"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Respeitando a imagem dos pais de origem

Foto: Googel Imagens

Eldridge (2004) trata da importância da criança sentir que os pais adotivos têm uma relação de respeito com as figuras dos pais biológicos, com a "memória" deles, pois as crianças manifestam uma aliança inconsciente com essas primeiras figuras parentais de sua vida, mesmo alimentando uma possível raiva da mãe biológica em virtude do suposto abandono que sofrera.

Schettini (2006) diz que Segundo D’Andrea (2002), se existir e mantiver uma dinâmica competitiva dos pais adotivos em relação aos pais biológicos, o filho ou a filha poderão sentir-se no meio, divididos entre duas famílias, como vítimas e reféns entre o biológico e o afetivo, entre o passado e o presente. Mas se, ao contrário, os pais adotivos, ao construírem um novo vínculo, auxiliarem o filho a integrar e a aceitar a sua família de origem, reconhecendo o seu valor como parte inicial, indispensável de sua vida, a filiação dupla poderá ser vivida de maneira integrada e saudável. O filho passará a enxergar a sua origem como uma etapa natural na construção do vínculo com a nova família. Pode ser que nada se saiba sobre os primeiros pais, pode se saber muito ou algo muito triste, que não demanda entrar em detalhes, o que importa é que essa história existe, não pode ser modificada e deve ser respeitada. Não há nada que se possa fazer para essa história ser mudada, não há como voltar atrás. Algo importante, sadio e nobre a se fazer é respeitar essa história. Podem encarar e assumir que isso dói, mas faz parte da história. O importante é todos estarem juntos e compartiharem os momento para que possam construir uma nova história e tentar ser felizes com o que têm. Essa atitude pode não mudar o passado, mas traz a possibilidade de um futuro feliz e é o futuro que nos espera. (SCHREINER, 2000)

Por Cintia Liana

Referência:

Eldridge, Sherrie (2004). Vinte coisas que filhos adotados gostariam que seus pais adotivos soubessem.

SCHETTINI, Suzana S. M.; AMAZONAS, M. C. L. de A.; DIAS, C. M. de S.. Famílias adotivas: identidade e diferença. Psicologia em Estudo. v. 11, n. 2, Maringá, maio/ago. 2006. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-73722006000200007&script=sci_arttext&tlng=. Acesso em: 20 de janeiro de 2007.

Schreiner, Gabriela. Vamos Falar-nos de Adoção (A revelação). Apresentado em reunião de pais do grupo NEPPAJ – Jundiaí/SP – 2000. [online] Disponível na internet via www URL: http://cecif.org.br/tt_revelacao.htm. Arquivo capturado em 20 janeiro de 2007.

Um comentário:

Letícia Godoy disse...

O Schettini deu uma palestra aqui a convite do grupo de apoio à adoção Aconchego que participo.
Ele é a esposa Suzana são uns amores, são ótimos. Até postei lá no blog contando sobre a palestra que adorei.
A história da criança precisa ser respeitada, assim como os pais bios tb.

beijinhos