"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

sábado, 19 de junho de 2010

Adoção internacional x Adoção no Brasil, a questão do perfil da criança pretendida

Foto: Flavio Chiarini

É bastante rígido o processo de habilitação internacional, muitos passam 1, 2, 3, 4 ou 5 anos se preparando para adotar juntamente com a habilitação, que é um calhamaço de papéis, uma espécie de dossiê. Eles se associam a uma entidade de adoção internacional a depender do perfil e País que querem adotar a criança e só no final do processo a criança é indicada pela CEJA, juntamente com o Juizado (no caso do Brasil).

(Ver neste blog post sobre adoção internacional que traz informações completas. Vá na caixinha de “pesquisar neste blog”, acima na coluna direita.)

As crianças que são inseridas no cadastro de adoção internacional são crianças que já não têm mais chances de inserção em família substituta brasileira, pois estão muito fora do perfil de preferência do brasileiro que ainda insiste em criança recém nascida, branca e menina, apesar de que está muito diferente de 5 anos atrás em que a grande maioria preferia, hoje vemos muitas pessoas querendo adotar também crianças negras e maiores de 3 anos. Tem muitas crianças maiores de 6 anos, por exemplo, nos abrigos ansiosíssimas para serem adotadas e são lindas, nos ensinam muito com seu otimismo. Se elas fossem vistas e desejadas as filas diminuiriam e os abrigos se esvaziariam, seria excelente. Acontece muito de um adotante conhecer uma criança maior se apaixonar.

Em minhas reuniões no Juizado falava muito sobre adoção "tardia", sobre a necessidade de expansão do perfil, da transformação do desejo do filho ideal para o filho possível, pois não importa a idade para se tornar filho, o que conta é o desejo. Assim, via pessoas saindo da sala de reuniões dizendo que iriam direto ao serviço social mudar o perfil, pois adquiriu uma consciência de parentalidade e vínculo que não tinham antes, que não mais esperaria por uma criança que seria abandonada para estar em seus braços, mas que queria uma criança que já estivesse esperando por ela em algum abrigo. Isso é um presente para mim enquanto profissional, é o melhor retorno, é maravilhoso!

Por Cintia Liana

3 comentários:

marlos alves disse...

Oi cíntia. Excelente blog(o outro também é "fino"). Parabéns pelo seu trabalho. Sou colega psi em Natal e tenho divulgado o livro de um amigo querido sobre adoção homoafetiva. Email dele é riquinhocruz@hotmail.com. Já eu trabalho com juventudes e periferias urbanas. Forte abraço, Marlos.

SOLL MONYOK disse...

OI,sou brasileira tenho 23 anos e casada com um cidadao americano.Moro nos EUA quero adotar uma crianca ate 3 anos nao inporta cor ,raca nada disso.Nao temos filhos e temos uma situacao financeira estavel.Sou enfermeira e meu marido trabalha trabalha para o governo americano.Eu quero saber o que preciso fazer para adotacao internacional???Quanto tempo isso leva???Obrigada ...
Meu msn soll1986@hotmail.com

wal disse...

Olá! Sou brasileira, casada com americano. Moramos nos EUA. Gostaríamos muito de adotar uma criança no Brasil menor que 3 anos de idade. Temos condição financeira estável. Sou professora e meu esposo é funcionário público. Eu já me inteirei que, adoção internacional no Brasil pode ser muito burocrática quando se trata de trazer a criança para o exterior. O fato de eu ser brasileira, ajudaria com o que diz respeito a escolha da criança e idade?

Muito obrigada!
walpessoablack@hotmail.com