"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

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domingo, 29 de abril de 2012

Benefícios de dar Banho de Balde no seu Bebê


Todos nós sabemos o quanto os bebês gostam de tomar banho, eles se sentem á vontade na água, pois durante nove meses viveram dentro dela, visto que no útero da mãe contém água.
Por esse motivo é digno de nota que as crianças gostam muito desse momento, e as mães se aproveitam disso comprando grandes banheiras para deixá-los á vontade, esquecendo-se de quem são pequenos e frágeis.
Pensando nisso trouxemos uma grande novidade para as mães, trata-se de uma técnica conhecida como banho de balde, ou seja, um banho em eu o bebê fica apertadinho como na barriga da mãe.

Como funciona a técnica de banho de balde?

A criança encaixa-se perfeitamente no balde, onde ficará agachadinha assim como era na barriga da mãe, a água precisa estar quentinha e chegar até peito da criança.
Trata-se de um banho muito aconchegante, as crianças gostam muito dessa modalidade. Pediatras já comprovaram que esse tipo de banho trás inúmeros benefícios às crianças.
Devem ser utilizados ‘baldes’ normais, é claro que o da criança precisa ser novo e estar em bom estado, dê preferência aos que são transparentes, pois é possível visualizar o bebê.
No entanto existem alguns baldes próprios a esta atividade, eles já estão disponíveis em casas que vendem coisas para bebês.
O bebê não pode ser grande, existe um tamanho apropriado, até alguns primeiros meses será possível encaixá-lo no balde. Depois não force.

E se o bebê chorar?

Com certeza de inicio ele irá estranhar um pouco, mas certifique-se de que nenhum de seus ossos está dobrado e deixe-o se acostumar.

Até que idade se deve dar banho de balde nos bebês?

Indica-se desde o nascimento até os seis meses de idade, no entanto isso pode ser realizada até quando ele couber dentro do balde.
Com certeza essa será uma grande experiência tanto para os pais quanto para as crianças. Que apreciaram a idéia.

Benefícios para a criança:

  •  Proporciona bem estar.
  •  Dá a impressão do útero da mãe.
  •  Acalma a criança.
  •  Trás tranqüilidade.
  •  Diverte os bebês.
  •  Não deixa de ser um método prático para lavá-los.
Fonte: http://vidademulher.com.br/canais/maes-a-filhos/filhos/199-beneficios-de-dar-banho-de-balde-no-seu-bebe.html

sábado, 10 de dezembro de 2011

Deficit di Accudimento


Deficit di accudimento (em italiano). Uma criança que chora no berço precisa ser ouvida e que validem o seu "pedido de socorro", caso contrário crescerá com a sensação de não ter sido acudida o suficiente. Quando grande não acreditará que é capaz de pedir socorro, de ser ouvida, de ser respeitada. Pequenos detalhes que constituem a nossa psiquê adulta e determinam os nossos comportamentos.

Por Cintia Liana

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ansiedade excessiva em crianças

Mandy Lynne

Por Bruno Rodrigues

Algumas doenças que pensamos serem doenças de adultos estão atingindo cada vez mais as crianças. Os transtornos de ansiedade ocorrem em crianças, sim, e não é manha como alguns adultos pensam. Precisam de atenção dos pais para que não comprometam a vida dos pequenos.

"As pressões da sociedade de hoje que exigem da criança um amadurecimento cada vez mais cedo. E essa pressão aumenta a ansiedade nas crianças" diz a psicóloga Edna Kalaf.

A ansiedade da criança é a manifestação exagerada de preocupações diante de alguma situação teoricamente simples. Por estar ansiosa, a criança às vezes sente dores de barriga reais quando não quer ir à escola por algum motivo.

O corpo manifesta as emoções sentidas e com as crianças isso não é diferente. Dores de cabeça, de estômago, coração acelerado ou mesmo falta de ar podem ser sentidas pela criança realmente e não ser só uma desculpa para não dormir sozinha.

A ansiedade exagerada é aquela que acaba atrapalhando na vida cotidiana da criança. Pode aparecer na forma de medo, tensão muscular, preocupação com eventos futuros, isolamento e dificuldade ou queda no rendimento escolar.

Os transtornos de ansiedade se não tratados adequadamente podem evoluir para a depressão e por isso a procura por ajuda especializada é muito importante para que as causas sejam conhecidas o mais precocemente possível.

Os pais precisam estar atentos para perceber as mudanças do comportamento do seu filho para ajudá-lo a superar qualquer insegurança que possa se tornar motivo de preocupação extrema.

Quando a criança começar a não querer brincar na pracinha que está acostumado a ir freqüentemente, o melhor é conversar e tentar entender o motivo e junto com o pequeno fazê-lo superar da melhor forma possível o que lhe angustia.

Crianças com potencial em determinado esporte não podem ser cobradas pelos pais a obter rendimentos de campeões olímpicos. Incentivo é diferente de pressão.

Tratamentos contra a ansiedade - Caso a ansiedade da criança já esteja interferindo na vida cotidiana, o melhor é procurar ajuda seja do médico psiquiatra ou de um psicólogo. A psicoterapia e a medicação são os tratamentos realizados para crianças com ansiedade exagerada.

Para crianças menores de cinco anos, são recomendados remédios fitoterápicos. Já as que possuem mais de cinco anos de idade já usam medicações antidepressivas.

Dicas
Converse muito com seu filho sempre. É a melhor maneira de sentir pequenas mudanças no comportamento da criança.

Não tenha medo caso o psiquiatra receite alguma medicação, existem doses e remédios indicados para a infância, mas não deixe de tirar todas as suas dúvidas antes de sair do consultório.

Demonstre sempre muito carinho para o seu filho e que está sempre ao seu lado para que ele supere suas dificuldades.

Bruno Rodrigues

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Obs.: Alerto para o cuidado com o uso de medicamento. Em casos graves sim, não sou contra, mas devemos ter bom senso. Muitas vezes a criança não tem necessidade de usar remédios, mas alguns médicos dão para alcançar resultados mais rápido, o que poderia ser obtido somente com psicoterapia. Devemos tratar as causas e não usar mediamento como solução mágica, eles mudam a "vitalidade" da criança.

Por Cintia Liana

domingo, 9 de outubro de 2011

Filhos de novas uniões


Tumblr

Por Ana Maria Morateli da Silva Rico

família nuclear clássica como era conhecida, quer sejam, pai, mãe e filhos, está em plena transformação há algum tempo. Como fato comprovado, o número de divórcios por ano quase se iguala ao de casamentos efetuados no mesmo período. O aumento de separações por motivos vários, faz parte de uma triste realidade que causa profundo impacto nos filhos.

Apesar disso e, pelo fato de ter se tornado uma situação mais comum dentro dos lares, a criança tem maior facilidade em encontrar outra também de pais separados, favorecendo a troca de sentimentos e funcionando como suporte emocional uma da outra.

Com o tempo e após se refazerem do doloroso processo de separação, os pais começam a dar continuidade à própria vida pessoal. Muitos conhecem um novo parceiro e iniciam uma vida conjugal sólida e amorosa. Por vezes, ainda, o novo parceiro também traz seus próprios filhos da união anterior, aumentando consideravelmente a família.

Desta forma, todos os envolvidos direta ou indiretamente, terão que se rearranjar a fim de que se faça um lugar físico e emocional para todos. Não é fácil, pois há muito a se considerar. Se para um adulto é complicado, imagine para crianças de diferentes idades e fases de vida.

Primeiramente e, se possível, civilizadamente, ao perceber que se trata de uma ligação estável e duradoura e que de fato a pessoa fará parte da família, deve-se conversar com o ex-cônjuge, da melhor maneira, para que possa se tornar uma aliado e ajudar no momento de dar a notícia para a criança.

Esta atitude demonstra respeito e compreensão para com os sentimentos dela. Importante é não julgar a reação que tiver, pois é uma situação delicada e complexa, devendo dar-lhe tempo para que possa refletir e assimilar a grande novidade.

Em segundo lugar, vem a participação para o filho. Há de se ter tato, pois é difícil para ele incluir um estranho no lugar que é da mãe ou do pai. Dependendo com quem a criança vive, pode manifestar maior ou menor sentimento de rejeição, ciúme e ou raiva, pois teme deixar de ser amada por aquele que está vivendo com os filhos do novo par.

Tolerância, compreensão e amor devem ser redobrados, para a criança se reassegurar de que é amada e de que será bem recebida na nova família. Mas, em nenhum momento, abrir mão da imposição dos limites para não se perder de vista as regras familiares e sociais, que devem nortear a educação infantil.

Ana Maria Morateli da Silva Rico
Psicóloga Clínica



Postado Por Cintia Liana

domingo, 28 de novembro de 2010

Uma Reflexão sobre o Preconceito atrás da Palavra

Foto: Google Imagens

...isso é o aprendizado. De súbito você compreende algo
que havia precedido vida inteira, mas de maneira nova.

Por Doris Lessing

Em nosso dia-a-dia costumamos utilizar muitas expressões e termos que denotam preconceito sem que tenhamos plena consciência disso. Assim, as novelas, os meios de comunicação de massa e as propagandas estão repletos de chavões preconceituosos, muitas vezes mascarados em sátiras e situações engraçadas, as quais servem simplesmente para manter um determinado status quo que um segmento social acha recomendável. Rimos da mocinha “bonita e burra” de determinado programa de televisão e não percebemos o quanto isso é estereotipado e preconceituoso. Ouvimos e vemos, a todo o momento, expressões que denotam preconceito racial, étnico, estético e muitos outros. É preciso parar para refletir um pouco. Alguns termos transformam-se em diagnósticos de vida. Foi o que ocorreu com o termo “menor”. Menores eram sempre os filhos dos outros, aqueles que estavam na rua, era a cultura menorizada. O nosso filho era sempre uma criança ou adolescente, mas o filho do outro, do menos favorecido era um “menor”. Tomando consciência desse fato a sociedade aboliu o termo menor e passou a chamar todos os filhos de crianças e adolescentes, culminado com o fim do código de menores e com a promulgação do Estatuto da Criança e Adolescente.

Com os discursos e a literatura das famílias adotivas tem acontecido algo semelhante, onde se percebe, por trás da semântica, e que fazemos aqui uma moção para que isso seja modificado. Algumas pessoas perguntam para a mãe adotiva se “essa é a criança que você pegou para criar”; se a família possui filhos biológicos e adotivos, as pessoas costumam apontar para um deles e perguntar: “é esse o seu”?; Ou ainda, após saber da adoção, pessoas podem perguntar, mas “você conhece a mãe verdadeira dele”? Todas essas frases demonstram uma falta de esclarecimento associada ao preconceito em relação à esta constituição familiar.

De maneira geral, quando se fala em família adotiva, utiliza-se a antítese “família verdadeira”, “família natural”, “família legitima”. Temos por convicção, por força dos dados científicos, que a família adotiva não é artificial não, mas é tão verdadeira e legitima quanto a outra. Sua essência não é diferente, mas somente a contingência de como foi constituída. Então, sugerimos que sejam utilizados os termos família de sangue, família biológica, família de origem em contraposição à família adotiva. Da mesma forma, quando se fala em filho adotivo, a antítese mais comum é falar “filho verdadeiro”, “filho natural”, “filho legítimo”, “filho meu mesmo”. Sugerimos que sejam utilizados os termos filho de sangue e filho biológico, pois o filho adotivo não é artificial, nem falso ou ilegítimo e é filho mesmo dos seus pais adotivos!

Texto extraído de WEBER, Lídia. Laços de ternura. 2.ed. Curitiba: Juruá Ed, 1999. p.124-125.



Postado Por Cintia Liana

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Os cuidados voltados para a criança abrigada

Foto: Google Imagens

*Podemos também refletir sobre que tipo de preparo ou interesse o Estado tem em fazer uma seleção de profissionais sérios e respeitosos, preocupados, acima de tudo, com o bem estar da criança. Para tal função, deveria ser feita uma seleção totalmente minuciosa e um treinamento dessas pessoas, com base em teorias do desenvolvimento infantil e da adolescência e das emoções, para que essas pessoas pudessem proporcionar a essas crianças uma educação e dedicação com excelência, mas que mesmo assim não se assemelharia aos cuidados de uma mãe amorosa, consciente e com as atenções voltadas para o seu bebê, colocando-o como prioridade.
É importante ressaltar que aqui não há nenhuma intenção de desqualificar o trabalho das mães e pais sociais. Há aqueles que são muito habilidosos e afetuosos, mas num olhar geral, os pais e mães sociais são contratados para cuidar e não só de uma criança, mas às vezes de oito ou mais crianças, como é o caso de uma casa-lar, por exemplo. Abrigos que são projetados com a proposta das casas-lares, que dividem as crianças em espaços diferentes, que se assemelham a casas de verdade.
Podemos dizer que o pai ou mãe social faz as vezes de uma babá, por exemplo, que executa o trabalho de um ponto de vista profissional, mesmo que empenhe naquilo muito amor. Mas para ser pai e mãe os papéis devem ser reafirmados e reforçados a cada dia e a criança passa a ser olhada como ser único e não como mais um no abrigo, a espera por uma família.

Alexandre e Vieira (2004, p. 1 e 2), sobre a manifestação do comportamento de apego das crianças nos abrigos, dizem que:
“Apego é uma ligação contínua e íntima, apresentado pela criança em relação à mãe ou cuidador e o comportamento de apego é qualquer forma de comportamento adota para conseguir e/ou manter uma proximidade com algum outro indivíduo claramente identificado, por exemplo, a mãe. (Klaus, Kennell & Klaus, 2000)”.

Eles afirmam ainda que, segundo Bowlby (1990), uma criança que tem um lar harmonioso e pais afetuosos e protetores conseguem desenvolver um sentimento de segurança e confiança em relação àqueles que fazem parte de sua convivência. Mas, do contrário, se a criança é exposta a crescer numa situação de privação de vida familiar, pressupõe-se que sua base suportiva e de segurança tende a desaparecer o que pode comprometer sua relação com as outras pessoas, havendo prejuízos em outros setores do seu desenvolvimento.
O estudo sobre a resiliência também revela que crianças que cresceram no abandono podem apresentar uma adaptação positiva, uma capacidade notável para se desenvolver de forma saudável. “Em síntese, uma segura relação de apego reduz os efeitos das adversidades e auxilia na resiliência”. (ALEXANDRE e VIEIRA, 2004, p. 2)
Alexandre e Vieira (2004) também dizem que a criança quando institucionalizada, mesmo recebendo cuidados alimentares, higiênicos e médicos, ela caminha tardiamente, demora a falar e tem dificuldade para estabelecer ligações significativas. No abrigo a criança é privada de intimidade e cumplicidade, pois é praticamente impossível estabelecer relação íntima em virtude da quantidade de crianças que é muito maior em relação ao número de adultos. O afeto e a atenção são divididos para várias crianças.
Ainda assim, os funcionários dos abrigos são os únicos a darem suporte a essas crianças, deste modo, é natural que direcionem um comportamento de apego a eles e as demais crianças que nele vivem, como dizem Alexandre e Vieira (2004). Sobre isso, J. Ajuriaguerra diz que não haverá prejuízos à criança se esta romper os vínculos com a ama do abrigo até os 8 meses de vida. Já M. David e G. Apepll acham que entre oito e quinze meses a criança “ainda não construiu uma ligação bastante personalizada com a ama, asseverando, que após esse período não se poderá evitar a ruptura de um vínculo fundamental”. (apud ALMEIDA, 2002, p. 22)
Fica claro a privação de laços afetivos durante a infância interfere no desenvolvimento satisfatório da criança, podendo afetar suas relações com o outro e com o meio que a cerca, assim como, a ruptura dos vínculos construídos nos abrigos.
A colocação em família substituta ou reinserção na família natural – caso esta tenha as condições de acolher novamente a criança e responsabilizar-se por ela - é uma medida de prevenção de problemas psíquicos, afetivos, comportamentais já que observamos como pode ser danoso o rompimento de vínculos ou a inexistência deles para uma pessoa em pleno desenvolvimento. Por isso, a sociedade deve trabalhar o mais rápido para definir o destino de centenas de crianças abrigadas.
É importante deixar claro que os autores consultados para a construção deste trabalho não incentivam a adoção como um estímulo de abandono, como pontua também Weber (2008), é importante também dar suporte a essas famílias carentes. Mas devemos olhar urgentemente para este grande número de crianças que crescem nas instituições, algumas sem nem receber visitas de nenhum familiar ou lembrar deles.

Por Cintia Liana

Referência:

ALEXANDRE, Diuvani Tomazoni; VIEIRA, Mauro Luís. Relação de apego entre crianças institucionalizadas que vivem em situação de abrigo. Psicologia em Estud. vol. 9, nº. 2. Maringá. May/Aug. 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722004000200007. Acesso em: 03 de julho de 2008.


*Trecho de minha monografia

Para citar partes deste texto use a referência:

Silva, Cintia L. R. de. Filhos da esperança:Reflexões sobre família, adoção e crianças. Monografia do curso de Especialização em Psicologia Conjugal e Familiar. Faculdade Ruy Barbosa: Salvador, Bahia, 2008.

"Respeite a obra alheia, atribua os créditos ao autor".