"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Violência contra a mulher é tema da redação do Enem 2015

Ótimo tema. Não existiria nada mais adequado e urgente para o momento.

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Agência Brasil
Publicado: 25/10/2015 13:44 BRST | Atualizado 25/10/2015 14:44 BRST

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, conforme divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no perfil da instituição no Twitter. Este domingo (25) é o segundo dia de prova do exame e também o mais temido por muitos candidatos, justamente pela elaboração da redação.



Os portões para entrar nos locais de prova fecharam às 13h, no horário de Brasília, e as provas terão duração de cinco horas e 30 minutos. Os candidatos precisarão responder a 45 questões de linguagens e códigos, 45 de matemática e produzir uma redação.
Alguns cuidados devem ser tomados pelo estudante hoje à tarde. As redações com sete linhas ou menos receberão nota zero. Também terão a nota da redação zerada os candidatos que deixarem a folha em branco, fugirem do tema proposto ou fizerem qualquer brincadeira ou deboche. A estrutura deve ser dissertativo-argumentativa, ou seja, os candidatos devem expor argumentos relacionados ao tema da redação, elaborando-os de forma consistente e coerente.
A proposta de redação do Enem sempre vem acompanhada de textos que podem servir de motivação para que os candidatos elaborem seus próprios textos. No entanto, o estudante não deve se restringir às ideias ali apresentadas, copiar trechos ou torná-los parte de sua argumentação. Tais procedimentos podem fazer com que o candidato perca pontos na avaliação de competências.
Como nos anos anteriores, para obter a nota máxima (1.000), o texto deve cumprir bem cinco competências exigidas pelo Ministério da Educação (MEC). O título não é obrigatório. Cada competência tem cinco faixas que vão de 0 a 200 pontos: domínio da norma-padrão da língua escrita, compreensão da proposta da redação e aplicação de conceitos de diversas áreas do conhecimento para desenvolver o tema; capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações para defender um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e elaboração de proposta de intervenção ao problema abordado, respeitando os direitos humanos.
O primeiro dia de prova foi considerado "tranquilo" pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante balanço. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 364 candidatos foram eliminados do exame. Destes, 330 portavam equipamentos inadequados na sala de aula e 34 foram identificados com objetos proibidos pelos detectores de metal. A abstenção ficou em 25,31%, número menor comparado a 2014.
Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2015/10/25/tema-redacao-enem_n_8383602.html?ncid=fcbklnkbrhpmg00000004

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Maternidade: psicóloga fala sobre Síndrome do Ninho Vazio

Profissional fala sobre o conflito emocional gerado na mãe ao ver o filho sair de casa na fase adulta



Por Ingrid Dragone

E quando os filhos saem de casa? Como fica a mãe? De quais cuidados ela precisa nessa hora? Para responder a essas e outras perguntas sobre a Síndrome do Ninho Vazio, entrevistei a psicóloga Ana Tereza Lima, especialista em Terapia Familiar. Confira o resultado!


Google Imagens

Que fatores podem definir se a mulher está com a Síndrome do Ninho Vazio?A Síndrome do Ninho Vazio é o nome dado a uma forma de reagir à saída dos filhos, que, na fase adulta, seguem adiante para construir suas vidas. Trata-se de mais um ciclo que as famílias atravessam, com particularidades, emoções e aprendizados peculiares. A Síndrome pode atingir o casal, mas, frequentemente, são as mulheres que vivenciam essa experiência de forma mais expressiva. Quando se vê sem os filhos, ela passa a sofrer de inseguranças, tristeza, sentimento de vazio, rebaixamento da autoestima.
O que caracteriza a Síndrome? 
Todas as pessoas buscam ao longo da vida algo que lhes dê sentido, seja através de crenças, atividade profissional, vida afetiva ou autoconhecimento. Muitas mulheres fazem da maternidade o seu ofício; e do lar, seu porto seguro e lugar de expressão. Com a saída dos filhos e por consequência, a perda do lugar de cuidadora, a mulher pode ser tomada pelo sentimento de inutilidade, de falta de sentido. A quebra da rotina de anos dá lugar a uma disponibilidade e liberdade estranha e desconhecida. O fato de os filhos não necessitarem mais dos seus cuidados como antes, produz uma desorganização, que tanto pode ser vivida como uma crise como pode ser uma oportunidade de ressignificação do sentido de ser dessas mulheres. 

A rotina que a mulher levou a vida inteira pode levá-la a ter a Síndrome? Por exemplo, uma mulher que tem uma frustração pessoal ou profissional tem maior tendência a sofrer? Qual o perfil da mulher que fica em pior estado?
A realidade atual, em que a mulher tornou-se ativa economicamente, produziu mudanças importantes quanto a esse sentimento, mas ainda encontramos frequentemente mulheres que adoecem, deprimem, sentem-se perdidas no momento em que os filhos saem de casa, até porque, muitas acreditam que esse lugar é o único que lhes cabe. Uma pessoa que tenha dificuldades com cortes, afastamentos ou perdas, também poderá vivenciar isso como um verdadeiro luto. Quanto mais a mulher tiver uma rotina de vida, incluindo aí trabalho, estudo, investimentos na carreira profissional, vida afetiva satisfatória, vida social, ou seja, atividades além da função materna, mais facilmente enfrentará essa etapa. Nem todas as mães vivem essa experiência como algo doloroso. 
A Síndrome é uma espécie de depressão? Se não, pode chegar a ser?
Por se tratar de uma vivência de tristeza profunda, com sentimentos de desqualificação e falta de norte, existe a possibilidade de agravamento até um quadro depressivo severo. A história de vida desta mulher, associada a históricos familiares, a forma como a saída dos filhos se deu, a rede social e vincular no seu entorno, tudo isso pode contribuir para uma maior ou menor intensidade da Síndrome.

Como os filhos podem ajudar a mãe nesse caso?
O papel dos filhos e de toda família é importantíssimo nesse processo. Os filhos devem compreender o sofrimento da mãe e ajudá-la a atravessar esse momento, mostrando o quanto estão bem e em condições de seguirem suas vidas como adultos, e estimulando nela novos contatos, novos ambientes e vínculos, onde ela poderá viver novos interesses e aprendizados. Essa experiência pode ser transformadora, quando aproveitada como uma chance para recomeçar, retirar da gaveta os planos adiados.

O que a mulher pode fazer para minimizar os efeitos da saída dos filhos de casa?
A Síndrome do Ninho Vazio é mais um ciclo que a família enfrenta, assim como o nascimento de um filho ou a morte de um membro. No entanto, é um processo que vai se construindo ao longo do período de crescimento dos filhos até que chegue o momento de eles seguirem com suas escolhas pessoais, profissionais e afetivas. Se a mulher preserva sua individualidade, a possibilidade de viver essa experiência de maneira enriquecedora e prazerosa é enorme! Afinal, ela é coparticipante do sucesso dos filhos que agora saem pra trilhar seus próprios caminhos. É também um rico momento para que o casal possa resgatar sua convivência e intimidade, e realizar sonhos adiados com a chegada dos filhos. O tempo disponível poderá ser integralmente dedicado à relação. 

Quando a mulher não vive mais com o pai dos seus filhos a situação se agrava? Falo em termos de ela não ter um companheiro em casa para dar apoio.
Geralmente uma mulher que não tenha o companheiro ao lado, seja por separação ou morte, tende a investir mais o seu tempo nos filhos. Isso certamente acarreta uma sobrecarga emocional na relação, contribuindo para que o afastamento se dê de forma mais dolorosa.

E se ela sobrecarregar os filhos com a tristeza, chegando a culpá-los, como eles devem agir? 
Essa reação é bastante frequente. Os filhos e seus parceiros sofrem muito.É fundamental que os filhos se mantenham firmes na sua trajetória, apoiando a mãe no sentido de estimulá-la a encontrar um sentido para sua vida, a partir de si mesma. Um acompanhamento psicoterápico é indicado e eficiente nessas situações, porque ajuda a mulher a descobrir o que lhe mantém nesse padrão de relacionamento dependente com os filhos. Colabora também para que ela descubra seus propósitos e interesses pessoais, fazendo com que antigos projetos encontrem espaço de realização.

Ana Tereza Lima. Psicóloga (CRP 03/ 0680), formada pela Ufba, com Especialização em Psicologia Clínica, Terapia Familiar e Casal ( UCSal), e  Analista Bioenergética (Sociedade de Análise Bioenergética da Bahia). Atua como psicóloga clínica com adolescentes, adultos, casais e família, e coordena grupos terapêuticos.
Fonte: http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/maternidade-psicologa-fala-sobre-sindrome-do-ninho-vazio/?cHash=b716062696850df8b87d0561cbb9aa12

Conheça as diferenças entre apadrinhamento afetivo e adoção

Diário da Adoção

14.10.2015
EBC Rádios

A diferença é que a adoção torna a criança filho adotivo enquanto o padrinho afetivo se torna uma referência na vida da criança 

Apadrinhamento de criança é o mesmo que adotar? Você sabe a diferença? Para falar do assunto o Tarde Nacional conversou com a psicóloga e coordenadora do programa de Apadrinhamento Afetivo da ONG Aconchego, Maria da Penha Oliveira. Ela explica que há diferenças entre apadrinhamento afetivo e adoção. Na adoção, a criança se torna filho e os responsáveis passam a ter a guarda. Já o apadrinhamento é um encontro de amizade, de uma apessoa que será referência na vida da criança ou adolescente, mas ele não será responsável por ela, porque ela está sob a guarda da instituição de acolhimento.
"O apadrinhamento afetivo é um programa construído para crianças e adolescentes que vivem em situação de acolhimento, ou seja, nos abrigos, com remota possibilidade de adoção, ou de voltar para suas famílias de origem. O programa visa o encontro dessas crianças e adolescentes com pessoas da comunidade, no papel de padrinho ou madrinha", comenta.
Segundo a psicóloga a maioria das crianças e adolescentes que estão esperando o apadrinhamento afetivo estão com idade acima de 12 anos: "eles crescem na instituição com pouca referência do que é família, do que é a sociedade, do dia a dia da rotina familiar. Outra é que aos 18 anos, ele deverá sair da instituição e precisa ter um projeto de vida, para sustentar. É neste lugar, que o padrinho ou madrinha entra para ajudá-lo a construrir seu projeto de vida", esclarece.
Saiba quem pode se tornar um padrinho afetivo e quais os compromisso de quem quer apadrinhar afetivamente uma criança nesta entrevista ao Tarde Nacional, com Solimar Luz, na Rádio Nacional de Brasília.

OUÇA:


Fonte: Diário da Adoção (Facebook)

Projeto "Vem pra casa" - Série documentário sobre adoção

Giros Produtora

"Com especialista
A Giros prepara uma série documental sobre adoção. “Vem pra casa” será apresentada pela psicóloga Cintia Liana. A atração, de 13 episódios, ainda não foi negociada com canais. A produtora ganhou R$ 80 mil da RioFilme para o desenvolvimento do projeto."

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Agora é público! Foi destaque na coluna da Patricia Kogut, do Jornal "O Globo". 
Estou muito feliz! E o mundo da adoção só tem a ganhar com essa linda iniciativa da Giros Produções! Notinha em primeira mão. O projeto já tem vários fãs.

Fui convidada pela Giros em maio deste ano. Discutimos o projeto e logo fiquei apaixonada e confiante da competência da produtora Bianca Lenti e de sua equipe.

Depois li o projeto que iria ser apresentado à banca da RioFilmes e me emocionei com a sensibilidade dos roteiristas e como dominam o tema adoção. Prova disso foi ter sido um dos 10 escolhidos para a contemplação do investimento financeiro para o início do projeto.


Em uma das primeiras conversas pelo sSkype, perguntei como tinham chegado até mim e fui informada de que fizeram uma pesquisa em todo o Brasil, com um especialista em internet para descobrirem a pessoa ideal, e eu fui a apontada. Me sinto horada, orgulhosa e quero agradecer a todos vocês que seguem o meu blog, me acompanham, leem os meus posts, curte as minhas páginas, me escrevem pedindo conselhos, pedindo um "norte" nas monografias, pedindo indicações de bibliografia, que escrevem somente para dizer que gostam do que escrevo, para agradecer, etc.

Tenho certeza de que esse projeto da Giros será um sucesso e que vocês se emocionarão e se verão na telinha, porque nos 13 capítulos, contando histórias reais, falaremos de todas as modalidades de adoção com muito cuidado e amor, então tocará no coração de cada um e se reportará a história pessoal de todos vocês.

Abraços adotivos. Torçam por nós!

Cintia Liana

terça-feira, 13 de outubro de 2015

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Eu sou uma mãe - Sandra Bullock

“Estou cansada de ouvir de todos que ele não é meu filho, que ele não é meu sangue. De ser chamada de “mãe adotiva”.  
Eu sou uma Mãe. Eu não preciso de outro rótulo ou prefixo. Eu sei que eu o adotei e tenho orgulho disso. Ele pode não ter os meus olhos, ele não pode ter o meu sorriso, ele não pode ter o meu tom de pele, mas ele tem todo o meu coração. Uma mãe é a pessoa que cria, ama e traz provisão para a criança. Não importa se você compartilha o mesmo sangue ou não. 
Eu seguro o meu filho em meus braços e agradeço a Deus por trazê-lo para mim. Se a rota padrão para a formação de uma família tivesse funcionado para mim, eu não teria conhecido essa criança. Eu precisava conhecê-lo. Eu precisava ser sua mãe. Agora eu sei por que todos aqueles eventos aconteceram. Ou não aconteceram. Para que eu pudesse encontrar este menininho. Ele é, em todos os sentidos, meu filho. E agora eu desfruto da maternidade. Se, de repente, alguém dissesse: ‘Você tem mais cinco filhos, eu estaria totalmente OK com isso. Então pessoal, compartilhem isso, se você ama seus Filhos que são muito abençoados de ter você e uma casa. Vamos ter esperança que todo o mundo leia isto, especialmente aqueles que consideram a adoção como um tabu e são contra. É perfeitamente ok adotar. É um presente da Vida. O desejo do seu coração pode dar um lar à uma criança “.
Tradução livre por Luciane Cruz do blog Gravidez Invisível. Texto extraído da página no facebook Sandra Bullock Online conforme link: 
Texto original: 
"I’m tired of hearing from everyone that he is not my child, that he is not my blood. That I am a so called "Adoptive Mother”. 
I am a Mother. I need no other label or prefix.
I know I’ve adopted him and I am proud of it. He may not have my eyes, he may not have my smile, he may not have my skin tone, but he has all my heart.A mother is a person who raises, loves and provides for the child. It doesn’t matter if you share the same blood or not.
I hold my son in my arms and thank God for bringing him to me. If the standard route for creating a family had worked for me, I wouldn't have met this child. I needed to know him. I needed to be his mother. I know now why all those events happened. Or didn't happen. So I could meet this little boy. He is, in every way, my son.
I enjoy Motherhood now. If all of a sudden someone said, ‘You have five more kids,’ I’d be totally OK with it.
So guys Share this if you love your Children who are very lucky to have you and to have a beautiful home. Lets hope that Everybody reads this especially those who consider adoption as a taboo and are against it. It’s perfectly fine to adopt. It is a gift of Life. The desire of your heart can give a child a home."

In the same way, Adoption is just not limited to Humans. You can adopt anyone for that matter. If you are a Dog lover, Start your day with a smile by being a part of Dogitude. You can also get free goodies if you message them and join their membership. All dog lovers follow - http://on.fb.me/1Q52aqO 

Especialistas defendem guarda compartilhada para evitar a alienação parental

We Heart it


Especialistas em direito de família que participaram de audiência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa nesta segunda-feira (9) defenderam a adoção da guarda compartilhada como forma de se evitar a prática da alienação parental.

Segundo eles, por questões culturais, a guarda materna ainda é adotada de forma majoritária no país, e a divisão, entre pai e mãe, das responsabilidades sobre os filhos ajudaria no equilíbrio da relação.

– O Judiciário está fazendo pouco. Temos de ser realistas. A guarda compartilhada tem que ser regra geral nos processos e não exceção. Na maioria dos casos, a alienadora é a mãe. E o problema pode começar antes mesmo do parto e aflora na separação. Além disso, muitas vezes a alienação é inconsciente, e o responsável nem sempre tem a noção do prejuízo que está causando à criança e ao companheiro – alertou Delma Silveira Ibias, presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (Ibdfan) do Rio Grande do Sul.

Prevista na Lei 12.318/2010, a alienação parental é a interferência negativa na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida por um dos pais contra o outro. Conforme a lei, a prática “fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com o genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda”.

Depois das exposições, os convidados passaram a responder questões enviadas pelo público, que participa da audiência pelo portal e-Cidadania., pelo Facebook, pelo Twitter e pelo Alô Senado (0800-612211).

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Eu tentei amamentar o meu filho adotivo


05/08/2015
Por Luísa Massa

Luciane Cruz, 32 anos, é mãe do Noah, de 2 anos, administradora e idealizadora do blog Gravidez Invisível. Aqui, ela conta como foi vivenciar a experiência de amamentar o seu filho adotivo.


"Adotar uma criança sempre foi o plano principal da minha vida. Quando conheci o meu marido, compartilhei com ele esse sonho e juntos tomamos a decisão de formar a nossa família por meio da adoção. Escolhemos nos tornar pais dessa maneira porque não vemos diferença entre um filho biológico e um adotivo.

O fato é que algumas pessoas me perguntam se eu não posso ter filhos, então, respondo que sim: tanto posso, que já tenho. Entendo que, na verdade, elas querem saber se eu consigo engravidar. Sim, eu poderia passar por uma "gestação da barriga", caso optasse pelo caminho da inseminação artificial. Entretanto, esse nunca foi o meu desejo e nem o do meu marido. Serei eternamente grata a Deus por ter me abençoado com um pequeno príncipe por meio da adoção e estou "grávida de coração" novamente, esperando o meu segundo filho. Me sinto muito realizada como essa escolha!

Quando Noah nasceu para nós, ou seja, no momento em que ele chegou em nossas vidas, ele tinha apenas três dias. Eu já havia escolhido uma pediatra que também se tornou mãe por meio da adoção para acompanhá-lo. No segundo dia, o levamos para uma consulta - ele foi examinado e a médica nos passou orientações gerais sobre os cuidados que um bebê exige. Nesse dia, ela também perguntou se eu gostaria de amamentar. Confesso que, apesar de ter estudado bastante sobre adoção, maternidade e filhos, eu ainda não tinha pensado sobre essa questão. Mesmo assim, na hora respondi: "se for para o bem do meu filho, sim, eu quero!".

Então, a pediatra me receitou um medicamento cujo um dos efeitos colaterais é a produção de leite. Ela me explicou que além da depressão pós-parto, há a depressão pós-filho, pois a vida das mães adotivas também mudam do dia para a noite com a chegada de uma criança que depende exclusivamente dos pais. A médica disse o que eu deveria fazer para estimular a produção de leite e me mostrou as posições que eu deveria colocar o meu bebê para mamar. Estava bem nervosa porque esse era o único assunto que eu não tinha explorado na teoria, por isso, congelei no momento em que ela disse para eu me arrumar, pois ela mostraria como dar de mamar.

Apesar da ansiedade e do nervosismo, posso dizer que essa foi uma experiência muito especial para mim. Sentei na cadeira, tirei a blusa e meu marido colocou o pequeno no meu colo. Em seguida, a médica se aproximou e explicou como eu deveria colocar o bebê para mamar. Quando ela encostou a cabecinha dele no meu peito, ele prontamente pegou o seio e ficou sugando. Instinto de filho. Eu havia gestado esse bebê em meu coração por tantos anos e nós nos conhecíamos pessoalmente há apenas um dia, mas certamente ele reconheceu o meu cheiro. Eu ainda não tinha leite, afinal, nem tinha tomado a medicação, mas já existia tanto amor transbordando no meu peito que aquela "mamada" valeu por todas as outras que eu poderia vir a dar. Nesse momento, a emoção tomou conta da sala. Eu chorava incontrolavelmente, meu marido e a médica também estavam sensibilizados com a situação. Fiquei anestesiada por alguns dias.

Meu filho estava tomando fórmula desde o hospital, por isso, fomos orientados a continuar alimentando-o dessa maneira até que eu conseguisse produzir leite para amamentá-lo. O remédio fez efeito em aproximadamente duas semanas, mas Noah já estava acostumado com a mamadeira e a fórmula. Toda vez que eu tentava dar o peito, ele chorava muito e eu ficava nervosa com a situação. Meu marido também ficava apreensivo porque não queria vê-lo passar fome, então, acabávamos oferecendo mamadeira. Nos momentos em que eu ficava sozinha com o meu bebê, eu tentava amamentá-lo, mas ele não aceitava. Diferentemente de uma pessoa que tem um parto no hospital, eu não tive nenhum acompanhamento nos primeiros momentos para, por exemplo, certificar de que ele tinha aprendido a mamar. Infelizmente, não consegui seguir com a amamentação, mas Graças a Deus, o Noah é muito forte e saudável. Algo que também me incomodava eram as pessoas que queriam dar mamadeira para ele. Eu cedia com mais tranquilidade para o meu marido, mas ficava enciumada, pois acreditava que aquele era um momento especial para a mãe e o bebê.

Somente após um ano e meio do nascimento do meu filho, é que tomei conhecimento do trabalho da doulas. Hoje, percebo que teria sido maravilhoso contar com o suporte de uma profissional para me ajudar no pós-parto do coração. Para encerrar, espero que a minha história incentive todas as mães a amamentar, pois o leite materno é o alimento mais completo para a criança na primeira fase da vida, além do vínculo afetivo que é criado entre a mãe e o bebê. Para as mamães que terão os seus filhos por meio da adoção - no caso, recém-nascidos - tenham a certeza de que, sim, é possível amamentar! Basta ter uma boa orientação, paciência e acompanhamento - o que mais faltou para mim. Agora, se você tentou e não conseguiu, não se culpe ou julgue por isso. Existem alternativas para a alimentação dos bebês e é possível compensar essa "falta" com uma nutrição de carinho, cuidado e amor. Eu não me sinto "menos" mãe porque não tive uma "gestação de barriga" ou porque não amamentei. Muito pelo contrário: eu me sinto 100% mãe, pois amo o meu pequeno incondicionalmente. Eu sei que ele nasceu para ser o meu filho: esse é o verdadeiro amor, sem barreiras ou medidas!"


Por Luísa Massa

O amor é artigo de luxo


Filme "Pedaço de mim"


Filme "Pedaço de mim"
https://www.facebook.com/pedacodemimofilme?hc_location=ufi
Teaser do filme: https://vimeo.com/83789678

Mãe; 

Obrigado, não só por comprar nossa ideia. Obrigado pelas asas que construí através da educação que você e meu pai me forneceram, pela estrutura familiar que tenho, e pelas oportunidades de me preparar para as guerras que a vida nos impõe. 
A vitória sobre os leões que já matei e os que matarei dia após dia neste caminho difícil que escolhi percorrer, devo ao seu amor e ao seu suor - tanto quanto aos do papai. Eu amo você com minha barriga e minha alma! rs
Essa frase da camisa é uma conclusão que entendi a partir da sua existência para com a minha existência - e o que torna lindo é sentir o quão universal é o Amor quando praticado dessa maneira.
MUITO OBRIGADO! ")

Dante Valvassori



quarta-feira, 29 de julho de 2015

O valor da adoção e da verdade

We Heart it


Por Cintia Liana Reis de Silva para a Revista Negócios & Cia (Salvador-BA) e para o Guia Indika Bem (Publicado o dia 25 de junho de 2015)

A cada ano que passa é muito mais fácil ver pais ou futuros pais que entendem o valor de se instaurar a verdade sobre a adoção no lar, que sabem que esse é o caminho a ser trilhado na educação dos filhos, afinal hoje a adoção é um assunto cada vez mais debatido, cujos tabus vêm sendo rompidos e trabalhados. Já escrevi muitos textos sobre o assunto. Não há vergonha alguma em ter sido adotado, ao contrário, houve uma escolha consciente para se formar uma família, onde não foi o acaso que falou mais alto, foi o amor.

Mas como nunca é demais tocar novamente no assunto, proponho mais reflexões.

Os pais devem sempre se lembrar que é preciso falar sobre o processo de tornar-se pai, mãe e filho desde que a criança chega no lar, mesmo que pequenininha. Ela deve saber que os vínculos de amor se formam na convivência e na intenção de amar, de acolher, ou seja, na atitude adotiva. Com todos os membros da família é assim, até com os filhos biológicos.

Não espere que o seu filho pergunte. Se ele não sentir que você está seguro em falar sobre a chegada dele, ele não te perguntará. Então se prepare e entenda que mesmo sem vínculos consanguíneos vocês se amam e nada mudará isso. Faça questão do amor do seu filho, esteja seguro desse amor, esteja seguro de que você o merece. Isso fará bem a todos. Se você não se sente seguro, procure um terapeuta e invista em seu crescimento pessoal, isso certamente refletirá na felicidade do seu filho.

Reflita. Se você descobrisse hoje que o seu filho não é seu filho biológico, isso mudaria o teu amor por ele? Mas seria um choque descobrir isso após 10 anos, não? Então acredite, ser adotado ou não, não muda em nada o amor que o seu filho sente por você, mas saber disso após os dez anos de idade pode ser bem desagradável e traumático.

Ser adotado não é uma deficiência, não é um problema. Se os outros são preconceituosos é um problema deles. Os preconceituosos é que têm uma deficiência. O preconceito reflete um forte dificit de inteligência e visão, é uma grande limitação. Ensine o seu filho a educar as pessoas, a ser um formador de opinião, a falar sobre adoção de uma forma bonita (isso não inclui contar a todos a história dele). O ensine a incluir e a acolher as pessoas que merecem, ao invés de se marginalizar, como se ele fosse um coitadinho, uma vítima do destino. Incluam também a escola nesse diálogo.

Concordando com a psicóloga argentina Laura Gutman, em seu livro “A maternidade e o encontro com a própria sombra” (Editoral Del Nuovo Estremo, Buenos Aires, 2008, p. 145), parece que as crianças que foram adotadas possuem uma força excepcional e uma determinação enorme para superar dificuldades. Gutman crê que esta qualidade as faz de qualquer maneira donos dessa luz que os outros não veem e de um poder que os outros não detém. Ela diz também que estes encontros devem ser celebrados com um encantamento especial, já que aconteceram porque existiu o desejo de cuidar e amar um filho, e graças a um “chamado insistente” da criança, que de qualquer modo endereçou os pais até ela. São acontecimentos a serem valorizados, compartilhados, festejados como um matrimônio, como um nascimento, como formaturas e não a esconder ou dizer em voz baixa. Merecem ser festejados como uma maravihosa manifestação da força humana.

Já escutei e participei de centenas de histórias de adoção e já senti o quanto essas histórias são fortes e carregadas de amor e intensa emoção: quando se encontra pela primeira vez o filho, quando recebe a certidão de nascimento nova nas mãos, o quanto se festeja e se chora. Então é essa emoção que deve permanecer, que deve ser festejada a cada ano, que deve ser lembrada sempre e que deve servir para incluir as pessoas nessa felicidade.

Os seres humanos, em sua estrutura psíquica neurótica (quando não são psicóticos ou psicopatas), crescem com a sensação de inferioridade e tendem sempre a compreender que o mundo trabalha contra eles, que os desvaloriza, então é um exercício muito importante trabalhar esse padrão neurótico que todos têm e compreender que o outro, assim como nós, tende a achar que o diminuímos, que ele está sendo desvalorizado. A grande tarefa é nos sentirmos importantes por aquilo que representamos de bom, buscando internamente o nosso senso de valor, de humanidade, e só assim poderemos valorizar os outros, criando uma energia de gentileza e respeito que fará bem a todos. Quero dizer com isso que, não olhe para o seu filho como um pobrezinho, pois ele sente e se sente como você o vê. Olhe para ele como um grande homem e passe valores de um grande homem, contado a verdade sobre a sua origem de acordo com o seu grau de maturidade, pois todo ser humano merece integrar e entender a sua história para se sentir dono da sua própria vida, forte e inteiro.

Por Cintia Liana Reis de Silva para a Revista Negócios & Cia (Salvador-BA) e para o Guia Indika Bem (Publicado no dia 25 de junho de 2015)

Fonte: http://indikabem.com.br/filhos/o-valor-da-adocao-e-da-verdade

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Fotógrafa retrata dia a dia de irmãs para mostrar que não há diferença entre filhos adotivos e biológic

Fotos: Reprodução/Anna Larson

Anna Larson é mãe das garotas e tem muito orgulho da relação das duas.

R7

Existe um certo preconceito em torno da palavra "adoção". Apesar de ser um ato nobre e comum, adotar uma criança ainda é tido como um "fardo" para algumas pessoas. Anna Larson, mãe de três filhos, sendo dois biológicos e uma adotiva, resolveu mostrar que, na verdade, a adoção não é nada mais, nada menos do que dividir e recriar o amor.


Em uma série fotográfica que ela intitulou de Barely Different (Pouco Diferente, em tradução para o português), Anna procurou retratar o dia a dia de Haven e Semenesh, suas duas filhas.

Sua vontade de adotar uma criança surgiu logo em sua adolescência ao participar voluntariamente de um centro de cuidados infantis no Haiti.

Entretanto, a criança que havia conquistado o coração de Anna na época veio a falecer enquanto ainda estava aos seus cuidados.

A partir deste momento, a fotógrafa ficou ainda mais determinada em adotar uma criança.

Foi neste momento em que ela conheceu Semenesh, uma garotinha da Etiópia, que, em pouco tempo, se tornou a sua garotinha etiopiana.

Desde a adoção, Samenesh e Haven desenvolveram uma amizade como Anna nunca havia visto antes.

As duas irmãs desenvolveram uma amizade sem igual e estão sempre brincando juntas, como é possível ver no trabalho de Anna.

Segundo a mamãe orgulhosa, a conexão das duas mostra como o amor e o companheirismo estão acima de qualquer preconceito.  



Além da conexão afetiva, as duas também comemoram aniversários no mesmo mês, em setembro.

Nas imagens, as duas são vistas sempre juntas, seja em brincadeiras ou até mesmo lendo um belo livro.

Em seu Instagram, Anna também gosta de compartilhar momentos únicos das garotas.

— Elas sabem que muitos estão lendo nossa história e estão muito felizes em poder compartilhar fotos de seu vínculo. Nós não poderíamos estar mais felizes de ver tanto apoio e respostas positivas de todos aqueles que sentem o mesmo. O amor não conhece barreiras.

Além de retratar a cumplicidade entre as duas irmãs, Anna também gosta de celebrar o amor.

Em seus ensaios fotográficos, Anna não deixa de mostrar casais apaixonados e a felicidade, além de mostrar toda a sua gravidez por meio de cliques emocionantes.

Fonte: http://entretenimento.r7.com/mulher/fotos/fotografa-retrata-dia-a-dia-de-irmas-para-mostrar-que-nao-ha-diferenca-entre-filhos-adotivos-e-biologicos-19052015#!/foto/1

terça-feira, 19 de maio de 2015

Mudanças prometem acelerar processo de adoção no país

Com a novidade do CNJ, pretendentes poderão encontrar criança em qualquer parte do país


Google Imagens

O Tempo - Brasil. 17 de amio de 2015
Brasília. O tempo de espera para adoção deve ficar menor. Essa é a expectativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que lançou nesta semana uma nova versão do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). O novo modelo permite o cruzamento de dados entre os pretendentes e as crianças de todo o Brasil.

A principal mudança é a interligação nacional das comarcas. Antes, o juiz preenchia as informações, mas elas ficavam restritas ao Estado de origem. Quando iniciava a procura por uma criança com o perfil solicitado pelos adotantes, o magistrado tinha de consultar diferentes cadastros, o que, segundo a corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, dificultava a tramitação do processo.
“O novo cadastro ligará todos os juízes das varas da Infância e da Juventude do Brasil, que, em tempo real, tomam conhecimento da criança colocada para adoção. Em qualquer ponto do país, ele pode se comunicar com o colega que preencheu a ficha da criança para adoção. Por exemplo, um pretendente do Norte do país poderá encontrar uma criança no Sul”, explicou a Andrighi.
De acordo com a ministra, o preenchimento do formulário também foi facilitado, reduzindo de 35 para o 12 o total de itens a serem informados pelos juízes no momento do lançamento dos dados no sistema. Segundo ela, a ordem da fila de adoção será respeitada. Outra novidade importante é o aviso que será enviado ao juiz caso um registro fique inativo por muito tempo, permitindo verificar e corrigir obstáculos que dificultem a adoção.
Tecnologia. Presidente da ONG Aconchego, Soraya Pereira alertou que nem todas as comarcas do Brasil dispõem do sistema ou têm condições adequadas de informática para implantação do mecanismo. “Não adianta dizer que funcionará em todos os lugares, porque muitos não têm o sistema”, afirmou.
“Estamos tentando corrigir isso. É possível colocar as informações a partir de uma comarca onde a internet funcione normalmente”, rebateu a ministra Nancy Andrighi.
Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/brasil/mudan%C3%A7as-prometem-acelerar-processo-de-ado%C3%A7%C3%A3o-no-pa%C3%ADs-1.1040202