"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Criança saudável é espontânea, barulhenta, inquieta, emotiva e colorida!

Resiliência Mag

Por Resiliência Humana
Uma criança não nasce para ficar quieta, para não tocar nas coisas, ser paciente ou entreter-se. Uma criança não nasce para ficar sentada a ver TV ou a jogar no tablet. Uma criança não quer ficar quieta o tempo todo.
Crianças precisam se mover, navegar, procurar notícias, criar aventuras e descobrir o mundo ao seu redor. Elas estão aprender, são esponjas, jogadores natos, caçadores de tesouros.
Elas são livres, almas puras que buscam a voar, não ficar de lado. Não as façamos escravas da vida adulta, da pressa e falta de imaginação dos mais velhos.
Não as apressemos em nosso mundo de desencanto. Impulsionemos o seu sentimento de maravilha, garantindo-lhes uma vida emocional, social e cognitiva rica em conteúdo, perfume das flores, expressão sensorial, felicidade e conhecimento.
O que acontece no cérebro de uma criança quando brinca?
Os benefícios das brincadeiras para as crianças estão presentes em todos os níveis (fisiológicos-emocionais, comportamentais e cognitivos), isso não é um mistério. Na verdade, podemos falar de múltiplas repercussões:Descrizione: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001580;ord=1476779771077
Regula o humor e ansiedade.
Promove atenção, aprendizagem e memória.
Reduz o stress, favorecendo a calma neuronal, bem-estar e felicidade.
Amplia a sua motivação física, graças à qual os músculos reagem impulsionando-as a brincar.
Tudo isso promove um estado ótimo de imaginação e criatividade, ajudando-as a apreciar a fantasia do que as rodeia.
A Sociedade tem alimentado a hiperpaternalidade, que é a obsessão dos pais para que seus filhos tenham habilidades específicas para assegurar uma boa profissão no futuro. Esquecemo-nos, como sociedade e como educadores, que o valor das crianças não é definido por uma nota na escola e que com os esforços para priorizar os resultados, negligenciamos as habilidades para a vida.
“O valor das nossas crianças é que desde pequenas precisam que as amemos de forma independente, elas não são definidas pelas suas realizações ou fracassos, mas por serem elas mesmas, únicas por natureza. Quando somos crianças, não somos responsáveis por aquilo que recebemos na infância, mas, quando adultos, somos inteiramente responsáveis por corrigi-lo.”
Simplificar a infância, educar bem
Dizemos sempre que cada pessoa é única, mas temos isso pouco interiorizado. Isso reflete-se num simples facto: estabelecer um conjunto de regras para educar todos os nossos filhos.
Na verdade, esse é um equívoco generalizado que não é de todo coerente com o que acreditamos ser claro (que cada pessoa é única). Portanto, não é de se estranhar que a confluência de nossas crenças e ações resultem em confusão na criança.
Por outro lado, como afirma Kim Payne, professor e conselheiro estadunidense, estamos criando nossas crianças com excesso de quatro pilares:
Muita informação.
Muitas coisas.
Muitas opções.
Muita velocidade.
Impedimo-las de explorar, refletir ou aliviar as tensões que acompanham a vida cotidiana. Enchemo-las de tecnologias, brinquedos e atividades escolares e extracurriculares, distorcemos a infância e, o que é pior, impedimo-las de brincar e se desenvolver.
Hoje em dia as crianças passam menos tempo ao ar livre do que as pessoas que estão na prisão. Por quê? Porque nós as mantemos “entretidas e ocupadas” em outras atividades que acreditamos mais necessárias, tentando fazer com que permaneçam imaculadas e sem manchas nas roupas. Isto é intolerável e, acima de tudo, extremamente preocupante.
Consideremos algumas razões pelas quais devemos mudar isso …
Higiene excessiva aumenta a probabilidade de que as crianças desenvolvam alergias, como mostra um estudo do Hospital de Gotemburgo, Suécia.
Não lhes permitimos desfrutar do ar livre é uma tortura que limita seu desenvolvimento potencial criativo.
Mantê-las “agarradas” ao telemóvel, tablet, computador ou televisão é altamente prejudicial para nível fisiológico, emocional, cognitivo e comportamental.
Poderíamos continuar, mas neste momento a maioria de nós já encontrou inúmeras razões pelas quais está destruindo a magia da infância. Como o educador Francesco Tonucci diz:
“A experiência das crianças deveria ser o alimento da escola: sua vida, suas surpresas e descobertas. O meu professor fazia-nos sempre esvaziar os bolsos na sala de aula, porque estavam cheios de testemunhas do mundo exterior: bichos, cordas, cartas… Bem, hoje devem fazer o oposto, pedir às crianças para mostrarem o que carregam em seus bolsos. Desta forma, a escola se abriria para a vida, recebendo as crianças com os seus conhecimentos e trabalhando em torno deles “.
Esta certamente é uma maneira muito mais saudável de trabalhar com elas, educá-las e assegurar o seu sucesso. Se esquecermos isso em algum momento, devemos ter bem presente o seguinte:“Se as crianças não precisam de um banho urgente, não brincaram o suficiente.” Esta a premissa fundamental de uma boa educação.

Fonte: http://www.resilienciamag.com/crianca-saudavel-e-espontanea-barulhenta-inquieta-emotiva-e-colorida/

domingo, 16 de outubro de 2016

Por menos festa infantil espetáculo, e mais festa afetiva

É importante repensarmos tudo! Tudo mesmo.
Um excelente texto.

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Imagem: luiginter via Foter.com / CC BY-NC-SA

30 de agosto de 2016
Por Lidiane Vasconcelos

Festa infantil em bufê da moda… e bem caro! Quem nunca foi a um evento assim? O ambiente a gente conhece: brinquedos com luzes piscando e emitindo sons os mais diversos, e as crianças enlouquecidas correndo de um lado para o outro. De repente, uma parada: a criança aniversariante entra na festa. Mas agora ela usa uma roupa diferente da que estava logo no início do evento, quando recebeu 3 dígitos de convidados. Será que aquele pingo de gente conhece mesmo tantas pessoas assim? A comemoração segue. Os presentes ainda nem foram abertos, repousam num lugar reservado para eles. Isso fica pra depois! Foi-se o tempo da alegria de abrir o mimo, e agradecer pessoalmente a gentileza do amiguinho ou do primo com um abraço. Isso tornou-se desnecessário.

Animadores de festa, personagens, brinquedos recreativos, recursos e mais recursos são usados para animar a criançada. Antigamente criança sabia como se divertir, bastava algumas delas reunidas e espaço para brincarem, correrem, usarem a imaginação elas mesmas e entre si. Parece que as crianças de hoje em dia são incapazes. Será? Não estamos subestimando os pequenos? E então… chega a hora dos parabéns!!! É hora de ir para a mesa lindamente composta com doces perfeitamente simétricos e cores que combinam com toda a decoração e a roupa da criança. Beijos! Todos repetem a mesma frase… estava tudo lindo. E estava mesmo!!! Quanto a isso, não há o que discutir. Pronto… todos vão embora com sacolas repletas de guloseimas e lembrancinhas incrivelmente criativas, inusitadas e exclusivas!

As festas viraram espetáculos caros, exagerados e entusiasmados um pouco acima do normal, a meu ver. Por que passamos a celebrar mais um ano de vida das crianças desse jeito? Ainda não entendi bem. Por que passamos a comemorar a vida de maneira que beira o impessoal, em detrimento das festas afetivas de antigamente?

Você lembra? As festas de aniversário eram em casa, ao redor de nossas mesas, com brigadeiros e doces desiguais, e tudo bem! A reunião era para poucos, familiares e amigos que, de fato, faziam parte da história da criança, com quem se encontrava outras vezes ao longo do ano. Era uma festa, portanto, afetiva. A festa começava nos preparativos, na produção das delícias e na arrumação da casa para o momento em si. Todo esse processo era o que tanto trazia alegria… você se lembra? A festa tinha um propósito: reunir as pessoas mais queridas para a celebração por mais um ano de vida. Isto, por si só, era o motivo mais que especial, e ter os mais queridos por perto era extraordinário. Onde foi que nos perdemos quando passamos a nos empenhar tanto para tornar esse momento em algo espetacular? O que dizer quando as pessoas passaram a dar mais importância em mostrar o que têm e o que podem pagar, em detrimento de vivenciarem o que verdadeiramente são na essência? É isso o que torna essas pessoas mais felizes?

A gente ouve falar demais que o mundo anda bastante competitivo, e que é preciso preencher alguns requisitos para atender a um modelo de sucesso social. Sem isso, somos vistos como fracassados, perdedores… esse veneno todo chegou às comemorações nos aniversários infantis? A celebração feliz e genuína, pela vida da criança, junto aos mais próximos, não é mais o bastante? Vem daí a loucura de muitas vezes fazer o que não se pode, parcelar a festa em inúmeras vezes, ou ainda pegar empréstimos (já ouvi falar que até isso fazem!), tudo para mostrar o que tem, ou fingir para a sociedade o que de fato não tem? De onde vem essa necessidade de impressionar, de fazer mais e diferente a cada ano?

É claro que cada família é livre para fazer a comemoração do aniversário da cria como bem entender, e fazer o investimento que puder e quiser. Se isso é significativo para elas, assim mesmo como vemos hoje em dia, que seja. E nem se trata de eu ter me sentido desconfortável por ter estado em um evento assim. Absolutamente! Não é essa a questão. O que desejo colocar como reflexão é se isso tudo realmente traduz a essência dessas famílias. O que há de verdade nisso tudo? O que resta, em termos de sentimento, desses superultramega eventos? O quanto isso tem sido saudável para todos? O que vamos ensinar às crianças com todo esse movimento eufórico e consumista em torno das festas infantis? Quero refletir com você, apenas…

Felizmente, tenho percebido algum movimento contrário a isso tudo. Se por um lado há essa necessidade coletiva de aprovação, que busca a opinião do outro quanto a sermos, ou não, pessoas bem sucedidas, nem que para isso haja tanto desgaste e gastos financeiros desproporcionais, por outro lado é animador assistir ao resgate do simples e descomplicado, com festas intimistas e afetivas que buscam nada mais que produzir gostosas recordações, e festejar afetivamente. É revigorante ver, em tempos de festas espetáculo, comemorações em que há uma reunião com significado, apenas pela presença dos que estão ali. É gostoso ver a alegria da criança ao ganhar um presentinho, e logo poder abrir e se deliciar com a surpresa ali mesmo, sem a necessidade de seguir o roteiro do “agora não é hora de abrir os presentes”. É confortável poder receber pessoas queridas, servi-las com guloseimas desiguais… e tudo bem! Elas são de casa e não se importariam com esses detalhes. Que importância tem a perfeição dos doces, afinal? 

Repensar tudo isso nos coloca diante de um (velho) mundo novo, de novas possibilidades, das escolhas verdadeiras e do coração, das festas com significado que arrancam sorrisos e alegria dos pequenos por estarem com quem amam e por quem são amados na real, e que, a gente sabe bem, não há dinheiro algum que compre. Nenhum!

Fonte: http://www.trololodemulher.com.br/2016/08/30/festa-infantil-2/


Quando nasce um bebê, nasce uma plantação de palpiteiros

Criar e Crescer
Neste episódio do Criar e Crescer, o pediatra Daniel Becker comenta sobre as visitas ao bebê recém nascido, que podem causar alguns transtornos em algumas famílias. "É uma decisão de cada família, mas é um momento delicado, em que os vínculos familiares estão sendo formados, é importante ter bom-senso", afirma o médico.


https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/cuidar/indicacao/quando-nasce-um-bebe-nasce-uma-plantacao-de-palpiteiros/

Oficina de “desprincesamento” combate o sexismo e empodera meninas no Chile


21 de março de 2016
Por Daniel Froes
A oficina de “desprincesamento”, criada pelo Escritório de Proteção de Direitos da Infância de Iquique, no norte do Chile, é uma forma de empoderar as meninas, que, historicamente, são educadas para serem como algumas princesas da Disney: indefesas e dependentes de um “príncipe encantado”.
“Buscamos dar a elas ferramentas para que elas cresçam como meninas livres de preconceitos, empoderadas e com a convicção de que são capazes de mudar o mundo, e que não precisam de um homem do lado para isso”, explica o coordenador do Escritório de Proteção de Direitos da Infância do município, Yury Bustamante, ao Mirador de Atarfe.
As atividades são divididas em seis módulos na Casa de Cultura da cidade. São realizados debates, aulas de defesa pessoal, cantorias e atividades manuais. O objetivo é fazer com que as meninas reflitam sobre o que é ser mulher. “A ideia é por em questão as ideias legitimadas pelos contos de fadas e pelos filmes clássicos da Disney, entre outras expressões”, afirma o La Voz.
Bustamante também disse ao jornal que deseja “abrir espaços de discussão com as meninas sobre desigualdade de gênero, mas com elementos que elas possam identificar, para que elas tenham uma oportunidade de incorporar outros elementos na construção de sua identidade como meninas”.

E o programa tem feito bastante sucesso: as 20 vagas disponibilizadas foram rapidamente preenchidas e já tem lista de espera para novas turmas.

Fonte: http://razoesparaacreditar.com/educacao/oficina-de-desprincesamento-combate-o-sexismo-e-empodera-meninas-no-chile-3/

sábado, 15 de outubro de 2016

O Afeto que transforma a Vida. Projeto Padrinho do Coração

Este blog me traz muito presentes e mais um deles foi a amizade da psicóloga Ana Paula Ribeiro que fez contato comigo falando do lindo projeto do qual faz parte, da ONG Associação Santos Inocentes/Cidade da Criança.
Localizada na Cidade de Irati, Paraná. 
Um projeto que merece ser conhecido.
A descrição dele me foi enviado por ela, assim como as fotos.
Vamos conhecer?

A psicóloga Ana Paula Ribeiro

Apadrinhamento Afetivo:

O Afeto que transforma a Vida

O Afeto que vai além das paredes do acolhimento institucional.

 

Projeto Padrinho do Coração

O acolhimento institucional de crianças e adolescentes é uma medida de proteção que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei Federal 8069/1990), deve ser de caráter provisório e excepcional. Porém, antes da Lei 12.010 de 29 de julho de 2009, rubricada como nova Lei da Adoção, observava-se que esse caráter provisório nem sempre se fazia real, ocorrendo casos em que a criança ou o adolescente permanecia por vários anos na instituição de acolhimento (IPEA, 2004). Pensando em uma forma de minimizar as possíveis consequências negativas que esta situação acarretaria, foi (re) implementado, na Associação Santos Inocentes/Cidade da Criança, Irati/Paraná, o Programa Apadrinhamento Afetivo. Este teve início no ano de 2014, por iniciativa da Equipe Técnica desta Organização Não-Governamental, composta na época pela Assistente Social Maria Helena Orreda e pela Psicóloga Ana Paula Ribeiro e, solicitação da Direção da entidade. Seu principal objetivo é garantir às crianças e adolescentes acolhidos a possibilidade de convivência familiar e comunitária prevista no art. 4º, do Estatuto da Criança e Adolescente, o qual afirma que:

É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Neste sentido, o Projeto Padrinho do Coração visa proporcionar experiências e referências afetivas fora do contexto do acolhimento institucional, ou seja, os acolhidos que fazem parte do projeto tem a oportunidade de vivenciarem situações do cotidiano além das paredes da instituição. Ter adultos significativos é fundamental na vida de qualquer criança ou adolescente, especialmente daqueles que passaram por violações promovidas por aqueles que deveriam exercer principalmente o cuidado e/ou zelo. Sendo assim, a existência de projetos de apadrinhamento afetivo que promovam a convivência com adultos e exponham os acolhidos ao Mundo externo (retirando-os por um período do contexto do acolhimento institucional) é essencial.

Critérios: Detalhes que fazem a diferença !

No Projeto de Apadrinhamento Afetivo realizado pela Cidade da Criança qualquer pessoa que tiver mais de 21 anos, porém respeitando a diferença de ter 16 anos a mais que a criança ou adolescente, ter disponibilidade para participar efetivamente da vida do afilhado, participar das Oficinas e Reuniões com a equipe responsável pelo projeto, apresentar documentação exigida (além de documentos pessoais, apresentar também Atestado de Antecedentes Criminais e para Casais é necessário apresentar declaração de concordância do conjugue, certidão de casamento ou declaração de união estável), consentir visitas da equipe multiprofissional em sua residência e respeitar as regras e as normas estabelecidas, então poderá apadrinhar uma criança ou adolescente, ou seja, estará apto. A escolha é feita foi afinidade e empatia. Há uma entrevista com a Equipe Técnica, onde as Coordenadoras do Projeto -  Psicóloga Ana Paula e a Assistente Social Elisane Aparecida Fernandes, através de uma entrevista semi-aberta coletam dados destes futuros padrinhos do coração. O padrinho e a madrinha tornam-se uma referência na vida da criança, mas não recebem a guarda, pois o guardião continua sendo a instituição de acolhimento. Os padrinhos podem visitar a criança e, mediante autorização e supervisão, realizar passeios e até mesmo viagens com as crianças.

Os afilhados: Buscam laços de Proteção.

Serão apadrinhadas as crianças e adolescentes acima de 7 anos de idade que estão com os vínculos familiares rompidos ou com previsão de longa permanência na entidade, podendo estes estar ou não destituídos do Poder Familiar ou crianças e adolescentes institucionalizadas a mais de seis meses, mediante avaliação da equipe multiprofissional, visando a ampliação da rede de apoio afetivo, social, comunitário, para além da entidade. A criança e ou o adolescente indicado para o Projeto também são orientados sobre a proposta para poderem compreender a diferença entre o apadrinhamento e a adoção e discutir as possibilidades de vínculo.

Concluindo ... Construindo laços de Afeto !

O Apadrinhamento Afetivo aparece como um programa que tem a tentativa de amenizar os efeitos trazidos pela institucionalização acompanhando os objetivos apresentados pelo ECA, ou seja, se caracteriza pela participação e acompanhamento do padrinho na vida de uma criança ou adolescente em acolhimento institucional, o que lhe proporcionará uma nova vivência familiar e de integração psicossocial, composta por apoio, carinho, atenção, amor e além de novas experiências em família. Enfatiza-se que a proposta de terceiros oferecerem tempo, orientação e exemplos de vida além das paredes do acolhimento institucional é uma alternativa às crianças e adolescentes em situação de abrigamento, proporcionando-lhes os direitos dos quais estão privados.

Psicóloga Ana Paula Ribeiro

Observação: O Projeto referenciado neste artigo é de iniciativa da ONG Associação Santos Inocentes/Cidade da Criança.
Localizada na Cidade de Irati, Paraná.
O Projeto Padrinhos do Coração foi reimplantado em 2014 pela Assistente Social Maria Helena Orreda e pela Psicóloga Ana Paula Ribeiro. Hoje a Maria H. é voluntária do projeto. A atual assistente social que coordena juntamente com a psicóloga chama-se Elisane Aparecida Fernandes.
Presidente: Renato Pachude
Direção: Irmã Anice Bebber
Administração:
Tatiane Maria Horst Cardoso


Na época o projeto foi aprovado pela Juíza da Infância, pelo Ministério Público e foi apresentado no CMDCA de Irati (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente). 







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Parabéns a todos vocês por essa iniciativa tão importante para esses menores, para terem um futuro com mais consciência da importância dos laços de amizade e de amor.


Não às palmadas

Foto página Facebook "Desconstruindo Conceitos"

Quanto mais eu trabalho, estudo e conheço o universo humano, tenho a mais absoluta convicção de que bater em uma criança é uma das mais absurdas e profundas agressões, é burrice. Só bate em uma criança quem não se enxerga como pai, como mãe e como ser humano. 

A criança não faz nada por mal, ela só reage a uma agressão que estão fazendo primeiro à ela, por instinto de preservação, por não ter aprendido ainda a argumentar. E alguns pais, ao invés de ensinarem o poder da conversa, a ensinam a crueldade impiedosa da violência, exatamente no momento em que ela mais está precisando ser compreendida e a família está precisando se ajustar. Pais sensíveis e inteligentes sabem que a criança é o termômetro da saúde familiar. <3 span="">

Cintia Liana


Cintia Liana

domingo, 18 de setembro de 2016

Sobre a maternidade e seus vícios

Blog Skopós
Por SolQS
Estava lendo um livro que me fez pensar. O livro falava sobre vícios e como nossa sociedade quebrou alguns tabus e evoluiu em relação à muitos deles. Lidamos aparentemente melhor com pessoas viciadas jogos. Lidamos melhor com pessoas viciadas em sexo e orgias. Lidamos muito melhor, a ponto de admirar, aqueles viciados em trabalho. Lidamos melhor.
Mas e os vícios da maternidade? Ah, esses não tem como lidar melhor, afinal de contas eles envolvem um pequeno ser que não tem recursos para se defender ou tomar decisões. Então é por bem que critiquemos esses vícios, essas péssimas mães viciadas em tantas coisas proibidas na maternidade. Claro, maternidade tem regras e elas devem ser seguidas. Afinal de contas, que mãe que em sã consciência dorme abraçada com o bebê em sua cama? Que mãe inconsequente que acostuma tão mal seu bebê ao ponto de ensiná-lo a dormir mamando no peito? Quanto egoísmo querer sentir o carinho que aquela mãozinha faz enquanto mama ou olhar aqueles olhinhos tão fixos nos seus. Da horror só de pensar em deixar o bebe se acostumar a ser tirado do berço ou do carrinho quando chora para acalmá-lo em seus braços. Lugar de bebê é no berço, no carrinho, na escola, mas não no colo da mãe.
Ah, e por falar em escola, não podemos esquecer daquelas que abandonam uma carreira por um ou dois anos para cuidar dos filhos e não dão à eles o exemplo de independência que deveriam dar. Afinal, um bebê precisa saber que o mundo não deve ser machista. Também existem aquelas que deixam de ir viajar e dar atenção aos seus maridos só para ficar pertinho de seu filho, um tremendo absurdo, já que o bebê precisa entender e aceitar essa separação que o marido, adulto e que optou por ser pai, não consegue.
Ah, esses vícios da maternidade. Ah, esse instinto materno que faz com que as mães insistam em dar o peito o tempo todo e em qualquer lugar para alimentar, acalmar ou estar em um contato mais íntimo com seu bebe, que faz com que as mães queiram ter seus filhos em seus braços sentindo seu calor e exercendo seu papel de protetora, que faz com que abram mão de parte de suas próprias vidas em prol de uma outra. Ah, esse instinto materno…
Certo mesmo é proibir esse contato físico e aumentar a distância entre mãe e filho. Certo mesmo é facilitar a vida dessa mãe, coitada, que precisa descansar. Deixem-a então trabalhar fora por muitas horas, para chegar e cuidar da casa, do jantar e do marido. Deixem-a cuidar de suas obrigações, porque cuidar do filho, ah não, cuidar do filho do jeito que ela sente vontade é terrível demais para ele. Pode ser mal acostumado, se tornar um bebê mimado, chato e inconveniente. O bebê precisa mesmo é ir com qualquer pessoa e saber que não terá o que quer a qualquer choro. Isso sim, ah, isso sim, faz um bem enorme a sociedade. É só ver a nossa, tão egoísta, tão violenta, tão intolerante. Tão, tão, tão contraditória.
E se respeitarmos as mães ao ponto de as deixarmos livres para tomarem suas decisões baseadas em seus instintos? E se nós, mães, nos respeitarmos ao ponto de nos deixarmos livres?
Livres de livros, teorias, conselhos e julgamentos. Livre para seguirmos o nosso instinto.
“A NATUREZA NUNCA NOS ENGANA. SOMOS SEMPRE NÓS QUE NOS ENGANAMOS” (ROUSSEAU)


Fonte: https://skopospp.wordpress.com/2016/09/16/sobre-a-maternidade-e-seus-vicios/

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Sobre a criação com "apego"


Lembrando que existem 4 tipos diferentes de apego. Esse ai' é o genérico, conhecido popularmente. Mas apego tem um conceito muito profundo e cada tipo define o tom da relaçao com o primeiro objeto de amor da criança, que é a mae ou a sua substituta, que pode ser tambéem um pai solteiro ou adotivo. O conceito de apego é lindo e muito complexo. John Bowlby é o pai dessa incri'vel teoria. 

Leiam também esse meu texto sobre a importancia do contato entre mae e bebe:
http://psicologiaeadocao.blogspot.it/2013/02/aquele-abraco-negado.html
Tem também um outro que explica os tipos de apego e o momento de começar a ir à escola:
http://psicologiaeadocao.blogspot.it/2014/10/o-momento-ideal-para-iniciar-vida-socio.html

O apego em quatro padrões:
“Seguro – o bebê sinaliza a falta da mãe na separação, saúda ativamente a mãe na reunião, e então volta a brincar; Inseguro – evitante – o bebê exibe pouco ou nenhuma aflição quando separada da mãe e evita ativamente e ignora a mãe na reunião; Inseguro – resistente – o bebê sofre muito, tem muita aflição ou angústia pela separação e busca o contato na reunião, mas não pode ser acalmado pela mãe e pode exibir forte resistência; Inseguro – desorganizado – apresenta comportamento misto, ora como evitante, ora como resistente.” (Lantzman, 2014)
Cintia Liana ❤

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Foto: Gravidicas

Texto retirado no Blog Gravidicas

Eu considero a sociedade hoje muito “isolada”.As pessoas evitam contato, o foco é a tecnologia. Receber um abraço sincero é artigo de luxo. Conversa “olho no olho” é só nos casos de briga (e olhe lá). As pessoas priorizam mexer no celular a caminhar de mãos dadas.

Mesmo com tanta correria, notei que a “Criação com Apego” tem se tornado um estilo de vida pra muitas mães hoje em dia. Talvez pra repor alguns erros cometidos pelos nossos pais, ou pra preencher um vazio que existe por algum colo negado em algum momento na vida.

Somos uma sociedade carente de atenção. Afinal, você já não ouviu aquelas “malditas” frases do tipo: “Não pegue seu bebê demais senão vai acostumar mal.” ; “Não dê de mamar toda hora, senão ele vai acostumar mal”… Para os mais antigos (e até pra muita gente da minha faixa etária ~24~), é um erro tremendo se “apegar” ao bebê.

Bom, contrariando as muitas dicas que recebi durante a gravidez, eu e meu marido optamos por criar nossa filha com muito apego, chamego e etc. Confesso que não posso garantir a vocês que ela será perfeita em todos os aspectos, que não irá chorar quando eu não puder dar colo ou coisas assim. Mas posso dizer, com muita segurança, que estamos criando uma criança com demonstrações verdadeiras do que é o amor. E pasmem, ela tem 5 meses e já retribui o carinho.

Aí você me pergunta: Por quê não seguir os exemplos que tivemos? Você, mamãe, já parou pra ler a carteira de vacinação do seu filho? Se não, leia, urgentemente. Se sim, percebeu que até mesmo na carteirinha recebemos indicações para: amamentar por mais tempo, não nos preocupar com colo demais e etc? Pois então, é a “Criação com Apego” divulgada para milhares e milhares de mães no Brasil, e mesmo assim, dar amor e carinho ao filho pode parecer um erro.
Não te convenci ainda? Então pensa comigo:

O bebê passa nove meses na nossa barriga. Sente o que sentimos. Ouve nosso coração. Fica quentinho, acolhido, protegido… Assim que ele nasce, já somos bombardeadas com as “dicas” #fail, dizendo que não devemos dar muito colo, nem muito peito, nem muito carinho. Você, adulta (o) que é, quando vai em uma festa cheia de gente e não conhece ninguém, de repente encontra sua melhor amiga, você não tem vontade de grudar no braço dela e não soltar mais? Afinal, ficar sozinha em lugares desconhecidos é tão desagradável.

Agora imagine para o bebê. Se ter um filho pra você é novidade, para ele até respirar é um ato novo. Eles sentem medo, frio. O colo da mãe é proteção. O abraço da mãe é aconchego. O peito, não é só alimento, é amor.
A criação com apego me tornou muito mais humana. Eu não deixo minha filha chorar até cansar, até porquê, eu odiaria que fizessem isso comigo. Eu não dou de mamar somente de 3 em 3h, afinal, meu leite não é só comida, é a bebida, é um carinho… Eu, quando tenho sede, vou lá e bebo água. Seu bebê não pode fazer o mesmo? Chorar é a maneira que ele tem de pedir…


Eu dou colo pra minha filha, sempre que ela precisa. No começo, é complicado, é adaptação, eles não querem ficar longe. Hoje, com quase 6 meses, ela já fica mais tempo longe, fica sentadinha, brincando. E quando quer colo, eu pego sim. É dito e feito que: ou é sono, ou é fome. A gente com sono, não fica um porre também?
Resumindo, a criação com apego é isso: É colocar-se no lugar do bebê, antes de qualquer coisa.


Pra encerrar com chave de ouro, compartilho aqui com vocês, um texto lindo que tenho salvo no meu celular, pra me lembrar, todos os dias, que amor demais é função de mãe!
“Não existe nenhuma doença mental causada pelo excesso de braços, de carinho, de carícias. Não há ninguém na prisão, ou no manicômio, porque seus pais lhe pegaram demais no colo, ou cantaram canções demais, ou lhe deixaram dormir com eles. No entanto, existe sim, gente na prisão, ou no manicômio porque não teve pais, ou porque seus pais lhe maltrataram, lhe abandonaram ou lhe desprezaram. Mesmo assim, a prevenção dessa suposta doença mental totalmente imaginária, a mimação infantil crônica, parece ser a maior preocupação da nossa sociedade. […] E se não, puxe pela memória e compare: quantas pessoas, desde que ficou grávida, lhe advertiram sobre a importância de por protetores de tomada, de guardar em lugares seguros os produtos tóxicos, de usar uma cadeirinha segura e apropriada para o carro ou de vacinar o seu filho contra o tétano? Agora, quantas pessoas lhe avisaram para que você não fique muito com seu filho nos braços, que não o deixe dormir na sua cama, que não o acostume mal?”

Dr. Carlos González

Fonte: http://gravidicas.com.br/sobre-a-criacao-com-apego/

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Porque sou a melhor mãe que posso ser

Ilustração: Bárbara Brasileiro

Por Marcela Feriani
03 de julho de 2016

Enquanto os olhos do mundo estão no bebê que acaba de nascer, a mãe da mãe enxerga a filha, recém-parida. O papel de avó pode esperar, pois é a sua menina que chora, com os seios a vazar.

A mãe da mãe esfrega roupinhas manchadas de cocô, varre o chão, garante o almoço. Compra pijamas de botão, lava lençóis sujos de leite e sangue. Ela sabe como é duro se tornar mãe. 
No silêncio da madrugada, pensa na filha, acordada. Quantas vezes será que foi? Aguentará a manhã com um sorriso? Leva canjica quentinha e seu bolo favorito.

Atarefada, a mãe da mãe sofre em silêncio. Em cada escolha da filha, relembra suas próprias. Diante de nova mãe, novo bebê, muito leite e tanto colo, questiona tudo o que fez, tempos atrás. Tempo que não volta mais. 
Se hoje é o que se tem, então hoje é o que é. Olha nos olhos, traz pão e café. Esse é o colo, esse é o leite. Aqui e agora, presente. 
A mãe da mãe ajuda a filha a voar. Cuida de tudo o que está às mãos para que ela se reconstrua, descubra sua nova identidade. Ela agora é mãe, mas será sempre filha.

Toda mãe recém-nascida precisa dos cuidados de outra mulher que entenda o quanto esse momento é frágil. A mãe da mãe pode ser uma irmã, sogra, amiga, doula, vizinha, tia, avó, cunhada, conhecida. O fato é que o puerpério necessita de união feminina, dessa compreensão que só outra mãe consegue ter. O pai é um cuidador fundamental, comanda a casa e se desdobra entre mãe e filho, mas é preciso lembrar que ele também acaba de se tornar pai, ainda que pela segunda ou terceira vez.

Marcela Feriani * Canjica
Ilustração: Bárbara Brasileiro

Fonte: https://www.facebook.com/MariaRenataCerqueira/photos/a.449252175232055.1073741829.428343603989579/639813776175893/?type=3&theater


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Não podemos viver apenas para nós mesmos


Fanpage Cheiro de Alecrim

"Não podemos viver apenas para nós mesmos. As nossas vidas estão ligadas por mil fios invisíveis, e ao longo destas fibras simpáticas, as nossas ações são executadas como causas, devolvendo-nos os seus resultados."


Herman Melville

Il. Iris Scuccato

Os ninguéns

Pensei que fosse um texto mais longo, mas quando li esse pequeno texto poético e realista tive que dividir do mesmo jeito com voces.

Revista Pazes
11 de março de 2016
Por Eduardo Galeano
As pulgas sonham em comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico de sorte chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chova ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.
Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.
Por Eduardo Galeano
Fonte: http://www.revistapazes.com/2200-2/