na internet (blog), pois estava procurando assunto relacionado ao tema (mães que abandonam) e acabei encontrando sua página. Vou torcer para que a senhora leia meu e-mail e responda.

Minha historia é a seguinte:

Me chamo Clarisia Laiana da Silva e Silva (tenho orkut e facebook onde conto minha historia, inclusive na página da Sandrinha, comunidade procuro mãe biológica), tenho 27 anos, nasci em 1 de abril de 1985. Nao sei qual foi a maternidade, nao sei nada, apenas a data que consta na certidão (adoção a brasileira). Minha mãe biológica me abandonou logo após o nascimento, não sei nada a meu respeito, minhas origens. Fui adotada e dentro do possível bem criada, bons colégios, uma boa casa e meus pais são carinhosos, mas não tenho irmãos adotivos.

Só me contaram oficialmente da adoção aos 21 anos, mas sempre soube que era adotada, a gente sabe, sempre sabemos, não precisa contar, parece que uma voz, algo dentro de nós diz que fomos rejeitadas. Por mais amor que uma criança receba no lar adotivo, a rejeição sempre estara em primeiro lugar. Essa é a ordem dos fatos. Primeiro há uma rejeição, para que depois aja a adoção. Posso falar por mim, nunca se supera um abandono, é insuperável, e não acredito que exista alguém neste mundo que conviva felizmente com isso.

Sou casada, formada, tenho dois filhos maravilhosos, e já passei necessidade, mas jamais abandonaria meus filhos.

Até hoje procuro minha mãe biológica, mas até agora nada, chego a acreditar que ela sabe que estou a sua procura, mas não quer ser encontrada.

Na verdade estou mandando este e-mail, porque muito se fala a respeito do abandono materno, focando apenas na adoção, mas não há muitos estudos a respeito dessas mulheres.

Tenho a impressão que depois que uma mulher abandona sua filha, ela some, desaparece do cenário mundial. Nao sei se isso é real ou se é apenas um mecanismo de defesa de minha parte, visto que sou uma filha abandonada que tenta compreender o porque da mae ter escolhido esta péssima opção.

Ja fiz psicoterapia, fui a igreja, conversei com outras pessoas a respeito, mas não adianta, essa dor não passa. Acredite, não existe nada pior do que ser abandonada pela própria mãe. Uma mulher que decidi entregar seu filho a adoção nao sabe o que é amor. Escuto pessoas que dizem que quando a mãe entrega a criança com todos os cuidados a um hospital, a um casal, ela na verdade está protegendo o filho, mas discordo.

Todos os dias eu penso onde ela está... E principalmente... Será que ela se arrependeu? Já que a maioria segue com sua própria vida sem olhar para trás...

São perguntas que ficarão para sempre sem respostas. Mas acredito que um dia eu retorne para a psicoterapia, não para superar o que é insuperavel, mas é bom buscar ajuda sempre.

Obrigada.

************
 
Obrigada por responder, fiquei muito feliz. Em relação a minha história pode publicar, pode colocar meu nome verdadeiro (Clarisia Laiana da Silva e Silva Tavares. Data de nascimento: 1º de Abril de 1985. Fortaleza, Ceará). Até porque não tenho problema algum em expor, pelo contrário, já coloquei minha história no orkut, no facebook, tem até foto minha, até já pensei em colocar uma foto minha quando bebê.
 
Penso que falar, mostrar, divulgar, me faz bem, quando conversamos e mostramos nossos problemas para as pessoas parece que a nossa dor melhora, sinto uma sensação de alivio, me sinto mais confortável em dividir a minha angústia, até porque sei que existem muitas pessoas passando pelo mesmo problema. Pode postar meu e-mail, minha história, as pessoas vão ler e se identificar e quem sabe aconteça um milagre, alguém ler e reconhece minha história, até a própria mãe biológica, nada é impossivel.  Mais uma vez obrigada por responder meu e-mail, obrigada pela atenção.

As dúvidas são muitas, lendo seu -email em relação a pessoa que doou o 3º filho... Sempre penso, o que leva uma mãe a doar todos seus filhos? Ou o que leva uma mãe a doar apenas um de seus filhos? Acredito que quando uma mãe entrega um filho, ela deve estar em um momento de grande desespero, ou infelizmente ela também ja foi abandonada. Eu nao fui abandonada apenas pela minha mãe biologica, fui abandonada por duas familias, a familia materna e paterna. Por isso quando penso na minha mãe biológica, logo tenho a certeza de que se tratava de alguem sem extrutura familiar alguma. O problema é que adoção (que para mim é um ato de amor e coragem, pois ainda há muito preconceito) dá a oportunidade de que a criança cresça em um lar, receba amor, atenção e se desenvolva, mas em contrapartida continuamos (isso é fato) a viver com a rejeição. E a esperança de um dia encontrá-la. O que nós filhos queremos (não todos é claro, mas a maioria) nossos pais adotivos, a sociedade, os amigos, o dinheiro, ninguém pode nos dar, apenas ela, a mãe biológica.
 
Infelizmente não temos o apoio necessário para encontrarmos nossa origem biológica. Graças a Deus existem comunidades, "Filhos adotivos do Brasil" que dá apoio, sites, blogs que falam da adoção, psicólogos, e a nossa fé.
 
É assim que eu vivo cada dia, buscando respostas, tentando entender, não é facil, penso em minha mãe biológica todos os dias, possíveis irmãos, avós, pai, minha história... E não vou desistir de encontrá-la.
Obrigada
abraços

5 comentários:

Vivianne disse...

Minha historia é parecida com a de Clarisia fui abandonada quando nasci e meus pais adotivos já estavam a minha espera, tudo que ela sente é exatamente o que sinto todos os dias e o pior que calada sempre no silencio não por minha família ignorar meus sentimentos, mais por medo de magoa-los procuro evitar. Nasci em 20 de Agosto 1986 assim consta na certidão. Tudo que sei é que ela foi obrigada a me abandonar onde teve que ir ao Estado de Pernambuco segundo minha Mãe conta que ela não teve coragem nem de mim olhar quando o medico "falou pra ela que eu tinha um sinal careca na cabeça onde poderia ela sempre mim encontraria". Não a culpo pelos seus atos pois ela que prestar com Deus mais tenho curiosidade de vê-la sabe de fato a minha Historia, sou muito amada por todos da minha família que por sinal é muito linda e grande, sou grata a Deus por ela ter tomado essa atitude pois tive boa educação e sou feliz por metade, não sei ela me procura, se estar bem, se tem um lar ou família. Meu é Viviane Ribeiro da Cunha - este é meu e-mail: Ribeirocunha24@hotmail.com Beijos...

Lara Pinheiro disse...

Já meu caso é o contrário... procuro minha irmã. Ela deve ter cerda de 28 anos e, segundo minha mãe me contou, ela nasceu no hospital São João da Escócia, em Recife PE. Minha mãe a teve com 16 anos, quando foi abandonada pelo namorado e o pai a havia colocado para fora de casa. Ela entregou minha irmã para a adoção no mesmo hospital que ela nasceu e até havia dado um nome a ela. Ela sofreu muito (não que isto justifica o que ela fez), mas acho que pra uma menina de 16 anos sem apoio algum é bastante aceitável a imaturidade. Espero poder um dia conhecer minha irmã. Ela é a unica filha do mesmo pai e mãe que eu. Se um dia eu tiver sorte, ela lerá este comentário.

Clebiana Morais, Recife-PE

Raquel moraes alves disse...

olá meu nome é Raquel, li os comentários e só posso dizer a você clarisia, que não desista nem pense que sua mãe biológica não te ama, eu sou testemunha real disso; minha mãe perdeu duas irmãs minha para justiça, foram tomadas, pelo fato que na época nós era extremamente pobre, não tinha nem o que comer, assim depois de 23 anos de procura, não temos nem um vestígio de onde elas possam estar, gostaria muito de que você ou a Viviane,pudesse ser uma de minhas irmãs, mas a quando olho a data de nascimento me dá um aperto e penso será que permanece a mesma data, o mesmo nome, Deus quem sabe né, mas não desista de procurar, assim como eu e minha mãe não desistiremos, pois peço todos os dias a Deus, e daria o pouco que tenho para vê-las novamente, segue os dados que tenho, a amanda tinha quase 4 anos, nascida em 29/06/1987, e a angélica aparecida tinha quase 2 anos nascida em 26/02/1989, sonho o dia que poderei abraça-las novamente, pois as amo muito.

Gleice Rodrigues disse...

ola me chamo gleiciane rodrigues tenho 37 fui adotada e descobri que nasci na maternidade nossa senhora de lurdes em cavaleiro jabuatao DOS GUARRARAPES RECIFE /PE QUERIA QUE ALGUEM TIVESSE UMA HISTORIA PARECIDA CM A MINHA ....FUI DADA AO POLICIAL CIVIL JOSE DINO EL MEU PAI ADOTIVO MORO NO BAIRRO DE AREIAS DIZEM MUITO QUE TEM IRMAOS E MINHA MAE PAREC MUITO COMIGO...QUERIA MUITO CONHECER MINHA MAE BILOGICA....MEU EMAIL É GLEICE_GALEGA@HOTMAIL.COM
MINHA MAE ADOTIVA É CLEONICE RODRIGUES CONHECIDA COMO NENEGA
ESPERO UMA BOA NOTICIA QUE DEUS AJUDEM A TODOS NOS .

Batista disse...

Oi clareia estou torcendo para vc encontrar sua mãe não perca a esperança DEUS IRÁ te ajudar eu sou um a pessoa que sofre muito pois eu quando eu era adolescente eu engravidei e a minha patroa exigiu que eu desse para doação a minha filha hoje eu sofro muito e tenho fé que um dia eu terei notícias dela isso já faz 21 anos .tenha fé Deus ele é o único que pode nos ajudar bjs boa sorte